Um blogue mal humorado, com aversão ao abominável modismo do "polìticamente correto" (hipòcritamente mal-resolvido). Blogue de um cético convicto, com a própria ortografia.

Posts marcados ‘carne’

churrasco

Um amigo comentou:

o brasileiro compra picanha, fica virando na grelha de um lado para outro, como se fosse bife, e depois se pergunta por que o churrasco argentino é TÃO diferente e melhor…

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Greve dos caminhoneiros

Falta pão de fôrma nos super-mercados de Bra3ylha.
Falta laranja na CEASA do DF.   [sobram laranjas nos bancos]
Isso porque não há bloqueio dos caminhoneiros aqui no DF, só no Brasil-real, aquele de onde vêm os nobres “representantes do povo” que passeiam em Bra3ylha (com carros oficiais e moradias funcionais),  para brincar de “parlamento” duas ou três vezes por semana.

Pois é, país rico é país que coloca a economia nos trilhos. Trilhos ferroviários.
Isso foi algo que o “presidente sorriso” fez questão de destruir quando encheu o país de dívidas para a construção da inútil capital.

[Nova Capital que recebeu material de construção por via rodoviária – leia-se “trilhas”- com um certo “super-faturamento” e com entrega de materiais em fazendas no estado de Minas, não no destino – mas isso não é de bom tom falar, porque a patrulha ideológica não gosta que se fale mal de Gentulho Vacas, de Jusça, Jânio, Jango, e outros presidentes do “nobre” passado do país.
Fora isso, para justificar a indústria automobilística que tinha de ser imposta, sim ou sim, como “motor” da economia tupiniquim (nem quero imaginar quanto dinheiro rolou para os cofres particulares apoiarem essa decisão), os prefeitos também tiraram os trilhos dos bondes. Pouco importa que agora os sucessores desperdicem dinheiro com projetos inacabados de bondes modernos, chamados VLTs – viados, lésbicas e travecos. – Cuiabá que o diga… –  Até parece que nas cidades européias, onde nóçus politiku passeiam, alguma vez arrancaram os trilhos… ]

Pois é, atrasado era o governo de Pedrinho II, aquele durante o qual as ferrovias eram tortuosas mas atendiam todos os produtores rurais que eram a fôrça econômica do país.
Que coisa horrível! O país tinha a balança comercial baseada em commodities!  Grãos que não eram de soja. Açúcar. Não vendia minério de ferro porque a Xina ainda era um império atrasado, onde o povo não conhecia a escravidão “capitalista” – eram apenas escravos convencionais.

Tupiniquinlândia, porém, tem investido para colocar o país de volta aos trilhos.
Há décadas desviam dinheiro público para a “obstrução” da Ferrovia Norte-Sul, da outra, chamada Transnordestina, a tal Ferrovia da Soja.
Alguém se lembra da famosa “Ferrovia do Aço”, promessa do João (o presidente que tinha um ministro que hoje em dia é colaborador do Lula, um tal de Delfim…) ?   A Ferrovia do Aço nunca saiu nem nos mapas.

Pois eu espero que algumas pessoas além de mim passem a se preocupar com a falta de ferrovias.
Carga é feita para andar por ferrovias, e não para esburacar rodovias (construídas, não raras vezes, na base do jogar uma camada de piche ou de cimento em cima da terra batida) .
Carga também pode ser feita para navegar em hidrovias, e não deixar os rios apenas para que eco-chatos fiquem admirando passarinhos (uns dos outros). Os bandeirantes já sabiam dessa utilidade. Os alemães, russos, franceses, americanos, e outros mais também sabem que hidrovia não é “atentado à natureza”.

Fora isso, (não) temos os trens de passageiros.
É tão chique dizer que se viajou de Londres a Paris pelo euro-trem. Que circulou de trem de Roma até a Escandinávia.
É tão provinciano dizer que se quer colocar trens de passageiros na Tupiniquinlândia.
Trem é coisa de suburbano que precisa trabalhar longe da moradia.
Sou velho o suficiente para me lembrar de uma tentativa de meio de transporte, em São Paulo, que se chamava “auto-trem”. Eram trens que carregavam automóveis em alguns vagões de carga, enquanto os motoristas viajavam dentro das cabines. Uma espécie de balsa / ferry-boat  que andava na terra.
Hoje em dia, a maior parte daqueles trechos nem existem mais, as estações foram desativadas (ou demolidas), e quem quiser que fique parado nos congestionamentos das rodovias. Afinal de contas, motorista tem mais é de se cansar.
Como ouso falar de uma coisa dessas? O mundo começou depois que os estagiários da redação dos jornais começaram a deturpar a língua portuguesa. Nada anterior a isso é verdadeiro – são apenas lendas…

Bem, concluindo este post: parabéns aos caminhoneiros.
Espero que o desabastecimento na Tupiniquinlândia (e em sua kapitáu) seja mais abrangente do que apenas de produtos de super-mercado.
Quem sabe surjam algumas pessoas interessadas em construir linhas de trem para o transporte de cargas? como eram os antigos barões do café.
Em médio prazo haverá amortização dos custos da construção com os fretes mais baratos.
A menos, é claro, que os projetos sejam realizados por estatais, em conluio com as “impreteiras nassionaes”.
Concorrência internacional de verdade é palavrão nos critérios políticos e das análises dos tribunais de faz-de-conta que empregam vitalìciamente políticos desempregados nas urnas.

Cabra duma figa

Sabe o que é isso?

2015-02-19 20h16m50 cabra duma figa

Simples, uma redução de aceto balsamico com açúcar, com creme de queijo de cabra, figo fresco salteado na manteiga e lâminas crocantes de batata doce fritas.

Pode chamar de “cabra duma figa”.

É uma entrada que comi em um bistrô aqui perto do apartamento, que antecedeu um filé ao molho do porto, com ratatouille e purê de mandioquinha (ou, como dizem alguns, batata baroa).
Se eu disser o quanto paguei pela refeição, vocês ficarão ofendidos com os preços baratos, abaixo de R$ 50,00 no total!
Aliás, não direito baratos, mas JUSTOS.
O chef-proprietário do bistrô tem uma característica raríssima: cobra o preço justo, e não os preços abusivos que caracterizam a maior partes dos estabelecimentos do tipo, preocupados com o “lucro brasil”, para enriquecerem logo e caírem fora do país que naufraga por conta desses “empresários” e por conta do público que adora pagar preços escorchantes, pois “fica bem com a galera” da ostentação.
Resumindo: não é explorador, como uns e outros restauranteiros que querem ficar ricos com a fome dos clientes.
Questão de comportamento.
Depois, alguns concorrentes vão lá para saber porque a “clientela cativa” deixou de freqüentá-los e passou a comer no botequistrô (boteco bistrô), já que, com sua equipe, também vende o melhor hambúrguer de todo o Cerrado.
Ser Classe A é saber pagar pouco, não “uzói da cara” para fingir que dinheiro lavado torna alguém mais rico.

O mais interessante dessa entrada, o “cabra duma figa”, é que contém os cinco sabores: amargo, ácido, salgado, doce, e umami, que, para quem não sabe, é o quinto sabor.
O crocante da batata apresenta os sabores salgado e amargo, que resulta da queima do carboidrato.
O figo é a porção doce do prato.
O queijo de cabra é amargo, salgado, contém intensidade e pungência no sabor.
O aceto balsamico é ao mesmo tempo doce e ácido.
Eles se complementam e casam, elevando o sabor de cada um.
Na confluência desses quatro sabores, estes elevam-se do prato a ponto de culminar em um prazer gastronômico e desmascara o quinto sabor, o umami.
O umami, mais conhecido por nosso familiar glutamato monossódico, é sentido nas papilas do fundo da língua, e concentrações desse sabor podem ser obtidas em alimentos como queijão parmesão envelhecido, algas marinhas, tomate e alguns tipos de carne.

O proprietário-chef trabalha com a ficha técnica de preparação, que é ensinada nas escolas de gastronomia para se avaliar o custo de cada prato, mas que é solenemente ignorado pelos empresários do lucro-brasil.
A ficha técnica calcula direitinho os preços cobrados. Falarei mais sobre esse assunto em outros post aqui no blogue.
Justamente porque, como já antecipei acima, a maioria dos restaurantes acredita que cliente não tem noção alguma dos preços dos elementos que compõem um prato. Ledo engano. Temos de explorar esse “calcanhar de aquiles” dos “chefs” que, por exemplo, usam e abusam do tal “menu degustação”, para subsidiar suas (deles) viagens de turismo em que copiam o que vêem, e fazem compras de roupas e bebidas para revender aos incautos. Salafrários em todos os sentidos – tentam também enganar no paladar.

muito bom para a saúde

Sempre que uso margarina, lembro dos males que o produto provoca, relatados no último número do Globo Rural.

Daí, pego a manteiga, e lembro da matéria da Veja que aponta os produtos das vacas como provocadores de doenças vasculares.

Vou tomar café, e lembro da pesquisa feita na Suíça, com o patrocínio da Nestlé, sobre as vantagens do café para a circulação sangüínea e a memória. Recordo também, porém, da matéria feita na Inglaterra, com pesquisadores de nomes indianos, de que o café é um veneno, que tem de ser extirpado de nossa vida, substituído pelo chá, que teria as mesmas propriedades!

Os ovos no Estadão são prejudiciais, e enquanto gozam de padrões de boa saúde no Zero Hora.

Uma matéria no Correio Braziliense traz a impressionante novidade de que um suco de beterraba, cenoura e laranja, o popular BCL que era vendido há 40 anos em uma padaria que eu freqüentava, está fazendo o maior sucesso entre os dietistas, nutricionistas e nutrólogos da Dinamarca.

O vinho melhora o aparelho circulatório, e destrói o fígado, saiu no Le Figaro.

Carne é um atentado à vida, e imprescindível como fonte de proteínas, segundo foi defendido em debate de doutores em metafísica astronáutica no New York Times.
O articulista Josimar Melo, da Folha, há poucos dias criou uma polêmica ao dizer que não conseguiu superar o teste da “boa dieta vegana”.  Aliás, eu queria muito saber do leitor que contestou a reportagem, qual tipo de câncer o pai vegano adquiriu. Estômago? Fígado? Isso é uma informação relevante, que foi omitida.
Meu pai morreu de câncer no esôfago – fumou e bebeu álcool durante a maior parte da vida. Isso é mais relevante do que o tipo de alimentação que ele seguiu durante os 80 e tantos anos de vida.

Afinal de contas, quando é que os patrocinadores vão parar de pagar “pesquisas” que os jornais publicam sem a menor vergonha na cara?

Como já disse antes: la scienza è mobile! Muda de acordo com a cor do dinheiro posto à sua frente.

D’abord j’ai pensé…

Lembrei-me de uma aula de francês, em que a professora tinha de explicar o uso do subjuntivo. Usou uma frase referente à “nossa” feijoada (cópia do velho e bem conhecido cassoulet da Occitânia, que no Brasil é preparado com feijão preto).

D’abord, j’ai pensé que c’était de la merde; après j’ai regretté que ça ne le fût pas.

Viram como é fácil?

Existe vários falsos mitos sobre culinária brasileira disseminados entre os seres sencientes.

  • A primeira é a de que a feijoada é invenção de escravos, que utilizariam restos de comida da “casa grande”. Como, se o occitano cassoulet já era registrado na Europa desde o século XIII?
  • Outra é a de que estrangeiros gostam dos doces brasileiros – para boa parte dos europeus e asiáticos os doces brasileiros são quase insuportáveis, por serem extremamente açucarados.
  • Mais uma: jaboticaba só existe no Brasil, embora seja encontrada com outros nomes em outros países. Lembro-me fàcilmente do “guapuru”, que eu comia na Bolívia, exatamente a mesma Myrciaria cauliflora que se encontra no Brasil.
  • Açaí é tìpicamente brasileiro. Bem como típico dos outros países amazônicos, da América Central e de parte do Caribe.

Aproveito essa brecha sobre comidas, para manifestar que faço questão absoluta e renhida de rejeitar qualquer coisa que contenha o infantil e insosso ketchup, e que abomino o molho “cudebarbie“, que estraga carnes.

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