Um blogue mal humorado, com aversão ao abominável modismo do "polìticamente correto" (hipòcritamente mal-resolvido). Blogue de um cético convicto, com a própria ortografia.

Posts marcados ‘constituição’

A ditadura aperta

A ditadura dos togados piora.

Órgãos colegiados são substituídos pelo desejo de um único ser supremo.

Criminosos são levados para casa, porque estão doentinhos, toda vez que um devogádu famoso enche os bolsos ,  enquanto prescreve aos clientes/pacientes algum problema para cumprirem as penas por seus crimes em suas mansões.

Enquanto isso, a população impaciente assiste a tudo sem saber que rumo tomar.

Não percebe o quanto foi enganada em 1988, quando lhe ofereceram uma tal constituição cidadã.

Enquanto isso, boa parte da enpreimça faz o coro de que temos de nos ater aos limites do tal estado democrático de direito, junção de palavras vazias.

 

 

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Vices

Sucessão e incapacidade

No caso de falecimento ou renúncia do Presidente, o governo é assumido interinamente pelo Presidente do Senado.[3] Até o presente momento, Alain Poher foi o único a assumir o governo temporariamente, o que fez em duas ocasiões distintas. A primeira ocasião foi em 1969 após a renúncia de Charles de Gaulle; e a segunda em 1974 em decorrência da morte de Georges Pompidou. É importante frisar que nesta situação o Presidente do Senado torna-se Presidente interino da República, sendo necessária a convocação de novas eleições presidenciais. Apesar da informalidade do cargo, Alain Poher é listado oficialmente como Presidente da França.

O primeiro turno de uma nova eleição presidencial deve ser organizado em não menos do que 20 dias e não mais do que 35 dias a contar da morte ou renúncia do Presidente antecessor. Na prática, por conta do espaço de 15 dias entre o primeiro e o segundo turno, o Presidente do Senado só pode atuar interinamente por um período de 50 dias, no máximo. Alguns poderes do Presidente da República são suspensos durante o governo interino, como a convocação de referendo e a dissolução da Assembleia Nacional. No caso de ausência do Presidente do Senado, os poderes do Presidente da República são exercidos por um governo provisório composto pelo Gabinete. Entretanto, os senadores podem eleger um novo Presidente entre si para assumir provisoriamente o governo.

Durante o mandato presidencial, o Primeiro-ministro pode representar o Presidente em eventos oficiais ou reuniões de cúpula.

https://pt.wikipedia.org/wiki/Presidente_da_Fran%C3%A7a

É isso o que deveríamos fazer.
Acabar com essa coisa repugnante do vice, copiada dos Estados Unidos, que criou um presidente imperial, com vice para fazer o papel de príncipe de Gales.

E acabar com todos os vices, em estados e em municípios.

E nada de fazer eleição e levar mais de um mês para tomar posse.
Para dar tempo para o que vai sair roubar mais?

 

 

Já leu?

 

 

Municípios demais

O Estadão publicou um editorial chamado Municípios demais.

Já abordei dúzias e dúzias de vezes aqui no blog sobre a máfia municipalista que espalha a metástase do câncer da corrupção pelo país.

O editorial chega à conclusão óbvia de que boa parte dos municípios existe apenas para satisfazer os eguinhos de políticos caciques locais.
Nada propõe em troca, contudo.

A CF 88 continua a ser endeusada pelos deformadores de opinião, sem jamais levar em contra que foi escrita por um congresso que de forma espúria foi transformado em constituinte, para solidificar os interesses dos partidos políticos, dos sindicatos, de ongs e dos órgãos ligados à oab. Tudo em nome da “cidadania”.

Aliás, a farra dos municípios começou com a constituição de 1891, que tentou traduzir a constituição dos Estados Unidos e ser melhor do que essa.
Anteriormente, para ter status de cidade, a sede de município tinha de preencher certos requisitos. Isso existe em quase todos os países e em quase todas as línguas – city e town não são a mesma coisa; ville e village; stadt e dorf; ciudad e pueblo. No Brasil, qualquer corrutela no interior do inferno é uma “cidade”, e nessa “qualidade” recebe verbas, como se fosse igual às demais, além de arcar com os custos burocráticos obrigatórios decorrentes da “emancipação” (quase nunca financeira).

Que tal os deformadores de opinião começarem a pensar na necessidade de se extinguir, digamos, uns 55% dos municípios que sugam as verbas do país?
Seria um grande passo para que o país se livre de tanto desperdício e de tanta corrupção…

 

Eleições na França

Todos estão preocupados em falar das eleições na Alemanha, com toda a imprensa na torcida pela reeleição da queridinha Angelina Jolie – ou será Angela Devil?, não me lembro bem, e não se percebe vestígio das eleições para o Senado na França.

Pois o sistema eleitoral francês é bem curioso.
A eleição para o cargo de presidente foi realizada em 23 de abril e 7 de maio (primeiro e segundo turnos, respectivamente).
Os deputados da Assembléia Nacional foram escolhidos em 11 e 18 de junho, com resultados igualmente favoráveis ao novo presidente novinho Emmanuel Macron.
O senado, porém, está sendo renovado neste final de semana. E o partido do fofinho Macron não está mais com aquele encanto sobre a população.   Os franceses têm a oportunidade de aprovar ou rejeitar o Presidente recém-eleito em mais de uma oportunidade.

 – Detalhe curioso: não há a execrável figura do vice, que os Estados Unidos copiaram das monarquias e venderam para a maior partes dos países. O presidente do Senado assume a presidência da República, em caso de impedimento ou morte, e em seguida se convocam novas eleições dali a três meses. Não se faz mandato tampão, como na Tupinambalândia.

Já comentei uma vez que uma boa reforma política seria que as eleições para o Executivo e as do Indigestivo não coincidissem. Isso é uma oportunidade para o eleitor separar alhos de bugalhos e expressar apoio ou rejeição a quem estiver com a caneta das verbas na mão.

Bem, mas temos um tribumal eleitoreiro que não aceitaria isso. Teriam de trabalhar mais vezes. Tribumal que, aliás, é típico de “democracias” como a Venezuela. Não se conhece essa aberração na maioria dos países. E o voto sequer é obrigatório…
Fora que nóça constituição cidadã jamais admitiria que tivesse mais abertura no processo eleitoreiro.
Sem esquecer que, em constituições anteriores, havia a permissão para que os estados legislassem sobre o mandato dos governadores (eu me lembro de que São Paulo tinha mandato de 4 anos, e a Guanabara mandato de 5 anos), ou até mesmo que alguns estados tivessem o próprio senado (como a Bahia em 1891).
Bem, mas elas não era a expressão dos golpistas sarnentos que nunca foram eleitos para exercer o poder constituinte, e servir aos lobbies da oab, dos sindicatos, dos partidos políticos e das ongs.
Os brasileiros, como sabemos todos, precisam ser muito bem controlados pelos donos da verdade.

ADENDO

Um amigo me esclareceu que as eleições para o Senado são indiretas. Votam nesse fim de semana 76 mil grandes eleitores, entre os eleitos (parlamentares, conselheiros regionais e municipais, e delegados por eles indicados) nas eleições municipais, departamentais e regionais de 2014 e 2015, vencidas pela direita sobretudo por conta da rejeição a Hollande. Por isso, a maior dificuldade de o partido de Macron conseguir a maioria no Senado.

A direita deve manter a maioria, e o partido de Macron luta para se tornar a segunda força no senado e para alcançar 3/5 (60%) do total de assentos do parlamento (Assembléia Nacional + Senado).

Merci, mon cher ami.

Ué, mas la france não é berço da liberdade?  Eleições indiretas?  Quelle horreur!
Aqui na tupinambalândia os professores de cursinho ensinam que devemos desprezar esse sistema eleitoral.

 

lobbies na cf 88

http://politica.estadao.com.br/noticias/geral,o-emaranhado-de-lobbies-e-interesses-da-carta-de-1988,70001900696

é pouco.

Foi muito pior.

E sofremos até hoje as conseqüências desse golpe da chamada constituição cidadã, da qual os cidadãos nunca participaram nem foram convidados a opinar.

Carta prolixa (pro lixo), de conveniências de sindicatos, políticos, oab, e ongs.

 

mais em cima do muro – trump coxinha, etc

Terminada a fase de falta do que fazer, resta aos divisionistas coxinhas de mortadela ficar debatendo os atos de Donald Trump.

Que isso, que aquilo…

Que falta do que fazer!!!…

Até parece que os tupinambás participaram da eleição – que lá é regida pelo esquema de maioria dos Estados, como na Suíça é pela maioria dos cantões. Algo que funciona em federações de verdade, não nesses arremedos de imitação barata de loja de camelódromo.

Bem, mas até isso a brazucada quer contestar, como se nossas 890587380687092743907915723 constituições em menos de 200 anos tivessem sido melhores do que uma que está em vigor há quase 250 anos.

Ah, quase esquecia, o De Neva Inhoque Times não gosta do Trump. Claro, Carlos Slim Helú não gosta de concorrentes (tampouco George Soros) … Coisas de empresários.
E eu não gosto da embratel, da escura, e da net.  Coisa de consumidor.

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