Um blogue mal humorado, com aversão ao abominável modismo do "polìticamente correto" (hipòcritamente mal-resolvido). Blogue de um cético convicto, com a própria ortografia.

Posts marcados ‘dívida’

Greve dos caminhoneiros

Falta pão de fôrma nos super-mercados de Bra3ylha.
Falta laranja na CEASA do DF.   [sobram laranjas nos bancos]
Isso porque não há bloqueio dos caminhoneiros aqui no DF, só no Brasil-real, aquele de onde vêm os nobres “representantes do povo” que passeiam em Bra3ylha (com carros oficiais e moradias funcionais),  para brincar de “parlamento” duas ou três vezes por semana.

Pois é, país rico é país que coloca a economia nos trilhos. Trilhos ferroviários.
Isso foi algo que o “presidente sorriso” fez questão de destruir quando encheu o país de dívidas para a construção da inútil capital.

[Nova Capital que recebeu material de construção por via rodoviária – leia-se “trilhas”- com um certo “super-faturamento” e com entrega de materiais em fazendas no estado de Minas, não no destino – mas isso não é de bom tom falar, porque a patrulha ideológica não gosta que se fale mal de Gentulho Vacas, de Jusça, Jânio, Jango, e outros presidentes do “nobre” passado do país.
Fora isso, para justificar a indústria automobilística que tinha de ser imposta, sim ou sim, como “motor” da economia tupiniquim (nem quero imaginar quanto dinheiro rolou para os cofres particulares apoiarem essa decisão), os prefeitos também tiraram os trilhos dos bondes. Pouco importa que agora os sucessores desperdicem dinheiro com projetos inacabados de bondes modernos, chamados VLTs – viados, lésbicas e travecos. – Cuiabá que o diga… –  Até parece que nas cidades européias, onde nóçus politiku passeiam, alguma vez arrancaram os trilhos… ]

Pois é, atrasado era o governo de Pedrinho II, aquele durante o qual as ferrovias eram tortuosas mas atendiam todos os produtores rurais que eram a fôrça econômica do país.
Que coisa horrível! O país tinha a balança comercial baseada em commodities!  Grãos que não eram de soja. Açúcar. Não vendia minério de ferro porque a Xina ainda era um império atrasado, onde o povo não conhecia a escravidão “capitalista” – eram apenas escravos convencionais.

Tupiniquinlândia, porém, tem investido para colocar o país de volta aos trilhos.
Há décadas desviam dinheiro público para a “obstrução” da Ferrovia Norte-Sul, da outra, chamada Transnordestina, a tal Ferrovia da Soja.
Alguém se lembra da famosa “Ferrovia do Aço”, promessa do João (o presidente que tinha um ministro que hoje em dia é colaborador do Lula, um tal de Delfim…) ?   A Ferrovia do Aço nunca saiu nem nos mapas.

Pois eu espero que algumas pessoas além de mim passem a se preocupar com a falta de ferrovias.
Carga é feita para andar por ferrovias, e não para esburacar rodovias (construídas, não raras vezes, na base do jogar uma camada de piche ou de cimento em cima da terra batida) .
Carga também pode ser feita para navegar em hidrovias, e não deixar os rios apenas para que eco-chatos fiquem admirando passarinhos (uns dos outros). Os bandeirantes já sabiam dessa utilidade. Os alemães, russos, franceses, americanos, e outros mais também sabem que hidrovia não é “atentado à natureza”.

Fora isso, (não) temos os trens de passageiros.
É tão chique dizer que se viajou de Londres a Paris pelo euro-trem. Que circulou de trem de Roma até a Escandinávia.
É tão provinciano dizer que se quer colocar trens de passageiros na Tupiniquinlândia.
Trem é coisa de suburbano que precisa trabalhar longe da moradia.
Sou velho o suficiente para me lembrar de uma tentativa de meio de transporte, em São Paulo, que se chamava “auto-trem”. Eram trens que carregavam automóveis em alguns vagões de carga, enquanto os motoristas viajavam dentro das cabines. Uma espécie de balsa / ferry-boat  que andava na terra.
Hoje em dia, a maior parte daqueles trechos nem existem mais, as estações foram desativadas (ou demolidas), e quem quiser que fique parado nos congestionamentos das rodovias. Afinal de contas, motorista tem mais é de se cansar.
Como ouso falar de uma coisa dessas? O mundo começou depois que os estagiários da redação dos jornais começaram a deturpar a língua portuguesa. Nada anterior a isso é verdadeiro – são apenas lendas…

Bem, concluindo este post: parabéns aos caminhoneiros.
Espero que o desabastecimento na Tupiniquinlândia (e em sua kapitáu) seja mais abrangente do que apenas de produtos de super-mercado.
Quem sabe surjam algumas pessoas interessadas em construir linhas de trem para o transporte de cargas? como eram os antigos barões do café.
Em médio prazo haverá amortização dos custos da construção com os fretes mais baratos.
A menos, é claro, que os projetos sejam realizados por estatais, em conluio com as “impreteiras nassionaes”.
Concorrência internacional de verdade é palavrão nos critérios políticos e das análises dos tribunais de faz-de-conta que empregam vitalìciamente políticos desempregados nas urnas.

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Padrão dos pobres

A agência Padrão dos Pobres (Standard & Poor’s) baixou a avaliação do Brasil de BBB para BBB-. (e nem foi por conta da baixa audiência do “pograma da grobo”).

Tudo bem que ela, S&P, não é padrão de ónéstidadji. Basta ver o trabalho que seus “analistas” NÃO fizeram em 2008.
Essa agência, bem com as outras, tem interesse em melhorar a nota dos países ricos e baixar a dos “emergentes” (nome polìticamente correto para SUBDESENVOLVIDOS). Não é possível deixar de captar recursos de investimentos especulativos por conta dos altos juros pagos “alhures”.

MAS :

o pior ainda está por vir.

Aquela famosa empresa de energia brasileira está, no momento, com três “escândalozinhos” não explicadas – as refinarias Pasadilma, a no Japão e a refinaria “venezuelana” em Pernambuco. Outras coisas sobre esse “exemplo” de gestão empresarial ainda virão à tona. É só aguardar.
A bolha imobiliária ainda não estourou, no Brasil – apenas estamos em compasso de espera. O número de corretores já tem diminuído (que alívio!!), a procura por imóveis rotulados como “alto padrão” (arapucas) já recuou. Falta apenas o início da insolvência dos devedores. Ficaremos finalmente livres de construtoras que não cumprem promessas.

Aí teremos atingido a principal meta do país: “eliminar as desigualdades sociais”.
Sim, porque como tudo neste país é feito para nivelar por baixo, atingiremos o “padrão dos pobres” sem muitas outras preocupações e esforços.

É bem verdade que muitos criminosos estarão a salvo. Como já vimos, um “reles funcionário do Banco do Brasil” conseguiu amealhar uma pequena fortuna no exterior.
Você acredita que ele será extraditado pela Itália de volta ao país de onde escapou?

a Omissão da Verdade

De repente, por falta do que fazer, já que a cidade está perfeita, sem qualquer tipo de problemas, os vereadores saíram de suas casas e seguiram em seus automóveis oficiais, dirigidos por motoristas pagos com dinheiro público, e foram a uma sessão daquele prédio no Viaduto Jacareí que eles querem blindar, para evitar que o povo, essa coisa desprezível, possa se aproximar de suas excremências.

Decidiram reescrever a história e omitir a verdade. Por isso, a partir de agora, com base em dados ideológicos, Juscelino é declarado municipalmente uma vítima de atentado político.

Por que não pedem para as empreiteiras, que enriqueceram feito o diabo durante os anos do presidente do sorriso bossa-nova, para construir um monumento ao estilo Lênin? Eu sugiro que seja demolida a Estação da Luz e que lá se construa um grande estacionamento com a estátua do homem que destruiu as ferrovias e deu início ao fim dos bondes (aquilo que hoje em dia chamam de VLT, pelo qual o país pagará pequenas fortunas).

Um primo de minha mãe era caminhoneiro, e contava quanto material foi desviado de São Paulo para fazendas em Minas Gerais, em nome da “construção de Brasília“.

Brasília, uma cidade onde moro há muitos anos, mas que é o símbolo maior da iniqüidade dos políticos brasileiros. Um lugar em que edifícios de quadras foram pagos, sem terem sido construídos. Uma cidade que, passados mais de 50 anos, continua a ser o símbolo do desperdício do dinheiro público.

Coitadinho do JK. Ele só institui a “dobradinha” (salário pago em dobro para quem se mudasse do Rio de Janeiro para a nova capital), inventou as repulsivas moradias funcionais, para pessoas que já ganham bem ficassem isentas de aluguéis.

Essa pequena lista da Omissão da Verdade deveria ser mais divulgada, para que vereadores, esses políticos que fazem escolinha nas células cancerosas de onde se espalha a incompetência para todo o resto do país, os municípios, ficassem trancafiados, não em uma gaiola de ouro, como pretendem com a reforma do prédio no Jacareí, mas em gaiolas de lata, como os bandidos comuns que foram atingidos pela lei.

Bem que suas excremências podiam fazer diligências e apurar fatos mais recentes, como os assassinatos dos prefeitos Toninho de Campinas e Celso Daniel de Santo André. Bem que podiam relevar operações de desvio de impostos, que grandes construtoras efetuam todos os dias em todas as capitais. Bem que podiam revelar os bastidores da sordidez da construção da Avenida sobre o Córrego da Água Espraiada (que tem o nome de um empresário do ramo jornalístico, sei lá quem…).

Por falar em jornalistas, não custa lembrar as relações do “presidente sorriso” com os então magnatas da imprensa brasileira. A Chateaubriand deu uma embaixada, Bloch era o companheiro de todas as viagens (mesmo aquelas de visita a “senhoras de reputação duvidosa”). E sei lá quantos outros “favores” para que nenhuma linha fosse escrita criticando o maior ego do país (naquela época).

Claro, não podemos esquecer o rombo na previdência social que o “sorriso” legou ao país. Nem, muito menos, a incrível dívida externa, que mais tarde frutificou com a nossa boa e conhecida inflação.

Até quando vamos ter de tolerar esses abusos contra nossa paciência, perpretado por ideólogos do mal? Eles esquecem as funções de um vereador, a rigor um conselheiro do condomínio da administração local, e se encarregam de fazer revisionismo, melhor dizendo, revanchismo. Às nossas custas, claro, que do bolso deles não sai nem mão estendida para cumprimentar o vizinho, a menos que seja época de eleições.

Se há uma “herança maldita” na história do Brasil, é exatamente essa que a Omissão da Verdade esquece de revelar.

Olimpíadas? Não aqui.

Em plebiscito, Munique rejeitou uma candidatura para receber os Jogos Olímpicos de Inverno de 2022.
Motivo: enquanto a sede paga, o COI lucra.

Conforme a matéria publicada na Deutsche Welle:

Os temores dos oponentes da candidatura estavam relacionados principalmente aos custos imprevisíveis e à desconfiança em relação ao organizador do evento, o Comitê Olímpico Internacional (COI). Eles temiam que o COI viesse a forçar a cidade a aceitar contratos que acarretariam nas mesmas experiências já vividas por outras cidades-sede, gerando lucros enormes para o COI durante as duas semanas do evento, enquanto Munique e as comunidades vizinhas teriam que arcar com os custos de organização.

Havia também o temor de alterações drásticas na paisagem local. Os membros da Associação Alemã de Alpinismo já haviam, em ampla maioria, recusado a candidatura. O clube, de grande prestígio, temia danos irreparáveis ao meio ambiente.

Munique, que sediou a olimpíada de verão de 1972 (mais lembrada pelos atentados que mataram os atletas israelenses), não se ilude mais.

Veremos o que vai ocorrer em certo país tropical em 2014 e 2016. Ah, nem é preciso usar muita imaginação. Já temos o retrato de Atenas, na “pujante Grécia” mergulhada em dívidas, que sediou em 2004. Montreal também reclama dos gastos por ter sediado os jogos, em 1976. Copa do mundo do futebol e olimpíadas são grandes fontes de lucros para corruptos. Quem perde é a população.

Brasília (e história) revisitada

Já que falam tanto agora da morte de Juscelino, sugiro que releiam o post Historinha de uma Quadra de Brasília.

Também podem aproveitar e pesquisar sobre o desvio de dinheiro dos institutos de previdência para o pagamento a construtoras que vieram a Brasília.

Por que não, também, lembrar o tamanho da dívida externa deixada pelo “presidente bossa-nova”?

Sem deixar de incluir todas as mordomias inextinguíveis, criadas para “atrair” os deputados e outros seres alienígenas a ocasionalmente virem ao Planalto Central.

Essa “santidade” de JK é asquerosa. Típica de um país que venera os corruptos. Os famosos “roubam mas fazem”.

Ah, quase me esquecia: deu uma embaixada de presente a Assis Chateaubriand e vivia de braços dados com Adolfo Bloch, na época os dois maiores empresários do mundo jornalístico. Não foi à toa que nada se divulgava contra a imagem do “santarrão”.

créditos e dívidas

Há uns dias, saiu uma matéria na BBC que pràticamente não teve qualquer repercussão, e que foi sumàriamente ignorada pela “enpreimça” engajada, que dissemina as idéias do hipòcritamente mal-resolvido.

http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2013/10/131028_bangladesh_orgaos_fl.shtml

Trata da degradação humana de venda de órgãos para a quitação de dívidas, contraídas com “a generosa” idéia do ganhador do ig-nóbil de finanças, que criou o “banco para os excluídos” em Bangladesh.

Leiam a matéria – é uma agressão a tudo o que podemos conhecemos de “humano”.

Isso deveria ser divulgado aos oitenta e oito ventos, para se tentar interromper a venda de ilusões.

Como eu sempre digo e repito: de boas intenções o inferno se alimenta todos os dias.

dia da criança

Lembro-me de que quando era criança começaram a aparecer propagandas sobre essa coisa comercial chamada Dia da Criança, em 12 de Outubro. (Aliás, perguntava-se qual a relação entre Cristóvão Colombo e as crianças…)

Meu pai, que por acaso era comerciante, e minha mãe explicaram que aquilo era mais um dia para as pessoas jogarem dinheiro fora com compras desnecessárias, e que o dinheiro que gastariam com um presente naquela ocasião poderia fazer falta no Natal. O que eu preferia?

Claro que eu entendi, nunca ganhei nada em dia da criança, e a vida seguiu. Não me lembro, inclusive, de outras crianças da rua que ganhassem brinquedos naquele dia “tão especial”.

Hoje em dia, essa gente mais endividada do que as finanças públicas de todos os países, faz questão de comprar, comprar, comprar… Claro que suas crianças são limitadas intelectualmente e não podem entender por que elas não receberiam um presente em outubro, outro em dezembro, e sei lá o que mais. Além de intelectualmente limitadas, as coitadinhas são também emocionalmente nulas. Se forem contrariadas, é óbvio que matarão os pais, incendiarão a escola, envenenarão os colegas, etc.

Uma tia, naquela época do surgimento dessa data nefasta, disse:

“Para que dia das crianças, se qualquer dia pode ser o dia delas, se os pais quiserem lhes dar um agrado?”

Aliás, essa tia também me ensinou que:

“Quando os mais velhos falam, as crianças têm de esperar a vez para abrir a boca. Um e depois o outro.”

Sorte a dessa tia que já morreu. Se estivesse viva, não poderia entender a inversão de valores, de todos ao mesmo tempo gritando e exigindo “direitos”.

Será que foi o achocolatado ou o iogurtezinho dado a essa pirralhada que lhes degenerou os neurônios.
Não ponham a culpa na televisão, pois em casa ela existia desde que surgiu no Brasil e não me fez mal – ao contrário foi lendo anúncios que comecei a alfabetização.

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