Um blogue mal humorado, com aversão ao abominável modismo do "polìticamente correto" (hipòcritamente mal-resolvido). Blogue de um cético convicto, com a própria ortografia.

Posts marcados ‘CADE’

leniência com a Siemens

Leniência com uma empresa que já foi condenada na Alemanha por corrupção ativa em diversos contratos. Curioso.

Será que, além dos acusados, ninguém mais recebeu algo?

Os links da Deutsche Welle (em português) estão à disposição dos interessados:

19 de julho:

http://www.dw.de/esc%C3%A2ndalo-no-brasil-p%C3%B5e-em-d%C3%BAvida-esfor%C3%A7os-anticorrup%C3%A7%C3%A3o-da-siemens/a-16961389

28 de julho:

http://www.dw.de/siemens-deve-substituir-diretor-executivo-peter-l%C3%B6scher/a-16980986

Anúncios

us jeniu da enpreimça

Eu queria continuar a escrever sobre as constituições, mas tenho de interromper a seqüência, dados dois absurdos (abeçurdos) da enpreimça com que me deparei hoje.

Em uma estação de rádio, o locutor (formado em comunicação social, como costumam ser os tais jornalistas hodiernamente) disse, e repetiu, que o CADE iria investigar a QUARTELIZAÇÃO em determinada licitação.

Em um jornal, encontrei pronome oblíquo iniciando o título de uma matéria.

Axo qi he ora di têrmus menaziskola, pruqe du geito qi çai êçi jeniu da enpreimça tá defissiu. 

Pior, são todos cheios de mimimi e logo ficam ofendidozinhos se apontamos os erros de conteúdo e de forma nas matérias com que deformam a opinião pública.

Com ou sem título universitário, a tal enpreimça jóvi tem atuado como notável desserviço ao desenvolvimento do país.

Se as escolas não ensinam, um pouco de leitura seria aconselhável para quem deseja trabalhar com palavras. E pensar que esses jornalistas têm o mesmo título profissional que Machado de Assis…

Cadê o PROCON?

Há umas coisas que parecem ser apenas “brincadeiras” no Brasil.

Uma delas é o CADÊ, que deveria impedir a formação de oligopólios e de monopólios. Chocolates, empresas de aviação, telefonia, etc..

Outra é a tal coisa de Defesa do Consumidor. Há um mês, as apresentações daquela coisa chamada Lady Gagá tiveram ingressos reduzidérrimos, depois que só uns bobalhões tinham comprado aquele encalhe. A “egípcia” Rita Lee (outra Gagá) achou que alguém estivesse interessado em ver aquele traseiro velho e magro, e como resultado perdeu um patrocinador. Logo ela que já tinha feito uma apresentação de despedida, em Aracaju, com briga, processo e multa contra a Polícia Militar de Sergipe. Ontem, a periguete Madonna Mia atrasou “apenas” três horas, no Rio de Janeiro. Coisa de artista que não se enxerga, em terra de quem só usa relógios como adornos para braços. Alguém definiu indenizações para os ludibriados consumidores mais sérios?

Artista que faz propaganda enganosa também tinha de ser penalizado. Inclusive os teatros que “acham” que atraso de uma hora e meia para o espetáculo é “normal”.

Cartel dos combustíveis no DF – cont.

Eis que hoje, como previsto, os postos amanheceram com o preço da gasolina “reajustado” para os R$ 2,76.

Lógico que não é cartel, já que ninguém do poder judiciário, do ministério público ou do CADE observa isso.

Afinal de contas, esses phoderes estão todos em conluio com o Panetone de Arruda, de Paulo Octávio, de HorRoriz. Faz parte da “autonomia política” do DF que o empresariado tanto defende.

Só os consumidores é que são idiotas e vêem miragens.

Cartel dos combustíveis no DF

De repente, com boicotes de muitos consumidores (inclusive eu, que sempre que podia deixava para abastecer o carro em Goiás), o preço do litro da gasolina comum caiu de R$ 2,79 para R$ 2,73, e esta semana, surpreendentemente, para R$ 2,39, justamente no meio da crise política de excesso de governadores trambiqueiros.

Como no Estado vizinho a queda dos preços não ocorreu, só se pode supor que os comerciantes ligados ao cartel dos combustível esteja tentando ludibriar os consumidores, assim como os políticos tentam enganar os eleitores.

Eu, por minha conta, continuo na política de manter o consumo de tudo que é possível em Goiás, para evitar ao máximo a transferência de impostos para os bandidos que se assenhoraram da máquina administrativa do Detrito que Fede muito Mal.

Ah, em muitos postos de marca PTrobrás, cobram R$ 2,43 o litro da gasolina. Continuam roubando mais do que os outros.

Fim do cartel dos combustíveis no DF?

Felizmente a Procuradoria-Geral da República se colocou contra a lei votada pela “Casa dos Horrores” (ou Câmara Legislativa do Distrito Fede-mal, o nome pomposo que tem a câmara de vereadores de luxo, criada em 1988), que impede, desde os tempos nada saudosos do “coroné” Roriz que postos de gasolina se estabeleçam em áreas de hiper-mercados, como ocorre em outros estados

Como aqui não existe concorrência, mas simplesmente o imenso cartel, em que, dos 308 postos, 90 pertencem a uma única rede (e outros tantos a duas outras), a gritaria chegou à PGR.

Fico satisfeito comigo mesmo, pois sei que fiz também minha parte, com meus resmungos de blogueiro insatisfeito com a acintosa diferença de preços que há entre Goiás e o DF.

Matéria completa do Correio Braziliense: restrição ilegal

Cadê o CADE – parte 2 – 27 de outubro de 2009

Cadê o CADE – 2 de agosto de 2009

P.S.: Eu não utilizo postos Petrobrás.

Brasília, os grileiros e os estacionamentos

Nesta cidade de grileiros, onde condomínios são implantados em áreas públicas, onde comércio se instala em “puxadinhos”, onde deputados distritais (os vereadores de luxo inventados num arroubo lítico populista de Ulisses Guimarães, em 1988) fazem manifestação contra a cobrança pelo estacionamento em shopping centers, onde “flanelinhas” recebem coletes para demonstrar que são cadastrados para extorquir a população (que se recusa a ter parquímetros ou zonas azuis), onde qualquer motorista se julga no direito de parar em fila dupla (“é só um minutinho”), a novidade é que vão usar parte das áreas não ocupadas das quadras comerciais para fazerem “puxadinhos”, que vão servir de estacionamentos.

Logo eles serão privatizados com correntes e virarão sei lá o quê.

Ninguém se preocupa em melhorar os meios de transporte públicos para que os automóveis sejam deixados de lado, ao contrário, “vamos incentivar”. Deve ser a força do cartel dos donos de postos de combustíveis, jamais fiscalizados pelo CADÊ.

Brasília, uma cidade que nasceu na ocupação de terras de Goiás, e cuja população consome, provàvelmente através da água dos garrafões, alguma bactéria que inocula a doença da falta de urbanidade. O você-sabe-com-quem-está-falando não é doença do período militar, como dizem alguns “analistas”, é doença dos grileiros.

Prefiro filtrar a água da torneira, e ir embora para Goiás. Lá existe zona azul, motorista de ônibus circula pelas faixas determinadas e pára nos locais marcados. Gente que se cumprimenta nas ruas e nas lojas, bem o contrário desta falsa metrópole, com pés de lama. E ainda há jornalistas, como Cláudio Humberto, que na BandNews caçoa dos goianos. Coitadinho, ele nem conseguiu entender que a geometria das cidades é diferente…

-=–=–=-=-=-

Brasília: terra de calangos ou de camaleões? –  14 de outubro de 2009

 

Nuvem de tags