Um blogue mal humorado, com aversão ao abominável modismo do "polìticamente correto" (hipòcritamente mal-resolvido). Blogue de um cético convicto, com a própria ortografia.

Posts marcados ‘Grã Bretanha’

no Brasil esse comentário foi escondido

Esse comentário, que foi publicado em diferentes jornais britânicos e dos Estados Unidos,

ficou escondido pela nóça hizenta empreinça tupinambá.

Será que Donald Trump estava correto quando falou de terrorismo na Suécia?

http://www.telegraph.co.uk/news/2017/04/07/donald-trump-right-swedens-crime-immigration-problems/

http://www.dailymail.co.uk/news/article-4392312/Was-Trump-right-Sweden-terror-attack.html

Social Media Resurrects Donald Trump Sweden Gaffe After Stockholm Attack Kills 5

http://dailycaller.com/2017/04/07/remember-when-john-oliver-seth-meyers-mocked-trump-for-worrying-about-possible-terror-attacks-in-sweden-video/

Os vários ataques do terrorismo são muito tristes.

Tanto como é triste o viés míope estrábico da enpreimça brazuca.

 

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a eleição do Trump, a imprensa, os analistas, etc e tal

Enviaram-me este texto:

Recado para a imprensa em geral:
Vocês esqueceram de fazer jornalismo para fazer campanha declarada em prol do Reino Unido se manter atrelado ao monstro burocrático que se tornou a União Europeia. Chamaram milhões de trabalhadores e pobres de xenófobos, disseram que era um absurdo o interior decidir algo tão importante, avisaram que seria o apocalipse na terra se o Brexit vencesse.
Perderam. O Reino Unido – se o establishment deixar – sairá da União Europeia. E está melhor do que nunca com isso.

Vocês esqueceram de fazer jornalismo para fazer campanha declarada em prol de um acordo do estado da Colômbia com as FARC, um grupo marxista terrorista que sequestrou e matou milhares de pessoas, acordo este que incluía cotas para terroristas na Câmara e no Senado colombianos, e taxaram aqueles contrários a esse acordo de intolerantes e contrários a paz.
Perderam. A Colômbia não quer terroristas no Congresso.

Vocês esqueceram de fazer jornalismo para fazer uma campanha ainda mais declarada e totalmente tendenciosa em prol de Hillary Clinton, apostando todas as fichas na eleição de uma das políticas mais corruptas da história dos Estados Unidos. Chamaram milhões de trabalhadores de brancos ignorantes, caipiras, burros, xenófobos, racistas, homofóbicos, machistas e toda sorte de invenção possível para elevar Hillary Clinton a um pedestal de santa enquanto Donald Trump era o demônio.
Perderam. Trump será o presidente, os republicanos terão a Câmara e o Senado. E elegerão a nova Suprema Corte.

Deixa eu contar algo pra vocês: a grande maioria das pessoas está pouco se lixando pra esse mimimi politicamente correto que vocês estampam a cada mínima coisa que alguém – que não seja de esquerda – faz que seja politicamente “incorreta”. As pessoas querem trabalhar, ter sua casa, seu carro, viajar, ver os filhos vivendo bem, envelhecer bem, enfim, ter uma boa vida. Mas fica difícil enxergar isso quando vocês só estão preocupados em procurar racismo, machismo, homofobia, xenofobia e similares em qualquer mínima coisa do dia a dia.

O resultado disso? Jornais fechando ou com queda nas tiragens por todo o mundo, mídia sendo cada vez mais contestada – graças às redes sociais, que vocês não controlam – e o povo fazendo nas urnas exatamente o contrário do que vocês passam meses defendendo de forma tão acintosa que chega a ser ridícula. Como disse um comentarista da americana NBC, fazendo um mea culpa ao vivo, vocês não estão ouvindo o que as pessoas estão falando, vocês estão tentando impor a elas o que elas devem falar.

A era da grande mídia como quarto poder está chegando ao fim. E se vocês não mudarem, jogando no lixo esse esquerdismo militante e entendendo que há liberais, conservadores e diversos outros pontos de vista na sociedade que devem ser ouvidos, serão extintos juntos com essa era.

THE NEWS WILL BE GREAT AGAIN. E cada vez dependerão menos de vocês.

Resumindo: O povo cansou de mentiras de políticos . Dizer que gosta de pobre, não convence mais.  Vale dizer a verdade

Hoje de manhã, ouvindo rádio na estrada, na Jovem Pan estavam entrevistando dois professores de Relações Internacionais. Não pude anotar seus nomes. Um deles disse, se houver guerra não será Trump que começará, mas os líderes que vão querer colocar manguinhas de fora porque os americanos estarão cuidando deles e não dos outros.

No caso do Brasil, mencionou que considera uma tremenda mentira o discursinho batido de que “é preciso inserir o Brasil no cenário internacional. Inserir não depende da ” boa vontade” dos outros, mas da competência do país em ocupar espaço. E Nunca um país que tem vergonha de ter forças armadas será digno de fazer parte do conselho de segurança da ONU.” E é claro, que no Brasil pós-88 é vergonhoso falar em forças armadas.

O Brasil quer cuidar do quintal dos outros? Com dois presidentes dos poderes retirados quase ao mesmo tempo, e ainda um outro em vias de ir pelo mesmo caminho? Quantos países tiveram DOIS impeachments de presidentes em menos de 30 anos?

Parece que os “analistas” que tanto fizeram propaganda pela campanha de Hillary, lá e cá, deveriam se preocupar em ser mais precisos, e menos partidários. Afinal de contas, -ista é sufixo de “seguidor” (dentre outras características),  e no caso parece que os “analistas” apenas seguem o ânus dos líderes.

eleições britânicas

Depois das eleições britânicas desta quinta-feira, alguém ainda acredita nos “analistas” e nos “institutos de pesquisa” ?

Erraram como nunca!

Depois das eleições britânicas desta quinta-feira, alguém ainda tem a cara de pau de defender o voto distrital como “mais democrático” ?

O UKIP teve 13% dos votos no país, e ficou com apenas uma das 650 cadeiras da Câmara dos Comuns.
13% de 650 = 84
1 em 650 = 0,15% .

Ah, 66% dos eleitores compareceram às seções eleitorais, apesar de o voto não ser obrigatório no país. Votaram por consciência, e não por obrigação.

Por falar em “analistas”, li de um comentário de que UKIP seria um partido da extrema-direita. Ahn?!!  Para a esquerda caviar, tudo o que não é “social” é de extrema-direita…
De outro, li que seria um partido populista.
O que dizer dos “trabalhistas” e outros “sociais-democratas” que inventam bôuça-voto para cativar eleitores, com as falidas políticas de welfare state? Eles não são populistas?
Quanto a sair desse gigante complicador chamado União Européia (cada vez mais desunida), pergunto o que as pessoas achariam se o Brasil pudesse sair (ontem) desse leviatã inútil chamado Merdoçul? Ou você cai na conversa de que ele é útil para o desenvolvimento do país?

A farra das passagens aéreas

Por conta da farra das passagens aéreas para os de-putados e todas as suas famílias (inclusive aquelas que “não constam” do imposto do renda), lembro:

– Andrew foi conhecer as Falkland Islands, pilotando helicóptero Sea King, a bordo do porta-aviões Invincible, durante a guerra dos ditadores argentinos;

– Harry quis ir ao Afeganistão; vovó Elizabeth disse: então vá pilotando seu próprio avião, e aproveite para caçar talibãs;

– o mesmo Harry desmanchou o namoro com a interesseira Cressida Bones, porque a periguete queria viajar em primeira classe para Miami, e ele tinha comprado passagem em classe econômica, e ia fazer a “pretendente à Casa de Windsor” pagar a passagem dela;

– nunca estive na Suécia, mas amigos meus relataram que viram a própria rainha Silvia na fila de embarque, como qualquer outro passageiro; não fura filas nem usa jatinhos do governo;

Angela Merkel foi passar férias com o marido na Itália – cada um em um vôo, pois ele descobriu uma passagem mais barata do que o que ele teria de pagar para pegar carona no avião em que a alemoa-chefa viajaria;

– lembram de um ministro brasileiro que foi passar carnaval em Fernando de Noronha com avião da FAB?

– lembram de um senador que foi fazer implante de cabelo com avião da FAB?

Pois é, essas são algumas comparações que podem ser feitas com relação às inesgotáveis mordomias de nossos políticos, e “aquela gente atrasada” do Velho Continente.

Não custa assistir de novo o vídeo que mostra os apartamentos funcionais

que os deputados ocupam em Estocolmo.

A interminável  reforma dos “modestos” apartamentos dos deputados brasileiros ainda não acabou… Passei por lá esta semana.

País rico é país onde os governantes usam transporte público.

País náufrago é aquele onde cachorros de governadores, amigos de filhos, etcéteras, usam jatinhos ou helicópteros do governo, e aspone de político pega carona em carro oficial para ir ao super-mercado.
Ou país onde juiz passeia com carrão pelas ruas (o famoso vale-transporsche), e usa veículo do tribunal de justiça para buscar criança em escolinha maternal (como já vi aqui na frente de meu apartamento!).

Ah, só para lembrar: no tempo em que Pedro II ainda estava no Rio de Janeiro, os deputados alugavam as próprias casas ou moravam em pensões – pagas pelo próprio bolso. Esse escândalo todo começou depois que o “presidente sorriso” deu um golpe nos cofres brasileiros, para transferir a capital para uma “cidade moderna”.

Partidos: a salada de siglas

Essa salada de siglas, sem qualquer personalidade, precisa acabar.
Os resultados da eleição de domingo demonstraram que uma boa parte do povo quer um partido de direita. Direita, não PP do Maluf e daquele piauiense cujo nome nem sei. Direita, não DEM do Arruda. Nem direita “cristã”, pois como tantos brasileiros, não é a religião que me interessa na política (basta lembrar as teocracias do Oriente Médio para ver as conseqüências dessa mescla).

Bipartidarismo já provou que não funciona. Sublegenda é coisa para enganar eleitor trouxa.
Não me venham com argumentos de que nu zistadu zunido é assim. Isso é problema çequissuáu deles.

Não me venham com essas coligações de tudo quanto é partido, como conservador e liberal na Inglaterra. De cristão e comunista na Europa oriental.

Acho que os partidos no Brasil deveriam ser cinco:

PEL – partido da esquerda louca – onde ficariam os PSOL, PCdoB, PSTU, PCO, e todas essas siglas malucas; que briguem com suas seitas entre si mesmos;

PESS – partido da esquerda sangue-suga, aquela que dá esmola e quer retirar todo o resto do país para eles;

PCOM – partido do centro oportunista em cima do muro, aqueles caras que são profissionais em mudar de opinião conforme o vento;

PDE – partido da direita envergonhada, essa que fala de “liberdade econômica” mas não quer falar de deveres sociais, só de direitos;

PDA – partido da direita assumida, a que acha que lugar de bandido é debaixo da terra, que juiz e advogado corruptos têm de ser esquartejados por cavalos bravos no meio do estádio, e coisas do tipo.

Depois de alistados em um partido, a pessoa tem de ficar nele. Só pode sair se, em troca, perder os direitos políticos por 20 anos.
Um pouco radical, claro, mas é necessário um tempo para o país se recuperar da salada de siglas.

Linha do tempo

Como era o mundo quando eu nasci:
Hirohito era imperador do Japão,
Getúlio governava o Brasil,
Salazar comandava Portugal,
Franco dominava a Espanha,
Pio XII era o papa,
Churchill era o primeiro-ministro britânico,
Tito tinha a Iugoslávia a seus pés,
Perón fazia das suas na Argentina,
Nehru era a unanimidade na Índia,
Rainier III principava Mônaco, embora ainda sem Grace Kelly,
Mao Tsé-tung aprisionava a China,
Adenauer restabelecia a Alemanha.

Mas como sou de uma época pós-II Guerra,
Israel já existia, e David Ben-Gurion era seu primeiro-ministro,
Elizabeth II já era rainha da Inglaterra, e
Eisenhower tinha sido empossado como presidente dos EUA.

Stálin, quando soube que eu estava para nascer, preferiu morrer uns dias antes, dizendo:
“Não há no mundo espaço para dois super-astros.”
Mary of Teck, a Queen Mary do transatlântico, porém, preferiu aguardar uns dias para me conhecer e morreu uma semana depois de eu ter nascido. Ela esteve na maternidade e me deu de presente uma libra de ouro com o retrato do falecido marido. Tenho a moeda bem guardada para mostrar a quem duvidar. Tia Mary morreu uma semana depois de eu ter nascido – não resistiu à emoção de ver um bebê tão lindo!

Imagine alguém que nasça agora, o que terá para dizer no futuro:
Ruimsseff entrava toda hora em cadeia nacional de televisão para mentir sobre o Brasil.
Kitchen tinha herdado a Casa Rosada argentina.
Portugal e Espanha eram administradas pela alemoa brava, a Merkel.
O papa era argentinho.
Um camarão era primeiro-ministro da Inglaterra.
A Iugoslávia não existia.
Putinho estava na Rússia, mas a URSS tampouco existia mais.
Índia, sei lá, algum indiano andava por lá.
Na China, algum burocrata de terceira categoria exercia as funções de chefelho.
Mônaco só era lembrada quando havia corrida em Monte Carlo. Nem as princesinhas faziam mais escândalo.
Israel ahn, quem era mesmo o primeiro-ministro? Nem se fala mais desse lugar.

Ah, quando eu nasci Dalai Lama XIV era o chefe tibetano, mas vivia na China.
Hoje em dia ainda ele se diz chefe tibetano, mas mora na Índia.

Moral da história:
Que tristeza ver o mundo atual…

Dá para dizer feliz ano novo?

Americanos e outros gentílicos

Dando prosseguimento ao post sobre o nome de alguns países, vamos falar de seus gentílicos.

Em seu livro “Bandeirantes e Pioneiros”, Vianna Moog mostrou que as pessoas que foram viver nas treze colônias, que constituíram depois os Estados Unidos, foram as primeiras a se identificar como “americanos”, enquanto que os índios nunca tiveram essa noção de nacionalidade, e os nascidos de colonizadores portugueses (“muzambos”) e espanhóis (os “criollos“) renegavam a todo custo o fato de que estavam permanentemente na América, sempre com os olhos voltados para os países dos antepassados.

Hoje em dia é comum a rejeição ao gentílico americano ao se referir aos Estados Unidos da América. Eles seriam “estadunidenses”, uma expressão copiada do espanhol. Outros preferem utilizar a expressão “norte-americanos”, que exclui canadenses e mexicanos (daquele país que até recentemente se chamava oficialmente Estados Unidos Mexicanos).

Estados Unidos, porém, a famosa sigla U.S. (“nós”), refere-se à forma de governo de um país, que se chama América. Da mesma forma o famoso U.K., o Reino Unido da Grã Bretanha e Irlanda do Norte. O Brasil também já foi reino unido, não esqueçamos. Forma de governo, não nome do país.
No caso da ex-União das Repúblicas Socialistas Soviéticas, sequer havia nome do país, apenas uma sigla que identificava a forma de governo de várias repúblicas que depois se separaram. Caso bem diferente da ex-Iugoslávia, que significa Eslávia do Sul, embora excluísse os búlgaros.
O mesmo caso dos Emirados Árabes Unidos. Aliás, qual o adjetivo para se referir aos EAU? Árabe? A pergunta sobre o uso da palavra “americano” vale também para “árabe”. Uns o seriam mais do que “outros”.
Por fim (mas sem encerrar o assunto), temos a República Tcheca. Sem nome para uso em português, embora exista a palavra Tchéquia (usada pelos alemães Tschechien), já que existe em tcheco uma palavra para designar o país – Cesko (com acento circunflexo invertido no C), do mesmo modo que a República Eslovaca é chamada de Eslováquia, inclusive pelos brasileiros.
Por falar nisso, por que chamamos a República Argentina (argentina = adjetivo) simplesmente de Argentina (substantivo), e não de Prata (palavra a que se refere o adjetivo)?

Somos americanos, sem dúvida, mas mesmo essa noção de que fazemos parte do mesmo continente que “os outros”, do Alasca à Patagônia, só surgiu depois da Doutrina Monroe. A América para os americanos, fosse lá o que isso significasse. Quais americanos?

Tenho porém certeza de uma coisa: nossos vizinhos não são nossos “hermanos“. Temos mãe e pai diferentes. Aliás, não custa lembrar que até hoje a “madre patria” não se sente consolidada, haja vista os movimentos separatistas em parte dos antigos reinos de Navarra (País Basco) e de Aragão (Catalunha), que não se adequaram inteiramente ao casamento de Leão e Castela. Em Portugal, por sua vez, separatismo é uma palavra pràticamente desconhecida.

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