Um blogue mal humorado, com aversão ao abominável modismo do "polìticamente correto" (hipòcritamente mal-resolvido). Blogue de um cético convicto, com a própria ortografia.

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Municípios demais

O Estadão publicou um editorial chamado Municípios demais.

Já abordei dúzias e dúzias de vezes aqui no blog sobre a máfia municipalista que espalha a metástase do câncer da corrupção pelo país.

O editorial chega à conclusão óbvia de que boa parte dos municípios existe apenas para satisfazer os eguinhos de políticos caciques locais.
Nada propõe em troca, contudo.

A CF 88 continua a ser endeusada pelos deformadores de opinião, sem jamais levar em contra que foi escrita por um congresso que de forma espúria foi transformado em constituinte, para solidificar os interesses dos partidos políticos, dos sindicatos, de ongs e dos órgãos ligados à oab. Tudo em nome da “cidadania”.

Aliás, a farra dos municípios começou com a constituição de 1891, que tentou traduzir a constituição dos Estados Unidos e ser melhor do que essa.
Anteriormente, para ter status de cidade, a sede de município tinha de preencher certos requisitos. Isso existe em quase todos os países e em quase todas as línguas – city e town não são a mesma coisa; ville e village; stadt e dorf; ciudad e pueblo. No Brasil, qualquer corrutela no interior do inferno é uma “cidade”, e nessa “qualidade” recebe verbas, como se fosse igual às demais, além de arcar com os custos burocráticos obrigatórios decorrentes da “emancipação” (quase nunca financeira).

Que tal os deformadores de opinião começarem a pensar na necessidade de se extinguir, digamos, uns 55% dos municípios que sugam as verbas do país?
Seria um grande passo para que o país se livre de tanto desperdício e de tanta corrupção…

 

Eleições na França

Todos estão preocupados em falar das eleições na Alemanha, com toda a imprensa na torcida pela reeleição da queridinha Angelina Jolie – ou será Angela Devil?, não me lembro bem, e não se percebe vestígio das eleições para o Senado na França.

Pois o sistema eleitoral francês é bem curioso.
A eleição para o cargo de presidente foi realizada em 23 de abril e 7 de maio (primeiro e segundo turnos, respectivamente).
Os deputados da Assembléia Nacional foram escolhidos em 11 e 18 de junho, com resultados igualmente favoráveis ao novo presidente novinho Emmanuel Macron.
O senado, porém, está sendo renovado neste final de semana. E o partido do fofinho Macron não está mais com aquele encanto sobre a população.   Os franceses têm a oportunidade de aprovar ou rejeitar o Presidente recém-eleito em mais de uma oportunidade.

 – Detalhe curioso: não há a execrável figura do vice, que os Estados Unidos copiaram das monarquias e venderam para a maior partes dos países. O presidente do Senado assume a presidência da República, em caso de impedimento ou morte, e em seguida se convocam novas eleições dali a três meses. Não se faz mandato tampão, como na Tupinambalândia.

Já comentei uma vez que uma boa reforma política seria que as eleições para o Executivo e as do Indigestivo não coincidissem. Isso é uma oportunidade para o eleitor separar alhos de bugalhos e expressar apoio ou rejeição a quem estiver com a caneta das verbas na mão.

Bem, mas temos um tribumal eleitoreiro que não aceitaria isso. Teriam de trabalhar mais vezes. Tribumal que, aliás, é típico de “democracias” como a Venezuela. Não se conhece essa aberração na maioria dos países. E o voto sequer é obrigatório…
Fora que nóça constituição cidadã jamais admitiria que tivesse mais abertura no processo eleitoreiro.
Sem esquecer que, em constituições anteriores, havia a permissão para que os estados legislassem sobre o mandato dos governadores (eu me lembro de que São Paulo tinha mandato de 4 anos, e a Guanabara mandato de 5 anos), ou até mesmo que alguns estados tivessem o próprio senado (como a Bahia em 1891).
Bem, mas elas não era a expressão dos golpistas sarnentos que nunca foram eleitos para exercer o poder constituinte, e servir aos lobbies da oab, dos sindicatos, dos partidos políticos e das ongs.
Os brasileiros, como sabemos todos, precisam ser muito bem controlados pelos donos da verdade.

ADENDO

Um amigo me esclareceu que as eleições para o Senado são indiretas. Votam nesse fim de semana 76 mil grandes eleitores, entre os eleitos (parlamentares, conselheiros regionais e municipais, e delegados por eles indicados) nas eleições municipais, departamentais e regionais de 2014 e 2015, vencidas pela direita sobretudo por conta da rejeição a Hollande. Por isso, a maior dificuldade de o partido de Macron conseguir a maioria no Senado.

A direita deve manter a maioria, e o partido de Macron luta para se tornar a segunda força no senado e para alcançar 3/5 (60%) do total de assentos do parlamento (Assembléia Nacional + Senado).

Merci, mon cher ami.

Ué, mas la france não é berço da liberdade?  Eleições indiretas?  Quelle horreur!
Aqui na tupinambalândia os professores de cursinho ensinam que devemos desprezar esse sistema eleitoral.

 

lobbies na cf 88

http://politica.estadao.com.br/noticias/geral,o-emaranhado-de-lobbies-e-interesses-da-carta-de-1988,70001900696

é pouco.

Foi muito pior.

E sofremos até hoje as conseqüências desse golpe da chamada constituição cidadã, da qual os cidadãos nunca participaram nem foram convidados a opinar.

Carta prolixa (pro lixo), de conveniências de sindicatos, políticos, oab, e ongs.

 

mais em cima do muro – trump coxinha, etc

Terminada a fase de falta do que fazer, resta aos divisionistas coxinhas de mortadela ficar debatendo os atos de Donald Trump.

Que isso, que aquilo…

Que falta do que fazer!!!…

Até parece que os tupinambás participaram da eleição – que lá é regida pelo esquema de maioria dos Estados, como na Suíça é pela maioria dos cantões. Algo que funciona em federações de verdade, não nesses arremedos de imitação barata de loja de camelódromo.

Bem, mas até isso a brazucada quer contestar, como se nossas 890587380687092743907915723 constituições em menos de 200 anos tivessem sido melhores do que uma que está em vigor há quase 250 anos.

Ah, quase esquecia, o De Neva Inhoque Times não gosta do Trump. Claro, Carlos Slim Helú não gosta de concorrentes (tampouco George Soros) … Coisas de empresários.
E eu não gosto da embratel, da escura, e da net.  Coisa de consumidor.

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artigo de Gilmar Mendes

Interessante ler o artigo de Gilmar Mendes na folha, sobre a República Corporativa que impera no país desde o golpe da assembléia constituinte de 1987/88.

O que temos é uma sucessão de privilégios a castas que a OAB lembrou de beneficiar, quando seu presidente, e “por acaso” relator da constituinte (Bernardo Cabral, aquele que depois dançou Bésame Mucho com aquela senhora que surrupiou todo o dinheiro dos brasileiros), cedeu aos lobbies de “meninos de ternos bem cortados”,  e a vários outros grupos de pressão, como sindicatos e associações de profissionais (inclusive magistrados).

Temos de estar atentos para que não ocorra em 2017 outro golpe, para ampliar os privilégios, como já se assanhou um certo de-putado do detrito fedemal.

Aliás, temos também de estar atentos para que o nepotismo não prevaleça nos tribunais. Não é mesmo, senhores ministros?

 

GOLPE! Constituinte deles para eles!

Enviaram-me por e-mail, e é verdade:

Está em curso um projeto para transformar ESTE – isso mesmo ESTE – congresso nacional em assembléia constituinte.

 

PEC 298/2016

http://www.camara.gov.br/proposicoesWeb/fichadetramitacao?idProposicao=2121336

Leia todo o teor!

Querem repetir o golpe que fizeram em 1987/1988, para os TEUS queridos putados e senisdores outra vez legislarem em causa própria.

Eleição de constituinte tem de ser em assembléia exclusiva,
com o impedimento DELES e toda a parentada de ocuparem cargos durante os 20 anos seguintes!

Tudo o que está ruim sempre pode piorar!

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