Um blogue mal humorado, com aversão ao abominável modismo do "polìticamente correto" (hipòcritamente mal-resolvido). Blogue de um cético convicto, com a própria ortografia.

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Neruda, de novo

Outra artigo jornalístico sobre Pablo Neruda:

http://www.elmundo.es/cronica/2018/03/09/5a9caff922601d2c578b456f.html

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Pablo Neruda

Muitos conhecem a biografia do poeta Pablo Neruda.

Hoje tive a surpresa de encontrar em um jornal espanhol um artigo sobre o literato.

Como tenho quase certeza de que a imprensa brasileira (correspondente de El País) não fará tradução do artigo,
difundi-o entre meus amigos, e agora o faço entre os leitores do blog,
para que se conheça algo mais de sua personalidade.

Leia:

http://www.elmundo.es/cronica/2018/02/20/5a887f04468aeb31798b4592.html

Imagem

Señor Best Regards

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Reformas eleitorais

Comecei a ler Soumission, de Michel Houellebecq.
É um romance que fala de um “futuro longínquo”, quando em 2017 os franceses têm no segundo turno de escolher entre o Front National e a Irmandade Muçulmana, depois do enfraquecimento dos pseudo-socialistas, e a falsa direita do Sarkoma (aquele marido de uma cantora italiana).

Bem, a primeira coisa que me vem à cabeça é que é um abuso essa coisa de “segundo turno”, em que uma minoria se torna maioria e oprime os outros todos.
Fazendo uma caricatura, com essa porcaria de sistema, muita gente que votaria em Bolsonaro acaba votando em Marina, “porque ela tem mais chance de ir ao segundo turno”, segundo as estatísticas do DataFalha.
Ou seja, a pessoa já vota pensando no segundo turno.
Isso é democrático?

Pois o cãodidato que ganhe com seus reles 25%, e pare de dizer que teve a maioria dos votos.
Já me contra-argumentaram que, no Chile, Allende foi eleito com 33% dos votos, contra Frei e Alessandri.
Sim, mas ele nunca veio com o blefe de que tinha a maioria, muito menos quando esse número é ponderado, levando em consideração apenas os chamados “votos válidos”.
Se houve crise no Chile não foi por conta da falta de segundo turno.

Outra coisa, que já disse antes:
eleições do poder executivo têm de coincidir entre si, para mandato de 5 anos, e dali a 2 anos e meio, as do legislativo servirão para que deputados e vereadores dêem apoio ou façam oposição a quem está no poder. O legislativo será a oportunidade para a população manifestar apoio ou rejeição ao executivo que foi eleito.
E o Senado? Oras, por favor, está na hora de se repensar essa instituição.
Podemos até ser generosos e dar a esses senhores senis um mandato de, digamos, seis meses, em sistema de rodízio com os deputados eleitos.

Do jeito em que estamos, polarizados e divididos artificialmente, por interesses dos partidos, em 2018 a disputa será entre radicais gayzistas da Bobo/Falha e os radicais seguidores de Feliciano com os amigos do Bolsonaro.
E qualquer um dos dois terá a petulância e descompostura de dizer que tem a maioria, mesmo que no primeiro turno tenha ficado com 22% dos votos.

Mais uma coisinha: financiamento de campanha?
Que palavrão é esse?
Os partidos são ricos o suficiente para fazerem as próprias campanhas, sem precisar de horário “gratuito”  no  rádio e na televisão, nem muito menos de “financiamento público para impedir doações de empreiteiras”, e só permitir as de Caixa 2.
Isso funciona, por incrível que “nossos” políticos queiram afirmar o contrário.
Pense nisso.

Por sua vez, alguns outros aspectos são necessários em uma reforma eleitoral que não seja sugerida pelos “representantes do povo”.
A primeira delas é restringir a reeleição ad infinitum. Há pessoas que só são políticos, nada mais, por toda a vida “útil”.
A segunda é acabar com as dinastias, tornando inelegíveis todos os parentes (inclusive cunhados, sogras, etc.)  de quem já ocupa cargo político.
Mais algumas: voto com comprovante impresso;
direito a voto apenas a quem não tem medo de ser fotografado;
extinção dos famigerados suplentes – morreu ou foi assumir outro cargo, fica a vaga até novas eleições;
impedimento de voto a condenados;
voto facultativo;
e, claro, o direito ao voto só pode ser concedido a quem pode responder criminalmente por seus atos.

Pena que a CF foi redigida e votada por políticos que foram travestidos de constituintes, apenas para satisfazer os interesses de partidos, sindicatos, ONGs e alguns outros lobbies, como o da OAB.
Você participou na constituiinte? Por acaso foi consultado se a referendava?
É a tal “constituição cidadã” que, há um quarto de século, querem que acreditemos como “salvação da pátria”. Está muito mais para uma saúva que destrói o país.

Chaves, Kim e Paola

Descobri, com sua morte, que o famoso ator que interpretava Chaves (e o Chapolín Colorado) chamava-se Roberto GÓMEZ Bolaños, filho de Francisco Gómez Linares e de Elsa Bolaños Cacho. Não era Roberto Bolaños.

Jornalistas brasileiros têm uma incomensurável dificuldade para entender que, em espanhol, o sobrenome do pai vem antes do que o da mãe, sempre, e que este é o que conta. Por isso mesmo o filho dele mais velho, produtor mexicano de programas de televisão, chama-se Roberto GÓMEZ Fernández, e não Roberto Bolaños Junior…
Augusto Pinochet Ugarte era casado com Lucía Hiriart Rodríguez (de Pinochet), e teve uma filha chamada Lucía Pinochet Hiriart.
O político uruguaio Luís Alberto Lacalle Pou é filho do ex-presidente Luís Alberto Lacalle Herrera.
Dá para entender?

Em coreano, o sobrenome é a primeira parte do nome. Por isso os ditadores da Coréia do Norte são todos Kim. É o nome da família (dinastia, no caso).

Ah, mais uma coisa, senhores e senhoras, brasileiros e brasileiras, em italiano escreve-se Paolo / Paola, mas a pronúncia é Páolo / Páola, e não Paôlo / Paôla.

Verdades absolutas

Há algumas coisas no mundo de hoje que são verdades absolutas, incontestáveis.

A primeira delas é o concurso de Miss Universo, algo que, em importância, talvez só possa ser comparado ao Festival da Canção de Viña del Mar.

Logo a seguir vem a entrega do prêmio Oscar, para os filmes mais lobotomizados (ou seja, que tiveram muitos lobbies) da temporada.

Outro prêmio cuja seriedade e imparcialidade é indubitável são os prêmios Nobel, sobretudo o de paz, guerra, terrorismo e guerrilha.

Por fim, mas não em último lugar, a famosa neutralidade suíça, que começou quando eles tentaram ocupar Milão e foram fragorosamente derrotados (batalha de Marignano, 1515), o que levou a nação helvética a preferir encolher o rabo entre as pernas e rosnar de pacifista e neutra desde então. Além disso, a Suíça teve a “neutralidade” pràticamente imposta pelas potências participantes do Congresso de Viena (1815), depois de o território alpino ter sido usado como base de penetração das tropas de Napoleinho I, o ditador corso que azucrinou a Europa (e a América) no início do século XIX.

Eu é que não duvido da seriedade desses pilares da sociedade. Também creio em papai noel, coelhinho da páscoa, eleições livres, cartomantes, etc..

a polícia militar

Volta e meia a gente lê opiniões de que “polícia militar” é “ranço da ditadura”, que “só existe em país atrasado”, etc. e tal.

Bem, a polícia militar no Brasil é MUITO anterior a 1964, para os ignorantezinhos de plantão tomarem conhecimento.

E existem instituições como os gendarmes e os carabineiros, em outros países, que são instituições policiais militarizadas para missões civis.

Pior é termos polícias civis com direito à “cinicalização”, para obedecerem à pelegada.

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