Um blogue mal humorado, com aversão ao abominável modismo do "polìticamente correto" (hipòcritamente mal-resolvido). Blogue de um cético convicto, com a própria ortografia.

Posts marcados ‘copa do mundo’

Acabou a copa

Acabou a copa.
Os patriotas quadrienais já podem descansar.
As mulheres, sejam as com “barriguinhas saradas feito queijo-cheddar-saindo-do-sanduíche”, ou magrelas anoréxicas do tipo “modelo”, já podem guardar as blusinhas amarelas.
Os petzinhos do coração da mamãe e do papai já não precisam mais usar casaquinhos com a bandeira do Brasil.
Os atléticos senhores de ventre de cerveja podem trocar aquela autêntica camiseta BRAZIL meidinxina.
Jornalistas, que antes da copa cuidavam de horóscopos, não inventarão mais teorias de “por que as traves do gol se mexeram durante a partida?”.
Designers tão preocupados com o bem-estar do público, poderão combinar com as indústrias a reposição das cadeiras de veludo que se quebraram com o inesperado agito dos torcedores.
Aliás, quanta frescurite. Lembram quando os estádios (estádios, não essas coisas chamadas de “arenas”) tinham arquibancadas e gerais feitas de cimento e madeira dura?
Não aconteciam essas “depredações de mobiliário”.
Hoje em dia, a FIFA, os ONGeiros e os políticos estão preocupados com o bumbum (como eles dizem, pois, com a infantilização do mundo, ainda não aprenderam as palavras nádegas e glúteos), e inventaram as tais salas de espetáculo com mobiliário descartável.
Por que não voltar a fazer estádios de cimento e vender almofadas de plumas de ganso para os sensíveis bumbuns dos neo-torcedores refinados?
Lógico que alguém ganha com a venda dessas cadeiras que terão de ser repostas.
Daqui a quatro anos, já que a copa é apenas um espetáculo preocupado com a venda dos direitos televisivos, melhor seria fazer as partidas em salas de concerto.
Já que a preocupação é com os direitos televisivos, que façam em espaços sem público.
Garanto que não haverá risco às cadeiras.

As redes de tv já podem voltar à programação normal. Quer dizer, quase normal, pois entra em alguns dias a propaganda eleitoral muito bem remunerada por nossos impostos.
Será que as camisetas de partidos políticos decorarão as barriguinhas gordas ou “saradas”?
Será que os patriotas vestirão seus auaus com bandeiras dos partidos políticos.

Esse patriotismo me lembra uma famosa história:
a tal “pátria de chuteiras” declarou guerra a uma potência qualquer e a família foi reunida para uma decisão coletiva.
Agora é hora de “ou mato ou morro”.
Fugimos para o mato ou para o morro?

Anúncios
Imagem

Participação do Brasil em Copas do Mundo

image003

coincidência de eleições

Não vou falar da abominável coincidência das eleições com os anos de Copa do Mundo. Isso é outro assunto: lavagem cerebral nos eleitores.

Não, o que quero tratar é a coincidência das eleições do legislativo e das do executivo.

A cada quatro anos, temos as eleições para presidente da república, governadores, senadores, deputados federais e estaduais.

Alternando, em outros anos pares, também a cada quatro anos (anos de Olimpíadas), temos as eleições para prefeitos e vereadores.

Que tal nossos “nobres” políticos enfrentarem o descontentamento popular, ou receber o apoio, se for o caso, e aprenderem a fazer política, com jogo de cintura?

Eleições para o poder executivo separadas das eleições para o poder legislativo.

O presidente está fazendo má administração? Então a população elege um congresso de oposição, para ele “dançar miudinho” e perder a empáfia. O mesmo para prefeito e para governador.

O presidente é confiável? Então a população vota em um legislativo que o apóie.
As eleições seriam feitas de acordo com os poderes – coincidindo para os cargos do executivo, e depois coincidindo para os cargos do legislativo.
Não como agora, eleições da esfera federal e estadual em um biênio, e eleições para a esfera municipal no outro.

Lembro-me de que a Constituição de 1946 não estabelecia qual a duração do mandato dos governadores. Havia estados em que os governadores eram eleitos por quatro anos, e outros por cinco anos. Evidente que os congressistas que deram o golpe constitucional em 1987/1988, legislando em causa própria (a tal “constituição cidadã”),  nunca permitiriam uma “libertinagem” como essa.

É apenas uma idéia, claro, e é mais claro ainda que isso não é do interesse de suas excremências, que teriam de trabalhar sem a certeza da compra de votos nas bancadas do legislativo, e sem decisões que contrariam os pareceres negativos de contas rejeitadas.

Sobretudo uma utopia, já que no Brasil partidos políticos são apenas amontoados de letras compondo siglas.

 

O que fazer em junho / julho, durante a Copa?

Em conversa com uma prima, que há anos torce sempre contra o Brasil durante as Copas do Mundo, perguntei a outras pessoas quais os planos para o período da Copa, em junho/julho.

Respostas:

  • Eu gosto de futebol e vou torcer pelo Brasil.
  • VOU TRABALHAR
  • Hie my friend – I’m a fanatic of Brazil.
  • Vou ler Guerra e Paz.
  • Yo soy argentino desde niño. Avante Argentina!!!!
  • Vou torcer pelo melhor do mundo: ARRIBA ESPAÑA!
  • Eu estarei na Itália, gosto de futebol, vou ver os jogos e torcer pelo Brasil.
  • Que o Brasil saia logo no primeiro jogo e que tenhamos uma guerra entre as comunidades.
  • Vou ignorar os jogos. Odeio futebol pois há muito deixou de ser esporte e passou a ser uma manipulação em todos os sentidos.
    Quero levar uma vida normal nesses dias.
    Porém, somando-se aos bárbaros torcedores brasileiros, virão ainda as hordas estrangeiras (argentinos, ingleses, etc).
    Pretendo alugar uma casa nos subúrbios de São João da Curva do Vento e ficar por lá até que tudo passe.
    Buscarei segurança e continuidade de minha rotina.
  • Futebol hoje em dia, só mesmo na Europa, onde há classe e estilo. Não dá para comparar jogos dos campeonatos de lá com os times da América do Sul.
  • Vou assistir em casa, sòzinho. Se estamos com a galera ao lado, a barulheira e a bagunça são tantas que não dá para se prestar atenção no jogo.
  • Agora tenho filho e não vou ficar passeando com ele perto do estádio sabendo que pode acontecer algum confronto.
    Com certeza vou estocar cerveja e colocar a camisa do Brasil, sou brasileiro, e apesar de sabe que isso aqui tem que mudar muito, me orgulho do nosso futebol e de ser brasileiro.
    Se não fosse a corrupção, já seríamos um país de primeiro mundo há muito tempo!
  • Vou para a casa de minha irmã em Cuiabá. Até já compramos ingressos para jogo lá.

O que eu vou fazer?

Nada, como em anos anteriores.

 

Começo de ano

Acabou o carnaval.

Isso significaria, no caso tupiniquim, que o ano começa agora.

Mas não. (como dizem os chatos da infernet, sqn, o que para mim significa super-quadra norte).

Depois do carnaval vem a qopa e a qozinha.

E depois, por uma feliz coincidência dos legisladores que preferem um povo anestesiado, bem, depois do futebolzinho vem a eleição.

Resumindo: 2014, um ano que não existirá.

Quando o Brasil acordar e perceber, todos os outros países terão passado para 2015, mas nós ainda estaremos no réveillon de 14. Carnaval, samba e futebol. Política é apenas um apetrecho na fantasia.

Pior ainda: o início de 2015 será marcado por mais um BBB, para a enpreimça fazer lavagem “sselebláu” em considerável parte da população, como sói ocorrer nos janeiros e fevereiros.

Olimpíadas? Não aqui.

Em plebiscito, Munique rejeitou uma candidatura para receber os Jogos Olímpicos de Inverno de 2022.
Motivo: enquanto a sede paga, o COI lucra.

Conforme a matéria publicada na Deutsche Welle:

Os temores dos oponentes da candidatura estavam relacionados principalmente aos custos imprevisíveis e à desconfiança em relação ao organizador do evento, o Comitê Olímpico Internacional (COI). Eles temiam que o COI viesse a forçar a cidade a aceitar contratos que acarretariam nas mesmas experiências já vividas por outras cidades-sede, gerando lucros enormes para o COI durante as duas semanas do evento, enquanto Munique e as comunidades vizinhas teriam que arcar com os custos de organização.

Havia também o temor de alterações drásticas na paisagem local. Os membros da Associação Alemã de Alpinismo já haviam, em ampla maioria, recusado a candidatura. O clube, de grande prestígio, temia danos irreparáveis ao meio ambiente.

Munique, que sediou a olimpíada de verão de 1972 (mais lembrada pelos atentados que mataram os atletas israelenses), não se ilude mais.

Veremos o que vai ocorrer em certo país tropical em 2014 e 2016. Ah, nem é preciso usar muita imaginação. Já temos o retrato de Atenas, na “pujante Grécia” mergulhada em dívidas, que sediou em 2004. Montreal também reclama dos gastos por ter sediado os jogos, em 1976. Copa do mundo do futebol e olimpíadas são grandes fontes de lucros para corruptos. Quem perde é a população.

Eleições e mandatos

Precisamos de eleições alternadas de modo diferente do atual, em que se vota para os governantes dos poderes executivo e legislativo das esferas federal e estadual, e dali a dois anos para os cargos da esfera municipal. Uma delas coincide sempre com a Copa do Mundo e a outra com as Olimpíadas…

Em lugar disso, mandato de cinco anos (sem reeleição), com cronograma que evite a Copa do Mundo (isso é possível pelo menos por 20 anos), em que primeiro se vote em todos os cargos dos poder executivo, e depois de três anos para os do poder legislativo.

Se o executivo trabalhar bem, contará com uma bancada de apoio no legislativo. Se estiver se comportando mal, terá a oposição como maioria no legislativo.

Ah, para quem achou estranho, lembro que poder legislativo também faz parte do governo. Eles são os palhaços no picadeiro, e nós a platéia que paga pelo espetáculo deprimente.

Nuvem de tags