Um blogue mal humorado, com aversão ao abominável modismo do "polìticamente correto" (hipòcritamente mal-resolvido). Blogue de um cético convicto, com a própria ortografia.

Posts marcados ‘gastronomia’

churrasco

Um amigo comentou:

o brasileiro compra picanha, fica virando na grelha de um lado para outro, como se fosse bife, e depois se pergunta por que o churrasco argentino é TÃO diferente e melhor…

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Cabra duma figa

Sabe o que é isso?

2015-02-19 20h16m50 cabra duma figa

Simples, uma redução de aceto balsamico com açúcar, com creme de queijo de cabra, figo fresco salteado na manteiga e lâminas crocantes de batata doce fritas.

Pode chamar de “cabra duma figa”.

É uma entrada que comi em um bistrô aqui perto do apartamento, que antecedeu um filé ao molho do porto, com ratatouille e purê de mandioquinha (ou, como dizem alguns, batata baroa).
Se eu disser o quanto paguei pela refeição, vocês ficarão ofendidos com os preços baratos, abaixo de R$ 50,00 no total!
Aliás, não direito baratos, mas JUSTOS.
O chef-proprietário do bistrô tem uma característica raríssima: cobra o preço justo, e não os preços abusivos que caracterizam a maior partes dos estabelecimentos do tipo, preocupados com o “lucro brasil”, para enriquecerem logo e caírem fora do país que naufraga por conta desses “empresários” e por conta do público que adora pagar preços escorchantes, pois “fica bem com a galera” da ostentação.
Resumindo: não é explorador, como uns e outros restauranteiros que querem ficar ricos com a fome dos clientes.
Questão de comportamento.
Depois, alguns concorrentes vão lá para saber porque a “clientela cativa” deixou de freqüentá-los e passou a comer no botequistrô (boteco bistrô), já que, com sua equipe, também vende o melhor hambúrguer de todo o Cerrado.
Ser Classe A é saber pagar pouco, não “uzói da cara” para fingir que dinheiro lavado torna alguém mais rico.

O mais interessante dessa entrada, o “cabra duma figa”, é que contém os cinco sabores: amargo, ácido, salgado, doce, e umami, que, para quem não sabe, é o quinto sabor.
O crocante da batata apresenta os sabores salgado e amargo, que resulta da queima do carboidrato.
O figo é a porção doce do prato.
O queijo de cabra é amargo, salgado, contém intensidade e pungência no sabor.
O aceto balsamico é ao mesmo tempo doce e ácido.
Eles se complementam e casam, elevando o sabor de cada um.
Na confluência desses quatro sabores, estes elevam-se do prato a ponto de culminar em um prazer gastronômico e desmascara o quinto sabor, o umami.
O umami, mais conhecido por nosso familiar glutamato monossódico, é sentido nas papilas do fundo da língua, e concentrações desse sabor podem ser obtidas em alimentos como queijão parmesão envelhecido, algas marinhas, tomate e alguns tipos de carne.

O proprietário-chef trabalha com a ficha técnica de preparação, que é ensinada nas escolas de gastronomia para se avaliar o custo de cada prato, mas que é solenemente ignorado pelos empresários do lucro-brasil.
A ficha técnica calcula direitinho os preços cobrados. Falarei mais sobre esse assunto em outros post aqui no blogue.
Justamente porque, como já antecipei acima, a maioria dos restaurantes acredita que cliente não tem noção alguma dos preços dos elementos que compõem um prato. Ledo engano. Temos de explorar esse “calcanhar de aquiles” dos “chefs” que, por exemplo, usam e abusam do tal “menu degustação”, para subsidiar suas (deles) viagens de turismo em que copiam o que vêem, e fazem compras de roupas e bebidas para revender aos incautos. Salafrários em todos os sentidos – tentam também enganar no paladar.

o lucro-Brasil – parte 2

Domingo fui almoçar em um lugar que tinham me indicado.
Paguei reles 103 reáu por um armôsso de dois pedaços de carne enrolados no toicinho  (bêico, sem cedilha),
no molho de uísque paraguaio, servidos com risoto (arroz sujo de tomate), em um prato branco quadrado (comme il faut).
Até que não foi aí o mais caro – reles 50 reáu, (dá para comprar um boi, e fazer os tais medalhões
(medalhões são os que freqüentam esses lugares chiquetérrimos).

Vinhos, todos na faixa de cem reáu a trocentos reáu.
Eu compro aqui na loja ao lado por 30 os mesmos.

Tomei um treco qualquer, que não descobri que gosto tinha, em teoria feito com cachaça.

A água caxambü (com biquinhô) até que estava boa, no ponto, e a R$ 4,00 a garrafa de meio-quarto de litro.

O pior mesmo foi a sobremesa – dois pedaços de chocolate multi-raciais  – gelados,
mais doces do que rapadura.
Desde quando a cozinha “contemporânea”  aceita essas coisas arqui-meladas?

O ambiente é bonitinho,
tem uma piriguete de preto para te receber (a famosa hostess, que empesteia todos os restaurantes, para lhes dar status),
e um monte de garçons rodando no lugar feito barata tonta.
Um pior do que o outro.
É para pagar o salário desses aí que o “empreendedor” arranca o dinheiro dos clientes.

Não pedi café, porque a conta provavelmente subiria para $ 180.

Um bando de gente besta se endividando para exibir para os outros, no instagram,
que foi passar o domingo em um lugar “renomado”.

Jabuticabas, açaí, cachorros e feijoada

Já escrevi mais de uma vez e repito:

Jabuticaba não é fruta exclusiva du braziu.
Existe como  yvapurú no Paraguai e também guapurú na Bolívia.

Açaí é encontrável em todos os países do norte da América do Sul, inclusive no Panamá (que é istmo, e não parte da América Central).

Por que?
Simples. plantas não sabem onde existem fronteiras desenhadas por bípedes desplumados.

Tampouco outros animais conhecem essas linhas.
Por isso, por exemplo, no Rio Grande do Sul as campanhas de vacinação de cachorros têm de ser combinadas com os uruguaios (e não com os russos).
Cachorros não sabem ler as placas de fronteiras (mesmo que façam o Pronatec).

Antes que me esqueça: a feijoada não foi inventada nu braziu, pois desde a Idade Média já era registrada a existência do cassoulet no Languedoc,
que é mais antigo do que o encontro de portugueses e africanos no litoral da Guiné.
Ou o prato “tìpicamente” brasileiro necessàriamente tem de ser com feijão preto, apesar de todos os outros ingredientes coincidirem com a “nóça fejuada” ?

Lendas urbanas ufanistas cansam.

djapanízifuddi

Almocei ontem em um desses trecos de djapanízifuddi que abundam pelo braziu.
Que troço sem graça.

Qualquer um é a mesma coisa.
Aquela algazinha enrolando um pouco de arroz, um monte de cream cheese para quem gosta de estragar comida,
um pedaço de isopor tingido de cor de salmão, criado em “fazenda”,
ou algum outro pedaço de peixe cru.

Não parece nada com a comida japonesa que eu comia na casa da Taeko-san,
na década de 70.

Se qualquer bolinho de carne hoje em dia é chamado de comida libanesa,
comida japonesa é sinônimo de isopor com requeijão, molho de soja e raiz forte (que eles gostam de chamar de wassabi, como se fosse a mesma coisa).

Olha, em Goiânia ainda dá para encontrar um ou outro lugar com comida com mais jeito de tradicional.
Comida quase típica de um país.
Aqui em brazylha, até cachorro quente conseguiram estragar.
A podridão du pudê se espalha por todos os setores.

Pior, porém, é restaurante xineis.
A gente precisa tapar o nariz na hora de passar na frente de um deles…
Indisfarçável fedentina de resto sendo servido aos comensais.
A preços de Paris, claro.

açougue para vegetarianos

Uma prima disse que vai a Montevidéu nos próximos dias
e eu me lembrei do Mercado del Puerto.

Bem, fui ao tripas-aí-vai-sô, e encontrei comentários de gente pobre metida a,
imagine só,
“jêntchi!”

Podem checar
http://www.tripadvisor.com.br/Attraction_Review-g294323-d314229-Reviews-Mercado_del_Puerto-Montevideo_Montevideo_Department.html

um bando de babacas da pior categoria opinando sobre os restaurantes do mercado, com coisas do tipo:

vegetarianos, fujam!
desagradável e muito perigoso (não há UPPs em Montevidéu!)
cheiro de fumaça (ele pensava que fosse fumaça de maconha, e ficou decepcionado com a fumaça de carne assada)
não tinha pizza (típico comentário de paulistano)

bem, como eu queria dizer a esses comentaristas:
procure sua raçãozinha de purina e pare de rosnar.

O mundo é um lugar muito chato, quando há vegetarianos por perto defecando seus cocôs de vista!

Lembrei de uma matéria que saiu uma vez em jornal europeu, em que algumas pessoas reclamavam que “the beach was too sandy“.
Quem não quer carne, que vá fazer turismo em um restaurante indiano.
Quem quer comer feijoada, não a procure em restaurante japonês.
Difícil é ensinar essas obviedades para quem se julga “jêntchi”.

Pior ainda é o trip-advisor não selecionar os comentários desses hanaufábétykqos da classe M-.
Perde a credibilidade, como aquela que foi atirada no lixo pelo mais conhecido guia de viagens do Brasil.

Esses pseudo-turistas querem ser respeitados? Pois então que respeitem as características dos lugares que visitam.

Não sejam inúteis “ativistas” como as mulheres feias do femen, que só sabem tirar os peitos para fora em igrejas cristãs, mas nunca têm coragem para fazer protestos nos “países muçulmanos amigos”.

 

Panelas

Quando os cientistas de todo o mundo deixarão suas torres de marfim, onde vivem em redomas de cristal com bordas de ouro,
e perceberão que é necessário inventar PANELAS DESCARTÁVEIS?

Ou eles ainda não se deram conta de como é desagradável ter de limpar panelas sujas, e de quanta água é desperdiçada nesse procedimento?
Perdem tempo com naves que levam tratorzinhos para um cometa qualquer, ficam bisbilhotando o que há no DNA da micro-bactéria da preguiça, e não cuidam de coisas mais prementes, relevantes e persistentes.

cientistas inúteis…

 

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