Um blogue mal humorado, com aversão ao abominável modismo do "polìticamente correto" (hipòcritamente mal-resolvido). Blogue de um cético convicto, com a própria ortografia.

Posts marcados ‘comunicação visual’

Sites de jornais

De repente, no meio “das festas de copa imunda”, os principais jornais / revistas brasileiros fizeram alterações visuais em seus sites.

Um espírito de imitação que é de cair queixo de mula!

Tudo arrumadinho, limpo, com imagens bonitinhas, com chamadas escandalosamente escandalosas (como sói ocorrer na “enpreimça“), e…
com incrível falta de informações úteis.

Além do blablablá de “famosos”, de fofocas sobre alpinistas sociais e outros do estilo, além de toneladas de pop-ups com propagandas.

Nem tudo porém se resume a isso: ainda temos as abomináveis matérias pagas, que eles colocam como “reportagens”, do tipo “não existe bolha imobiliária”, ou “meu colega jornalista é o melhor candidato ao senado que jamais houve em terras tupiniquins”, e outras coisas de “total isenção”.

Não é necessário ter um site chato e antiquado, como o New York Times, mas nem todas as pessoas dão mais valor à forma do que o conteúdo.

Com esse detalhe, conteúdo, nem os “programadores visuais” nem os empresários das comunicações parecem preocupar-se.

Ah, quase deixava de lado:
e as matérias que simplesmente “desaparecem” no arquivo dos sites, porque a repercussão foi oposta à que estava programada pela empresa, ou porque estavam impregnadas de “herros”?

E a descarada censura a comentários de leitores? Esse pode, esse não pode.
E são eles os que “defendem” a liberdade de expressão?
Poupem-nos de balelas demagógicas.
“Porcorativismo” da pior espécie!

Melhor voltar a ouvir rádio, e ler blogs, para atualização das informações.
Os blogs têm rabo muito menos preso do que esses sites de jornais, e informam coisas que a “grande enpreimça” esconde.

P.S. Acabo de ver que a vetusta BBC está com pesquisa para saber as preferências dos leitores, para eventuais alterações na ênfase de alguns conteúdos.

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Preposições

Diferenças entre IN e ONin on

Higiene

cuspirurinar na rua

visual, espaço e coisas do tipo

Breves comentários sobre um tema que tem me preocupado, embora ainda não tenha obtido mais elementos para uma conclusão.

Mais ou menos desde os anos 90, tudo o que se trata de visual tem muito maior importância do que era na época do “amor livre”, quando eu estudei, quando as palavras escritas ainda exerciam uma influência muito maior sobre as pessoas.
Desde então, músicas não têm tanta importância pela melodia ou pela letra, mas pelo vídeo-clip que acompanham o lançamento daquela coisa.
Filmes cheios de d-efeitos especiais terão sucesso garantido, por pior que sejam os enredos e as interpretações.
A droga do powerpoint dissemina mentiras de tudo quanto é tipo pela infernet. Quanto mais bonitinhas as figuras, e mais choraminguenta a musiquinha de fundo, mais fácil de as mentiras rolarem pela tela sem qualquer questionamento quanto à autenticidade e à veracidade do que está sendo vendido como idéia.
Hoje em dia, as pessoas ficam grudadas em vídeos, em filmecos mais do que ruins gravados em aparelhos celulares, e não percebem o que existe além daquela rápida cena.
As pessoas ficam com aquela conversa ridícula de que “contra imagens não há argumentos”.
Como assim? Então todos os filmes de ficção científica são de verdade verdadeira?
Com tudo isso, fico com a impressão de que os resultados desse tipo de informação são piores do que se tivessem sido expostos em outro formato.

Com relação a espaço, fico surpreso com o número de pessoas que sequer tem noção do que seja direita e esquerda. As construtoras certamente sabem disso, e vendem apartamentos cada vez com menor área privativa, onde o pé direito duplo é ressaltado como uma vantagem.
Insolação, ventilação, acústica e outros “detalhes” são esquecidos. Realmente deve ser muito difícil explicar esses requisitos que não são visuais.

Jornais preenchem suas páginas e sites com “infográficos”, com o número de mortos em acidentes ou com a flutuação da inflação, como se as pessoas necessitassem desses desenhos para o entendimento dos fatos.

Parece que quanto mais informação visual, menos a capacidade de raciocínio (que bom para os governos e para os vendedores).
Parece que por aí caminha o futuro da humanidade.
Futuro com gente que lê mal, afinal de contas, lidar com a abstração das palavras escritas é bem mais complicado do que filmecos, powerpoints, clips, cartazes de propagandas, etc..

Só quis levantar por alto um tema que tem me preocupado nas últimas semanas. Como disse logo no início, ainda não cheguei a uma conclusão.

Mais do mesmo

Há uns dias, a Folha de São Paulo fez uma matéria sobre a “hiper-documentação do quotidiano” por conta de aplicativos de celulares e de câmeras photographicas.

Nunca usei instagram, e não tenho a menor intenção de fazê-lo.

É curioso, mas desde que as photographias electrónicas viraram moda, fui gradativamente caindo fora.

Nos tempos de D. Afonso Henrique, eu tirava fotos com máquina de filme de rolo, ajustava aberturas, focos e outras coisas, e depois mandava revelar em uma grande loja, que tinha várias filiais pela cidade.
Tirei muitas fotos também quando morei em outros lugares,
mas quase sempre fotos de lugares;
fotos de gente fazendo pose, dispenso – só gostava de fotografar se fosse ao natural, ou no flagra – vocação para paparazzo, talvez.

Há uns anos (sei lá quantos, mas morava neste mesmo apartamento onde estou desde outubro de 2001), saía para tirar fotos das árvores e das flores aqui de Brasília,
e também de umas pequenas cidades que há por perto.
Atualmente, se puder passar alguns dias sem olhar para a paisagem candanga sinto-me aliviado

Nunca gostei de fotografias de férias – essas coisas de lugares cheios, gente feliz de propaganda de margarina.
Sempre preferi cenas de paisagens, de preferência sem bípedes antropóides, ou então com outros seres sencientes mais interessantes.
Pedras podem ter mais sensibilidade do que os robôs pré-programadas que saem pelas ruas.

No início das machinas electrónicas, ainda usei uns dois sites para archivar photos.
De um desses sítios apaguei todas, do outro nem sei a senha para saber elas ainda existem.
Por sua vez, declaro que não gostei nem um pouco de ver fotos minhas da internet roubadas por três prefeituras, para ilustrar suas belezas,
que não foram realizadas pelas belezuras dos políticos locais.

Quanto mais photos iguaizinhas eu vi, mais me desinteressei pela “arte“.

Hoje é raro que eu saia com a machina photographica
e, quando o faço, o número de photos é cada vez menor,
pois não vejo quase nada que seja curioso para guarda na memória visual, ou para mostrar a outros.

Vez por outra, olho alguns sites especializados
e concordo com a pré-opinião de que não preciso de mais do mesmo,
muito menos ver fulano na fila de um teatro ou diante de um prato de comida.

Gastronomia chique

Há cerca de uns 10 anos, tinha um chefe que adorava levar os funcionários para jantar em um restaurante italiano, onde a comida era servida à luz de velas. Frescurite pura.

Eu odiava o lugar. Sem luz, não sei o que estou comendo.

Hoje em dia é moda a tal “gastronomia multissensorial” (com dois SS, porque lhe extirparam o hífen), onde a falta de luz é justificativa para “estimular os sentidos”.

Eu acho que a falta de luz é para o cliente não ver o prato “passa-fome” que lhe é servido a preço alto, e sobretudo para não poder checar se as verduras foram devidamente lavadas.

Come-se com o estímulo de todos os sentidos, e não o contrário. Ver uma comida é tão importante quanto sentir o sabor. A melhor receita para emagrecer é “fechar” os olhos.

Voltar ao tempo das cavernas deve ser o próximo passo desses empresários travestidos de gourmets.

Nesse caso, prefiro apenas almoçar e deixar a noite escura para uma boa soneca.

passa-fome

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