Um blogue mal humorado, com aversão ao abominável modismo do "polìticamente correto" (hipòcritamente mal-resolvido). Blogue de um cético convicto, com a própria ortografia.

Posts marcados ‘ECA’

a ditadura da hipocrisia

Estou em um hotel em São Paulo, de conhecida rede internacional francesa.
Como em outros, há televisão por cabo.
Com uma diferença, porém:

a gerência, em um ato extremado de hipocrisia totalitária, impede no contrato que programas “proibidos para menores” sejam exibidos nas televisões.

Não adianta tentar pedir o desbloqueio, é parte do contrato.

Afinal de contas, é muito ruim que hóspedes possam assistir seriados e filmes “proibidos”. CSI, Law & Order, por exemplo, ficam bloqueados. São “muito fortes“.

O mais ridículo disso tudo é que são liberados os canais abertos, mesmo que exibam aquelas deprimentes cenas de crimes no fim da tarde ou as danças de bundas funkeiras no domingo na hora do almoço.

Sabem do que mais: é proibido – por lei – que menores de 18 anos se hospedem sòzinhos em hotéis. Caberia, portanto, aos pais e/ou responsáveis selecionar o que as crianças poderiam ou não assistir na tv do hotel.

Não importa. Hóspedes sexagenários também são tratados como incapazes pela gerência do hotel, que, no afã de “salvar a moral e os bons costumes”, decide totalitàriamente o que pode o não ser exibido nos televisores do hotel.
O polìticamente correto assumindo – outra vez – seus ares ditatoriais. Só eles sabem o que é melhor para a sociedade. Esquerdismo disfarçado. E ainda com coragem de chamar os outros de fascistas… Parece ser a regra da lavagem cerebral dos gerentes da Rede Accor. Já presenciei outras cenas da asquerosa hipocrisia gerencial em outras situações. Afinal de contas, os diretores franceses sabem melhor do que ninguém o que é bom ou ruim para esses povos subdesenvolvidos onde eles têm filiais.   Liberté, égalité, fraternité, pois estamos nu pudê. 

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torcidas uniformizadas

Vergonhoso ver o conluio de politicalhos profissionais, para forçar a libertação dos “coitadinhos” da torcida uniformizada que provocou a morte de Kevin Beltrán (Espada é a mãe, mas nossos jornalistas não conseguem aprender as regras dos sobrenomes hispânicos).

Querem forçar a mudança das leis bolivianas, que não são tão lenientes (frouxas e bondosas a favor dos bandidos), e que punem maiores de 16 anos, e que permitem prisão temporária por até 2 anos.
Os mesmos politicalhos que esperneiam quando estrangeiros reclamam de nossas leis.

Por que?
Claro que nosso politicalhos não estão preocupados com os direitos dus manu, mas sim com a possibilidade de provocar danos às torcidas uniformizadas e, conseqüentemente, a essas máfias que se chamam de clubes de futebol, de onde, não por acaso, surgem tantos dessas maus políticos que pululam em nosso podre sistema eleitoral.

Só para lembrar que, quando da partida da torcida para assistir as partidas du curintcha no Japão, primeiro depredaram o aeroporto de Guarulhos.
Se este fosse um país sério, o embarque de todos aqueles baderneiros seria impedido, e as imagens do aeroporto serviriam para obrigar o ressarcimento dos custos dos reparos no aeroporto pelos depredadores uniformizados.

Evidente também é o conluio de nossa imprensa “maravilhosa”, que vive dos anunciantes dessas partidas de futebol, que a cada ano atraem menos público, e que por isso mesmo subsistem à custa das torcidas uniformizadas.
Gênios da imprensa exigem que se usem medidas diplomáticas e políticas para libertar os “mocinhos” presos em Oruro, porque eles padecem de condições sub-humanas na Bolívia.
Por que não se preocupam com as condições das prisões no Brasil? Basta ver que os políticos brasileiros que foram condenados à cadeia fazem de tudo para não passar um dia presos.
Cadeias em outros países não costumam ser colônias de férias, de onde saem ordens para os que estão do lado de fora. Cadeias são feitas para penalizar quem não conseguiu viver em sociedade. Exatamente o caso de todas as torcidas organizadas, que saem pelas ruas depredando o que encontram, que matam e não respeitam nada nem ninguém.
Melhor seria que nossos politicalhos exigissem uma investigação para saber de onde procede o dinheiro dessas torcidas…

O caso Bruno, mais um problema de holofotes

Eu já estava preparando um comentário sobre o interminável caso da Macarronada Bruno-Eliza, e eis que a Ju acrescentou um comentário no post sobre o caso da família de pichadores em um túnel no Rio de Janeiro (sim, porque a mãe também foi hoje lá fazer pichações, para homenagear o filho, sem ter de pagar com serviços sociais para indenizar a cidade pelos danos que provocou ao patrimônio público, pois ela ela é phoderosa, ela é global).

Mais um caso que rende muito mais do que deve, porque a tal comunidade de desinformações (os jornalistas), na ânsia de ajudar os patrões (os anunciantes) faz de tudo para manter altos índices de audiência. Tanto que duas delegadas foram afastadas do caso, por fazerem as tais “imagens exclusivas” para “aquela emissora” (de novo, a falta de ética impera nos dois meios).

Não vou julgar o jogador de futebol, que de modo algum acredito que seja um santo. Só que todo o imbroglio começou com as declações de um “dimenó”, com um monte de alucinações contraditórias, cheio de filmes de violência, de jogos da internet, da televisão ou de cinema, que mal consegue distinguir realidade de fantasia, e que foi levado a sério por gente mal-preparada de uma polícia em busca de notoriedade, na tentativa de recuperar o “bom nome”.

Ou seja, juntando a fome com a vontade de comer, essa imprensa a fim de faturar, a polícia despreparada, e um “dimenó” a fim de gozar os 5 minutos de fama que a vida pode lhe proporcionar, eis-nos entupidos todos os dias com esse mundo de informações inúteis sobre um caso que só serve para gerar maus exemplos.

Se nossa tão ética imprensa soubesse separar joio de trigo em suas funções, certamente não daria tanto destaque a esses escândalos (que já serviram para diversos radialistas se tornarem maus políticos). O que me faz lembrar do desenlace do caso da adolescente morta em Santo André, depois de tantos holofotes jogados pela televisão e outros animais selvagens sobre o ex-namorado, que, como solução, achou melhor matar a jovem.

Cinco minutos de fama. Um dia esses ex-famosos se lançam candidatos a deputados ou vereadores. E o pior é que alguns se elegem.

Braziu-ziu-ziu-ziu-ziu…..

ECA, que nojo!

Completam-se vinte anos que entrou em vigor o Estatuto da Criança e do Adolescente, datado do período do então sempre aborrescente presidente Collor.

O ECA-que-nojo, é um conjunto de leis considerado o mais avançado do mundo. Tão avançado que até hoje o mundo não chegou ao nível de utopias que leva a população ao encontro (a favor) dos devaneios dos intelectuais idealizadores do sistema de proteção aos dimenó. Ao contrário, temos a maioria da população de encontro com (contra) a pretensão de uma minoria de “seres mais inteligentes”.

O que vimos desde a entrada do estatuto foi a falência do sistema sócio-educativo para as crianças e aborrescentes, a falta de limites desses seres que só gritam nos direitos, o aumento de crimes que são assumidos por esses bandidos que têm privilégios e não são puníveis (encobrindo muitas vezes os verdadeiros culpados).

Como o inferno está sempre cheio de boas intenções, não seria a hora de nossos tão notáveis legisladores, ociólogos, peçicólogos,  ongueiros de caixa 2, antropoilógicos, jurisconsultos de portas de cadeia,  e outros ekspértos perceberem que, se nenhum outro país chegou a inventar um conjunto de leis tão utópico como o nosso ECA-que-nojo, seria o caso de o Brasil se render às evidências de que temos de retroagir e sair das nuvens da utopia  para a realidade do dia-a-dia? A população brasileira agradece.

A melhor forma de se aprender os direitos é entender os deveres. E o melhor lugar para isso é com a educação compulsória integral, sem qualquer recurso a infratores.  E aluno que maltratar professor tem mais é de saber que isso terá conseqüências, e não os professores terem de fugir da escola, com medo de apanhar, como ocorre atualmente.

Chega de bla-bla-blá e de lero-lero, pois se os índices de pobreza diminuem, os da criminalidade têm aumentado, e portanto as desculpas esfarrapadas dos ociólogos não se sustentam.

Violência envolvendo adolescentes no DF

Depois do post sobre o Índice de Homicídios na Adolescência – IHA, em julho,  retomo o assunto porque hoje o Correio Braziliense publicou uma matéria sobre o aumento de mais de cem porcento nos homicídios e tentativa de homicídios cometidos por adolescentes.

Certamente há os fiéis defensores da manutenção integral do texto do ECA (que nojo), e que não admitem que a legislação, tão avançada em termos de idéia, deu errada em termos práticos, que ainda não foi devidamente implementada, etc. e tal.

Pergunto: se em 20 anos não foi implementada, quando o será? Certamente nunca, pois sempre haverá empecilhos para que o mundo ideal não se concretize. O mundo é habitado por gente (uma espécie animal), não por anjos.

Os formadores do pensamento ideal (antropo-ilógicos, ociólogos e pensadores do direito “liberal”) continuam sem adotar essas “crianças carentes” e fazem estardalhaço contra quem deles discorda.

Até parece que já trabalharam diretamente com os menores delinqüentes no dia a dia. Não falo desses ongueiros que fazem trabalho ocasional; digo estar lá, nas delegacias especializadas e nos centros de atendimento juvenil, como pessoas que conheço. Deixar de ter fim de semana com a família, porque os bandidos “dimenó” tinham resolvido atear fogo em colegas.

Ah, o mundo ideal dos hipòcritamente mal-resolvidos, como é lindo!

Ainda bem que os jovens com 16 anos estão aptos para eleger o Presidente da República! Só falta pagarem pelos erros que cometem.

Índios, tráfico, etc.

O Correio Braziliense tem uma preocupante notícia sobre índios, de quase toda a região de fronteira, aliciados para o tráfico internacional de drogas. Além de se tornarem vítimas do consumo delas ( e também do álcool), transformam-se em “mulas”.

A velha história das leis que super-protegem, tal com no caso dos “aborrescentes” e o ECA. Pois se os índios têm (boa) noção do valor do dinheiro, é porque estão aculturados, e deveriam ser considerados imputáveis, em caso de cometerem crimes.

Não deixa de haver uma boa dose de bandidos (e advogados de bandidos) de olho nesses inimputáveis, para que eles façam o serviço de outros, longe do alcance da lei.

Manchetes de jornais (2)

Garotinho  de 12 aninhos foi detido pela nona vez por furto de veículo em São Paulo.

Vocês têm alguma sugestão de alguma medida socioeducativa para ressocializar esse pequeno ser carente de atenção?

Aqui no DF, um aluno de 16 anos matou com uma facada na nuca o colega sentado à sua frente, em um crime premeditado, segundo o relato dos colegas.

Professores das escolas públicas do DF vão passar por curso sobre como atuar em situações de violência em aulas. Tem sido freqüente, infelizmente, professores espancados, ou mesmo mortos, por jovenzinhos carentes que traficam ou usam as escolas para outras atividades diferentes do estudo.

ECA, 18 anos.

P.S. Duvido que ninguém tenha ensinado F. a roubar carros, já que ninguém nasce sabendo coisa alguma. Não acredito, tampouco, que ele tenha roubado “apenas” 9 carros. Nove é o número de carros que foram flagrados – os outros, levados a “desmanches” ou a interceptadores, não sabemos. Alguém aproveitou as brechas do ECA para “doutrinar” o “dimenó” no crime.

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