Um blogue mal humorado, com aversão ao abominável modismo do "polìticamente correto" (hipòcritamente mal-resolvido). Blogue de um cético convicto, com a própria ortografia.

Posts marcados ‘Correio Braziliense’

a enpreimça

Sempre reclamei aqui da chamada enpreimça brasileira.

Só que ela tem piorado.

Os principais jornais e revistas eståo em um nível nunca antes imaginado.
A maioria das manchetes contêm apenas fofoquinhas de pseudo-famosos da televisåo e seus namoros.

A parte política é um amontoado de clichês de estudantes em assembléia.

A falta de revisåo e as incoerências encontráveis em cada artigo superam boa parte dos leitores.
Traduçøes muitas vezes nåo fazem sentido.

A cada dia encontro menos prazer em algo que até alguns anos (uns 30, a bem dizer) ainda tinha significado.

Stanislaw Ponte Preta havia escrito, em 1966, o Febeapá – Festival de Besteiras que Assola o País. Se estivesse vivo agora, sem dúvida ele choraria ao constatar que tudo o que é ruim sempre pode piorar.
Hoje em dia, a enpreimça brasileira é o caminho mais rápido para o emburrecimento.

 

 

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Natal de um velho esquecido

 

http://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia/mundo/2015/12/01/interna_mundo,508797/comercial-de-um-mercado-alemao-emociona-internautas-e-viraliza-na-web.shtml

Cama detrital

Durante a constituinte do auto-golpe do cãogresso de 1987, um advogado brasiliense (Sigmaringa Seixas) inventou que a autonomia político-administrativa do Distrito Federal deveria igualá-lo a um Estado (distrito não é Estado, parece difícil entender isso – em Washington D.C eles sabem isso, mas, claro, os Estados Unidos, a Suíça, o Canadá, não são exemplos de democracia, tanto que esses dois últimos sequer possuem distrito federal).

Na base da pior demagogia, foi criada uma câmara de vereadores com o pomposo título de câmara legislativa do DF, também conhecida como Casa dos Horrores. Até cartão de natal eles mandam (com dinheiro público), para pessoas que jamais votariam neles. Escrevi sobre essa nojeira em 2008, 2009, 2012 e 2014 – é só clicar na tag.

Há uns 9 ou 10 anos, um apresentador de televisão encheu a cidade de faixas dizendo que era pela extinção da tal câmara, uma verdadeira cama suja de detritos.

O tal apresentador foi eleito … … deputado distrital – KKKKKKKKK, e depois, com base no lobby dos colegas da enpreimça, virou deputado federal.

Hoje em dia ele é chamado de senador, e os coleguinhas fazem propaganda dizendo que é o mais “competente” dos parlamentares.

Infelizmente, até hoje Reguffe nunca pensou em cumprir a promessa de apresentar projeto de lei que acabasse com a imoralidade da cama detrital.
Mais um blefe. Mais uma propaganda enganosa. Ele bem sabe que não tem articulação para qualquer proposta nesse sentido.
Clodovil era bem mais corajoso, já que tinha apresentado um projeto de reforma do legislativo, que reduziria o número de deputados federais de 513 para 400. Pena que morreu e o projeto simplesmente foi atirado à lixeira.

Enquanto isso, o desperdício de dinheiro continua. Afinal de contas, povo existe mesmo é para pagar imposto e pagar as Versalhes da vida.

A farra das passagens aéreas

Por conta da farra das passagens aéreas para os de-putados e todas as suas famílias (inclusive aquelas que “não constam” do imposto do renda), lembro:

– Andrew foi conhecer as Falkland Islands, pilotando helicóptero Sea King, a bordo do porta-aviões Invincible, durante a guerra dos ditadores argentinos;

– Harry quis ir ao Afeganistão; vovó Elizabeth disse: então vá pilotando seu próprio avião, e aproveite para caçar talibãs;

– o mesmo Harry desmanchou o namoro com a interesseira Cressida Bones, porque a periguete queria viajar em primeira classe para Miami, e ele tinha comprado passagem em classe econômica, e ia fazer a “pretendente à Casa de Windsor” pagar a passagem dela;

– nunca estive na Suécia, mas amigos meus relataram que viram a própria rainha Silvia na fila de embarque, como qualquer outro passageiro; não fura filas nem usa jatinhos do governo;

Angela Merkel foi passar férias com o marido na Itália – cada um em um vôo, pois ele descobriu uma passagem mais barata do que o que ele teria de pagar para pegar carona no avião em que a alemoa-chefa viajaria;

– lembram de um ministro brasileiro que foi passar carnaval em Fernando de Noronha com avião da FAB?

– lembram de um senador que foi fazer implante de cabelo com avião da FAB?

Pois é, essas são algumas comparações que podem ser feitas com relação às inesgotáveis mordomias de nossos políticos, e “aquela gente atrasada” do Velho Continente.

Não custa assistir de novo o vídeo que mostra os apartamentos funcionais

que os deputados ocupam em Estocolmo.

A interminável  reforma dos “modestos” apartamentos dos deputados brasileiros ainda não acabou… Passei por lá esta semana.

País rico é país onde os governantes usam transporte público.

País náufrago é aquele onde cachorros de governadores, amigos de filhos, etcéteras, usam jatinhos ou helicópteros do governo, e aspone de político pega carona em carro oficial para ir ao super-mercado.
Ou país onde juiz passeia com carrão pelas ruas (o famoso vale-transporsche), e usa veículo do tribunal de justiça para buscar criança em escolinha maternal (como já vi aqui na frente de meu apartamento!).

Ah, só para lembrar: no tempo em que Pedro II ainda estava no Rio de Janeiro, os deputados alugavam as próprias casas ou moravam em pensões – pagas pelo próprio bolso. Esse escândalo todo começou depois que o “presidente sorriso” deu um golpe nos cofres brasileiros, para transferir a capital para uma “cidade moderna”.

Greve dos caminhoneiros

Falta pão de fôrma nos super-mercados de Bra3ylha.
Falta laranja na CEASA do DF.   [sobram laranjas nos bancos]
Isso porque não há bloqueio dos caminhoneiros aqui no DF, só no Brasil-real, aquele de onde vêm os nobres “representantes do povo” que passeiam em Bra3ylha (com carros oficiais e moradias funcionais),  para brincar de “parlamento” duas ou três vezes por semana.

Pois é, país rico é país que coloca a economia nos trilhos. Trilhos ferroviários.
Isso foi algo que o “presidente sorriso” fez questão de destruir quando encheu o país de dívidas para a construção da inútil capital.

[Nova Capital que recebeu material de construção por via rodoviária – leia-se “trilhas”- com um certo “super-faturamento” e com entrega de materiais em fazendas no estado de Minas, não no destino – mas isso não é de bom tom falar, porque a patrulha ideológica não gosta que se fale mal de Gentulho Vacas, de Jusça, Jânio, Jango, e outros presidentes do “nobre” passado do país.
Fora isso, para justificar a indústria automobilística que tinha de ser imposta, sim ou sim, como “motor” da economia tupiniquim (nem quero imaginar quanto dinheiro rolou para os cofres particulares apoiarem essa decisão), os prefeitos também tiraram os trilhos dos bondes. Pouco importa que agora os sucessores desperdicem dinheiro com projetos inacabados de bondes modernos, chamados VLTs – viados, lésbicas e travecos. – Cuiabá que o diga… –  Até parece que nas cidades européias, onde nóçus politiku passeiam, alguma vez arrancaram os trilhos… ]

Pois é, atrasado era o governo de Pedrinho II, aquele durante o qual as ferrovias eram tortuosas mas atendiam todos os produtores rurais que eram a fôrça econômica do país.
Que coisa horrível! O país tinha a balança comercial baseada em commodities!  Grãos que não eram de soja. Açúcar. Não vendia minério de ferro porque a Xina ainda era um império atrasado, onde o povo não conhecia a escravidão “capitalista” – eram apenas escravos convencionais.

Tupiniquinlândia, porém, tem investido para colocar o país de volta aos trilhos.
Há décadas desviam dinheiro público para a “obstrução” da Ferrovia Norte-Sul, da outra, chamada Transnordestina, a tal Ferrovia da Soja.
Alguém se lembra da famosa “Ferrovia do Aço”, promessa do João (o presidente que tinha um ministro que hoje em dia é colaborador do Lula, um tal de Delfim…) ?   A Ferrovia do Aço nunca saiu nem nos mapas.

Pois eu espero que algumas pessoas além de mim passem a se preocupar com a falta de ferrovias.
Carga é feita para andar por ferrovias, e não para esburacar rodovias (construídas, não raras vezes, na base do jogar uma camada de piche ou de cimento em cima da terra batida) .
Carga também pode ser feita para navegar em hidrovias, e não deixar os rios apenas para que eco-chatos fiquem admirando passarinhos (uns dos outros). Os bandeirantes já sabiam dessa utilidade. Os alemães, russos, franceses, americanos, e outros mais também sabem que hidrovia não é “atentado à natureza”.

Fora isso, (não) temos os trens de passageiros.
É tão chique dizer que se viajou de Londres a Paris pelo euro-trem. Que circulou de trem de Roma até a Escandinávia.
É tão provinciano dizer que se quer colocar trens de passageiros na Tupiniquinlândia.
Trem é coisa de suburbano que precisa trabalhar longe da moradia.
Sou velho o suficiente para me lembrar de uma tentativa de meio de transporte, em São Paulo, que se chamava “auto-trem”. Eram trens que carregavam automóveis em alguns vagões de carga, enquanto os motoristas viajavam dentro das cabines. Uma espécie de balsa / ferry-boat  que andava na terra.
Hoje em dia, a maior parte daqueles trechos nem existem mais, as estações foram desativadas (ou demolidas), e quem quiser que fique parado nos congestionamentos das rodovias. Afinal de contas, motorista tem mais é de se cansar.
Como ouso falar de uma coisa dessas? O mundo começou depois que os estagiários da redação dos jornais começaram a deturpar a língua portuguesa. Nada anterior a isso é verdadeiro – são apenas lendas…

Bem, concluindo este post: parabéns aos caminhoneiros.
Espero que o desabastecimento na Tupiniquinlândia (e em sua kapitáu) seja mais abrangente do que apenas de produtos de super-mercado.
Quem sabe surjam algumas pessoas interessadas em construir linhas de trem para o transporte de cargas? como eram os antigos barões do café.
Em médio prazo haverá amortização dos custos da construção com os fretes mais baratos.
A menos, é claro, que os projetos sejam realizados por estatais, em conluio com as “impreteiras nassionaes”.
Concorrência internacional de verdade é palavrão nos critérios políticos e das análises dos tribunais de faz-de-conta que empregam vitalìciamente políticos desempregados nas urnas.

Visita a Meca

Já disse anteriormente que todos os brasileiros deveriam ser obrigados a visitar a cidade que é capital do país, tal como os muçulmanos são obrigados a fazer a peregrinação a Meca.

Talvez conhecessem a realidade das “áreas nobres da cidade”,  como jornalistas insistem em dizer e escrever (afinal de contas são os bairros onde eles mesmos moram, e não vão querer comparar-se com os reles mortais das cidades brasileiras).

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Se sobrevivessem aos ataques de escorpiões (animais, não humanos) que proliferam por essas áreas. Não apenas na 214, mas também na 112, na 406, e muitas outras quadras do Plano Piloto – imaginem nas “áreas plebéias do quadradinho”!

Escorpiões humanos não creio que seja possível combater, não enquanto as constituições “cidadãs” forem escritas por políticos profissionais que apenas resguardam e ampliam seus próprios privilégios

A era da desinformação

Ontem à noite, um amigo conversou comigo sobre a des-informação da era da informação. Muita quantidade e pouquíssima qualidade.

Matérias que não são confirmadas são lançadas em “sites de notícia” sem qualquer preocupação.

Exemplo disso foi a “morte” de Alberto Youssef no dia da eleição, em outubro.

É muito fácil lançar um boato e dizer que “fonte revelou”.

Omitem a fonte inexistente, e, ao contrário, expõem fontes que deveriam ser preservadas para prevalecer até mesmo o direito à vida.

Acham que “dar publicidade” a documentos públicos é “obrigação”, sem levar em consideração que há temas que precisam ser resguardados por um período, tanto no caso do tal “segredo de justiça”, como em caso de relações diplomáticas que podem ser afetadas se qualquer documento for tornado público, quando contém dados transmitidos por membros da oposição de determinadas ditaduras.

Esse meu amigo disse que quando vê algo “espetacular” vai primeiro checar se em alguns sites que ainda têm mais responsabilidade, como Globo, Estadão, confirmam a notícia. Terra (e seu parasita Jornal do Brasil), EBC, 247, Folha Política, e tantos outros portais, sites ou blogs, são tão tendenciosos que servem mais como fonte de humor do que para informação.

Observo que a pressa em noticiar, para encher de novidades a infernet, comete muito mais erros do que sempre, e que ainda por cima são responsáveis por uma seqüência de “imitadores”, como os malucos e malucas que resolveram que andar nus é “bonito e útil”, para chamar a atenção e ter os 8 segundos de fama.

Fora isso, os erros e mais erros de linguagem. Ortografia, conjugação de verbos, traduções equivocadas, e tantos outros.

Claro, é fácil atirar os textículos na infernet.

Ninguém se preocupa em fazer revisão do que escreve. “Garrancheia” e atira na blogosfera.

Saudade dos bons tempos da tipografia, em que os linotipos tinham de ser preparados, e davam aos jornalistas (e “analistas”) tempo para rever o que tinham escrito.

Esse meu amigo comentou que mais de uma vez, quando encontra algo muito “estranho”, faz o print screen da notícia, pois nada mais fácil na “era da informação” do que apagar o link, e fingir que a imensa burrada que foi publicada não é responsabilidade do autor.

Já tive essa experiência com uma notícia do Correio Braziliense, que simplesmente sumiu das pesquisas, embora eu a tenha lido na edição escrita, no tempo em que eu lia jornais de domingo sentado na sala.

A Folha também já me “negou” que tivesse publicado, há 40 anos, um documento que comprovava o racismo de determinada pessoa. Ficou apenas a lembrança na minha e na cabeça de outras pessoas que viram a notícia na primeira página imprensa daquele jornal, que aliás troca de opinião mais do que algumas pessoas trocam a roupa de baixo.

A era da informação é a maior desinformação que o mundo experimenta.

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