Um blogue mal humorado, com aversão ao abominável modismo do "polìticamente correto" (hipòcritamente mal-resolvido). Blogue de um cético convicto, com a própria ortografia.

Posts marcados ‘direita e esquerda’

mais em cima do muro – trump coxinha, etc

Terminada a fase de falta do que fazer, resta aos divisionistas coxinhas de mortadela ficar debatendo os atos de Donald Trump.

Que isso, que aquilo…

Que falta do que fazer!!!…

Até parece que os tupinambás participaram da eleição – que lá é regida pelo esquema de maioria dos Estados, como na Suíça é pela maioria dos cantões. Algo que funciona em federações de verdade, não nesses arremedos de imitação barata de loja de camelódromo.

Bem, mas até isso a brazucada quer contestar, como se nossas 890587380687092743907915723 constituições em menos de 200 anos tivessem sido melhores do que uma que está em vigor há quase 250 anos.

Ah, quase esquecia, o De Neva Inhoque Times não gosta do Trump. Claro, Carlos Slim Helú não gosta de concorrentes (tampouco George Soros) … Coisas de empresários.
E eu não gosto da embratel, da escura, e da net.  Coisa de consumidor.

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direita esquerdista

O editorial do estadinho é um assombro:

http://opiniao.estadao.com.br/noticias/geral,a-volta-do-populismo,10000087697

 

Populismo é dizer que os pobres e os vagabundos do bolsa-isso bolsa-aquilo (inclusive bolsa-anaro) terão os mesmos direitos do que quem trabalha e produz, algo muito diferente do que seria assistência social para elevar o padrão das pessoas.

Populismo é manter sindicatos, é o sistema que o brasil (letras minúsculas) conhece e reproduz desde a ditadura getulista e a bostituição polaca de 1937, sem falar das câmaras municipais caras e inúteis, que corroem mais de 5700 municípios, fruto da demagogia de 1988, tão enaltecida por esse jornal que quase ninguém mais lê.

Isso a enpreimça não consegue mais enxergar, tal sua miopia estrábica.

 

a eleição do Trump, a imprensa, os analistas, etc e tal

Enviaram-me este texto:

Recado para a imprensa em geral:
Vocês esqueceram de fazer jornalismo para fazer campanha declarada em prol do Reino Unido se manter atrelado ao monstro burocrático que se tornou a União Europeia. Chamaram milhões de trabalhadores e pobres de xenófobos, disseram que era um absurdo o interior decidir algo tão importante, avisaram que seria o apocalipse na terra se o Brexit vencesse.
Perderam. O Reino Unido – se o establishment deixar – sairá da União Europeia. E está melhor do que nunca com isso.

Vocês esqueceram de fazer jornalismo para fazer campanha declarada em prol de um acordo do estado da Colômbia com as FARC, um grupo marxista terrorista que sequestrou e matou milhares de pessoas, acordo este que incluía cotas para terroristas na Câmara e no Senado colombianos, e taxaram aqueles contrários a esse acordo de intolerantes e contrários a paz.
Perderam. A Colômbia não quer terroristas no Congresso.

Vocês esqueceram de fazer jornalismo para fazer uma campanha ainda mais declarada e totalmente tendenciosa em prol de Hillary Clinton, apostando todas as fichas na eleição de uma das políticas mais corruptas da história dos Estados Unidos. Chamaram milhões de trabalhadores de brancos ignorantes, caipiras, burros, xenófobos, racistas, homofóbicos, machistas e toda sorte de invenção possível para elevar Hillary Clinton a um pedestal de santa enquanto Donald Trump era o demônio.
Perderam. Trump será o presidente, os republicanos terão a Câmara e o Senado. E elegerão a nova Suprema Corte.

Deixa eu contar algo pra vocês: a grande maioria das pessoas está pouco se lixando pra esse mimimi politicamente correto que vocês estampam a cada mínima coisa que alguém – que não seja de esquerda – faz que seja politicamente “incorreta”. As pessoas querem trabalhar, ter sua casa, seu carro, viajar, ver os filhos vivendo bem, envelhecer bem, enfim, ter uma boa vida. Mas fica difícil enxergar isso quando vocês só estão preocupados em procurar racismo, machismo, homofobia, xenofobia e similares em qualquer mínima coisa do dia a dia.

O resultado disso? Jornais fechando ou com queda nas tiragens por todo o mundo, mídia sendo cada vez mais contestada – graças às redes sociais, que vocês não controlam – e o povo fazendo nas urnas exatamente o contrário do que vocês passam meses defendendo de forma tão acintosa que chega a ser ridícula. Como disse um comentarista da americana NBC, fazendo um mea culpa ao vivo, vocês não estão ouvindo o que as pessoas estão falando, vocês estão tentando impor a elas o que elas devem falar.

A era da grande mídia como quarto poder está chegando ao fim. E se vocês não mudarem, jogando no lixo esse esquerdismo militante e entendendo que há liberais, conservadores e diversos outros pontos de vista na sociedade que devem ser ouvidos, serão extintos juntos com essa era.

THE NEWS WILL BE GREAT AGAIN. E cada vez dependerão menos de vocês.

Resumindo: O povo cansou de mentiras de políticos . Dizer que gosta de pobre, não convence mais.  Vale dizer a verdade

Hoje de manhã, ouvindo rádio na estrada, na Jovem Pan estavam entrevistando dois professores de Relações Internacionais. Não pude anotar seus nomes. Um deles disse, se houver guerra não será Trump que começará, mas os líderes que vão querer colocar manguinhas de fora porque os americanos estarão cuidando deles e não dos outros.

No caso do Brasil, mencionou que considera uma tremenda mentira o discursinho batido de que “é preciso inserir o Brasil no cenário internacional. Inserir não depende da ” boa vontade” dos outros, mas da competência do país em ocupar espaço. E Nunca um país que tem vergonha de ter forças armadas será digno de fazer parte do conselho de segurança da ONU.” E é claro, que no Brasil pós-88 é vergonhoso falar em forças armadas.

O Brasil quer cuidar do quintal dos outros? Com dois presidentes dos poderes retirados quase ao mesmo tempo, e ainda um outro em vias de ir pelo mesmo caminho? Quantos países tiveram DOIS impeachments de presidentes em menos de 30 anos?

Parece que os “analistas” que tanto fizeram propaganda pela campanha de Hillary, lá e cá, deveriam se preocupar em ser mais precisos, e menos partidários. Afinal de contas, -ista é sufixo de “seguidor” (dentre outras características),  e no caso parece que os “analistas” apenas seguem o ânus dos líderes.

as manifestações de 13 de março

Tive de rir quando li a lista de locais escolhidos para as manifestações anti-corrupção-dilma-pt no dia 13 de março.

Águas de Lindóia:  Praça Ademar de Barros – kkkkkk
Recife: os “coxinhas” se reunirão em frente à padaria de Boa Viagem – proposital  ou ato falho?
Londrina: lutará contra o conluio governos-empreiteiras na Avenida JK – santa ingenuidade, Robin.

várias cidades lutarão “pela demo-cracia” na praça Ditador Entulho Vacas.

É para rir ou para chorar?

Brésil? Ça n’est pas sérieux. 

 

dois comentários inteligentes

Na matéria do site G1, sobre a perda do grau de investimento da economia brasileira, encontrei dois comentários que reproduzo, de gente bem informada, que não cai na conversa de “democratas” e “esquerdopatas” que padecem da deformação de agências de notícia.

  • A crise de 2008 foi excesso de dinheiro e crédito fácil. Justamente coisa que o liberalismo não defende. Expansão monetária a rodo sem ser calçada na produtividade. Tá feio já isso aí que você está falando petralha. Melhor voltar pros blogs progressistas. Lá você consegue se encaixar nessa esquizofrenia coletiva.
  • É muito difícil argumentar com desinformado que acredita em papai Noel. A Crise de 2008 foi iniciada nos anos 90 por uma bolha imobiliária gerada no governo Clinton com um plano habitacional populista que gerou distorções nos preços reais dos imóveis, aliada a falta de garantias para a aprovação de financiamentos. Quando essa bolha estourou provocou uma catástrofe em diversos setores. Me diga, o que tinha de liberal no programa habitacional do governo Clinton??? Vai defecar lá no site da carta capital seu desinformado, não sabe nem o que é liberalismo, muito menos macro economia.

hora de reler

Acho que pode ser hora de reler alguns posts mais antigos:

1   https://boppe.wordpress.com/2013/11/23/americanos-e-outros-gentilicos/

sem esquecer que os Estados Unidos do Brasil e os Estados Unidos da Venezuela nunca chamaram seus nacionais de estadunidenses;

https://boppe.wordpress.com/2013/11/23/o-tal-reino-unido/

e ter em mente que os brasileiros do Reino Unido de Portugal, Brasil e Algarve não eram “reinóis unidos”;

https://boppe.wordpress.com/2010/01/05/george-washington-e-carla-camurati/

para os que têm o “hábito” do desprezo de valores históricos;

https://boppe.wordpress.com/2013/03/09/marx-bolivar-chavez-e-socialistas/

recomendado especialmente para alunos (e ex-alunos) de professores que fazem lavagem cerebral burrivariana;

5  e, claro,  https://boppe.wordpress.com/2009/12/28/se-os-portugueses-nao-tivessem-colonizado-o-brasil/

pois todos os dias se escuta alguém dizendo a sandice de que o Brasil é ruim por conta dos portugueses (afinal de contas os brasileiros nunca assumem a culpa e a responsabilidade de seus próprios atos). Gente que repete sem parar “a culpa é de Portugal”,  “a culpa é dos Estados Unidos”,  “a culpa é do FHC”,  “a culpa é do PT”,  “a culpa é da conjunção de Plutão com Andrômeda”,   …

Reformas eleitorais

Comecei a ler Soumission, de Michel Houellebecq.
É um romance que fala de um “futuro longínquo”, quando em 2017 os franceses têm no segundo turno de escolher entre o Front National e a Irmandade Muçulmana, depois do enfraquecimento dos pseudo-socialistas, e a falsa direita do Sarkoma (aquele marido de uma cantora italiana).

Bem, a primeira coisa que me vem à cabeça é que é um abuso essa coisa de “segundo turno”, em que uma minoria se torna maioria e oprime os outros todos.
Fazendo uma caricatura, com essa porcaria de sistema, muita gente que votaria em Bolsonaro acaba votando em Marina, “porque ela tem mais chance de ir ao segundo turno”, segundo as estatísticas do DataFalha.
Ou seja, a pessoa já vota pensando no segundo turno.
Isso é democrático?

Pois o cãodidato que ganhe com seus reles 25%, e pare de dizer que teve a maioria dos votos.
Já me contra-argumentaram que, no Chile, Allende foi eleito com 33% dos votos, contra Frei e Alessandri.
Sim, mas ele nunca veio com o blefe de que tinha a maioria, muito menos quando esse número é ponderado, levando em consideração apenas os chamados “votos válidos”.
Se houve crise no Chile não foi por conta da falta de segundo turno.

Outra coisa, que já disse antes:
eleições do poder executivo têm de coincidir entre si, para mandato de 5 anos, e dali a 2 anos e meio, as do legislativo servirão para que deputados e vereadores dêem apoio ou façam oposição a quem está no poder. O legislativo será a oportunidade para a população manifestar apoio ou rejeição ao executivo que foi eleito.
E o Senado? Oras, por favor, está na hora de se repensar essa instituição.
Podemos até ser generosos e dar a esses senhores senis um mandato de, digamos, seis meses, em sistema de rodízio com os deputados eleitos.

Do jeito em que estamos, polarizados e divididos artificialmente, por interesses dos partidos, em 2018 a disputa será entre radicais gayzistas da Bobo/Falha e os radicais seguidores de Feliciano com os amigos do Bolsonaro.
E qualquer um dos dois terá a petulância e descompostura de dizer que tem a maioria, mesmo que no primeiro turno tenha ficado com 22% dos votos.

Mais uma coisinha: financiamento de campanha?
Que palavrão é esse?
Os partidos são ricos o suficiente para fazerem as próprias campanhas, sem precisar de horário “gratuito”  no  rádio e na televisão, nem muito menos de “financiamento público para impedir doações de empreiteiras”, e só permitir as de Caixa 2.
Isso funciona, por incrível que “nossos” políticos queiram afirmar o contrário.
Pense nisso.

Por sua vez, alguns outros aspectos são necessários em uma reforma eleitoral que não seja sugerida pelos “representantes do povo”.
A primeira delas é restringir a reeleição ad infinitum. Há pessoas que só são políticos, nada mais, por toda a vida “útil”.
A segunda é acabar com as dinastias, tornando inelegíveis todos os parentes (inclusive cunhados, sogras, etc.)  de quem já ocupa cargo político.
Mais algumas: voto com comprovante impresso;
direito a voto apenas a quem não tem medo de ser fotografado;
extinção dos famigerados suplentes – morreu ou foi assumir outro cargo, fica a vaga até novas eleições;
impedimento de voto a condenados;
voto facultativo;
e, claro, o direito ao voto só pode ser concedido a quem pode responder criminalmente por seus atos.

Pena que a CF foi redigida e votada por políticos que foram travestidos de constituintes, apenas para satisfazer os interesses de partidos, sindicatos, ONGs e alguns outros lobbies, como o da OAB.
Você participou na constituiinte? Por acaso foi consultado se a referendava?
É a tal “constituição cidadã” que, há um quarto de século, querem que acreditemos como “salvação da pátria”. Está muito mais para uma saúva que destrói o país.

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