Um blogue mal humorado, com aversão ao abominável modismo do "polìticamente correto" (hipòcritamente mal-resolvido). Blogue de um cético convicto, com a própria ortografia.

Posts marcados ‘energia nuclear’

Mudança de opinião, a mim não espanta

Apesar da feiúra, a mim não espanta que certa candidata tenha “feito correções“, apenas um dia após a divulgação do programa de governo.
Afinal de contas, agora é o programa com o “jeitão” dela, e não a do partido onde buscou abrigo.

Mais uns dias, e vai enxotar os usineiros que financiam a campanha, vai mandar desligar todas as hidrelétricas, vai tornar sua igreja religião oficial do país, vai declarar que o “banco laranja” é a instituição que regula a economia e as finanças do país, e coisas do tipo.

Ela começa a mostrar as garras e as peçonhas.

Nada que um bom vudu, tal como ele usou contra Dudu Fields, não possa resolver.
O país precisa de um bom feitiço contra a feiticeira, antes de mergulhar nas trevas.

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Lord Chamberlain

Infelizmente o chato do Diogo Mainardi já usou a expressão antes de mim, mas garanto que eu havia pensado nela sem ajuda, já que não leio a revista para a qual o pavão trabalha. Só que, sem a oportunidade de eu vir ao blogue, ele captou meu pensamento e roubou minha idéia.

Pois é isso o que eu e muitas outras pessoas pensamos a respeito do papel que Lula tem feito com relação ao tal acordo sobre energia nuclear com o Irânio. A vontade de diplolíticos brasileiros aparecer é tão grande, que vale qualquer coisa para buscar os holofotes mundiais sobre o papel que o Brasil deseja fazer na política mundial. Só que nem foi anunciado o tal acordo, e o Irânio já dizia que manteria o enriquecimento de urânio de 20%, pouco importa o que tinha sido combinado entre a república islâmica, o Brasil e a Turquia.

Para que Ahmadinejad deseja o urânio nesse teor? Talvez para atingir a auto-suficiência nos domínios científicos, tecnológicos, industriais, agrícolas e militares, como escrito em sua constituição, que também tem como objetivo a expansão e o fortalecimento da irmandade islâmica.

Lord Chamberlain acreditava que amansava as ambições de Hitler, em 1938, mas o que se viu, no ano seguinte, foi o início da maior catástrofe bélica que o mundo conheceu até hoje.

O mesmo pode estar ocorrendo com a diplomacia personalista brasileira, iludida com a imagem de que os Estados Unidos são o demônio e que temos de cultivar boas relações com seus inimigos. Por isso louvamos a Coréia do Norte, Cuba, Sudão, as repúblicas “bolivarianas” e outros países internacionalmente marginalizados. Algumas pessoas ainda não souberam que a Guerra Fria terminou há duas décadas.

Só que ao preferirmos esse tipo de escolha, lançamos sobre nós, Brasil, também a dúvida internacional: se apoiamos esses países, quem garantirá que também não estamos interessados em ter armas nucleares? Sempre tivemos as melhores relações com as potências nucleares, somos signatários do TNP, mas essa amizade com Coréia do Norte e Irã pode começar a gerar desconfianças.

Tanto quanto é estranho o papel de Chamberlain que a diplolítica brasileira insiste em assumir. Em busca de quê? De um cargo de secretário-geral da ONU “hemiglota”? De um Nobel da Paz que não tem hoje em dia qualquer credibilidade, dada a lista de personalidades sem qualquer caráter que já o receberam?

Bem, o futuro apenas o tempo diz. Mas as reações no exterior foram muito menos entusiastas do que os áulicos tupiniquins, que cegam o líder de elogios.

Irã

Segundo o comentarista José Simão, da Folha e da BandNews, Lula vai sugerir a troca do nome do país “amigo” para República do Irânio.

Recadinhos para a França (La France, toujours la France)

Um amigo me enviou um artigo que con-tinha uma bla-bla-blá eco=lógico/nômico de uma doutora da Sciences-Sociales de Paris, no tal Fórum Social Mundial.

Nem preciso repetir a lenga-lenga do artigo, pois já conhecemos de cor o que os franceses têm a aconselhar aos i-gnora-ntes do resto do mundo sobre a pensée cartesiana dos eruditos descendentes de Obélix, de história irreputável.

A bem da verdade, para que se implementassem as sugestões da senhora doutora, creio que seria convenable tout d’abord que a “repútica” francesa fizesse alguns ajustes internos:

  • independência das colônias no Caribe (Antilhas), na Guiana, no Índico e na Polinésia; entrega de St. Pierre-et-Miquelon ao Canadá (Québec);
  • indenização aos polinésios, por conta dos danos ambientais decorrentes das experiências nucleares em Mururoa; desnuclearização permanente da França;
  • plebiscito na Córsega, para decidir sobre a independência plena, a fusão com outro país (Itália ou Mônaco), ou implementação de estatuto especial com a França (como existe entre Porto Rico e os Estados Unidos);
  • preferência absoluta aos bilíngües teuto-franceses nos cargos públicos na Alsácia;
  • obrigatoriedade de ensino bilíngüe basco, catalão, occitano, provençal, bretão e alemão (e corso), nas de todas as regiões e departamentos onde haja minorias oprimidas desde o nanico maluco que se proclamou imperador, que proibiu a utilização de outras línguas no uso oficial da França (a Itália e a Espanha, apenas para citar dois exemplos, atualmente valorizam as línguas minoritárias; a França ainda finge que o assunto não existe no país);
  • ah, lógico, importante: devolver o dinheiro de alguns ditadores, como Bokassa, Duvalier, padre Aristide, e outros, aos respectivos países de onde foram retirados.

É o mínimo que  o país que defeca regras tem de fazer, antes de vir com lições de moral para outros países.

Franceses, não é à toa que fedem. Não decorre apenas da falta de banhos, mas das idéias hipócritas com que infestam o ambiente humano.

Energia eólica

O apagão da semana passada, que houve no Sudeste e Paraná-guay (mas que NÃO aconteceu em Brasília, embora certos meios de imprensa insistam em mentir sobre isso) (blecaute, hoje em dia, é aquela cortina que serve para escurecer o quarto), serviu para mostrar que o modelo de hidro-elétricas está meio que superado.

Termo-elétricas, só mesmo na cabeça daquela bisonha Ideli Salva-te, que ainda tentou salvar a produção de carvão (de baixo teor) de Santa Catarina, e de gente que acha que queimar óleo diesel é um barato (nos dois sentidos da palavra – cool e cheap).

A boa e útil energia nuclear ainda é palavrão para a maior parte das pessoas, por conta da incapacidade soviética em Tchernobyl.

A energia solar é útil e vale a pena para o caso de aquecimento central com boiler e, no caso de São Paulo, com apoio do gás. Quanto ao uso de placas é custo muito caro e e vai sendo abandonado. Há opções muito mais baratas sendo utilizadas, inclusive em casas de baixa renda, onde a conta de energia acaba sendo baixa com o uso da energia solar para o aquecimento da água. Lógico que nelas não se utiliza o boiler, e sim caixa de fibra. Há lugares que se utilizam rolos de mangueira preta sobre os telhados interligados com tubo de PVC; há outros (rústicos, mas eficientes) que utilizam garrafas pets e caixas de leite. Em muitos hotéis e pousadas utiliza-se a solução das mangueiras para aquecimento de piscinas e boilers.

No interior de alguns estados, é comum o uso do bagaço da cana em pequenas usinas ou para uso em caldeiras (muitos alambiques funcionam assim).

A energia eólica, que dá bons resultados em alguns locais do Nordeste, e em uma grande parte da Europa, por nós ainda é vista com estranheza. Moinhos de vento são coisas para Dom Quixote. Para o caso da energia eólica o custo é barato demais, baixa manutenção, o que não é muito interessante para grandes grupos, pois “é preciso queimar óleo”. A simpática e famosa cidade de São Joaquim é abastecida por energia eólica. Mas melhor não estimular o uso no Brasil, pois, como mencionado, é muito barato… As distribuidoras não gostam disso.

E assim vamos nós, até o próximo VENTO que irá derrubar o sistema elétrico brasileiro…

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