Um blogue mal humorado, com aversão ao abominável modismo do "polìticamente correto" (hipòcritamente mal-resolvido). Blogue de um cético convicto, com a própria ortografia.

Posts marcados ‘computadores’

Senhas

Tenho um bloco de anotações, que já está quase completo, onde escrevo, usando o alfabeto amárico, as senhas de que necessito.

Cada site ou aplicativo pede um formato de senhas diferentes.
Só com algarismos.
Quatro algarismos, seis algarismos, pode repetir uma vez, não pode repetir nem uma.
Com letras e algarismos.
Letras maiúsculas e letras minúsculas se diferenciam.
Letras maiúsculas e minúsculas não se diferenciam.
Com sinais especiais. Sem sinais especiais.

Todos nós acabamos tendo aquela mundaréu de senhas.

Senha para a conta no banco em Itaquaquecetuba.
Senha para a conta no banco em Ananindeua.
Senha para o internet banking em Itaquá.
Senha para o internet banking em Anani.

Senha para o Imposto de Renda.
Senha para o contracheque.
Senha para o plano de saúde.

Senha para wifi em casa.
Senha para internet no trabalho.
Senha para o correio eletrônico pessoal.
Senha para o correio eletrônico profissional.

Senha para

  • facebook
  • instagram
  • tinder
  • pinterest
  • spotify
  • whatsapp
  • site de notícia
  • youtube
  • twitter
  • e até aquela senha que era usada no orkut.

Senha para doze diferente sites de busca de hotéis.
Senha para vinte e cinco empresas aéreas.

Senha para

  • Uber
  • 99Taxis
  • Cabify

Senha para ligar o computador.
Senha para acessar o celular, antes de marcar a digital.

Senha para desbloquear o elevador.
Senha para usar o carrinho de supermercado do prédio.

Senha para falar com a empresa de

  • luz
  • de água
  • de gás
  • de telefone fixo
  • de telefone celular atual
  • de telefone celular antiga
  • do condomínio

Senha para a conta do Maluf em Jersey.
Senha para a conta da Adriana na Suíça.
Senha para aquela conta que vovó abriu em Cayman, e você nem sabia.

Senha para o motoboy do sanduíche.
Senha para o riquixá da comida chinesa.
Senha para o bicicleteiro da padaria.
Senha para a Lamborghini do disk-drogas.

Senha para controlar os exercícios na academia.
Senha para os pagamentos da academia.

Senha para a lista de presentes para o casamento da filha da vizinha da prima do cunhado da irmã da antiga professora de sânscrito.
Senha para ir à imperdível festa de aniversário da Fifi, a yorkshire da síndica.

Senha para regular o botox no rosto.
Senha para ajeitar o silicone nos glúteos.

Por mais que você tente, sempre precisa criar uma senha nova, diferente.

Não adianta deixar tudo memorizado,
pois um dia o computador vai para o conserto,
ou o celular precisa ser trocado porque um vírus nele mofo deu.

Olho o bloco de anotações.
Encontro até a senha para entrar no paraíso.
Só não encontro a senha para sair deste inferno de senhas.

 

 

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a trequinologia

Encontrei esse artigo sobre trequinologia (trecos)

https://tecnologia.uol.com.br/listas/9-tecnologias-dos-anos-1990-que-sao-desconhecidas-por-criancas-de-hoje.htm

e repassei-o à minha lista de amigos.

Concordaram com os comentários que foram postados por leitores do : o artigo parece ter sido escrito por criança de hoje.

Não é por nada, não, mas toda a tecnologia dos anos 90 funcionava e atendia às necessidades das pessoas.

Não foram poucas as pessoas que afirmaram que em suas casas têm todas aquelas “peças de museu” –  em pleno funcionamento.

Por exemplo, é difícil explicar para quem ouve música (música?) em fones no metrô, que um CD tem uma qualidade de som incomparàvelmente melhor.

Algumas coisas do século XXI até podem ser práticas, mas não necessàriamente são melhores ou mais úteis.

Pokemon

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Apple, a obsolescência programada

Meu primeiro símbolo de “consumo inteligente” foi um i-pHód.
Quando comprei, o vendedor esclareceu que quando a bateria parasse de funcionar, não haveria modo de trocá-la. Eu teria de trocar o aparelho.
Usei pouquíssimo aquele símbolo de status da classe média coxinha. E o aparelho, inútil, ultrapassado, está atirado em algum canto impenetrável do apartamento.

No trabalho, meu então chefe um dia chegou entusiasmado porque tinha comprado um Mac.

“Um computador que liga quando a gente aperta o botão para ligar, e que desliga quando a gente manda desligar. Não é como aquelas coisas lentas do Guilherme Portões.”

Pouco tempo depois comprei um MacÃo de mesa, aquele negócio deslumbrante, com tela de 100.000 polegadas, e coisa e tal.
Funcionou bem, no início.
À medida que eu colocava mais arquivos, e mais aplicativos e programas eram instalados por necessidade de uso, a máquina ficava um pouco mais lenta.
De qualquer modo, eu tinha de manter o velho computador ao lado, porque os programas da Receita Federal tinham dificuldade para funcionar no sistema operacional da Maçã. Afinal de contas, a maior parte dos informatiqueiros só pensava com cabeça de Janelas.
Por isso mesmo, há sites que difìcilmente são acessíveis pelo navegador Safari – é necessário usar Firefox Mozilla ou Google Chrome.

Algum tempo depois, por conta de tantas viagens, comprei um MacBook, daqueles branquinhos, lindo, que podia ser expandido.

Bem, como já disse o i-pHod tornou-se uma inutilidade.
O MacÃo de vez em quando dava alguns problemas de software. Do tipo expelir sem minha autorização um programa que não tinha sido comprado na loja delas.
Foi ficando mais e mais lento.
Até que um dia resolveu não mais iniciar (aquilo que informatiqueiros enguinorantes traduziram por inicializar).
Pergunta aqui, pesquisa ali, descobri em Brasília algumas autorizadas legítima, daquelas onde os funcionários usam brochezinhos (bottomzinhos com formato de maçã), pois “ténikus ispesssialisadus” há até mesmo no subsolo da padaria aqui ao lado, embora os applemaníacos garantam que isso de “curiosos” só existe com os velhos e antiquados Janelas.

Fui a uma dessas “oficinas”.  Não atende – só faz venda e me indicou o endereço de outra, a alguns muitos quilômetros daqui.
O “téniku” da recepção disse que meu aparelho estava bom, e que certamente tinha mais uns cinco anos de vida útil. Depois de uns dias, porém, lá também me diagnosticaram, por escrito, que era problema no HD, e que não existe mais a peça na tupiniquinlândia, afinal de contas o código de defesa dos consumidores bororos não serve para uma empresa tão prestigiosa (que usa mão de obra escrava na xina), e eles, os diabos da maçã, querem se lixar para o tópico de que nem um produto pode ter a reposição de suas peças descontinuada simplesmente porque outros modelos mais novos surgiram.

Outra autorizada, alguns dias depois, deu-me o mesmo relatório.

O que mais me impressionou nessas lojas/oficinas, nas vezes em que fui consultar, levar, retirar,  foi a quantidade gigantesca de pessoas que, das filas, saem com cara de traseiro mal lavado, como eu, porque o aparelho não tem conserto. Todo tipo de aparelho, é bom salientar – computadores, celulares, tablets, …

Bem, enquanto isso, o “branquinho” começou a falhar. Um dia o som funciona, outro não. Azar o meu se quiser / precisar ouvir alguma coisa no notebook. Não há tecla de controle ou mouse que faça aumentar o volume se o “branquinho” estiver “naqueles dias”.

Eu até tinha chegado a cogitar em comprar um i-phone, já que os deslumbrados dizem maravilhas dessa geringonça (nunca foram às lojas ver a realidade dos que se queixam). Já viram que desisti.

Não ficou por aí, porém.
Saiu esta semana a matéria sobre o “reajuste” dos preços das maçãs. Leia:

Um amigo meu, informatiqueiro, comentou:

14 paus um Mac Book pró?!

Caramba, os notebooks voltaram a ser tão caros quanto eram antigamente!
Não é só isso.

Acabo de ouvir sobre o investimento da épou em tecnologia para automóveis.
Será aquela coisa típica da empresa:
se um pneu furar, tem de comprar outro carro novo, pois o pneu foi projetado para nunca ser substituído, e não há reposição.
Épou é sinônimo de maçã bichada.
Rainha da obsolescência programada.
Vou resolver com aqueles velhos computadores clones, que “curiosos” montavam “nos tempos da pedra polida”, que podiam ser configurados com as necessidades de que os utilizava.
Voltarei a usar software livre, o que já fiz antes de comprar o MacÃo, que agora é uma peça decorativa no escritório.
Viva o Linux!

HP D110

Que delícia!

Depois de 3 anos sofrendo,
peguei hoje a HP D110 e atirei no chão.
Os pedaços dela eu levei para o contêiner de lixo eletrônico que existe aqui perto.

Na hora de imprimir, ela reclamava.
Na hora de usar o scan, era um malabarismo para encontrar uma mágica que fizesse o serviço,
porque “nunca estava conectado”.
Aos sábados, vinha com impressão de folhinhas inúteis para crianças colorirem, e gastar cartuchos.

Adeus HP D110.
Teus cartuchos custavam mais do que o valor de uma boa impressora.
Fui burro e não prestei atenção ao odeio antigo que já tinha contra essa marca. É para fugir dela.

Que o diabo te carregue.
Verdadeiro lixo eletrônico.

Compre uma, compre!
Sofra bastante!
Fique mais de 3 anos com ela, e terá conseguido a purgação dos pecados.

Vida inteligente na face da Terra

Já que nem todos os bípedes desplumados sobre a crosta da Terra são desprovidos de massa encefálica,

pode-se encontrar esse aviso em Hay-on-Wye:

photo 2

 

O pior é que esses leitores de livros eletrônicos são tão burros, que os de uma marca não lêem os de outra.

Ainda assim querem substituir os tradicionais livros em papel.

Ah, por falar em “coisas modernas”, como está o seu Betamax? Funciona direitinho?

Imagem

Kama Sutra

kama sutra seculo 21

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