Um blogue mal humorado, com aversão ao abominável modismo do "polìticamente correto" (hipòcritamente mal-resolvido). Blogue de um cético convicto, com a própria ortografia.

Posts marcados ‘deputado’

Pesquisas servem para muitas coisas

Como prova de que pesquisas e estatísticas servem para muitas coisas, um d putado fedemal gastou quase meio milhão de reais com pesquisas sem qualquer fundamento.

Leiam a matéria no Correio Braziliense.

Isso é falta de guilhotina no país…

 

Charles of Wales & Hillary of Clinton

Muito curioso como a enpreimça é uma coisa (coisa mesmo) tendenciosa e que não deve ser levada muito a sério.

Jornais publicaram com algum destaque que o Príncipe de Gales, herdeiro do trono britânico, teria comparado Putin a Hitler, em razão da crise na Ucrânia.
Na Folha de São Paulo, um leitor inseriu um comentário, com assinatura de quem não sabe de nada sobre o funcionamento de instituições fora do Brasil, e afirmou que

O comentário desse cara e o de um leão de chácara de boate falida tem o mesmo peso!

Curiosamente, hoje encontrei uma matéria assinada no Estadão, em que o professor da USP e da PUC Oliveiros Ferreira trata da geopolítica, e inicia com

Muitos, como Hillary Clinton, compararam a crise na Ucrânia e a incorporação da Crimeia ao Estado russo à crise de 1938, quando Hitler avançou sobre a Checoslováquia. Esqueceram-se de que a Grande Política então se fazia por pactos e alianças e, sobretudo, de que não havia a arma nuclear.

Bem, a pré-candidata ao trono americano afirmou isso, e não vi o mesmo destaque na imprensa, e muito menos palavras de gozação contra a afirmação clintoniana.

Por que ela deve ser levada a sério, enquanto que o “par” do outro lado do Atlântico é motivo de chacota?

Ah, por que ela é de uma república, e ele representa uma monarquia atrasada…

Algumas pessoas insistem em ignorar que as monarquias européias (exceto aquela coisa sem tradição na Espanha, cheia de corrupção; mas Espanha, como sabemos, é um país do Norte da África) são muito, mas muito mais democráticas, do que republiquetas na América Latrina ou na África. (incluir na primeira categoria os países que algumas pessoas jocosamente chamam de “colônias”- Canadá, Austrália e Nova Zelândia).

Rei é apenas enfeite? Sei… é enfeite mas de muito significado na opinião pública.

Ninguém reparou, mas a seqüência de atos contra a ditadura da primeira-ministra na Tailândia (irmão de um político exilado, por corrupção) – primeiro sua destituição e agora o lei marcial, toque de recolher e tudo mais, veio depois de demonstrado, durante o 60º aniversário da coroação do rei, que há muito apoio do povo à monarquia – os amarelos -, capaz de se contrapor ao peso da turma populista dos depostos – os vermelhos.

Do mesmo modo, a enpreimça rotula como extrema-direita os partidos eurocéticos. Certamente são jornalistas vesgos, que não sabem o que significa direita e esquerda. Ser eurocético não é ser de extrema-direita. Ou será que não pode haver vozes dissonantes na União Européia, como ocorre no “super-bem-sucedido” Mercosul.

Só como apêndice e curiosidade: sabiam que a família real sueca vai à fila de embarque nos aeroportos como qualquer passageiro? Que paga multas de trânsito?
Sabiam que Harry foi em vôo de linha aérea barata para participar de cerimônia oficial na Estônia? Do mesmo modo em que, quando uma semana antes foi à festa de um amigo em Miami, viajou também em avião comercial, a contragosto da então namorada.
Enquanto isso, na república popular democrática do Brasil, um senador usou avião da FAB para fazer implante de cabelos, um governador já pagou com verba pública jatinho para levar a sogra a passear em Paris, um candidato “socialista” ficou zangadinho por terem mostrado foto dele em um jatinho “amigo”, o governador de um outro estado usava helicóptero oficial para levar babás e cachorros à praia, ministros e deputados utilizaram (não raras vezes) avião da FAB para ir a jogo de futebol, …..  Desse tipo de democracia estamos cansados..
Não são necessários mais exemplos para vermos quem são parasitas.

torcidas uniformizadas

Vergonhoso ver o conluio de politicalhos profissionais, para forçar a libertação dos “coitadinhos” da torcida uniformizada que provocou a morte de Kevin Beltrán (Espada é a mãe, mas nossos jornalistas não conseguem aprender as regras dos sobrenomes hispânicos).

Querem forçar a mudança das leis bolivianas, que não são tão lenientes (frouxas e bondosas a favor dos bandidos), e que punem maiores de 16 anos, e que permitem prisão temporária por até 2 anos.
Os mesmos politicalhos que esperneiam quando estrangeiros reclamam de nossas leis.

Por que?
Claro que nosso politicalhos não estão preocupados com os direitos dus manu, mas sim com a possibilidade de provocar danos às torcidas uniformizadas e, conseqüentemente, a essas máfias que se chamam de clubes de futebol, de onde, não por acaso, surgem tantos dessas maus políticos que pululam em nosso podre sistema eleitoral.

Só para lembrar que, quando da partida da torcida para assistir as partidas du curintcha no Japão, primeiro depredaram o aeroporto de Guarulhos.
Se este fosse um país sério, o embarque de todos aqueles baderneiros seria impedido, e as imagens do aeroporto serviriam para obrigar o ressarcimento dos custos dos reparos no aeroporto pelos depredadores uniformizados.

Evidente também é o conluio de nossa imprensa “maravilhosa”, que vive dos anunciantes dessas partidas de futebol, que a cada ano atraem menos público, e que por isso mesmo subsistem à custa das torcidas uniformizadas.
Gênios da imprensa exigem que se usem medidas diplomáticas e políticas para libertar os “mocinhos” presos em Oruro, porque eles padecem de condições sub-humanas na Bolívia.
Por que não se preocupam com as condições das prisões no Brasil? Basta ver que os políticos brasileiros que foram condenados à cadeia fazem de tudo para não passar um dia presos.
Cadeias em outros países não costumam ser colônias de férias, de onde saem ordens para os que estão do lado de fora. Cadeias são feitas para penalizar quem não conseguiu viver em sociedade. Exatamente o caso de todas as torcidas organizadas, que saem pelas ruas depredando o que encontram, que matam e não respeitam nada nem ninguém.
Melhor seria que nossos politicalhos exigissem uma investigação para saber de onde procede o dinheiro dessas torcidas…

Manifestações

Ocorrem em algumas cidades manifestações contra a eleição do Renan Calheiros (PMDB-AL) para a presidência do Senado, e à eleição de Marco Feliciano (PSC-SP) para a presidência da Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara dos Deputados.

Por que não fazem os protestos contra os eleitores de Renan e de Feliciano?
Eles não estão nos cargos do legislativo por acaso. Foram eleitos. Eleitos por gente de estados tão díspares quanto Alagoas e São Paulo.

Por que não protestam contra a espúria constituição “cidadã”, redigida por um congresso nacional que foi travestido de poderes constituintes por El Bigodón, e que legislaram em causa própria, sem nunca ter sido referendada por qualquer participação efetiva dos eleitores? Acreditaram nos discurso de “cidadania”?

Por que não protestam contra a ditadura política que o país vive, de quase meia centena de partidos políticos, número que cresce todos os anos, que mamam desvergonhadamente dinheiro público para propagandas, e que servem de trampolim para os piores oportunistas? Eleições não necessariamente são sinônimo de democracia.

A geração “comunidades sociais” pensa que o mundo começou quando eles fizeram o primeiro acesso ao faceiboca, e ignoram (de ignorantes) que os males não são fulano ou beltrano, mas o sistema demagógico, “cidadão”,  que obriga a massa a sufragar todos os piores nomes do país, que se alimentam na corrupta política brasileira, do voto clientelista, e da praticamente obrigatória falta de compromisso com a palavra dada em tempos eleitoreiros.

Ah, e quanto ao deputado paulista, convém lembrar que os evangélicos ainda são minoria. Do mesmo modo que, atualmente, os que se declaram “brancos caucasianos” e as pessoas que não se preocupam com o sexo como a prioridade de suas vidas. Por que não podem estar na comissão que tem esse nome?
Os que pretendem ser maioria deveriam ser tolerantes. Não é esse o mote que sempre falaram?

Mas sabe-se que essa coisa de tolerância só é boa quando vem a meu favor…
“Farinha pouca, meu pirão primeiro”, esta deveria ser a frase inscrita na bandeira brasileira.

Nosso cão gresso

O marido de uma amiga recordou, em conversa, que o falecido deputado Clodovil tinha um projeto de lei para redução do número de deputados, dos atuais 513 para 250.

Lógico que o projeto foi devidamente sepultado, quando da morte do deputado, em 2009. É bom, por sinal, ver que ele se ocupava com idéias mais sérias do que a maioria dos políticos que são eleitos e re-eleitos, a cada quatro anos, dadas a ditadura dos partidos políticos sob a qual vivemos há quase 25 anos e a falsidade decorrente do voto obrigatório.

Eu ainda aproveitaria para transformar o senado, que tanto asco nos provoca, em uma comissão, com um representante de cada Estado, cujo mandato de dois anos seria escolhido dentre os deputados da respectiva unidade federativa.

Vejam que economia: 250 deputados, dos quais 27 (10,8%) estariam encarregados das votações exclusivas do atual senado (sabatinas de indicados a cargos superiores do poder executivo, por exemplo)!

Mais economia:

  • sem veículos oficiais (existe o vale-transporte, oras),
  • sem moradias oficiais (aluguel, como era até 1960),
  • sem 14. ou 15. salários,
  • com pagamento de impostos por eles mesmos, e não pelos cofres públicos,
  • sem aposentadoria especial,
  • sem foro especial no julgamento dos crimes,
  • desconto dos dias não trabalhados,
  • e outras regras que fizessem dos deputados algo um pouco mais parecido com o que se espera de representantes do povo.

Sonho, claro, apenas devaneio de um brasileiro que abomina viver sob a ditadura dos partidos.

Outros brasileiros, a imensa maioria, estão preocupados com programas de televisão, com o time de futebol, com a “música universitária”, com o blá-blá-blá dos alvarás.

-=-=-

Ah, busquei no dicionário, e verifiquei que a palavra “gresso”, como esperava, não existe. Duas outras palavras, porém, assemelham-se muito a ela, inclusive no significado do “cão gresso”. Gressorial diz-se de pernas adaptadas para corridas – uma coisa muito comum em politicos. Gressório é sinônimo de fasmatódeo, um tipo de insetos tropicais e subtropicais.

suposto

Se há algo irritante na imprensa é qualificar réus confessos como “suposto assassino”, “suposto criminoso”, etc.

Entendo a preocupação em não fazer denúncias infundadas, mas o medo de processos por conta de “adevogádus” oportunistas, que insistem que só a”coisa tramitada em julgado” pode ter valor, é de um ridículo abusrdo.

Ou será que os impolutos membros da enpremça acreditam que todas as confissões são obtidas mediante tortura? Dá até risos, sobretudo quando há uns dias os jornalistas foram chamados de “torturadores modernos”, por um determinado político que foi julgado culpado pelo STF… Parece que andam de braços dados. Ainda mais que esquecem as “supostas vítimas” dessa linguagem obscurantista.

Leitores e ouvintes têm direito a informações corretas, senhores jornalistas.

2013, termine logo, por favor!

2013 mal começou e temos motivos de sobra para xingar com todos os palavrões o ano que se inicia. Sem seqüência de prioridade ou cronológia, já vimos:

  • Uma vereadora (profesora!!!) simulou o próprio seqüestro, em Ponta Grossa – PR, para dar um golpe político na câmara de vereadores.
  • Um sujeito condenado à prisão (do mesmo partido que a vereadora paranaense) pelo Supremo Tribunal Federal assume cargo de deputado federal, na representação de São Paulo.
  • O saldo comércio brasileiro foi o menor de muitos anos e, é claro, registrou-se apenas em função de produtos primários, tal como era o Brasil até o século XIX.
  • A prefeita de Holambra – SP entregou o cargo para o novo titular, mas antes roubou material da prefeitura, inclusive com aquela “prática” de retirar discos rígidos de computadores, para eliminar provas de “maus feitos”.
  • A falta de coleta de lixo, por conta do lixo que são os políticos, provocou inundações, mortes e desabamentos em Xerém, Duque de Caxias – RJ.
  • Um cliente foi esfaqueado e morto pelos donos de restaurante, no Guarujá – SP, por ter reclamado do valor da conta. “Eu só queria furar um pouquinho”, disse um dos assassinos.
  • Cretina Kitchen voltou com as bravatas contra os kelpers serem britânicos. Pura frustração de argentinos, que sempre quiseram ser britânicos e até tinham loja da Harrod’s em Good Airs.
  • Tudo pronto para mais uma abominável seqüência de baixarias do chamado Big Brother.

São dezenas de outras notícias ruins. Nenhuma boa.

2013, termine logo, por favor!

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