Um blogue mal humorado, com aversão ao abominável modismo do "polìticamente correto" (hipòcritamente mal-resolvido). Blogue de um cético convicto, com a própria ortografia.

Posts marcados ‘DF’

A Escola de Música de Brasília

A Escola de Música de Brasília, que existe desde 1963, está sendo sorrateiramente desativada.

O atual diretor, em conluio com o desgovernador socialista rodrigo enrollemberg, está mudando todos os alunos de turmas, misturando professores e coisas do tipo.
O objetivo é desestimular a continuidade dos cursos. Afinal de contas, Música não é o tipo de disciplina em que o aluno fica mudando de professor.

Aliás, neste verão a Escola JÁ NÃO DEU o curso de verão, que existiu desde sempre, e trazia músicos de vários Estados e países.

Depois de esvaziar a escola, o terreno será devidamente vendido para alguma construtora.
Mais um edifício de clínicas médicas ou de consultórios de devogádus surgirá no local, no início da L-2 Sul.

Informações dadas por professores (e um pouquinho também pela enpreimça).

Isso é çossializmu. Igualar todos por baixo. Afinal de contas, funk é algo que se aprende sem precisar de professores.

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cidade planejada

Há uns dias, funcionários da Companhia Energética de Brasília – CEB, estatal responsável por produção e distribuição de eletricidade e de gás canalizado no Detrito Fedemal, realizaram poda de árvores aqui perto do apartamento, para que não atingissem e atrapalhassem cabos elétricos na região.

Até aí, tudo seria normal.

2015-05-26 09.22.07

A primeira “dúvida” é por que existem cabos suspensos em postes na cidade?
Ela foi PLANEJADA, segundo dizem.
Em boa parte do quadradinho goiano, o Detrito Fedemal, a rede elétrica é subterrânea.
MAS, como o bom planejamento há muito foi esquecido, “puxadinhos” e “gatos” se fazem por toda a parte.

Por que a CEB não faz desde já o trabalho de enterrar cabos?
Outras cidades estão pagando preço caro para realizar esse serviço, que além de oferecer mais segurança dá também um melhor tratamento estético.

Já sei, vão aguardar que um dia a CEB seja privatizada, e então o governo do Detrito Fedemal exigirá que a nova empresa seja responsabilizada pelos cabos subterrâneos, é claro.

A segunda “dúvida” é por que as árvores, a cargo da Companhia Urbanizadora da Nova Capital do Brasil – NOVACAP, são plantadas em locais, digamos, mal situados.
Não só debaixo de redes elétricas, pois também tivemos aqui uma árvore que precisou ser arrancada.
Ela foi plantada tão junto ao prédio, que suas raízes estavam inferindo na laje da garagem.
Além disso, foi tão mal escolhida, que seus galhos começaram a entrar dentro de apartamentos ao lado.

Ainda bem que a cidade é “planejada”.

Imaginem se tivesse surgido ao acaso…

Cama detrital

Durante a constituinte do auto-golpe do cãogresso de 1987, um advogado brasiliense (Sigmaringa Seixas) inventou que a autonomia político-administrativa do Distrito Federal deveria igualá-lo a um Estado (distrito não é Estado, parece difícil entender isso – em Washington D.C eles sabem isso, mas, claro, os Estados Unidos, a Suíça, o Canadá, não são exemplos de democracia, tanto que esses dois últimos sequer possuem distrito federal).

Na base da pior demagogia, foi criada uma câmara de vereadores com o pomposo título de câmara legislativa do DF, também conhecida como Casa dos Horrores. Até cartão de natal eles mandam (com dinheiro público), para pessoas que jamais votariam neles. Escrevi sobre essa nojeira em 2008, 2009, 2012 e 2014 – é só clicar na tag.

Há uns 9 ou 10 anos, um apresentador de televisão encheu a cidade de faixas dizendo que era pela extinção da tal câmara, uma verdadeira cama suja de detritos.

O tal apresentador foi eleito … … deputado distrital – KKKKKKKKK, e depois, com base no lobby dos colegas da enpreimça, virou deputado federal.

Hoje em dia ele é chamado de senador, e os coleguinhas fazem propaganda dizendo que é o mais “competente” dos parlamentares.

Infelizmente, até hoje Reguffe nunca pensou em cumprir a promessa de apresentar projeto de lei que acabasse com a imoralidade da cama detrital.
Mais um blefe. Mais uma propaganda enganosa. Ele bem sabe que não tem articulação para qualquer proposta nesse sentido.
Clodovil era bem mais corajoso, já que tinha apresentado um projeto de reforma do legislativo, que reduziria o número de deputados federais de 513 para 400. Pena que morreu e o projeto simplesmente foi atirado à lixeira.

Enquanto isso, o desperdício de dinheiro continua. Afinal de contas, povo existe mesmo é para pagar imposto e pagar as Versalhes da vida.

Estranha língua, estranha geografia

Por que os jornalistas têm tanto cuidado para chamar Maré, Rocinha e outras favelas de cumunidadji,
mas não têm pudor de chamar de Subúrbio (com letra maiúscula) Irajá, Madureira, e outros bairros mais?

Subúrbio deixou de ser depreciativo e virou uma região geográfica da cidade do Rio? A Barra da Tijuca, porém, também fica no subúrbio, em termos geográficos – faz parte da mesma Baixada de Jacarepaguá que é uma das partes da Zona Oeste, a parte que nunca teve trilhos de trem – a outra são os bairros ao longo do antigo ramal de Santa Cruz.
Talvez seja melhor chamar Madureira de Subúrbio do que de periferia, é isso?
Sem contar que o termo “sub-urbano” (menos urbano)  fazia sentido durante o Império, e não hoje em dia.

Não temos mais FAVELAS !
Quando se avista do alto o Rio, aquilo que se vê nos morros não são mais favelas. Tudo aquilo é uma só comunidade, muito bem pacificada, dirá o governador.
Só que é melhor chamar Madureira de subúrbio do que “periferia”.
Periferia é onde se situa o Brasil.

Ah, talvez porque os paulistas tenham sua “alfavela”, no subúrbio rico que imita os de cidades americanas.
Deve ser por isso…
Tenho uma amiga que mora em um condomínio de classe B em Barueri, e ela sempre frisa que não é “naquele outro”.

Aqui em Brasília tampouco existem favelas: são “condomínios”.
Houve época em que eram chamadas de “invasões”, porém a classe A e seus filhotes classe média AAAAA Plus também começaram a invadir terras públicas e o termo tornou-se inadequado.
As cidades-satélites, projetadas pelos comunistas Niemeyer e Lúcio Costa, também desapareceram.
Cristovam Buarque substituiu-as por “regiões administrativas”,  como se essa instituição administrativa fosse capaz de alterar o conceito urbanístico do que sejam cidades-satélites.
Ele certamente estava ocupado demais fazendo algum discurso sobre o salários dos professores, e não teve a oportunidade de saber dos falanstérios e outras utopias francesas e inglesas do século XIX (Fourier, Owen, e outros).
Muito menos o “nobre senador” deve um dia ter ouvido falar que Interlagos (aquele bairro do autódromo paulistano) foi planejado como “cidade satélite”.
Temos, ainda, porém, a falta de informação de “vestais” do jornalismo, confortàvelmente instaladas em seus estúdios climatizados em São Paulo ou no Rio, que confundem “cidade satélite” com “entorno”. Sugiro que procurem se informar. O IBGE pode ser um bom lugar para pesquisa…

Até onde / quando a hipocrisia será a regra? Até onde essa hipocrisia cegará estudos mais sérios?

“Há horas” (de vez em quando), quando seria melhor dizer “há anos” (faz anos) em que dá saudade da hipocrisia da velha sociedade vitoriana.
Tinha mais lógica.

Como diz uma amiga:

como tudo o mais que fazia sentido, ficou fora de moda

outra vez, cartão de natal

Como sói ocorrer durante a época dos festejos de momo, ou de noel, não sei direito a diferença,
recebi um cartão enviado com MEU DINHEIRO, para fazer propaganda de um ilustre desconhecido,que sequer teve a dignidade de dizer a que sigla de aluguel está afiliado, para conseguir ter sido eleito.

Uma vez foi o já cassado raad massouh, outra vez foi o desconhecido adelmir santana.
Desta vez tive o desprazer de conhecer um tal olair francisco.

Maldita constituição de 1988 que deu autonomia política a um quadradinho que aparece no mapa de Goiás, e criou a famigerada casa dos horrores, também chamada de câmara legislativa do detrito fede insuportàvelmente mal.
Claro, os governantes sequer pagam o pessoal que deveria fazer a coleta de lixo.
Tanto os do executivo como os do legislativo preferem gastar com coisas “mais importantes”, como festas na Esplanada – com direito a queima de dinheiro e tudo mais! – , construção de prédios nababescos e de outro “centro administrativo” (de novo!), e, é claro, com a confecção e o envio de cartões de natal.

MALDITOS SEJAM!

 

Visita a Meca

Já disse anteriormente que todos os brasileiros deveriam ser obrigados a visitar a cidade que é capital do país, tal como os muçulmanos são obrigados a fazer a peregrinação a Meca.

Talvez conhecessem a realidade das “áreas nobres da cidade”,  como jornalistas insistem em dizer e escrever (afinal de contas são os bairros onde eles mesmos moram, e não vão querer comparar-se com os reles mortais das cidades brasileiras).

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Se sobrevivessem aos ataques de escorpiões (animais, não humanos) que proliferam por essas áreas. Não apenas na 214, mas também na 112, na 406, e muitas outras quadras do Plano Piloto – imaginem nas “áreas plebéias do quadradinho”!

Escorpiões humanos não creio que seja possível combater, não enquanto as constituições “cidadãs” forem escritas por políticos profissionais que apenas resguardam e ampliam seus próprios privilégios

Deputados, senadores, estados, municípios, voto distrital, etc e tal

O Japão, país “muito pobre”, como sabemos, vai reduzir o número de deputados de 480 para 475 (câmara baixa).
É pouco. Podia reduzir muito mais. A economia do país agradeceria.

O Egito também fez uma redução no número de deputados e “senadores”, e passou, no total, de 768, conforme a constituição de 1971, para um total de 664 ocupantes de cargos no legislativo nacional, após a “primavera”.

A China tem o maior número de ocupantes de seu legislativo, com 2967 membros que têm “o poder” de referendar – por unanimidade – o que os dirigentes do Partido Comunista Chinês decide. Não é mesmo uma gracinha, como diria Hebe?
Cuba tem 614 deputados. Nenhum na oposição aos irmãos Castro.

Eleição e número de deputados não são exatamente sinônimos de democracia. Basta lembrar que Saddam Hussein era sempre reeleito com 98% dos votos…
Os Kims norte-coreanos conseguem 100%! Como são populares

A imensa Rússia tem 450 deputados. O Brasil tem tido, desde 1988, 513…

Muita gente diz que é um absurdo Roraima ter 3 senadores e 8 deputados.
Concordo. Vou mais além.

Além de Roraima ter 8 deputados, outras unidades federadas também contam com o mínimo de 8 deputados: Acre, Amazonas, Amapá, Distrito Federal, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Rio Grande do Norte, Rondônia, Sergipe e Tocantins.
11 x 8 = 88. Roraima não tem ainda 500 mil habitantes, e o Amazonas tem quase 3.900.000 habitantes. Uma incrível disparidade, entre estados com a mesma bancada, e, no caso, entre UF’s da mesma região geográfica.
Detalhe interessante, o Amazonas tem mais habitantes, porém menos deputados do que estados menos populosos, como Alagoas e Piauí, e menos do que Espírito Santo e Paraíba, com os quais praticamente empata no número de habitantes.
O número máximo, porém, é de 70 deputados, e aplica-se exclusivamente a São Paulo, que é seguido de Minas Gerais, com 53, e pelo Rio de Janeiro, com 46, os três no Sudeste, vindo a seguir a Bahia, com 39.
Todos os estados do Norte, apenas o Pará, com 17, está acima da regra dos 8. Se tivessem sido aprovados os projetos de criação dos estados de Carajás e de Tapajós – o atual Pará passaria de 17 para 35, já que a regra não prevê a redução das bancadas, com a criação de novas unidades…

Bem, digamos que entre em vigor a tal reforma do voto-distrital (ou vereadores detritais). Nesse caso, Roraima será dividido em 8 distritos eleitorais, com 62 mil habitantes (em média) cada um – menos do que 500 municípios do país.

Se o “cãogresso bostituinte sarnento” não tivesse sido “tão generoso”, e tivesse mantido Amapá e Roraima como territórios, seriam 4 deputados para cada um, e nenhum senador. Difìcilmente “conheceríamos” Romero Jucá, Ranfolfe Rodrigues, e outros “grandes expoentes” da política brasileira. Sem contar que o autor de “marinádegas de pileque” não teria garantida seu assento no senado.

Na época dos presidentes generais, elevou-se o mínimo de deputados de 7 para 8, e os territórios federais (que na prática não mais existem) passaram de 1 para 4 deputados. Os “democratas” que nunca colocarão a “carta cidadã” para referendo da população, é claro que gostaram da idéia dos ditadores militares.
Afinal de contas, nos pequenos estados a tendência é sempre os eleitores votarem de acordo com quem estive no poder. Foi o mote da reforma pelos generais e é a causa de isso ser “inquestionável” pelos civis que sucederam.

Bem, há algumas soluções, que “nóçus” legisladores certamente NÃO apreciarão.
Uma delas é fazer, como em “países atrasados” como os Estados Unidos, que o número de deputados seja exatamente proporcional ao número de habitantes, de modo que pequenos estados têm exatamente UM deputado (já que não é possível “cortar” um político em fração), e dois senadores (o número que eles têm como regra para a “câmara alta” e que já foi a regra no Brasil, no tempo em que aqui havia 20 estados).

Outra é agrupar as representações de deputados pelas regiões geográficas, classificando-se São Paulo como uma única região, e destacando-se Bahia e Sergipe do Nordeste, na distribuição das bancadas.
Uma outra, um pouco mais radical, é estabelecer que cada estado deve ter o mínimo equivalente a 1% da população do país, ou seja, nenhum estado poderá ter menos de 2 milhões de habitantes, sendo que as unidades com número inferior a essa quantidade serão revertidos à condição de territórios federais (inclusive sem os famigerados e caros tribunais de justiça, todos sob a responsabilidade do TJDFT). Isso atingiria diretamente 5 estados atuais: Acre, Amapá, Rondônia, Roraima e Tocantins. Que coincidência… Ah, e o DF seria considerado uma parte de Goiás, para esses fins de representação política (e desespero da “elite candanga” que despreza “us Goyazes”).
De qualquer modo, é necessário repensar o tamanho da Câmara de Deputados e do Senado. Repensar para reduzir, e não para ampliar, é bom deixar MUITO claro. Que tal o total de 400 deputados, e não mais 513? Que tal a volta de 2 senadores por ESTADO?
De qualquer modo, sem repensar essa representatividade e redimensionar o legislativo, o voto distrital, visto como panacéia, será mais uma fábrica de currais eleitorais. Já vou transferir meu título de eleitor para o Norte, e me candidatar por alguma das tribos ipixunas – antes que algum ONGeiro o faça.

Ah, se deve haver um mínimo para uma unidade ser considerada Estado, é claro que algo semelhante deveria acontecer com os municípios. Provàvelmente algo em torno de 0,01% do total do número de habitantes do país. 200.000.000 de brasileiros à 10% para estados = 2.000.000 no mínimo à 0,01% para municípios = 20.000 habitantes. E, claro, óbvio ululante: sem vereadores receberem salário e muito menos terem veículos oficiais para passearem, ou irem a motéis.

Claro que tudo o que escrevi é um devaneio. “Nóçus” de-putados jamais aprovarão uma reforma que vá contra eles mesmo, contra os partidos que proliferam feito cogumelos no esterco, etc. e tal.

De qualquer forma, podem clicar nas tags, e ver quantas e quantas vezes tenho escrito sobre esse assunto e seus correlatos.

 

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