Um blogue mal humorado, com aversão ao abominável modismo do "polìticamente correto" (hipòcritamente mal-resolvido). Blogue de um cético convicto, com a própria ortografia.

Posts marcados ‘Goiânia’

Lembrete

Adesivos que encontrei em alguns lugares de Goiânia:

 

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Conheço um montão de gente que reclama da corrupção, mas que vive pedindo favores a políticos…
Creem-se mais ónéstus do que uzómi…

 

 

 

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Ingrêis nóis dumina

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Neim u gúgou transleito com ségui cê taum ruym.

Purtugays he huma lengua muinto deffisiu

Funcionária de livraria é baleada durante assalto

O Popular
Redação
06/02/2014 14:49

Uma funcionária de uma livraria foi baleada no abdômen, na tarde desta quinta-feira (6), na Avenida Indecência, no setor Aeroporto, em Goiânia. Segundo a Polícia Militar (PM), duas pessoas não identificadas, entraram na livraria e deram voz de assalto. A vítima se mexeu e um dos criminosos atirou.

Ainda de acordo com a polícia, a dupla fugiu levando R$ 15 mil. A vítima foi encaminhada para o Hospital de Urgência de Goiânia (HUGO). A polícia não tem pista dos autores.

-=-=-=-=-=-

Tá ssértu; isqrevê Avenida Independência dá muito trabalho…

djapanízifuddi

Almocei ontem em um desses trecos de djapanízifuddi que abundam pelo braziu.
Que troço sem graça.

Qualquer um é a mesma coisa.
Aquela algazinha enrolando um pouco de arroz, um monte de cream cheese para quem gosta de estragar comida,
um pedaço de isopor tingido de cor de salmão, criado em “fazenda”,
ou algum outro pedaço de peixe cru.

Não parece nada com a comida japonesa que eu comia na casa da Taeko-san,
na década de 70.

Se qualquer bolinho de carne hoje em dia é chamado de comida libanesa,
comida japonesa é sinônimo de isopor com requeijão, molho de soja e raiz forte (que eles gostam de chamar de wassabi, como se fosse a mesma coisa).

Olha, em Goiânia ainda dá para encontrar um ou outro lugar com comida com mais jeito de tradicional.
Comida quase típica de um país.
Aqui em brazylha, até cachorro quente conseguiram estragar.
A podridão du pudê se espalha por todos os setores.

Pior, porém, é restaurante xineis.
A gente precisa tapar o nariz na hora de passar na frente de um deles…
Indisfarçável fedentina de resto sendo servido aos comensais.
A preços de Paris, claro.

A copa, turismo e hotéis

Há uma interessante matéria na Folha, sobre perda de receita durante a copa do mundo.

As empresas dizem que é cedo para fazer previsão de quanto seria a queda no movimento de passageiros, mas baseiam a previsão negativa no comportamento da demanda nos Mundiais anteriores. Na Alemanha, o aeroporto de Berlim viu o movimento de passageiros encolher 18% em 2006, ano da Copa. Nos dois anos seguintes, contudo, o movimento não só se recuperou como deu um salto.

Já na África do Sul, a Copa não foi capaz nem de recuperar o movimento perdido com a crise financeira global. O movimento de passageiros em Johannesburgo, principal porta de entrada do país, em 2010, foi inferior ao de 2008. Lá, o efeito da exposição internacional do destino durante o Mundial ainda não foi sentido. O movimento de passageiros em 2012 (18,6 milhões) foi similar ao de 2008.

“Se a Copa fosse há três anos, ia bombar em termos de benefício para o Brasil. Mas, hoje, como a imagem não está mais lá essas coisas, o resultado não deve ser tão positivo”, disse Frederico Turolla, consultor e professor da ESPM.

Só isso? E a explosão de hotéis em lugares sem vocação para o turismo? Brasília com sua abominável setorização que confina os turistas a lugares afastados de qualquer atração. Bem parecido com o conceito de “turismo” na Coréia do Norte, por exemplo. Goiânia, que não será cidade-sede durante a Copa, pretende abocanhar parte dos turistas que não se dispõem a pagar os preços abusivos cobrados na capital federal. Só que esqueceram de iniciar a construção há mais tempo, e duvido muitíssimo que a oferta hoteleira no futuro venha a ser preenchida, apesar de atualmente haver um evidente gargalo na oferta. A questão do famoso timing desperdiçado.

No Rio de Janeiro, continuam os mesmos gargalos de sempre, hotéis concentrados nas mãos de poucos grupos empresariais (quando não pessoas físicas), e concentrados em poucos bairros. Azar de quem precisa ir a negócios em bairros da Zona Norte ou da Zona Oeste.
Isso São Paulo e Belo Horizonte já souberam superar: há hotéis em pràticamente todas as regiões dessas cidades.

Com toda a certeza ou ficarei em casa ou “escondido” em algum “lugar seguro” durante a Copa de 2014 no Brasil. Talvez longe daqui.

Cinza e Cores

O filho de um casal de amigos fez um filme, que entrará em exibição nas próximas semanas, chamado Cidade Cinza.
Trata do cinza concreto e dos grafites urbanas.
Colaborei em dinheiro como forma de possibilitar mais ampla distribuição, em respeito a meus amigos.
Ainda não o vi, mas não concordo com essa coisa de que grafites (e pichações) melhoram a paisagem urbana.

cartaz filme cidade cinza

cartaz filme cidade cinza

Virou uma ditadura isso de que os grafites são bonitos, e que protegem a cidade dos pichadores.
Por que?
Por que não deixar simplesmente as pessoas pintarem suas paredes e muros com cores simples?
O “pilateiro” foi pintar o novo estúdio (de pilates), com uma cor forte, e logo depois já estava todo pichado.
Ele me contou um fato que achei o máximo: dois filhos da puta estavam pichando a parede da loja de um sujeito, um montado no ombro do outro. O proprietário viu e atirou um pedaço de pau no joelho do debaixo, que perdeu o equilíbrio, o outro caiu e morreu. Genial.
Acidente de trabalho, claro.

Um colorido de casas e prédios com cores, variadas, é mais interessante do que “obras de arte” de conteúdo em geral muito ruim. Bem apropriados para a frase de caminhão de que moldura não melhora pintura ruim.
Virou regra, porém: se estiver com grafite não vamos pichar. Isso é ensinado nas escolinhas que as prefeituras inventam por aí: grafiteiro é artista, pouco importa o que ele faça.
Por que não deixar simplesmente os prédios e casas pintados com a cor que a pessoa quiser. Verde bandeira, beige forte, amarelo, azulão, bordô, azul calcinha. Como as casas de cidades coloniais do interior do Brasil. Como o bairro “mouro” da Cidade do Cabo, cada casa em uma cor, forte.

Muslim quarter - near Waalestraat

Muslim quarter – near Waalestraat

Quando as pessoas viajam, elas acham lindo que as casinhas sejam coloridas. Parati, Pirenópolis, Diamantina, …

Diamantina

Diamantina

Nas grandes cidades brasileiras, porém, isso é considerado cafona, coisa de cortiço. Até mesmo a ditadura de que todas as cortinas nos apartamentos sejam iguais está valendo hoje em dia. Isso foi aprovado na reunião de cãodomínio do prédio em Goiânia. 8 prédios de no mínimo 30 andares cada, em torno de uma pracinha, e os moradores vêm falar de cortiço… Pombal de novos ricos, a pior espécie humana.

Virou moda também colocarem uns pedaços de metal, coloridos ou brutos, horrendos, e dizerem que aquilo é uma escultura.

Inhotim - MG

Inhotim – MG

Acho que uma boa medida seria cortar mãos, pés, olhos e pinto dos pichadores e dos “artistas” grafiteiros. Pena que aqui não seja a Arábia Bendita.

Eu colocaria um aviso na parede:
vá rebocar as paredes de tua casa e faça as pichações lá, seu recalcado.

A Lina Bo Bardi não queria que se pintasse de vermelho o prédio do MASP. Ela queria o purismo da podridão exposta do concreto armado, como o prédio da Faculdade de Arquichatura e Burranismo da USP. Tiveram de explicar à artista que a pintura protege o material perecível com que foi construído aquele monumento aos grevistas e desocupados.

Em lugar dos grafites sem qualidade, prefiro o cinza. Com o menor uso de concreto que possa existir.
E prefiro o cinza muito mais do que os tijolos expostos da periferia.
As prefeituras tinham de cobrar IPTU ao triplo para quem deixa as casinhas eternamente sem acabamento.

Minha Casa Minha Vida - Santana do Itacaré - PR - foto npdiario

Minha Casa Minha Vida – Santana do Itacaré – PR – foto npdiario – prefeito inaugura casas sem estrutura

CORES, cores fortes ou suaves, mas não essa babaquice de grafites.
E CINZA é uma cor, muito nobre, por sinal. Pena que os analfabetos funcionais ainda não tenham descoberto isso.
Aliás, na hora de comprar carros, nada de cores: tudo cinza ou preto, conforme o “conselho” do “consultor de vendas“.

Incompreensível.

ladrõezinhos

Um jornal de Goiânia publicou uma matéria sobre furtos de livros escolares em mochilas de estudantes de classe média.

Os livros, cujo preço unitário é de cerca de R$ 90,00, são roubados por “colègüinhas” e vendidos em sebos, com desconto de 30 a 40% do preço, e colocados nas estantes para outros que deles venham a necessitar. Ou nem isso, já que muitas escolas têm o hábito de que o que foi editado em um ano é considerado obsoleto no seguinte.

Escolas dizem que não podem controlar, pois colocar câmeras nas salas de aulas provoca constrangimentos nos coitadinhos que precisam ser criados com liberdade e carinho. Não se pode invadir a privacidade de quem está habituado a expô-la de várias formas na infernet. Se eles forem reprimidos, esses pobrezinhos incompreendidos podem se revoltar no futuro.

Os sebos afirmam que não fazem uma avaliação da procedência do que adquirem. Tal como marchands de obras de arte roubadas.

A polícia explica que sequer pode avaliar a dimensão do problema, uma vez que não há registros das ocorrências desses furtos.

Enfim, ninguém é culpado no país dos coitadinhos. Os “deretchus” dos bandidos, pouco importa a idade, sempre prevalecem sobre os deveres da sociedade.

Uma coisa é certa: alguém descobriu que esse “pequeno crime” podia ser divulgado na internet e divulgado entre os futuros delinqüentes que, no futuro, serão os governantes de um país que não tem jeito. Já aprenderam a delinqüir.

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