Um blogue mal humorado, com aversão ao abominável modismo do "polìticamente correto" (hipòcritamente mal-resolvido). Blogue de um cético convicto, com a própria ortografia.

Posts marcados ‘estádio’

grandes caloteiros

Nenhuma surpresa ao ver a lista divulgada com a relaçåo dos maiores caloteiros do FGTS, publicada no jornal Gazeta do Povo.

Dela constam as empresas aéreas que quebraram (e outras ainda por quebrar), as demonîacas casas de misericórdia, os clubes de futebol, faculdades particulares, e aquele câncer que corrói as entranhas do país, os chamados municípios.

Esporte, o ópio do povo. Basta ver essas dívidas e a canalhice da construçåo de estádios para a copa do imundo.
Prefeituras, a escola de gângsters que apodrece as demais instituiçøes federativas.
Santas casas de administradores preocupados com o enriquecimento, e a saúde financeira de suas famílias, gerindo as entidades pilantrópicas.
Izkolas que vendem canudos no país dos dotôs.

Realmente, quem me conhece, sabe há quantos anos venho falando dessas máfias…

Interessante é ver que a caixa econômica fedemal patrocina essas entidades såo os grandes caloteiros.

 

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Acabou a copa

Acabou a copa.
Os patriotas quadrienais já podem descansar.
As mulheres, sejam as com “barriguinhas saradas feito queijo-cheddar-saindo-do-sanduíche”, ou magrelas anoréxicas do tipo “modelo”, já podem guardar as blusinhas amarelas.
Os petzinhos do coração da mamãe e do papai já não precisam mais usar casaquinhos com a bandeira do Brasil.
Os atléticos senhores de ventre de cerveja podem trocar aquela autêntica camiseta BRAZIL meidinxina.
Jornalistas, que antes da copa cuidavam de horóscopos, não inventarão mais teorias de “por que as traves do gol se mexeram durante a partida?”.
Designers tão preocupados com o bem-estar do público, poderão combinar com as indústrias a reposição das cadeiras de veludo que se quebraram com o inesperado agito dos torcedores.
Aliás, quanta frescurite. Lembram quando os estádios (estádios, não essas coisas chamadas de “arenas”) tinham arquibancadas e gerais feitas de cimento e madeira dura?
Não aconteciam essas “depredações de mobiliário”.
Hoje em dia, a FIFA, os ONGeiros e os políticos estão preocupados com o bumbum (como eles dizem, pois, com a infantilização do mundo, ainda não aprenderam as palavras nádegas e glúteos), e inventaram as tais salas de espetáculo com mobiliário descartável.
Por que não voltar a fazer estádios de cimento e vender almofadas de plumas de ganso para os sensíveis bumbuns dos neo-torcedores refinados?
Lógico que alguém ganha com a venda dessas cadeiras que terão de ser repostas.
Daqui a quatro anos, já que a copa é apenas um espetáculo preocupado com a venda dos direitos televisivos, melhor seria fazer as partidas em salas de concerto.
Já que a preocupação é com os direitos televisivos, que façam em espaços sem público.
Garanto que não haverá risco às cadeiras.

As redes de tv já podem voltar à programação normal. Quer dizer, quase normal, pois entra em alguns dias a propaganda eleitoral muito bem remunerada por nossos impostos.
Será que as camisetas de partidos políticos decorarão as barriguinhas gordas ou “saradas”?
Será que os patriotas vestirão seus auaus com bandeiras dos partidos políticos.

Esse patriotismo me lembra uma famosa história:
a tal “pátria de chuteiras” declarou guerra a uma potência qualquer e a família foi reunida para uma decisão coletiva.
Agora é hora de “ou mato ou morro”.
Fugimos para o mato ou para o morro?

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Participação do Brasil em Copas do Mundo

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Redução de ministérios

O novo primeiro-ministro da Índia, Narenda Modi, deu posse aos novos ministros.

Do número anterior de 70 ministros, sob o governo sempiterno Partido do Congresso da dinastia Nehru-Gandhi, a Índia passou a contar agora com “apenas” 46.

Uma redução, sem dúvida, mas…

Em Pindorama, alguns candidatos dizem que reduzirão o número de ministérios, dos atuais 39, para a metade.
Eu seguramente conseguiria compor uma administração federal com 18, mais um ministro extraordinário encarregado da Eliminação de Corruptos.
O trabalho deste poderia ser exercido nos campos de fuzilamento a serem instalados nas “arenas” da copa do mundo.

Touradas em Pamplona; rodeios no Brasil

De novo!!! Desta vez em Madri.

Nem vou escrever a respeito –

vou apenas colocar links para atualização ou para memória:

http://g1.globo.com/mundo/noticia/2014/05/touros-levam-melhor-e-deixam-tres-toureiros-feridos.html

http://correio.rac.com.br/_conteudo/2014/05/capa/campinas_e_rmc/177050-dez-municipios-da-rmc-mantem-rodeios.html

-=-=-==-

https://boppe.wordpress.com/2009/07/11/touros-em-pamplona/

https://boppe.wordpress.com/2010/07/28/nao-as-touradas-na-catalunha/

https://boppe.wordpress.com/2010/05/22/mais-touros/

Ah, quase deixava de lado: há movimento na Inglaterra para restaurar a caça às raposas.

Acho que em breve, em nome de “tradições”, podemos restaurar a queima de bruxas, o dilaceramento por cavalos, e outros “esportes” da Antigüidade.

No Brasil já teremos até mesmo estádios novos, ou melhor, arenas, para esse tipo de deleite popular.

Gladiadores já há de sobra no espetáculo de lutas cujo nome nunca descobri exatamente qual é, e nem me interessa saber. Sei que tem três letras, UFF, MMI, PQP, ou coisa assim.

Pesquisas, propagandas e esportes

Na semana passada, ligou-me uma pesquisadora que se identificou como de uma empresa que estava avaliando resultados das propagandas difundidas em estádios, televisões e outros meios, para o público que acompanha algum esporte.

Como eu estava de bom humor, resolvi aproveitar a oportunidade, e respondia sempre coisas que indicavam que propaganda faz mal à saúde. Tinha de improvisar algumas respostas, já que não assisto televisão.

Marca de cerveja? Cerpa (correndo o risco de que ela tenha anúncios nos jogos entre Remo e Paissandu).

Tênis? Até olhei para o solado de um dos que tenho hoje em dia.

Roupa esportiva? Dunlop (sempre me lembro de um belíssimo agasalho da Dunlop que não comprei na Espanha, há muito tempo atrás). .

Esportes que eu assisto? Rugby (há bons vídeos de jogos de rugby entre Nova Zelândia, Escócia e País de Gales no I-tube, se você não sabe).

Bebe refrigerante? Qual? Schweppes Citrus (a mais pura verdade – espero que nunca vire patrocinador de galãs de cuecas frouxas e coisas do estilo),

Empresa de aviação ligada a esportes? Avianca.

Automóvel que lembre algum esporte? Pajero (ué, fazer “trilha” não é esporte?)

Banco? Nessa hora eu bobeei e disse a Caixa, que recentemente assinou contrato com um time do East Side paulistano.

Qual o campeonato mais importante? Campeonatos estaduais.

País que deve ganhar a Copa de 2014? Não sei, mas certamente não será o Brasil, e a Argentina ficará em segundo lugar.    Nessa hora a pesquisadora não se conteve e deu risada.

E por aí, sempre contrariando a expectativa da pesquisadora. Não me lembro das outras perguntas.

Minhas respostas devem ter bagunçado a expectativa dos patrocinadores. Para mim a pesquisa significou alguns minutos de diversão.

A Copa de 2014

Este mês os brasileiros irão ficar de queixo caído, babando de inveja, com os estádios sul-africanos, perguntado-se: “Mas até lá os estádios são assim bonitos?”

De repente, no país da arquitetura mais maravilhoso da galáxia, dos decacampeões de futebol, de Pelé, Garrincha e do Maracanaço, o povo vai perguntar: “E nós vamos ter de abrigar a Copa de 2014 com nossos estádios furrecas como os que temos?”

Daí haverá todo um debate que irá ao Congresso Nacional, aos Tribunais de Justiça, ao STJ e ao STF, ao Tribunal de Contas. Mas logo haverá o impasse do IPHAN. “Lógico que o Maracanã tem valor histórico e não pode ser demolido nem remodelado.” Discussões com a FIFA, o Ricardo Teixeira consegue que Ivo Pitanguy faça cirurgias plásticas nas famílias de todos os conselheiros do IPHAN e eles decidem voltar atrás na decisão. Galvão Bueno e Zagallo também ganham suas plásticas, mas ficam irreconhecíveis para os telespectadores, pois as cordas vocais são afetadas durante o processo de anestesia.

Outro obstáculo: IBAMA / ICMBIO descobrem que a grama utilizada é uma espécie rara, em extinção, que tem de ser preservada. Grinpiss, WWF, SOS Mata Atlântica e outras organizações financiadas com verbas governamentais fazem passeatas para impedir a substituição dos velhos estádios brasileiros, afinal de contas, o conforto do público importa muito menos do que o habitat natural dos pulgões, ratazanas e baratas que moram nos palácios do futebol.

Dezembro de 2013 chega e tudo está emperrado. A solução é terceirizar a Copa de 2014 para o Paraguai, para felicidade das empreiteiras brasileiras.

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