Um blogue mal humorado, com aversão ao abominável modismo do "polìticamente correto" (hipòcritamente mal-resolvido). Blogue de um cético convicto, com a própria ortografia.

Posts marcados ‘café’

o café e a tapioca

Há muitos anos me acostumei a tomar granola na xícara de café.
Não gosto de leite nessa mistura.

Certa vez, em um hotel, a funcionária ia de mesa em mesa, com a bandeja com bule de café e de leite. Eu pedi que ela derramasse o café na tigela onde já estava o cereal.
Ela serviu leite.
Devolvi a tigela, fui buscar mais granola e insisti: quero café!
Arregalou os olhos e me perguntou: é bom?

 – Para mim, é bom.

 

Bem, hoje em dia existe a moda do beiju/tapioca, em tudo quanto é lugar.  Até para ministro comprar com cartão porcorativo na rua.

As pessoas comentam:

– Eu gosto só na manteiga.

– Eu prefiro a salgada.

– Eu sempre como com geléia.

– Eu gosto com cocô.

E eu simplesmente digo:

ODEIO TAPIOCA!

Deixem-me com o café na granola, e afaste de mim essa gosma.

 

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Proibição de cápsulas de café

Boa notícia. Tomara que se estenda para o resto do mundo.

http://noticias.uol.com.br/meio-ambiente/ultimas-noticias/redacao/2016/02/22/hamburgo-bane-uso-de-capsulas-de-cafe-em-predios-publicos.htm

cartazes antigos

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Greve dos caminhoneiros

Falta pão de fôrma nos super-mercados de Bra3ylha.
Falta laranja na CEASA do DF.   [sobram laranjas nos bancos]
Isso porque não há bloqueio dos caminhoneiros aqui no DF, só no Brasil-real, aquele de onde vêm os nobres “representantes do povo” que passeiam em Bra3ylha (com carros oficiais e moradias funcionais),  para brincar de “parlamento” duas ou três vezes por semana.

Pois é, país rico é país que coloca a economia nos trilhos. Trilhos ferroviários.
Isso foi algo que o “presidente sorriso” fez questão de destruir quando encheu o país de dívidas para a construção da inútil capital.

[Nova Capital que recebeu material de construção por via rodoviária – leia-se “trilhas”- com um certo “super-faturamento” e com entrega de materiais em fazendas no estado de Minas, não no destino – mas isso não é de bom tom falar, porque a patrulha ideológica não gosta que se fale mal de Gentulho Vacas, de Jusça, Jânio, Jango, e outros presidentes do “nobre” passado do país.
Fora isso, para justificar a indústria automobilística que tinha de ser imposta, sim ou sim, como “motor” da economia tupiniquim (nem quero imaginar quanto dinheiro rolou para os cofres particulares apoiarem essa decisão), os prefeitos também tiraram os trilhos dos bondes. Pouco importa que agora os sucessores desperdicem dinheiro com projetos inacabados de bondes modernos, chamados VLTs – viados, lésbicas e travecos. – Cuiabá que o diga… –  Até parece que nas cidades européias, onde nóçus politiku passeiam, alguma vez arrancaram os trilhos… ]

Pois é, atrasado era o governo de Pedrinho II, aquele durante o qual as ferrovias eram tortuosas mas atendiam todos os produtores rurais que eram a fôrça econômica do país.
Que coisa horrível! O país tinha a balança comercial baseada em commodities!  Grãos que não eram de soja. Açúcar. Não vendia minério de ferro porque a Xina ainda era um império atrasado, onde o povo não conhecia a escravidão “capitalista” – eram apenas escravos convencionais.

Tupiniquinlândia, porém, tem investido para colocar o país de volta aos trilhos.
Há décadas desviam dinheiro público para a “obstrução” da Ferrovia Norte-Sul, da outra, chamada Transnordestina, a tal Ferrovia da Soja.
Alguém se lembra da famosa “Ferrovia do Aço”, promessa do João (o presidente que tinha um ministro que hoje em dia é colaborador do Lula, um tal de Delfim…) ?   A Ferrovia do Aço nunca saiu nem nos mapas.

Pois eu espero que algumas pessoas além de mim passem a se preocupar com a falta de ferrovias.
Carga é feita para andar por ferrovias, e não para esburacar rodovias (construídas, não raras vezes, na base do jogar uma camada de piche ou de cimento em cima da terra batida) .
Carga também pode ser feita para navegar em hidrovias, e não deixar os rios apenas para que eco-chatos fiquem admirando passarinhos (uns dos outros). Os bandeirantes já sabiam dessa utilidade. Os alemães, russos, franceses, americanos, e outros mais também sabem que hidrovia não é “atentado à natureza”.

Fora isso, (não) temos os trens de passageiros.
É tão chique dizer que se viajou de Londres a Paris pelo euro-trem. Que circulou de trem de Roma até a Escandinávia.
É tão provinciano dizer que se quer colocar trens de passageiros na Tupiniquinlândia.
Trem é coisa de suburbano que precisa trabalhar longe da moradia.
Sou velho o suficiente para me lembrar de uma tentativa de meio de transporte, em São Paulo, que se chamava “auto-trem”. Eram trens que carregavam automóveis em alguns vagões de carga, enquanto os motoristas viajavam dentro das cabines. Uma espécie de balsa / ferry-boat  que andava na terra.
Hoje em dia, a maior parte daqueles trechos nem existem mais, as estações foram desativadas (ou demolidas), e quem quiser que fique parado nos congestionamentos das rodovias. Afinal de contas, motorista tem mais é de se cansar.
Como ouso falar de uma coisa dessas? O mundo começou depois que os estagiários da redação dos jornais começaram a deturpar a língua portuguesa. Nada anterior a isso é verdadeiro – são apenas lendas…

Bem, concluindo este post: parabéns aos caminhoneiros.
Espero que o desabastecimento na Tupiniquinlândia (e em sua kapitáu) seja mais abrangente do que apenas de produtos de super-mercado.
Quem sabe surjam algumas pessoas interessadas em construir linhas de trem para o transporte de cargas? como eram os antigos barões do café.
Em médio prazo haverá amortização dos custos da construção com os fretes mais baratos.
A menos, é claro, que os projetos sejam realizados por estatais, em conluio com as “impreteiras nassionaes”.
Concorrência internacional de verdade é palavrão nos critérios políticos e das análises dos tribunais de faz-de-conta que empregam vitalìciamente políticos desempregados nas urnas.

a bica de café vai subir para um euro

Segundo matéria publicada no Jornal de Notícias de Lisboa, o preço da bica de café, actualmente em 65 cêntimos de euro, poderá ter uma subida de 50%, nos próximos seis meses, em decorrência da seca no Brasil, maior productor e exportador do grão.

Com isso, estima-se que a bica de café passará a custar 90 cêntimos!!

E os nossos irmãos lusos estão pasmos, pá!

90 cêntimos de euro são R$ 2,90, ó gajo! muito menos do que cobram aqui na capital fedemal do grande productor, estás a perceber?

Não encontro lugar que cobre menos de R$ 3,00, mas em geral R$ 4,00 por xícara de um café xexelento que dizem ser grãos moídos na hora.
Café 4 FFFF – fraco, frio e com formiga no fundo!

Há uma semana, sentei-me em um lugar no Terraço Shopping e pedi, ingênuamente, um café com leite duplo e um pedaço de bolo.
Sabem quanto deu a continha? R$ 24,00!! Estás a perceber? € 7,46!!!

Aqui perto do apartamento, há uma casa que vende bolos caseiros por R$ 10,00 a unidade (R$ 12,00 os mais elaborados). Unidade eu quero dizer a peça inteira que saiu da fôrma (assadeira). Pois na quadra ao lado uma outra casa vende tortas caseiras por R$ 10,00 a fatia!!! (R$ 11,00 algumas delas). Isso parece ser a regra em todos os ramos de negócio, em todas as cidades.

Este país é mesmo uma roubalheira!

Deve ser o custo do transporte, claro, o tal custo-Brasil da infra-estrutura difícil, das estradas com pedágios altos, das ferrovias sucateadas, das hidrovias impedidas de funcionar por conta de ONGeiros, os impostos, os aluguéis, a complicada legislação trabalhistas, os juros elevados, etc.. Só isso, claro.

O custo-Brasil não pode levar em conta da GANÂNCIA do lucro-Brasil.

Que caia logo um asteróide sobre esta parte da Terra que se chama América do Sul, para salvar o resto da Via Láctea.

muito bom para a saúde

Sempre que uso margarina, lembro dos males que o produto provoca, relatados no último número do Globo Rural.

Daí, pego a manteiga, e lembro da matéria da Veja que aponta os produtos das vacas como provocadores de doenças vasculares.

Vou tomar café, e lembro da pesquisa feita na Suíça, com o patrocínio da Nestlé, sobre as vantagens do café para a circulação sangüínea e a memória. Recordo também, porém, da matéria feita na Inglaterra, com pesquisadores de nomes indianos, de que o café é um veneno, que tem de ser extirpado de nossa vida, substituído pelo chá, que teria as mesmas propriedades!

Os ovos no Estadão são prejudiciais, e enquanto gozam de padrões de boa saúde no Zero Hora.

Uma matéria no Correio Braziliense traz a impressionante novidade de que um suco de beterraba, cenoura e laranja, o popular BCL que era vendido há 40 anos em uma padaria que eu freqüentava, está fazendo o maior sucesso entre os dietistas, nutricionistas e nutrólogos da Dinamarca.

O vinho melhora o aparelho circulatório, e destrói o fígado, saiu no Le Figaro.

Carne é um atentado à vida, e imprescindível como fonte de proteínas, segundo foi defendido em debate de doutores em metafísica astronáutica no New York Times.
O articulista Josimar Melo, da Folha, há poucos dias criou uma polêmica ao dizer que não conseguiu superar o teste da “boa dieta vegana”.  Aliás, eu queria muito saber do leitor que contestou a reportagem, qual tipo de câncer o pai vegano adquiriu. Estômago? Fígado? Isso é uma informação relevante, que foi omitida.
Meu pai morreu de câncer no esôfago – fumou e bebeu álcool durante a maior parte da vida. Isso é mais relevante do que o tipo de alimentação que ele seguiu durante os 80 e tantos anos de vida.

Afinal de contas, quando é que os patrocinadores vão parar de pagar “pesquisas” que os jornais publicam sem a menor vergonha na cara?

Como já disse antes: la scienza è mobile! Muda de acordo com a cor do dinheiro posto à sua frente.

Lucro Brasil

Aqui em um xópincênti de Brasília, tive vontade de tomar um café expresso. Pesquisei o preço:
— em uma loja cobravam R$ 6,00, e em outra R$ 3,50.

Além do roubo decorrente do lucro brasil, qual a outra explicação para essa discrepância?

Não venham me dizer que é o aluguel (a que tem preço mais baixo fica inclusive em local mais “nobre” no prédio), ou que é o salário dos empregados, ou são os impostos.

É pura ladroagem. Sem-vergonhice.

Há uns dias, fui procurar saber o preço de lentes para cataratas – as mesmíssimas lentes em um hospital custam R$ 8.500, e em outro, no mesmo bairro, R$ 6.200. Uma “pequena diferença” de R$ 2.300.

É muito difícil entender esses preços absurdos.

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