Um blogue mal humorado, com aversão ao abominável modismo do "polìticamente correto" (hipòcritamente mal-resolvido). Blogue de um cético convicto, com a própria ortografia.

Posts marcados ‘corporativismo’

mobilidade

Mobilidade, palavra que inventaram para substituir o tradicional transporte coletivo, já que leva em consideração toda a massa humana que precisa se deslocar a pé, por falta de ônibus ou trens, encontra uma justificativa nos gentis putados da assembléia legislativa do Paraná:

http://www.gazetadopovo.com.br/vida-publica/gastos-de-deputados-com-combustivel-pagaria-transporte-de-17-milhoes-de-pessoas-por-seis-meses-8gealktfkj34ans1fjf9aaler

Isso só no Paraná.
Imagine nos outros estados – aqueles que já faliram e os que também estão no buraco
Imagine o gasto nas prefeituras, com as camas de veadores cheinhas de carros novos,
com placas pretas, para não serem multados.
Imagine o gasto no cãogresso fedemal?

Entendeu por que o ônibus que você espera passou lotado?Que bom que pelos menos “nóçus” representantes dispõem de transporte decente.
Na Europa, teriam de usar o bilhete mensal

Não custa lembrar que no Império e na República Velha, os representantes do povo pagavam pelo próprio aluguel para exercer o mandato.
Juscelino, pai das grandes corrupções com empreiteiras, e inventor do desvio de dinheiro da Previdência, criou o auxílio-moradia…

 

 

La framsse

Há exatamente um ano, escrevi um post chamado La France, ah toujours la France.

Bem, esse país que idolatra o suíço “russô” e aquele italiano que invadiu a Europa gritando, com forte sotaque, libertà, uguaglianza, fratellanza, até ser colocado em uma camisa de fôrça na ilha de Santa Helena, o que podemos esperar dele?
Há muito tempo é apenas uma sombra do que foi antes de criar palácios suntuosos – sem banheiros.
É o idolatrado destino preferencial de “escritores”  brasileiros e outros filhotes da esquerda festiva.
(esquerda caviar deveria ser denominada exclusivamente a nomenklatura da Europa Oriental, inclusive a máfia albanesa que transporta refugiados – todas as outras, genèricamente, chamo de “festivas”, tal como era na década de 1960).

Ontem houve a matança seletiva e premeditada de cartunistas franceses. Lamentável, claro.
Mas se não tivesse sido na phramssa, pouca atenção teria o atentado;
se não tivesse sido contra jornalistas, menos ainda;
como se diz normalmente: no dos outros é refresco.

Nesta mesma semana houve atentados em Istambul, Cairo e em algum lugar do Iêmen,
fora todos os que morreram na Síria, no Paquistão, nos Sudões, no Brasil, etc..
alguém ligou? Foi manchete?
Ah, um a mais, um a menos…
Nem eram jornalistas. Uns policiais, uns “populares”, uns reféns, …isso não conta.

Na semana passada, aquela senhora com cara de mastim napolitano, que está destruindo a União Européia (ela está conseguindo realizar o sonho de seus antecessores em Berlim), veio com conversinha mole de “tolerância”.
É mesmo, “anjinha”?
Está preocupada com eleitores “multiculturalistas”?
Até há pouco tempo quem não fosse filho de alemão não tinha nacionalidade – não votava. Ela deve ter esquecido desse “pequeno detalhe histórico”.

Voltando a falar dos cartunistas, eles só faziam desenhos satirizando católicos e muçulmanos. Ué, e os “candomblezeiros” que abundam em Paris? E os judeus que a framssa fez questão de entregar para os nazistas? Eles não eram objeto das caricaturas – seletivas e premeditadas.

Claro que sou a favor da liberdade de expressão, mais do que a “liberdade religiosa”, pois esta só existe quando utilizada para cercear as opiniões dos outros.
Sou, porém, radicalmente contra o coitadismo corporativista, seja ele voltado a algum grupo étnico, religioso ou profissional.

Há uns dias, tive uma discussão com uma amiga arquiteta, dessas que fala de “preservação do patrimônio”.
Ela se zangou quando eu perguntei o que ela achava da demolição de Paris, durante Napoleão III – Barão Haussmann, para a eliminação dos infectos cortiços e a construção dos boulevards que viraram cartões postais.
A mesma política que foi depois copiada no Brasil – sobretudo no Rio de Janeiro do Prefeito Pereira Passos, mas também, com o inevitável atraso, em outras capitais de menor relevância, como São Paulo de Prestes Maia (que destruiu jardins de prédios para alargar ruas).  Ela disse que eu tenho de me ligar mais às coisas que a unescu faz.
É mesmo? Aquele cabide de empregos tem de ser levado a sério?

Divagações.
Perdi o fio da meada.
Retomo, porém, dizendo: se a matança tivesse sido nos Estados Unidos ou na Inglaterra, ou em Lisboa ou em Ierevan,
não haveria essa comoção mundial.
São lugares de “segunda categoria”.

 

 

 

 

 

Leis trabalhistas

A candidata de uma das várias sublegendas da esquerda, a do coque, disse que “não vai alterar as leis trabalhistas“.

Que pena.

Mais um motivo para eu não votar nessa pessoa que muda de partido como quem muda de colar.

Uma das principais tarefas de um governo sério, algo que talvez nunca conheceremos, seria desmontar o emaranhado de leis fascistas, iniciado por Getúlio, que estimulam o sindicalismo pelego, premiam maus empregados, e punem com uma super-carga tributária os empregadores que levam as obrigações a sério (o que não é o caso de gigantes do empresariado, sobretudo na esfera da enpreimça e dos clubes desportivos) . País do jeitinho, deplorado por juristas e economistas que não fazem parte do “aparelho” socialista.

Os que fazem parte do “aparelho” costumam dizer que fascistas são as pessoas que pensam e trabalham sem o “porcoativismo”  que sustenta atravessadores, como sindicatos e ordens medievais.

Sites de jornais

De repente, no meio “das festas de copa imunda”, os principais jornais / revistas brasileiros fizeram alterações visuais em seus sites.

Um espírito de imitação que é de cair queixo de mula!

Tudo arrumadinho, limpo, com imagens bonitinhas, com chamadas escandalosamente escandalosas (como sói ocorrer na “enpreimça“), e…
com incrível falta de informações úteis.

Além do blablablá de “famosos”, de fofocas sobre alpinistas sociais e outros do estilo, além de toneladas de pop-ups com propagandas.

Nem tudo porém se resume a isso: ainda temos as abomináveis matérias pagas, que eles colocam como “reportagens”, do tipo “não existe bolha imobiliária”, ou “meu colega jornalista é o melhor candidato ao senado que jamais houve em terras tupiniquins”, e outras coisas de “total isenção”.

Não é necessário ter um site chato e antiquado, como o New York Times, mas nem todas as pessoas dão mais valor à forma do que o conteúdo.

Com esse detalhe, conteúdo, nem os “programadores visuais” nem os empresários das comunicações parecem preocupar-se.

Ah, quase deixava de lado:
e as matérias que simplesmente “desaparecem” no arquivo dos sites, porque a repercussão foi oposta à que estava programada pela empresa, ou porque estavam impregnadas de “herros”?

E a descarada censura a comentários de leitores? Esse pode, esse não pode.
E são eles os que “defendem” a liberdade de expressão?
Poupem-nos de balelas demagógicas.
“Porcorativismo” da pior espécie!

Melhor voltar a ouvir rádio, e ler blogs, para atualização das informações.
Os blogs têm rabo muito menos preso do que esses sites de jornais, e informam coisas que a “grande enpreimça” esconde.

P.S. Acabo de ver que a vetusta BBC está com pesquisa para saber as preferências dos leitores, para eventuais alterações na ênfase de alguns conteúdos.

Fascista é a vó

O rótulo de fascista, usado e desperdiçado pelos “democratas” e pelos “socialistas” contra seus opositores, cai no ridículo.

Matéria na BBC com o título Os fascistas estão voltando à França?      mostra um pouco desse conceito invertido.

O Front National, diz a matéria, tem origem na direita católica e monarquista que nunca aceitou a república.

Os franceses sabem que seu modelo econômico está fracassando. O pessimismo está em alta. Trabalhadores estão sem emprego. Negócios estão fechados suas portas, engolidos por taxas e regulamentações.
A resposta do FN é essencialmente a mesma da extrema direita – a Europa foi tomada por forças liberais e capitalistas.

Isso não é fascismo, o regime de Mussolini (e Getúlio Vargas) que se consolidou com as políticas “trabalhistas” de salário mínimo, de sindicatos únicos controlados pela pelegada, e outros tipos de corporações (guildas medievais) ligadas às profissões “liberais” (advogados, engenheiros, médicos, etc.).
Como esses princípios verdadeiramente fascistas foram adotados e repetidos pela “esquerda”, o uso da palavra para os capitalistas liberais é um contra-senso.

Extrema direita seria, como a própria definição da BBC, o “capitalismo selvagem”, e não o capitalismo gerenciado até o último grau pelos governos e seus apaniguados (aquele que, não raras vezes, é visto como alívio para as “federações de indústria” do Brasil).

Quanto ao controle da imigração, pergunto o que fez oba-oba com relação à promessa de campanha política, de “anistia” aos imigrantes ilegais.
Nunca antes na história daquele país tantas pessoas foram deportadas como no atual “período democrata”.

 

enpreimça manipuladora

Coitadinhos, quando sofrem ataques porque não utilizam os equipamentos de proteção individuais, os jornalistas ficam chorões…

Não sou o único a pensar dessa forma contra o asqueroso corporativismo de uma das piores instituições do país, a grande deformadora de opiniões, a enpreimça:

Comentário encontrável no link

http://g1.globo.com/distrito-federal/noticia/2014/02/cinegrafistas-fazem-no-congresso-ato-em-homenagem-colega-morto.html

Carlos Eduardo
há um dia , respondido há um dia
circula uma imagem nas redes sociais de um coroa que foi esmagado por um ônibus, enquanto corria das bombas de gás da PM, ele deu entrada no hospital no mesmo dia do cinegrafista, e morreu hoje também. Isso procede ou é boato? pois a mídia televisiva só tá divulgando a morte do cinegrafista, e acho isso estranho.


Aline
há um dia
Não é boato é verdade o senhor infelizmente faleceu mas se vc está esperando o g1 postar isso melhor sentar porque o que importa agora é o cinegrafista e não um zé ninguém, acho que é isso que eles pensam do senhor já que não falou nada sobre.


Laercio Pradal
há um dia
procede, sim. MORREU por conta do tumulto provocado pelos “black blogs”

Para quem não sabe, e já vai querer atirar pedras, Laercio Pradal satirizou a sinistra da curtura Morta por Botox em Suplício, baronesa Smith de Vasconcelos, que chamou os vândalos de black blogs.
Deve ter se confundido com a turma que recebe o bolsa-internet do ParTido e que faz parte do MAV-PT, o núcleo de militância em ambientes virtuais.
Cabe ressaltar que os petralhas têm a ousadia de chamar os outros de “milicianos”.

Pois é, dona enpreimça, no dos outros é refresco, né?

us jeniu da enpreimça

Eu queria continuar a escrever sobre as constituições, mas tenho de interromper a seqüência, dados dois absurdos (abeçurdos) da enpreimça com que me deparei hoje.

Em uma estação de rádio, o locutor (formado em comunicação social, como costumam ser os tais jornalistas hodiernamente) disse, e repetiu, que o CADE iria investigar a QUARTELIZAÇÃO em determinada licitação.

Em um jornal, encontrei pronome oblíquo iniciando o título de uma matéria.

Axo qi he ora di têrmus menaziskola, pruqe du geito qi çai êçi jeniu da enpreimça tá defissiu. 

Pior, são todos cheios de mimimi e logo ficam ofendidozinhos se apontamos os erros de conteúdo e de forma nas matérias com que deformam a opinião pública.

Com ou sem título universitário, a tal enpreimça jóvi tem atuado como notável desserviço ao desenvolvimento do país.

Se as escolas não ensinam, um pouco de leitura seria aconselhável para quem deseja trabalhar com palavras. E pensar que esses jornalistas têm o mesmo título profissional que Machado de Assis…

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