Um blogue mal humorado, com aversão ao abominável modismo do "polìticamente correto" (hipòcritamente mal-resolvido). Blogue de um cético convicto, com a própria ortografia.

Posts marcados ‘genocídio’

países caga-regras

Existem países ricos especializados em tentar impor regras para os outros, fingindo que nunca estiveram envolvidos em nada herado.

Mais uma vez a regra se comprova:

Apesar de criticar desmatamento, Noruega é dona de mineradora denunciada por contaminação na Amazônia

Estado holandês é condenado por massacre de Srebrenica

Isso, apenas nesta semana.
Sobram ainda muitos e muitos fatos mais antigos, como Ruanda, Sudão do Sul (e Sudão do Morte), Somália, Líbia,

Assim caminha o mundo, desde a epopéia de Gilgamesh…

 

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Genocídio Armênio

Por que não podemos ignorar nem esquecer o genocídio armênio:

 

http://genocidioarmenio.com.br

 

Temos pois de lamentar a omissão de países como Estados Unidos, Israël e Brasil.

 

 

Iugoáfrica, ou Zululândia

Escrevi mais de uma vez que a África do Sul será a nova Iugoslávia, fragmentando-se com guerras entre as etnias, e fazendo aquilo que o mundo tão bem conhece: genocídios.

O recomeço de conflitos entre zulus e estrangeiros são apenas o pontapé inicial.

Ruanda

Agora virou mania falar dos 20 anos do massacre em Ruanda.
Dá status de entelequituau a pessoas que comentam: onde estava a ONU? o que fizeram a França e a Bélgica?

Pois eu pergunto:
onde estavam Bono (MALO), Sting, Madonna, e outros grandes nomes do cachê internacional?
Mais ainda: o que fez Bob Geldof, aquele do LiveAid Africa, cuja filhinha SOCIALITE se matou esta semana?

Não lembraram de fazer nenhum showzinho para arrecadar milhões de dólares em nome de ajuda humanitária…
(10% para ajuda a algum grupo de amigos, 90% para os “custos do espetáculo”).

Artista bom é aquele que não faz política.
O resto é picareta.

Quanto à ONU, já disse trilhões de vezes: é o maior cabide de empregos do mundo.

 

 

dia de Zumbi

Dia 20 de novembro, feriado em vários municípios para celebrar Zumbi dos Palmares.

Figura histórica um tanto polêmica. Muito mais para traidor do que para herói. Algo normal na história do Brasil, que hoje em dia cultua Luís Carlos Prestes e Lampião, só para citar dois casos de bandoleiros famosos. Os Billy the Kid brazucas.

Reproduzo alguns parágrafos encontráveis na Wikipedia, embora muitas outras fontes digam o mesmo:

Alguns autores levantam a possibilidade de que Zumbi não tenha sido o verdadeiro herói do Quilombo dos Palmares e sim Ganga-Zumba: “Os escravos que se recusavam a fugir das fazendas e ir para os quilombos eram capturados e convertidos em cativos dos quilombos. A luta de Palmares não era contra a iniquidade desumanizadora da escravidão. Era apenas recusa da escravidão própria, mas não da escravidão alheia.[…]”

De acordo com José Murilo de Carvalho, em “Cidadania no Brasil” (pag 48), “os quilombos mantinham relações com a sociedade que os cercavam, e esta sociedade era escravista. No próprio quilombo dos Palmares havia escravos. Não existiam linhas geográficas separando a escravidão da liberdade”.

Segundo alguns estudiosos Ganga Zumba teria sido assassinado, e os negros de Palmares elevaram Zumbi a categoria de chefe:

“Depois de feitas as pazes em 1678, os negros mataram o rei Ganga-Zumba, envenenando-o, e Zumbi assumiu o governo e o comando-em-chefe do Quilombo”4

Seu governo também teria sido caracterizado pelo despotismo:

“Se algum escravo fugia dos Palmares, eram enviados negros no seu encalço e, se capturado, era executado pela ‘severa justiça’ do quilombo.

Zumbi é considerado um dos grandes líderes de nossa história. Símbolo da resistência e luta contra a escravidão, lutou pela liberdade de culto, religião e prática da cultura africana no Brasil Colonial. O dia de sua morte, 20 de novembro, é lembrado e comemorado em todo o território nacional como o Dia da Consciência Negra.”

Escravidão no Quilombo dos Palmares

Apesar de representar uma resistência à escravidão, muitos quilombos contavam com a escravidão internamente. Esta prática levou vários teóricos a interpretarem a prática dos quilombos como um conservadorismo africano, mantendo as diversas classes sociais existentes na África, incluindo reis, generais e escravos.

Para alguns estudiosos, no entanto, a escravidão nos quilombos não se assemelhava à escravidão dos brancos sobre os negros, sendo os escravos considerados como membros das casas dos senhores, aos quais deviam obediência e respeito.Semelhante à escravidão entre brancos, comum na Europa na Alta Idade Média.

A prática da escravidão nos quilombos, como a praticada por Zumbi, tinha dupla finalidade:

– a primeira, de aculturar os escravos recém-libertos às práticas do quilombos, que consistiam em trabalho árduo para a subsistência da comunidade. Já que muitos dos escravos libertos achavam que não teriam mais que trabalhar; e

– a segunda, que visava diferenciar a população do quilombo, em:

a) aqueles que chegaram pelos próprios meios. Escravos fugidos, que se arriscavam até encontrar um quilombo. Sendo, neste trajeto, perseguidos por animais selvagens e pelos antigos senhores. Ainda, correndo o risco de serem capturados por outros escravistas, e em

b) aqueles trazidos por incursões de resgates. Escravos libertados por grupos quilombolas que iam às fazendas e vilas. Estes ficavam sob um regime de servidão temporário à algumas casas mais antigas, até se adaptarem à rotina do quilombo e poderem ter suas próprias casas.

Matéria assinada no Estadão trata da lei que obriga o ensino sobre África nas escolas. Link disponível no início da linha.

Pergunto se esse conteúdo “didático” contém as mentiras históricas de que os “brancos” entravam no interior do continente para “caçar negros”, ou se conta a verdade de que os escravos eram comercializados por reis africanos, em entrepostos no litoral, onde a “mercadoria” era vendida tanto para árabes (Oceano Índico) como para europeus (Oceano Atlântico). Os europeus só começaram a se estabelecer no interior da África no século XIX. Isso é mais do que comprovado. Primeiro os franceses na Argélia, em seguida os bôeres penetrando no sul da África, a partir do litoral que ocupavam, estabelecendo suas pequenas repúblicas no interior, enquanto os ingleses passavam a ocupar as regiões costeiras. A famosa partilha da África entre as potências européias só se deu no final do século XIX, quando o Império Otomano já estava em declínio e em retrocesso no Norte do continente.

O maior inimigo dos negros foram os negros de outras etnias. Isso ainda continua a ser verdade, basta ver as guerras em todos as partes do continente. Nigéria (desde Biafra até os recentes massacres de cristãos por muçulmanos), Burundi, Ruanda, Etiópia, Moçambique, Angola, Guiné-Bissau, etc., etc., etc., etc., etc., etc., etc., etc., etc..  Aliás, se for para fazer um retrospecto, os escravos etíopes que havia no antigo Egito já eram relatados há milênios.

Será que isso tudo é ensinado nas aulas sobre África nas escolas brasileiras?

Será que Zumbi é o herói que os brasileiros de cor de pele negra merecem? Bem, se for como Macunaíma para os brasileiros de pele branca, então pode ser que seja válido. Acho, porém, que os brasileiros merecem heróis com caráter, independentemente da cor da epiderme.

Essa história feita de estòrinhas revanchistas e “revisionistas” poderia ser um pouco mais séria e ter um pouco mais de pesquisas.
Aliás, é sempre bom lembrar que as práticas escravocratas surgiram há aproximadamente 11 mil anos, quando teve início a ocupação de pessoas com agricultura regular. Só começaram a ser questionadas no século XVIII, com o Iluminismo. Não fossem os filósofos europeus, a escravidão seria ainda vista como algo natural em todo o mundo.

Por falar nisso, é bom rever a entrevista de Morgan Freeman sobre “mês da história negra”, e outras mais:

http://youtu.be/qAQneXfkZFk

http://www.youtube.com/watch?v=qAQneXfkZFk&feature=youtu.be

Quando se comemora o dia da consciência nipo-brasileira? E o  do árabe-descendente? Ou do greco-brasileiro? Sem deixar de mencionar, é claro, o dia do ítalo-brasileiro.
Eles não contam? Só os “negros” que, na maioria, são originários da miscigenação com os antigos lusitanos?

Fosse feita uma pesquisa entre os “negros”, teríamos um porcentual de descendentes de europeus maior do que a “mestiçagem” propalada dos”brancos”, afirmada por ociólogos e antropo-ilógicos, sem análise que ultrapasse a amostragem da população brasileira da primeira metade do século XIX.
Esses “intelectuais” aí querem tanto falar de “mestiçagem”, mas são favoráveis ao levantamento de um “muro” separando etnias no Brasil. Bem típico de certos grupos políticos.
Muitos deles afirma(ra)m que “todo brasileiro tem um pé na senzala”. Esquecem, porém, que “todo brasileiro tem um pé na sala”, se a “mestiçagem” é tão categórica.
Se há tantos mestiços, é claro que descendem de um grupo E de outro, às vezes mesmo de três, levando-se em conta avós.
Eu mesmo tenho avós e bisavós de quatro diferentes nacionalidades, origens e costumes, além de continentes diferentes. Todos abrasileiraram-se e eu sou exatamente isso: brasileiro, e gosto desse adjetivo. Um de meus avôs era tão pobre que em sua certidão de batismo constava que “deixavam de ser cobrados os emolumentos paroquiais, dada a condição financeira da família“.
Um dos bisavôs (de outro ramo) era de família que tinha vindo fazer aquilo que hoje em dia se chama “trabalho degradante semelhante a escravidão”. Dívidas em cima de dívidas contraídas por patrão trambiqueiro, embrulhão e tudo mais. Se a família dele era pobre no início, ficou mais pobre depois de trabalhar com esse patrão.

Ah, só para deixar claro: o assunto aqui é Zumbi, o herói sem nenhum caráter, irmão de Macunaíma.
Não estou a falar de cotas, nem de bolsas, nem de políticas de inclusão. Isso é uma outra conversa MUITO diferente.

Carta a um primo

Meu caro primo aí de Piracicaba,

Como se diz no mais puro dialeto goiano,

decha ti contá uma coisa procê, sô:

– estou lendo um livro meio chato e meio muito interessante sobre a tal da Idade Média.

É aquela que durou mil anos, não aquela outra em que há muito tempo estamos, da Meia Idade.

O autor assinala que o tanto que se fala mal da Idade Média é por preconceito e, sobretudo, por falta de pesquisar fontes históricas da época, e não fofoquinhas de autores renascentistas e barrocos, que tinham todo o interesse em falar mal da tal Idade Média.

Bem, como disse, o livro é meio chato. Mas está sendo espetacular, porque no ano que vem, quando eu for a Bizâncio (acho esse modernismo de constantinopla, ou essa coisa de istambul deploráveis), vou saber muita coisa sobre o antigo país, que os guias turcos certamente preferirão omitir. Vô çabê uns trem qui us turista num çábi.

Só uma dica: quantas pessoas foram mortas nas atrocidades de toda a Idade Média (mil anos)?

Quantas pessoas foram mortas nas atrocidades do maravilhosa e sublime século xx (xixi), que na verdade se restringiu mais ou menos de 1910 a 1990?

Pois é, já dá para ver quem são os bárbaros, os atrasados, etc…

Pelo restabelecimento da Idade Média, pelo fim da eletricidade (a lâmpada elétrica foi a pior invenção da história do mundo, porque alterou o ciclo de sono da maioria dos animais e vegetais), pela valorização da arquitetura gótica, muito mais expressiva do que as bobagens que foram feitas no século xixi.

abraços primatas (coisa de primo para primo)

Idade Média (mil anos de trevas – de 350 a 1450)

Século XX (época das luzes – 1901 a 2000)

Guerra dos Cem Anos – 1337-1453

I Guerra Mundial (16 milhões de mortos)

Hitler (II Guerra e genocídio judeu)
II Guerra Mundial (60 milhões de mortos)

inquisição 1184-1798 (menos de 10 mil execuções)

genocídio judeu (13 milhões de mortos)

torturas cruéis

guerra civil em Serra Leoa 1991-2002 (50 mil mortos, mais o corte de braços de milhares de crianças)
Stálin (12 milhões de mortos)
Mao Tsé-Tung (11 milhões de mortos)
Pol Pot e o Khmer Vermelho 1975-1979 (2 milhões de mortos)

cruzadas – séculos XI, XII e XIII

bombas atômicas atiradas sobre civis em Hiroxima (140 mil mortos imediatamente) e Nagasáqui (80 mil mortos imediatamente)
genocídios recíprocos de hutus e de tutsis em Ruanda (1994) e em Burundi (1993) (1.200.000 mortos, sem contar os mutilados, que tiveram as pernas cortadas)
genocídio armênio em 1915 (2 milhões de mortos)
guerra e fome de Biafra 1967-1970 (2 milhões de mortos)
genocídio de bósnios 1992-1995 (30.000 mortos)
guerra e fome da Somália de 1991 até hoje (1,5 milhão de mortos)
fome na Etiópia 1958: 100 mil mortos; 1983-1985: 400 mil mortos
guerra e fome em Bangladesh 1971 (3 milhões de mortos)

peste negra (bubônica) 1348-1350 (25 milhões de mortos na China e 75 milhões de mortos na Europa)

gripe espanhola 1918-1920 (50 milhões de mortos)
aids (30 milhões de mortos) (desde 1983)

cólera

cólera (2 milhões de mortos – século xx), malária, vaca louca, sars e outras epidemias de menor impacto

Robin Hood

Pancho Villa, Lampião e tantos outros bandidos

arquitetura românica, arquitetura gótica, arquitetura bizantina

arquitetura fascista, arquitetura stalinista, arquitetura niemeyeriana

canto gregoriano

funk, hip-hop, axé, sertanojo

mosaicos, murais, pinturas

cubismo, “arte moderna”, pichações

exorcismos

exorcismos televisivos

expansão islâmica

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