Um blogue mal humorado, com aversão ao abominável modismo do "polìticamente correto" (hipòcritamente mal-resolvido). Blogue de um cético convicto, com a própria ortografia.

Posts marcados ‘hipocrisia’

países caga-regras

Existem países ricos especializados em tentar impor regras para os outros, fingindo que nunca estiveram envolvidos em nada herado.

Mais uma vez a regra se comprova:

Apesar de criticar desmatamento, Noruega é dona de mineradora denunciada por contaminação na Amazônia

Estado holandês é condenado por massacre de Srebrenica

Isso, apenas nesta semana.
Sobram ainda muitos e muitos fatos mais antigos, como Ruanda, Sudão do Sul (e Sudão do Morte), Somália, Líbia,

Assim caminha o mundo, desde a epopéia de Gilgamesh…

 

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a palavra dinamarca

Há uns dias, circulou pelas famosas redes de emburrecimento social um vídeo da TV 2 da dinamarca, que conclama todos a serem amiguinhos e irmãozionhos, e tolerantes com os imigrantezinhos que explodem o mundinho imundinho.
Não repassei porque vomitei em cima do celular e precisei deixá-lo em repouso.
Melhor reler o que coloquei uma vez em meu blog:

https://boppe.wordpress.com/2013/10/24/velhice-na-dinamarca/⁠⁠⁠⁠

e também se informar sobre as maravilhas daquele país tão certinho, pois o
museu nacional da dinamarca decidiu que a palavra “preto” é proibida nas obras que lá estão expostas.

Como o cinismo e a hipocrisia não fazem parte de minha índole,
e seguindo os mais estritos parâmetros da reciprocidade,
a palavra marca dos daneses está proibida aqui em casa.

Quem já morou lá, sempre fala mal daquele país de gente mais falsa do que cédula de US$ 3,64, emitida pelo Federal Bank of Nigeria.
Falsos, chatos e desonestos com os inquilinos.

Turistas: por favor atenham-se à sua mediocridade de quem ficou em hotel ou usou air bnb e nunca enfrentou a realidade do quotidiano.

Dinamarca, atenha-se aos butter cookies e ao Lego.

Para quem se arreganhou com sorrisos para os nazistas durante a II Guerra, o cinismo de vocês ultrapassou minha tolerância.

Penso que lugares onde chove 489 dias por ano, e onde as pessoas precisam aproveitar ao máximo os 5 minutos de sol que ocorre a cada década, devem mesmo ser muito chata a vida, por isso se preocupam em defecar regras para todos.
Cuidem de seus preconceitos, loiros aguados!

Insuportável!

Insuportável!
É a única palavra que encontro para designar o repúdio que tenho contra os ditadores da hipocrisia, que ditam regras de policiamento correto. (acho que essa deveria ser a expressão).

Proibiram cantar “noite feliz”, para não ofender outras religiões.

Como se diz em bom e velho português:

VÃO À PUTA QUE OS PARIU!

 

 

a alemoa da Stasi

Sempre me declarei contra a política “multikulti” alemã (tentativa de se redimir do que fez na década de 1940), e sempre apontei que a alemoa da Stasi é uma quinta-coluna infiltrada no mundo ocidental, preocupada apenas com a expansão para o leste, que acabou destruindo a sonhada união européia.

Agora que diàriamente temos notícias sobre atentados na Alemanha e na França (mal conduzida por um socialistazinho que paga uma baba gigantesca para o cabeleireiro – com dinheiro público, é claro), será que o mundo começa a se dar conta de que a política da hipocrisia polìticamente incorreta está levando à destruição do que conhecemos como civilização?

Já sei, esses grandes líderes – inclusive os da América do Norte – são apenas sifilizados. Na origem e na formação.

Meus avós e bisavós vieram de diferentes partes do mundo para viver no Brasil. Integraram-se, não viveram em guetos e castas. Filhos e netos, inclusive, casaram “fora da comunidade”.  Já esses multikultis querem o oposto: quanto mais rótulos melhor (para eles).

 

“meus colaboradores”

Se há algo que abomino é a hipócrita linguagem “empresarial” de chamar funcionários de “colaboradores”.

Pode funcionar em alemão – Mitarbeiter, e talvez em uma aula de etimologia, no sentido de que co-laborador é quem trabalha com outrem.

Pergunto, porém, o que há de errado em chamar alguém de funcionário?

Funcionário é quem tem uma função.
Para exercê-la, essa pessoa teve a carteira de trabalho assinada e recebe um salário.Trabalha não por colaboração, mas por necessidade, e de acordo com as leis trabalhistas.

A palavra “colaborador” é a coisa mais hipócrita que um chefe pode dizer a respeito de alguém que está na equipe de trabalho.

Pior, na maioria das vezes, o chefe é também um funcionário da empresa.
É com esta que existe o vínculo de trabalho entre o funcionário e o “chefelho”.
Esse aí, pode ser substituído a qualquer momento, até mesmo se for um incompetente filho do patrão.

Colaborador é aquele sujeito que, no meio de uma mudança, quer ajudar os vizinhos e derruba a caixa com os cristais.

Por isso, não admito ouvir um gerente dizendo “meus colaboradores”.
“meus quem?”, cara pálida.Não são teus, são da empresa.

O tal gerente que estufa o peito para repetir esse jargão de “empresa globalizada” tem de tomar cuidado, porque uma hora dessas levará um belo chute no traseiro. Esse tipo de organização, que ensina essa besteirol nas reuniões de Recursos Humanos, não se preocupa muito com o que o funcionário Já Fez, mas sim com o que ela Pode Fazer no futuro. Puro jogo de interesses.
Uma hora dessas, vai sobrar para o tal gerente.
É a “política de pessoal”  de todas as empresas que rotulam funcionários de “colaboradores”.  Só falta aparecer uma cheerleader para fazer aqueles treinamentos motivacionais, que deixam os funcionários estressados e a clientela esperando. Já vi esse filme…

Não adianta cair nessa conversa de se iludir com estar “bem cotado” pela empresa.
O que importa de verdade é ter boa reputação para obter trabalho em qualquer organização, a qualquer hora, e não ficar de peito estufado para atingir “metas da empresa”. Nem sempre elas são as metas e os objetivos do Funcionário.

Conheço uma pessoa muito capaz, gerente de uma agência de um certo banco internacional, que pediu demissão.
Disseram a ela:- Mas você tem o perfil de colaborador que queremos!
E como resposta ouviram:
– Esta instituição é que não tem o perfil de onde quero trabalhar.
Essa pessoal, por sinal, está muito melhor colocada em outro lugar, atualmente.

Estranha língua, estranha geografia

Por que os jornalistas têm tanto cuidado para chamar Maré, Rocinha e outras favelas de cumunidadji,
mas não têm pudor de chamar de Subúrbio (com letra maiúscula) Irajá, Madureira, e outros bairros mais?

Subúrbio deixou de ser depreciativo e virou uma região geográfica da cidade do Rio? A Barra da Tijuca, porém, também fica no subúrbio, em termos geográficos – faz parte da mesma Baixada de Jacarepaguá que é uma das partes da Zona Oeste, a parte que nunca teve trilhos de trem – a outra são os bairros ao longo do antigo ramal de Santa Cruz.
Talvez seja melhor chamar Madureira de Subúrbio do que de periferia, é isso?
Sem contar que o termo “sub-urbano” (menos urbano)  fazia sentido durante o Império, e não hoje em dia.

Não temos mais FAVELAS !
Quando se avista do alto o Rio, aquilo que se vê nos morros não são mais favelas. Tudo aquilo é uma só comunidade, muito bem pacificada, dirá o governador.
Só que é melhor chamar Madureira de subúrbio do que “periferia”.
Periferia é onde se situa o Brasil.

Ah, talvez porque os paulistas tenham sua “alfavela”, no subúrbio rico que imita os de cidades americanas.
Deve ser por isso…
Tenho uma amiga que mora em um condomínio de classe B em Barueri, e ela sempre frisa que não é “naquele outro”.

Aqui em Brasília tampouco existem favelas: são “condomínios”.
Houve época em que eram chamadas de “invasões”, porém a classe A e seus filhotes classe média AAAAA Plus também começaram a invadir terras públicas e o termo tornou-se inadequado.
As cidades-satélites, projetadas pelos comunistas Niemeyer e Lúcio Costa, também desapareceram.
Cristovam Buarque substituiu-as por “regiões administrativas”,  como se essa instituição administrativa fosse capaz de alterar o conceito urbanístico do que sejam cidades-satélites.
Ele certamente estava ocupado demais fazendo algum discurso sobre o salários dos professores, e não teve a oportunidade de saber dos falanstérios e outras utopias francesas e inglesas do século XIX (Fourier, Owen, e outros).
Muito menos o “nobre senador” deve um dia ter ouvido falar que Interlagos (aquele bairro do autódromo paulistano) foi planejado como “cidade satélite”.
Temos, ainda, porém, a falta de informação de “vestais” do jornalismo, confortàvelmente instaladas em seus estúdios climatizados em São Paulo ou no Rio, que confundem “cidade satélite” com “entorno”. Sugiro que procurem se informar. O IBGE pode ser um bom lugar para pesquisa…

Até onde / quando a hipocrisia será a regra? Até onde essa hipocrisia cegará estudos mais sérios?

“Há horas” (de vez em quando), quando seria melhor dizer “há anos” (faz anos) em que dá saudade da hipocrisia da velha sociedade vitoriana.
Tinha mais lógica.

Como diz uma amiga:

como tudo o mais que fazia sentido, ficou fora de moda

Valorização dos velhos – Só o que é bom envelhece

Manifestante idoso caiu do carro de som.
http://g1.globo.com/rio-de-janeiro/noticia/2014/08/manifestante-cai-de-carro-de-som-durante-protesto-no-centro-do-rio.html

Bem feito!

Lugar de velho de 61 anos é em casa lendo, tomando café e usando a infernet!
Admirando a nova decoração do lar.
Porque gente velha se aprimora ao longo do tempo.
Só o que é bom envelhece.

Por outro lado, só mesmo um idoso que não aprende nada durante a vida para subir em carro de som.
Soube apenas acumular idade, mas não evoluiu.
Caiu.
Pena que não tenha sido atropelado pelo caminhão.

Você alguma vez ouviu falar em “vinagre safra 1989”?
Mas vinho safra 1953, com certeza já.
Refrigerante é jogado fora quando termina o prazo de validade;
Uísque é envelhecido.

Vuvuzela de 2010 é idosa.
Stradivarius do século XVIII é velho.

VIVA OS VELHOS!
FIM DOS IDOSOS!

Amanhã é dia dos pais.
Alguém já chamou pai de “e aí, idoso”, ou a mãe de “fala idosa”?
Velho / velha é tão carinhoso que entrou no linguajar dus jóvi.
I ae véi!

Muito melhor um velho cheio de reumatismo e outras dores,
do que um ridículo idosozinho que não aprendeu que o mundo já saiu de 1960/1970,
e sai gritando aqueles refrões mais ultrapassados do que carro de feira em rodovia!

Extermínio da ridícula linguagem politicamente correta, que mente mais do que político em campanha eleitoral!
Fim da ditadura da hipocrisia!

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