Um blogue mal humorado, com aversão ao abominável modismo do "polìticamente correto" (hipòcritamente mal-resolvido). Blogue de um cético convicto, com a própria ortografia.

Posts marcados ‘estatística’

essa tal felicidade

O Brasil tem a maior taxa de transtorno de ansiedade do mundo
http://brasil.estadao.com.br/noticias/geral,brasil-tem-maior-taxa-de-transtorno-de-ansiedade-do-mundo-diz-oms,70001677247

 

O Brasil é o país mais depressivo da América Latina
http://saude.estadao.com.br/noticias/geral,brasil-e-o-pais-que-mais-sofre-com-depressao-na-america-latina,70001676638

 

Congresso do Brasil é um dos que mais trabalham
http://g1.globo.com/politica/noticia/congresso-do-brasil-e-um-dos-que-mais-trabalham-diz-lobao-em-dia-sem-votacoes.ghtml

 

Funcionários fazem baile de carnaval dentro de fórum
http://cbn.globoradio.globo.com/rio-de-janeiro/2017/02/23/FUNCIONARIOS-FAZEM-BAILE-DE-CARNAVAL-DENTRO-DE-FORUM-NO-RIO.htm

 

O Brasil é um dos 20 países mais felizes do mundo
http://fotos.estadao.com.br/galerias/cidades,onu-os-20-paises-mais-felizes-e-os-20-mais-tristes-do-mundo,24360

 

Pessoas mais inteligentes são mais felizes sozinhas
https://noticias.uol.com.br/ciencia/ultimas-noticias/redacao/2017/02/22/pessoas-inteligentes-sao-mais-felizes-sozinhas-diz-pesquisa.htm#comentarios

 

Resumindo:  o Brasil é um país de mentirosos e as estatísticas são feitas para comprovar aquilo que o pesquisador tinha em mente.

Aproveite o carnaval –  a taxa selic baixou!

 

medalhas per capita

Interessante, como princípio, essa matéria sobre “quadro de medalhas per capita”, do jornal do brasil:

http://www.jb.com.br/informe-jb/noticias/2016/08/18/quadro-de-medalhas-per-capita-seria-bem-diferente/

Só que eles se deram ao trabalho de montar a “estatística” com os dados que lhes convinham.

Fiji ganhou apenas uma medalha,
e tem só 890 mil habitantes,
portanto, 890 mil habitantes por medalha.

Sem dúvida, um resultado melhor do que todas as potências de que fala o artigo.

E assim, mais uma vez se constata que,
estatística existem para provar tudo o que se quer provar, é só saber escolher os dados.

Acredita nelas quem quiser.

 

pesquisas de opinião

Os tais institutos de pesquisa de opinião passam o tempo todo a errar, e a culpa é dos entrevistados, que segundo os “estatísticos” são volúveis.

Eles nunca admitem que as pesquisas são feitas apenas para confirmar os dogmas que eles pretendem divulgar, na suja tentativa de influenciar a opinião dos entrevistados.

Erraram feio nas eleições britânicas no ano passado, e agora também, na consulta popular sobre o BREXIT.

Institutos de pesquisa parecem economistas: são razoáveis para explicar o passado e péssimos para prever o futuro. Melhor consultar uma taróloga ou um pai de santo. Há mais chances de que eles não te culpem pelos erros na previsão.

 

lição grega

Não importa onde nem quando:

institutos de pesquisa sempre apresentam resultados que apóiem o interesse do patrocinador que encomendou a “investigação”.

Pouco importa o nome, se DataFalha, Vaca Populi, ou INGROPE (instituto grego de opinião e pesquisa).

A culpa pelo erro sempre é creditado à “marji di herro” (de 100% para mais ou para menos).

Aproveite e curta essa coleção de frases a respeito de estatísticas:

http://www.ufpa.br/dicas/cartao/fra-esta.html

 

eleições britânicas

Depois das eleições britânicas desta quinta-feira, alguém ainda acredita nos “analistas” e nos “institutos de pesquisa” ?

Erraram como nunca!

Depois das eleições britânicas desta quinta-feira, alguém ainda tem a cara de pau de defender o voto distrital como “mais democrático” ?

O UKIP teve 13% dos votos no país, e ficou com apenas uma das 650 cadeiras da Câmara dos Comuns.
13% de 650 = 84
1 em 650 = 0,15% .

Ah, 66% dos eleitores compareceram às seções eleitorais, apesar de o voto não ser obrigatório no país. Votaram por consciência, e não por obrigação.

Por falar em “analistas”, li de um comentário de que UKIP seria um partido da extrema-direita. Ahn?!!  Para a esquerda caviar, tudo o que não é “social” é de extrema-direita…
De outro, li que seria um partido populista.
O que dizer dos “trabalhistas” e outros “sociais-democratas” que inventam bôuça-voto para cativar eleitores, com as falidas políticas de welfare state? Eles não são populistas?
Quanto a sair desse gigante complicador chamado União Européia (cada vez mais desunida), pergunto o que as pessoas achariam se o Brasil pudesse sair (ontem) desse leviatã inútil chamado Merdoçul? Ou você cai na conversa de que ele é útil para o desenvolvimento do país?

Reformas eleitorais

Comecei a ler Soumission, de Michel Houellebecq.
É um romance que fala de um “futuro longínquo”, quando em 2017 os franceses têm no segundo turno de escolher entre o Front National e a Irmandade Muçulmana, depois do enfraquecimento dos pseudo-socialistas, e a falsa direita do Sarkoma (aquele marido de uma cantora italiana).

Bem, a primeira coisa que me vem à cabeça é que é um abuso essa coisa de “segundo turno”, em que uma minoria se torna maioria e oprime os outros todos.
Fazendo uma caricatura, com essa porcaria de sistema, muita gente que votaria em Bolsonaro acaba votando em Marina, “porque ela tem mais chance de ir ao segundo turno”, segundo as estatísticas do DataFalha.
Ou seja, a pessoa já vota pensando no segundo turno.
Isso é democrático?

Pois o cãodidato que ganhe com seus reles 25%, e pare de dizer que teve a maioria dos votos.
Já me contra-argumentaram que, no Chile, Allende foi eleito com 33% dos votos, contra Frei e Alessandri.
Sim, mas ele nunca veio com o blefe de que tinha a maioria, muito menos quando esse número é ponderado, levando em consideração apenas os chamados “votos válidos”.
Se houve crise no Chile não foi por conta da falta de segundo turno.

Outra coisa, que já disse antes:
eleições do poder executivo têm de coincidir entre si, para mandato de 5 anos, e dali a 2 anos e meio, as do legislativo servirão para que deputados e vereadores dêem apoio ou façam oposição a quem está no poder. O legislativo será a oportunidade para a população manifestar apoio ou rejeição ao executivo que foi eleito.
E o Senado? Oras, por favor, está na hora de se repensar essa instituição.
Podemos até ser generosos e dar a esses senhores senis um mandato de, digamos, seis meses, em sistema de rodízio com os deputados eleitos.

Do jeito em que estamos, polarizados e divididos artificialmente, por interesses dos partidos, em 2018 a disputa será entre radicais gayzistas da Bobo/Falha e os radicais seguidores de Feliciano com os amigos do Bolsonaro.
E qualquer um dos dois terá a petulância e descompostura de dizer que tem a maioria, mesmo que no primeiro turno tenha ficado com 22% dos votos.

Mais uma coisinha: financiamento de campanha?
Que palavrão é esse?
Os partidos são ricos o suficiente para fazerem as próprias campanhas, sem precisar de horário “gratuito”  no  rádio e na televisão, nem muito menos de “financiamento público para impedir doações de empreiteiras”, e só permitir as de Caixa 2.
Isso funciona, por incrível que “nossos” políticos queiram afirmar o contrário.
Pense nisso.

Por sua vez, alguns outros aspectos são necessários em uma reforma eleitoral que não seja sugerida pelos “representantes do povo”.
A primeira delas é restringir a reeleição ad infinitum. Há pessoas que só são políticos, nada mais, por toda a vida “útil”.
A segunda é acabar com as dinastias, tornando inelegíveis todos os parentes (inclusive cunhados, sogras, etc.)  de quem já ocupa cargo político.
Mais algumas: voto com comprovante impresso;
direito a voto apenas a quem não tem medo de ser fotografado;
extinção dos famigerados suplentes – morreu ou foi assumir outro cargo, fica a vaga até novas eleições;
impedimento de voto a condenados;
voto facultativo;
e, claro, o direito ao voto só pode ser concedido a quem pode responder criminalmente por seus atos.

Pena que a CF foi redigida e votada por políticos que foram travestidos de constituintes, apenas para satisfazer os interesses de partidos, sindicatos, ONGs e alguns outros lobbies, como o da OAB.
Você participou na constituiinte? Por acaso foi consultado se a referendava?
É a tal “constituição cidadã” que, há um quarto de século, querem que acreditemos como “salvação da pátria”. Está muito mais para uma saúva que destrói o país.

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