Um blogue mal humorado, com aversão ao abominável modismo do "polìticamente correto" (hipòcritamente mal-resolvido). Blogue de um cético convicto, com a própria ortografia.

Posts marcados ‘Getúlio Vargas’

direita esquerdista

O editorial do estadinho é um assombro:

http://opiniao.estadao.com.br/noticias/geral,a-volta-do-populismo,10000087697

 

Populismo é dizer que os pobres e os vagabundos do bolsa-isso bolsa-aquilo (inclusive bolsa-anaro) terão os mesmos direitos do que quem trabalha e produz, algo muito diferente do que seria assistência social para elevar o padrão das pessoas.

Populismo é manter sindicatos, é o sistema que o brasil (letras minúsculas) conhece e reproduz desde a ditadura getulista e a bostituição polaca de 1937, sem falar das câmaras municipais caras e inúteis, que corroem mais de 5700 municípios, fruto da demagogia de 1988, tão enaltecida por esse jornal que quase ninguém mais lê.

Isso a enpreimça não consegue mais enxergar, tal sua miopia estrábica.

 

as manifestações de 13 de março

Tive de rir quando li a lista de locais escolhidos para as manifestações anti-corrupção-dilma-pt no dia 13 de março.

Águas de Lindóia:  Praça Ademar de Barros – kkkkkk
Recife: os “coxinhas” se reunirão em frente à padaria de Boa Viagem – proposital  ou ato falho?
Londrina: lutará contra o conluio governos-empreiteiras na Avenida JK – santa ingenuidade, Robin.

várias cidades lutarão “pela demo-cracia” na praça Ditador Entulho Vacas.

É para rir ou para chorar?

Brésil? Ça n’est pas sérieux. 

 

terceirização

Toda essa pancadaria nas ruas a respeito da chamada terceirização, me fez pensar algo muito recorrente:

Mussolini e Getúlio ainda não conseguiram entender como a “esquerda” brasileira é dominada pelos sindicatos, se eles justamente eram o braço forte do fascismo.
Chega desse ranço das guildas medievais.
Chega de imposto sindical.
Chega de unicidade territorial. Por exemplo – que os bancários do laranja possam se organizar separadamente dos bancários do vermelho ou do amarelo, que os rodoviários da viação azulzinho possam se organizar separadamente da empresa marronzinha.
Engraçado, os ídolos dos “esquerdistas” são os fascistas da década de 30.

E para quem acha estranho uma empresa contratar outra, para execução de algumas tarefas, lembro dos “grandes impérios” do passado, como Matarazzo.
Faziam tudo, os produtos, as embalagens, a distribuição, etc etc etc.
No dia em que quebravam, eram milhares de pessoas sem trabalho, sem condições de recolocação rápida.
A cadeia produtiva inteira, da fazenda ao posto de venda, se desmantelava. Acho que é disso que os sindicalistas tupiniquins sentem saudade.

Quanto àquela lenga-lenga de “direitos trabalhistas”, é só lembrar que “cinicalista” não trabalha, sustentado pela “contribuição” compulsória de um dia de trabalho de todos os outros, mas tem contada essa mamata como tempo para aposentadoria…
Deve ser por isso que a “esquerda” adotou os métodos e pensamentos fascistas.

 

 

A “jovem demo-cracia”

Estou cansado. Farto. Não agüento mais ler “analistas” comentando que “nossa frágil democracia ainda é muito jovem; precisa amadurecer e se fortalecer”. “Ainda vivemos a infância democrática.”

Nova?
Já tem mais de 18 anos.
Pode muito bem ir para a prisão.
Já é dimaió!
Se é assim, tão pequeninha e indefesa, depois de quase 27 anos da ditadura da constituição redigida em golpe político, que sucedeu a eleição indireta de 1985, nunca chegaremos mesmo à idade adulta.
Apesar de ter sido escrita por esquerdopatas universi-otários, esse artigo refuta a idéia:

Uzanalista que falam da “frágil democracia” são daquele estilo de pais que mantêm filhos em casa até os 40 anos, quando terminado o pós-doutorado vai procurar o primeiro emprego. Pecam pelo excesso de proteção à ninhada.

Depois da ditadura de Floriano Peixoto, em 1891, até o golpe de 1930, tivemos ainda os quatro anos do estado de sítio sob Artur Bernardes.
1930 – 1891 = 39; 39 – 4 = 35 anos de Primeira República.

Artur Bernardes governou seus 4 anos de mandato com o país em estado de sítio. No entanto, nunca é lembrado como um ditador. Meu avô e minha avó nunca esqueceram o que ele ordenou fazer em São Paulo em 1924, quando  houve uma reação contra os desmandos daquele ditador civil.
Os estoriadores, ociólogos, e outros “estudiosos” não gostam de falar desses períodos, porque vai complicar os princípios ideológicos que eles inculcam na cabeça do povo que eles “educam”.
Do final da ditadura de Getúlio, em 1945, até 1964, foram apenas 19 anos de um período com uma constituição que dava autonomia a Estados e municípios para legislarem sobre seus próprios assuntos, inclusive o mandato de seus governantes.
Dutra e Juscelino completaram seus mandatos. Jânio não o fez porque não o quis – tentou um golpe à de Gaulle e fracassou.
Apesar de crises – Getúlio x Lacerda, posse de Juscelino, renúncia de Jânio, governo de Jango – ninguém chamava o Brasil de “jovem democracia”.

De 1964 até 1985, foram 21 anos de um regime de exceção, onde, contudo, havia eleições legislativas pluralistas (inclusive com as famigeradas sub-legendas que hoje em dia pululam sob outra roupagem). Isso nunca ocorreu em “democracias populares” do padrão soviético, cubano, chinês, norte-coreano, e outras que usam o “sistema de lista única”. Era uma regime de exceção, mas não ditadura no sentido exato.

Se esses 26 anos não são suficientes para consolidar “a jovem demo-cracia” (o governo do demo) é porque temos políticos incomPeTentes a quem lhes falta maturidade sobre o que significa alternância de poder. Crianças que não querem compartilhar os brinquedos.

O Lula é uma obra da USP (intelectuais da esquerda festiva) e da classe artística perversa.
Como sempre digo a meus amigos, o PT é filho bastardo do casamento de tucanos de alta plumagem com cardeais da Igreja Católica.
Nada mais parecido com o que havia na Idade Média.

-=-=-=

Curioso que, no artigo cujo link inseri acima, falam da Omissão Nacional da Verdade, ou Comi$$ão Nacional das Indenizações.
Mas, sempre me pergunto se esses defensores dos deretchus dus manu explicam o que faziam os “coitadinhos” que “tombaram” na “defesa de seus ideais”.
Que ideais?
Roubar bancos?
É o mesmo de hoje. Quem explode caixa eletrônica é rotulado de vítima da sociedade, que protesta contra os lucros dos banqueiros e os horrores do capitalismo.
Os heróis da CNV tanto são os menores estupradores de hoje como os da turma do Araguaia.
(eu me lembro das pichações a favor da guerrilha – ou melhor, do genocídio – no Araguaia, nas paredes do banheiro da faculdade, na primeira metade da década de 70)
Que tal compararem o Brasil de 1970 /1980 com ditaduras de verdade – a Romênia socialista de Ceausescu e o Chile fascista de Pinochet?
Ditaduras.
Tal qual Cuba, Coréia do Norte, Angola e outros países hoje em dia, ou Itália e Alemanha de 1930/1945, a Espanha franquista.
Diferente do que era o Brasil de 1964 a 1985.
Aqui havia congresso funcionando, com deputados eleitos diretamente, inclusive com uma coisa chamada sub-legenda, que funcionava como os partidos “nanicos” de hoje, siglas de aluguel. Não era coisa de partido único, como nas ditaduras.
Eleição presidencial indireta não é sinônimo de ditadura (haja vista tantos países no mundo onde esse modelo de eleição ocorre), e tem menos mutretas do que a escolha de primeiro-ministro em vários países parlamentaristas.
Houve políticos cassados? E você não gostaria que hoje em dia milhares de políticos cassados, novamente? Duvido que dia não.
Se uzanalista não consideram ditador Artur Bernardes, por que Geisel ou Figueiredo o eram?
(Ah, os vizinhos de meus avós não tiveram direito a indenizações por conta das perdas materiais que sofreram com os bombardeios e saques militares em 1924.)
De qualquer modo, fico feliz em ver que a turma do esquerdismo festivo das universidades já começa a admitir que “nóça demo-krassía tá madura“.  Só falta recolher e jogar na lixeira assim que apodreça.
Repito: esse pessoal da “frágil democracia” parece aquelas famílias que mantêm as “crianças” de 40 anos em casa, sustentando-os até que tenham concluído o pós-doutorado e comecem a ficar aptos para a vida real.

Omissão da Verdade

Um grupo que se reúne para falar dos “excessos” a partir de 1946, mas esconde toda a podridão do queridinho Getúlio, só pode mesmo ser chamado de Omissão Nacional da Verdade.

Quando é que vão trocar todos os nomes de ruas e prédios públicos que têm o nome daquele ditador fascista?

Esqueci, fascismo e “socialismo” são almas gêmeas, faces da mesma moeda.

Leis trabalhistas

A candidata de uma das várias sublegendas da esquerda, a do coque, disse que “não vai alterar as leis trabalhistas“.

Que pena.

Mais um motivo para eu não votar nessa pessoa que muda de partido como quem muda de colar.

Uma das principais tarefas de um governo sério, algo que talvez nunca conheceremos, seria desmontar o emaranhado de leis fascistas, iniciado por Getúlio, que estimulam o sindicalismo pelego, premiam maus empregados, e punem com uma super-carga tributária os empregadores que levam as obrigações a sério (o que não é o caso de gigantes do empresariado, sobretudo na esfera da enpreimça e dos clubes desportivos) . País do jeitinho, deplorado por juristas e economistas que não fazem parte do “aparelho” socialista.

Os que fazem parte do “aparelho” costumam dizer que fascistas são as pessoas que pensam e trabalham sem o “porcoativismo”  que sustenta atravessadores, como sindicatos e ordens medievais.

Osvaldo Aranha

Estava ontem tomando café e conversando com uma amiga, quando ouvi, em uma mesa “a léguas de distância”, alguém esbravejando um chavão comum nos últimos dias:

“Israel esqueceu que foi Osvaldo Aranha que criou o país?”

Calma, não se exalte ilustre brasileiro patrioteiro quadrienal!
Osvaldo Aranha não tirou da cartola, como um mágico, uma proposta de criação de um estado judeu no Oriente Médio e deixou o público na ONU estupefato.
Decisões em reuniões internacionais multilaterais são prèviamente conchavadas por vários participantes, e o texto final, não raras vezes, é levado à aprovação por consenso ou por aclamação, sem a necessidade da realização de contagem de votos.
Ou alguém acredita que “potências ocidentais” não tinham combinado com a delegação brasileira o que seria proposto?
Sem desmerecer a diplomacia brasileira – da época – mas não houve qualquer tipo lampejo de Osvaldo Aranha, como indivíduo, na resolução que criou o Estado de Israel. Mesmo porque os documentos que o diplomata assinou durante o período getulista eram abertamente anti-semitas, como a política fascista que dominou o Brasil de 1930 a 1945. Ele não havia pessoalmente mudado de posição, mas o mundo havia feito a política externa brasileira tomar outro rumo. Assim trabalham os servidores de carreiras de Estado, e assim são as negociações em reuniões internacionais.

Voltando ao patrioteiro quadrienal, que certamente deve muito bem conhecer a frase de Garrincha, em 1958: Osvaldo Aranha já tinha combinado com os russos, e também com os americanos, os franceses, …

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