Um blogue mal humorado, com aversão ao abominável modismo do "polìticamente correto" (hipòcritamente mal-resolvido). Blogue de um cético convicto, com a própria ortografia.

Posts marcados ‘hospital’

Macumbaço

Recebi por whatsapp:

Aqui vai uma sugestão de protesto eficiente contra a organização criminosa que nos governa.

Um Macumbaço na Avenida Paulista.

Sim. Uma gigantesca reunião de pais de santo, curandeiros, babalorixás, feiticeiros, caboclos, caciques, pajés, médiuns e simpatizantes indignados (DataFolha terá grande dificuldade em contabilizar os participantes invisíveis. O que não fará muita diferença, já que o número é sempre uma fração do real).

Ao invés de inócuos cartazes com frases de efeito e trocadilhos, que já não botam mais medo nos bandidos engravatados de Brasília, muita macumba, feitiço, ebó, olho gordo, trabalho, encosto. Coisa profissional. Uma vingança bem brasileira. E o melhor: nada disso está previsto na lei. Não é crime. Será a maior urucubaca lançada contra um grupo de pessoas na história da humanidade. Para entrar no Guinness.

Esqueçam o vão do MASP. O que importa são as encruzilhadas.
Na esquina da Ministro (Rocha Azevedo), muitas macumbas para Gilmar Mendes, Lewandowski, Barroso, Toffoli e a toga party toda.
Na esquina da Augusta, onde Rosemary Noronha tinha escritório, o nome de Lula na boca de muitos sapos (barbudos ou não).
A esquina da Brigadeiro será reservada para Bolsonaro, Boulos, Ciro Gomes e outros trainees de tirano.
A lista é longa mas a Paulista também. Não faltam esquinas para zicas contra Temer, Aécio, Jucá, Collor, Calheiros, Lindbergh e bando. Além de um vasto estoque de galinhas mortas dedicadas Gleisi, Grazziotin, Katia Abreu e outras.
E de quebra ainda vai rolar uma “santeria curse” para Trump, Obama, Hillary e George Soros, na esquina da Alameda Casa Branca. Tudo com cobertura dos principais veículos mundiais.

O importante é que fique bem legível para as câmeras cada uma das mandingas enviadas a nossos ilustres parlamentares, sejam elas perda de mandato, de fortuna ou de ereção.

Você não acredita nessas coisas? Não se preocupe: eles acreditarão. No mínimo vão se borrar de medo. O primeiro caso de câncer de próstata em Brasília, já vão botar na conta do Macumbaço.

Meses depois emendamos um Macumbaço II, Maior e Mais Potente.
Com direito a uma giga-macumba na porta do hospital Sírio-Libanês.
Vamos ter que instalar um confessionário dentro do Congresso.

Já que não muda nada com a ajuda da urna, que tal uma ajuda do umbral?

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grandes caloteiros

Nenhuma surpresa ao ver a lista divulgada com a relaçåo dos maiores caloteiros do FGTS, publicada no jornal Gazeta do Povo.

Dela constam as empresas aéreas que quebraram (e outras ainda por quebrar), as demonîacas casas de misericórdia, os clubes de futebol, faculdades particulares, e aquele câncer que corrói as entranhas do país, os chamados municípios.

Esporte, o ópio do povo. Basta ver essas dívidas e a canalhice da construçåo de estádios para a copa do imundo.
Prefeituras, a escola de gângsters que apodrece as demais instituiçøes federativas.
Santas casas de administradores preocupados com o enriquecimento, e a saúde financeira de suas famílias, gerindo as entidades pilantrópicas.
Izkolas que vendem canudos no país dos dotôs.

Realmente, quem me conhece, sabe há quantos anos venho falando dessas máfias…

Interessante é ver que a caixa econômica fedemal patrocina essas entidades såo os grandes caloteiros.

 

Academias ao ar livre e médicos

Há uns 3 meses, pensei em me inscrever em uma academia de ginástica para não ser o único bípede desplumado que não participa dessa exigência moderna.

Encontrei aqui por perto uma, onde os alunos têm aulas particulares com professores. Nada daquela horda de gente gritando e competindo para ver quem sua mais, ao som gritarias estimuladas pela “professora” e por um pancadão ensurdecedor.

Fui muito bem atendido.
Pediram que eu levasse um atestado médico…. e o médico indicado pela academia recusou-me o atestado, pois minha saúde não é para ser desperdiçada com essa montoeira de exercícios físicos. Que eu continue apenas com o Pilates.

Acho super curioso tudo isso.

Para se ir a uma academia, exigem o atestado de um médico, para se isentarem de possíveis problemas que algum aluno venha a ter no recinto (o que é muito comum, basta ver a sucessão de notícias em sites de jornais que olham um pouco além do próprio umbigo do jornalista sentado em sua mesinha).

Agora, não entendo por que os grandes gênios da política (prefeitos de modo geral), enchem as cidades com essas academias ao ar livre, onde qualquer um vai, mexe naqueles aparelhos sem qualquer supervisão (faz exercícios que podem causar danos à coluna ou musculatura), e sem qualquer exigência de atestado de saúde.

Será que os prefeitos recebem alguma “verba especial” dos fabricantes dessas máquinas? Não duvido.

Por outro lado, acho curioso também que os médicos se preocupam tanto com a saúde dos habitantes, que conseguem, em muitas e muitas cidades, proibir (via câmara de vereadores, a instituição mais abominável que existe nesta rês-púbica plutocrática), que farmácias meçam a pressão das pessoas.
Dizem que isso é para “profissionais qualificados”.

Bem, já fiquei internado em um hospital, e a asquerosa doutora não chegava perto de mim. Do alto de sua sapiência, mandava (com o pior humor que lhe era concedido pelos demônios), que alguma “reles” técnica de enfermagem medisse minha pressão arterial, a temperatura, e todos aqueles procedimentos com que preenchem toneladas de formulários.

E por fim, nas farmácias não é permitido medir a pressão de quem, por alguma razão, sente o mal estar da pressão alta ou baixa,  mas em qualquer site de comércio ou em qualquer biboca, é possível comprar os aparelhos e fazer em casa mesmo o controle, não só da pressão, mas também de diabetes, colesterol, e outros tantos exames de rotina.

A máfia dos homens de branco podia ao menos ter coerência.

Vereadores e prefeitos podiam imiscuir-se menos na vida dos habitantes das cidades.

 

Ciclistas

Você usa duas rodas?

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Respeite as leis de trânsito para não terminar em quatro rodas.

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Tenha em mente, também, que há uma lei da física irrevogável:
objetos pesados em movimento precisam de mais espaço e de mais tempo para parar do que objetos mais leves.

Não queira fazer malabarismo sobre duas rodas, para não terminar sobre quatro.

Às organizações e associações de ciclistas (e motociclistas) pedimos, por favor, que expliquem a seus filiados que bicicletas (e motos) NÃO têm prioridade na travessia em cruzamentos.
Devem aguardar nos semáforos, e olhar com atenção antes de cruzar qualquer via pública.
Existem mão e contra-mão para todos os veículos.
Não destruam sinalização de trânsito instalada nas ciclovias, com o pensamento de que sempre terão preferência.
Não pense: Eu sou mais “gostoso” do que aquela velha dirigindo aquele carro.
Sempre será muito mais difícil parar um carro ou um caminhão em movimento (por que não incluir também um trem?).
Os hospitais agradecem.

UPA

Falei no post anterior sobre hospitais classe A, e no final mencionei a palavra UPA (upa, upa, upa, cavalinho alazão).
Acho que a ocasião se faz propícia para falar desta última.

Há umas semanas, o massagista que me atende por conta da coluna teve pneumonia. *
Foi a uma UPA (aquele lugar que “disseram” que era tão bom, que até dava vontade de ficar doente! ).
Ele era o número 53 na fila da triagem, e depois recebeu ficha amarela.
O médico “bizoiou”, pediu exame de sangue e radiografia.
O gajo da radiografia (que não é um médico, é um “popular” como você e eu) estava ocupado com o celular. Demorou um tempão para atender. Sei lá, o joguinho podia ser importante.
Depois que o massagista conseguiu os resultados, o médico tinha saído para “tomar uma água” e voltou uma hora e meia depois.
Se fosse médico cubano já teria fugido.
Por sorte o caso não era de internação: recebeu os medicamentos para tomar por via oral, em casa mesmo.
Ele e a mulher, que nunca tinham se preocupado com esse tipo de assunto, logo depois foram procurar um plano de saúde, e até contratar seguro-funeral (depois eles verão como isso também “funciona direitinho…”).
Ainda bem que agnulo, o desgovernador do DF é médico.
De uma coisa eu tenho certeza: nada pior do que quem usa jaleco branco metido na política.

* por conta da coluna, tenho “massageiro”, “pilateiro” e “ginastiqueiro”, tudo particular, claro. Ou isso ou ter de voltar ao Herr Doktor que me operou há dois anos. Nada contra ele, mas o plano de saúde levou alguns meses para decidir se autorizava ou não a cirurgia, enquanto eu precisava de andador dentro do apartamento. Até que isso foi bom, pois enquanto a administradora decidia, eu encontrei o Herr Doktor que fez a cirurgia, no lugar do rapazinho pretensioso com quem eu tinha consultado antes, em outra clínica.

Jornal do Brasil versus o Sírio-Libanês e o Albert Einstein

Uma matèriazinha da pior qualidade foi publicada no Jornal do Brasil, aquele pasquim que por falta de público não tem mais edição em papel, só a edição eletrônica que fica dependurada no portal do Terra.

Sem assinatura do autor, o que nos faz supor que seja o pensamento da editoria do “jornal”, o texto mistura o falar bem da Associação Brasileira Beneficente de Reabilitação (ABBR), e desanca em desaforos contra os dois maiores hospitais de São Paulo, porque eles TAMBÉM atendem políticos e grandes empresários.

Não estou questionando os serviços prestados pela AABR, cujo diretor Deusdeth Nascimento tem o mesmo sobrenome dos antigos proprietários do JB (coincidência?).
Só não vale desmerecer o trabalho do Sírio e do Einstein, porque eles são bem administrados, algo que não ocorreu com a AABR ao longo de muitos anos. A própria matéria demonstra isso.

A matéria do JB, além de parecer um pobre bairrismo em falar mal do que outros têm melhor, gera dúvidas sobre “troca de favores” de políticos e grandes empresários com os hospitais paulistas.

Pois é, mas tampouco levanta o tema de que os maiores e mais importantes hospitais de São Paulo são TODOS mantidos por comunidades de imigrantes. Não só o Sírio-Libanês e o Hospital Israelita, mas também o Hospital Alemão Osvaldo Cruz, a Beneficência Portuguesa, e o menos conhecido Hospital Santa Cruz, organizado e mantido pela colônia japonesa.
No Rio de Janeiro temos o monopólio dos hospitais D’Or. Tivemos inclusive, há poucos dias, a notícia de que o hospital de Cascadura, chamado de Norte D’Or (e não de Casca D’Or) foi alvo de um arrastão em que funcionários e acompanhantes de pacientes foram “devidamente” roubados na onda de violência. Pelo menos isso se tenta impedir, já que “o Sírio Libanês é monitorado por um complexo esquema de segurança”. Et pour cause

Agora, o pior de tudo é a falta de profundidade na matéria pseudo-jornalística. O Sírio e o Einstein mantêm trabalhos nas duas maiores favelas paulistanas (aquilo que os jornalistas pernòsticamente gostam de rotular de “comunidades”), Heliópolis e Paraisópolis, e inclusive seus médicos mantêm, em conjunto, clínicas para atendimento da população nesses bairros pobres. O que demonstra que árabes e judeus sabem muito bem conviver em harmonia (quando não importunados por estrangeiros que instigam o ódio).

JB, faça o favor de cuidar de seus assuntos da pequena burguesia fluminense, e não falem mais de algo que vocês preferem desconhecer, ao mesmo tempo em que tentam provocar uma hostilidade inteiramente desnecessária contra duas das maiores instituições de saúde deste pobre país.
Melhor dizendo: volte para o túmulo onde você já está em repouso.
E na próxima vez em que um diretor do jornal precisar de tratamento médico, por favor, dirija-se à UPA mais próxima.

P.S. – o jornal do brasil não se restringiu à edição na internet por “modernidade”, mas por falta de público leitor para sua edição impressa.

velhice na Dinamarca

Há uns dias, recebi de um amigo o link para este vídeo de quase 9 minutos, no youtube, sobre tratamento a velhos na Dinamarca, o tão bem falado país de primeiríssimo mundo, com todo o estado de bem estar social que a propaganda sempre louvou.

http://youtu.be/S09zpRXm1U8

assistam-no.

Pedi a alguns amigos que moram, ou que moraram, na Dinamarca que comentassem, porque eu tinha achado o filme meio estranho.

As respostas que obtive, porém, foram piores do que o dito e mostrado no filme:

Infelizmente, é um retrato verdadeiro. Apesar do alto padrão do nível (material) de vida, a Dinamarca, a meu ver, está indo na direção de uma sociedade extremamente individualista. O Estado provê, impessoalmente, quase tudo. E, de modo geral, as pessoas estão passando a só se ocuparem de si mesmas. Valores como família e solidariedade estão dando lugar a uma cultura do nada é da minha conta ou responsabilidade. Como se a sociedade tudo me devesse mas para a qual nada devo contribuir.

O pior é que para mim esta tendência tem a marca do capitalismo hodierno e em todos os países o que se vê é que o novo Deus virou o dinheiro.
O poder de consumir, mais e mais. Cada vez mais,

Outra pessoa me escreveu:

Não concordo que isso só aconteça na Dinamarca. Acho que e uma característica do nosso tempo e acho que ele tem toda razão: os bebês, os velhos, atrapalham. Não são produtivos, não trabalham, a sociedade não tem tempo para eles. Precisam ser ” depositados” em algum canto, porque precisamos todos trabalhar e produzir e consumir. No caso dos bebês, como futuros trabalhadores e consumidores, e é verdade que os baby boomers criaram toda uma área nova de consumo com roupas, brinquedos e afazeres dedicados as crianças, isso ainda é um pouco melhor. Mas os velhos, sem família que tenha um espaço para eles, ou mesmo quando existe essa família – e vi isso acontecer com meus avós e tios avós – ficam totalmente alijados da realidade, sem carinho e sem atenção. Ninguém tem paciência para eles ( eu, inclusive). Não tenho medo de morrer. Tenho medo de ficar muito velhinha. É torturante. Degradante. Medonho. O tamanho da solidão do envelhecer e assustador, porque infinito. A morte é a única coisa que, penso, redime a degradação e a indignidade da velhice.

Por fim, uma terceira resposta continha:

E a mulher ainda teve a coragem de cortar a entrevista por falta de tempo!

Em toda a Europa do Norte, o problema está sendo sempre o mesmo. Antes um paraíso para a terceira idade, a Europa do Norte perdeu sua mentalidade socialista e tornou-se capitalista, consumista … a americanização facilitada pela globalização.

Mas, justamente nesse momento trágico de tantas perdas, sendo a pior de todas a perda dos valores morais, humanos, humanitários, solidários e a perspectiva do porquê da nossa existência, está havendo uma virada no mundo. Há vários gritos de basta pipocando pelo mundo afora. O meu foi no momento que percebi, claramente, que todos nós fazíamos parte de um gado que acorda, pega o transporte, vai trabalhar, volta pra casa e se enfia dentro dela para começar tudinho de novo do mesmo jeito no dia seguinte. Há esperança que a gente encontre novos modelos de viver a vida. Estou feliz porque eu estou me libertando das amarras dos conceitos de uma sociedade insustentável.

Fica aí o post, para uma reflexão de nossa parte.

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