Um blogue mal humorado, com aversão ao abominável modismo do "polìticamente correto" (hipòcritamente mal-resolvido). Blogue de um cético convicto, com a própria ortografia.

Posts marcados ‘doença’

essa tal felicidade

O Brasil tem a maior taxa de transtorno de ansiedade do mundo
http://brasil.estadao.com.br/noticias/geral,brasil-tem-maior-taxa-de-transtorno-de-ansiedade-do-mundo-diz-oms,70001677247

 

O Brasil é o país mais depressivo da América Latina
http://saude.estadao.com.br/noticias/geral,brasil-e-o-pais-que-mais-sofre-com-depressao-na-america-latina,70001676638

 

Congresso do Brasil é um dos que mais trabalham
http://g1.globo.com/politica/noticia/congresso-do-brasil-e-um-dos-que-mais-trabalham-diz-lobao-em-dia-sem-votacoes.ghtml

 

Funcionários fazem baile de carnaval dentro de fórum
http://cbn.globoradio.globo.com/rio-de-janeiro/2017/02/23/FUNCIONARIOS-FAZEM-BAILE-DE-CARNAVAL-DENTRO-DE-FORUM-NO-RIO.htm

 

O Brasil é um dos 20 países mais felizes do mundo
http://fotos.estadao.com.br/galerias/cidades,onu-os-20-paises-mais-felizes-e-os-20-mais-tristes-do-mundo,24360

 

Pessoas mais inteligentes são mais felizes sozinhas
https://noticias.uol.com.br/ciencia/ultimas-noticias/redacao/2017/02/22/pessoas-inteligentes-sao-mais-felizes-sozinhas-diz-pesquisa.htm#comentarios

 

Resumindo:  o Brasil é um país de mentirosos e as estatísticas são feitas para comprovar aquilo que o pesquisador tinha em mente.

Aproveite o carnaval –  a taxa selic baixou!

 

envelhescentes

Ontem, conversei com uma velhinha de 53 anos, e com um sujeito que aparentava ter uns 40 e muitos. Um quase lá.

O pai do sujeito bate e esfola se alguém lhe disser “melhor idade”.

“Pode chamar de velho caquético, de estorvo, de pendurado, do jeito que quiser, mas nunca de melhor idade,”

diz o pai desse quase-lá.

A avó desse quarentão morreu há poucos meses, e se incomodava com a choradeira dos filhos.

“Quem disse para você que é bom ficar velho e doente? Estou cansada!”

A velhinha de 53 comentou que, depois dos 50 anos, cada seis meses que se ultrapassa na linha da vida é como seis anos de novas dores e de novos problemas.
Joelhos, digestão, pés, ouvidos, olhos, respiração, gorduras, cansaço mental, etc. etc. etc. etc. etc.

Ou seja, é carro velho.
Não adianta só cuidar da pintura: o motor está danificado.

O pior castigo:
querer viver 100 anos.
Ninguém pode ser “ativo” até essa idade.
Viva o que puder, apenas isso.
Não venha com a conversa de “tenho tanta coisa para fazer”.
Se não fez até agora, não fará depois.
As visitas à farmácia serão as mais freqüentes que fará.
Todas as outras serão deixadas de lado por conta das “juntas” (juntar tudo e jogar fora).

(parênteses: como é ridículo chamar os velhões de “senhorzinhos” ou de “senhorinhas”)

Tá doendo?
Aproveite.
Quando parar de doer é porque M O R R E U.

bom dia para vocês

 

morreu de que?

Por coincidência, morreram no mesmo dia a escritora americana Harper Lee, com 89 anos, e o escritor italiano Umberto Eco, com 84.

Achei estranho o que li na imprensa.
No caso de Harper Lee, morreu e ponto final.
No caso de Umberto EGo, muitos comentários sobre “não se divulgou a causa da morte”.

Confesso que não entendo essa distinção entre eles.

De que morreu?
Morreu de 84 anos, simplesmente isso.

Não sei porque há tanta gente que fica procurando pêlo em bunda de estátua, para descobrir porque algum velho morreu.

Morreu porque acabou o prazo de validade,
alguma coisa deixou de funcionar.

Só isso.

O resto é frescurite dusch mudérrnusch, que acham que podem eliminar a morte.
Sempre se morreu
e sempre se morrerá,
ainda mais com tantas doenças novas criadas em laboratório…

Preconceito existe sim

Li há alguns dias, nem me lembro onde, uma matéria escrita por essas peçykólogoas, pedagojkas, ou sei lá que outro tipo de “analistas”, que afirmava que o preconceito se adquire na sociedade, que criança [aquele ser puro e angelical que rousseau (ruçô) e alguns católicos inventaram para maldição da humanidade]  não tem preconceitos.

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Falando bom e claro português:

QUE PUTA MENTIRA!

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Fui criança – há muito tempo, bem antes dessa raça de “analistas” começar a pulular em revistas, jornais e programas de rádio.

Lembro de que tinha uns 5 ou 6 anos (na flor da inocência, como diriam essas toupeiras que querem cegar a humanidade), posso afirmar porque aconteceu na casa em que morava naquela época.
Um menino mongolóide (com Síndrome de Down, como se exige dizer hoje em dia) foi passar o dia na casa de algum parente que morava no quarteirão.
Eu me zanguei com ele, na rua, e disse a meu pai, que estava por perto, que o menino era “muito bobo”.

Meu pai foi procurar a mãe do menino, para se desculpar, e na frente dela me deu uma lição de moral (nossa, que horror! assédio contra um dimenó!)  para ensinar que o menino não podia ser chamado de bobo, nem nada daquilo que eu tinha dito. Continuou, depois, para explicar que ele tinha nascido com aquela característica e eu tinha de saber que havia diferenças físicas e mentais entre ele e as outras crianças da rua.

Mais tarde, na escola, uns 8 anos, fiz uma piada de mau gosto a respeito de uma colega da classe, que hoje em dia teria de ser chamada de “afrodescendente”.
Meu pai e minha mãe vieram com toneladas de conversas contra aquela minha piada.
Lembro que minha mãe disse: – você pensa que mora nos Estados Unidos?  (estava em evidência, na época, a luta contra a política de segregação nos Estados do Sul dos Estados Unidos; isso era mostrado nos noticiários do Repórter Esso).

Pois é, minha mãe era “dona de casa”. Não era “analista” formada nas “melhores” universidades brasileiras de siençazumana.
Ela e meu pai souberam que é de menino que se torce o pepino, para crescer corretamente, e tirar os preconceitos que eu, criança, expunha com naturalidade.

Crianças têm preconceito nato. Cabe à sociedade ensinar que eles não se justificam.
Exatamente o oposto do que dizem os “intelijumentos” da intelligentzia.
O polìticamente correto, ou melhor, a hipocrisia, é a pior forma de lidar com esses temas.

 

Os mortos e os vivos

Só nestas cinco semanas do ano, o Brasil viu morrerem três grandes artistas do palco e do cinema: Maria Della Costa, Vanja Orico e Odete Lara.

Normal, todas elas tinham mais de 80 anos, e não existe isso de que a vida das pessoas se prolonga, como insistem alguns escrevinhadores de textos pseudo-científicos em jornais ditos “inteligentes”. A vida não é inesgotável. Todos a deixam uma hora ou outra. Isso é a regra absoluta da qual não há escapatória – apesar de hoje em dia uma porção de oportunistas quererem processar médicos e hospitais pela morte de bebês que nasceram com defeitos congênitos.
Se há uma redução de mortes por conta de enfermidades contraídas por problemas da falta de saneamento básico, por outro lado há um aumento de mortes violentas – tráfico de drogas, terrorismo, balas perdidas, acidentes de carros.

O que me chamou a atenção, porém, foi o fato de que essas atrizes eram pessoas de quem eu lembrava rosto, voz, e, sobretudo, atuação, bem diferente do que ocorre com essa geração de atores e atrizes que saltam à fama com um único papel interpretado, por conta de todo o marketing que envolve a apresentação.

No ano passado, quando morreu um amigo de meu irmão, comentamos que já estamos na fase da vida em que é mais importante contabilizar os amigos mortos do que os conhecidos vivos.
No início deste ano, comunicaram-me o fim do sofrimento de uma antiga amiga, desde os tempos de cursinho (há mais de 40 anos) até a vida adulta. Minha reação foi simples: que bom para ela, que deixou de ter de ser atendida em emergências, que tinha de se submeter a dolorosas e incômodas terapias, que no final não resultaram em nada, exceto, talvez, deixar mais experimentadas psicològicamente as pessoas mais próximas.

Frio? Indiferente? Acho que não. Apenas não vejo a morte como algo amedrontador. É o único ponto ao que todos os seres chegam, independentemente de espécie, gênero, cor, idade, peso. O que vem dali em diante não sabemos e talvez não nos caiba descobrir.

Apenas tenho a certeza de que em minhas memórias vejo os mortos todos que conheci – parentes, antigos vizinhos, professores, colegas de escola ou trabalho – com mais detalhes e mais “brilho” do que as inúmeras pessoas “vivas” que cruzam as ruas com seus iPhones e outros objetos que delas retiram a interação. Esses seres “vivos” não fazem parte de minha vida, não entram em minhas memórias.

as asquerosas garrafinhas de água – squeezes

Já reclamei em algum lugar ( também aqui) sobre essa abominável garrafinha de água (squeezes, tão utilizadas pelos “ginastas acadêmicos”, pelos bicicleteiros e pelos caminhadeiros) que as pessoas usam, com as mãos emporcalhadas, porque “precisam se hidratar” (como se isso não fosse possível de ser feito em casa ou no trabalho, só quando estão exibindo-se para os outros).

Essas pessoas, tão “perfeitas” ainda não descobriram que há uns 4.000 anos foi inventada uma coisa chamada vidro, muito menos poluente do que o plástico e seus assemelhados. Sabe do que mais: além de não ser criadouro de bactérias, o vidro é reciclável! Quem diria…

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http://www.ecycle.com.br/component/content/article/67-dia-a-dia/2875-descubra-os-perigos-de-reutilizar-sua-garrafinha-de-agua.html

Eu tenho um desses squeezes – uso para guardar água, se por acaso precisar colocar água no borrifador do limpador de pára-brisas.

Os eco-chatos, eco-bobos e eco-cretinos que se exibem, porém, tem uma nova maneira de beber água: ao invés de goles moderados garganta abaixo, como sempre se fez na história da espécie humana, eles ingerem um pouco de água, fazem bochechos, sabe-se lá com que objetivo, e depois engolem com ar de sei lá o quê – insatisfação, pseudo-superioridade,…
Será que eu deixei deixei de aprender algo em alguma aula contemporânea sobre a nova  forma saudável de ingestão de água ou líquidos ?

Sempre bebi água em goles, antes de sair, e quando volto. Deve ser por isso que já passei dos 60 anos.

Quanto aos exibicionistas dos hábitos, isso mesmo, recicle e junte bactérias,
ou então jogue no lixo e aumente a poluição.
A prefeitura depois limpa, né mesmo?
Não é para isso que você paga impostos?

garrafaspetnosrios

Garrafinhas de água: mais sujas do que mouses e celulares, com a diferença que são criadouro de bactérias.
Gente PORCA!

UhhhUUU

Pois é, reproduzo o que encontrei no jornal “Meia Noite”, ao qual tive acesso pelo gúgou níus:

O governo anunciou ontem à noite um pacote com medidas duras que afetam a vida de trabalhadores e a concessão de pensões. As mudanças incluem mais rigor para conceder seguro-desemprego, abono salarial, auxílio-doença e pensão. As medidas na área trabalhista eram esperadas, mas a abrangência das mudanças sobre pensões gera uma insegurança futura para milhares de pessoas e devem mudar a forma como os brasileiros e brasileiras encaram a carreira. Em caso de morte do cônjuge, por exemplo, a pensão será de 50% da renda, inclusive para servidores públicos. Conforme a idade, o benefício será extinto após um tempo. As medidas são racionais do ponto de vista de gestão financeira e permitirão economia da ordem de R$ 18 bilhões por ano, mas pegam muita gente de surpresa porque a presidente Dilma ganhou a eleição justamente dizendo que manteria os programas sociais e que seus adversários é que fariam cortes. Os detalhes serão publicados hoje no Diário Oficial da União.

Quem ganha eleição joga fora as promessas antes mesmo de assumir o cargo. Ou re-assumir, nesse caso.

Sempre pergunto onde foi que descobriram que “eleição” é sinônimo de “demo-cracia”. Bem, governo do DEMO, não do povo.

Espero que o Brasil mergulhe logo, por completo, no terreno fecal que plantou.
Merecemos, tal a burrice da “intelectualidade” que ainda apóia os des-governos.
Em troca de uns carguinhos e de uns patrocínios, é claro.

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