Um blogue mal humorado, com aversão ao abominável modismo do "polìticamente correto" (hipòcritamente mal-resolvido). Blogue de um cético convicto, com a própria ortografia.

Posts marcados ‘hotel’

Tripadvisor

Tripadvisor, o pior conselheiro que alguém pode ter sobre viagens e passeios no Brasil.

Já escrevi sobre isso em outro blogue várias vezes, mas acho necessário colocar aqui também, para maior divulgação.

Estive na cidade de Goiás, no final de março, por conta das festas religiosas de Semana Santa, que são parte do patrimônio cultural do Brasil.
Fiz também incríveis passeios pela Serra Dourada (que não é o estádio em Goiânia), e por uma trilha que é parte da Estrada Colonial, usada por bandeirantes e escravos no século XVIII.
Gostei muito dessa estada (esta foi a quinta vez em que fui à cidade de Anhangüera, da poetisa Cora Coralina e da artista plástica Goiandira do Couto), e depois quis dar uma olhada nas tripas aí vai sô, para voltar em maio ou junho, e talvez buscar outro lugar para hospedagem, mais próximo à cidade.

O que me chamou a atenção, porém, não foram as alternativas, mas os erros grotescos do site. Típicos de quem só faz turismo no ar condicionado de uma avenida de São Paulo.

Uma das alternativas de hospedagem que o site dá fica na Vila São Jorge, Alto Paraíso, Chapada dos Veadeiros, no nordeste do Estado, distante quase 500km da cidade de Goiás, que fica no oeste.

google maps São Jorge – Goiás

Outra alternativa é um hotel em Caldas Novas, no sul goiano, a mais de 300 km.

google maps Caldas Novas – Goiás

Fora esses “detalhes”,  vi que o Centro Histórico da cidade de Goiás está com o mapa do centro de Porto Alegre – RS !!!! RS de Rio Grande do Sul, não de risos, porque é para chorar…

Vi também que eles indicam um museu que, pelo CEP 78790, fica em Itiquira, Mato Grosso!

E sugerem visita ao teatro São Joaquim, que foi demolido por não fazer parte das construções tombadas pelo IPHAN e pela UNESCO!

Como não é primeira vez que “cometeram um equívoco”, nem será a última, melhor alertar o maior número de pessoas:

TripAdvisor é roubada!

Já fui parar em uma loja de roupas infantis, seguindo as dicas de restaurante em Brasília.

Eles insistem em elencar como opção de hospedagem em Brasília um hotel que está abandonado e virou antro de “movimentos sociais”! Até já mandei links com notícias relativas a isso, mas claro que as sumidades do turismo não se deram ao trabalho de checar. Provàvelmente estavam ocupados/as  com algum site de relacionamento, como o tinder.

Fiz day use em um hotel e não publicaram meu comentário elogioso, pois não tinha me hospedado, apesar de essa modalidade de utilização ser parte da propaganda do estabelecimento.

Dentre dúzias de outros erros grotescos. que resumi algumas vezes:

https://bocadeconsumidor.wordpress.com/2015/09/26/tripadvisor/

https://bocadeconsumidor.wordpress.com/2015/10/24/trip-advisor-2/

https://bocadeconsumidor.wordpress.com/2015/10/26/trip-advisor-3/

https://bocadeconsumidor.wordpress.com/2015/10/27/trip-advisor-4/

https://bocadeconsumidor.wordpress.com/2016/01/19/trip-advisor-o-pior-advisor-que-alguem-pode-usar-macieo-e-chez-michou/

https://boppe.wordpress.com/2014/05/10/guias-para-turistas/

Se a equipe do ar condicionado acredita que o mundo se resume às compras que faz em “meame” ou no panamá, às praias de ibiza, ou passeios pela poluição violenta das metrópoles carioco-paulistanas, por favor, deixem que pessoas mais interessadas em viagens cuidem do site.
Para essas desprezíveis pessoas, São José dos Campos, São José do Rio Preto, e São José do Vale do Rio Preto, devem ser tudo a mesma coisa, né mermo?

Para que se preocupar em consultar outras fontes de informaçção e checar o LIXO que fazem, misturando tudo.

E que parem de dar respostinhas padronizadas, de quem sequer teve a intelijumência de entender o que foi escrito na observação sobre as falhas. Só demonstra, mais uma vez, a falta de conhecimento para se qualificar para esse trabalho. E basta de se protegerem atrás da hipocrisia da “correção política”.

gente burra e arrogante

a equipinico do tripa aí vai sô é um grande exemplo dessa laia.

 

Ingrêis nóis dumina

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Neim u gúgou transleito com ségui cê taum ruym.

a ditadura da hipocrisia

Estou em um hotel em São Paulo, de conhecida rede internacional francesa.
Como em outros, há televisão por cabo.
Com uma diferença, porém:

a gerência, em um ato extremado de hipocrisia totalitária, impede no contrato que programas “proibidos para menores” sejam exibidos nas televisões.

Não adianta tentar pedir o desbloqueio, é parte do contrato.

Afinal de contas, é muito ruim que hóspedes possam assistir seriados e filmes “proibidos”. CSI, Law & Order, por exemplo, ficam bloqueados. São “muito fortes“.

O mais ridículo disso tudo é que são liberados os canais abertos, mesmo que exibam aquelas deprimentes cenas de crimes no fim da tarde ou as danças de bundas funkeiras no domingo na hora do almoço.

Sabem do que mais: é proibido – por lei – que menores de 18 anos se hospedem sòzinhos em hotéis. Caberia, portanto, aos pais e/ou responsáveis selecionar o que as crianças poderiam ou não assistir na tv do hotel.

Não importa. Hóspedes sexagenários também são tratados como incapazes pela gerência do hotel, que, no afã de “salvar a moral e os bons costumes”, decide totalitàriamente o que pode o não ser exibido nos televisores do hotel.
O polìticamente correto assumindo – outra vez – seus ares ditatoriais. Só eles sabem o que é melhor para a sociedade. Esquerdismo disfarçado. E ainda com coragem de chamar os outros de fascistas… Parece ser a regra da lavagem cerebral dos gerentes da Rede Accor. Já presenciei outras cenas da asquerosa hipocrisia gerencial em outras situações. Afinal de contas, os diretores franceses sabem melhor do que ninguém o que é bom ou ruim para esses povos subdesenvolvidos onde eles têm filiais.   Liberté, égalité, fraternité, pois estamos nu pudê. 

trabalhar ≠ morar

Um parente ontem, ao telefone, disse que não gostou de ter morado em Brasília (quando o Sol ainda girava ao redor da Terra).
A única coisa que tinha para fazer era freqüentar os bares e restaurantes do Lago Sul, com o pessoal com que se relacionava.

Morou?
Quando?
Como?

Ficar durante um ano hospedado em um hotel (com a conta paga pelo empregador) não é viver em um lugar.
Para alguém poder dizer que MOROU em determinada cidade, é preciso que tenha:

procurado uma imobiliária para escolher onde iria morar,
contato com a empresa de distribuidora de eletricidade,
usado o detran local,
pago impostos,
freqüentado super-mercados (ou feiras livres),
contratado empregados domésticos,
utilizado pessoas para fazer reparos na casa/apartamento (vidraceiro, pintor, desentupidor de encanamentos, e também borracheiro, mecânico do carro),
escolhido a escola onde os filhos iam estudar (e cuidar do transporte até lá),
tido necessidade de saber onde fica o posto de saúde mais próximo,
etc., etc., etc..

Se não fez isso, pode ter trabalhado durante um tempo na cidade X,
MAS não morou lá.

Trabalhar em um lugar e morar nesse lugar são coisas diferentes.
Aliás, turismo de longa permanência muito menos é morar.
Algumas pessoas não entenderam isso.

 

A Copa e a economia

Uma das muitas mentiras que se dizia a favor da copa do mundo no Brasil é que ela serviria para alavancar a economia do país.

Ontem, comentei por e-mail com amigos que Brasília, por conta de jogos na cidade, e de jogos do Brasil, virou uma cidade fantasma.

Restaurantes comuns fechados (nem quero imaginar aqueles usados pelos políticos, que só devem reabrir em fevereiro de 2014, depois das campanhas e das eleições).
Sorveterias às moscas.
Cafés sem clientes.
Ruas sem ônibus.
O edifício onde moro semi-vazio: muitos moradores foram para hotéis-fazendas, e outros passeios de poucos dias, como Pirinópolis.
Escolas fechadas.
Creches e escolinhas de crianças chatas fechadas.
Repartições públicas fechadas.
Bancos fechados.
Consultórios sem atender pacientes.
A oficina do carro fechada dia sim dia não.
Fui ontem à tarde (domingo) a um shopping center, e parecia um prédio fantasma.
A única coisa que tem funcionado “acima da média” são os bares, botecos, pontos de venda de drogas, e coisas do tipo, que existem em lugares “bem conhecidos”.
A Folha de São Paulo publicou matéria de que restaurantes na região dos Jardins têm sido ameaçados pela “concorrência”. Falsa ameaça? Who knows, chi lo sa, …

O calendário tem sido este:
dia 12 – 5a.f – abertura – jogo do Brasil em SP – Brasília parada
dia 13 – 6a.f treze – dia de não fazer nada
dia 14 – sábado
dia 15 – domingo – jogo Suíça x Equador em Brasília
dia 16 – 2a.f – descansar do domingo e se preparar para a 3a.f
dia 17 – 3a.f  – jogo do Brasil em Fortaleza – Brasília parada
dia 18 – 4a.f – dia de curar a ressaca do 0x0a
dia 19 – 5a.f – feriado – jogo Colômbia x Costa do Marfim – cidade inteiramente parada – silêncio de cemitério militar
dia 20 – 6a.f – dia de não fazer nada
dia 21 – sábado oco
dia 22 – domingo véspera de feriado
dia 23 – 2a.f – jogo do Brasil em Brasília, contra os risoles de camarão –

Só aí contabilizam-se DOZE dias parados.
E o pessoal ainda vem falar da “economia”?
Só se for economia de eletricidade, com tudo vazio, os ares condicionados desligados, etc.
Por isso não houve apagão.

Um primo que mora em São Paulo, engenheiro autônomo, disse que está sem conseguir trabalhar pràticamente todo o mês.

Está pior do que a semana entre Natal e Ano Novo…..está ruim para trabalhar sim!!!!
é que ninguém fala….
Não consigo nem agendar dentista…

Um amigo, também em São Paulo, contou que o Poupatempo (psiu, na-hora, e sei lá quantos outros nomes nos outros estados) está com super-atraso na entrega dos documentos.

Hoje encontrei uma matéria na edição Campinas de O Globo, em que os comerciantes da cidade relatam prejuízos de até 80% nos dias de jogos do Brasil .
É que Campinas não sedia jogos – se não, os prejuízos seriam também nos dias de jogos dos outros países.

Não faltam matérias nos jornais de que os turistas dormem em saguões de aeroportos, em automóveis, e outros lugares não convencionais.
Excesso de lotação nos hotéis?
Não, reação contra preços abusivos que foram cobrados.Recebi toneladas de e-mails com “promoções” de empresas aéreas e de hotéis, para eu programar viagens neste mês.

Bem, mas ouvi no rádio que o movimento de drogas em Vila Madalena, tradicional reduto de “uma facção criminosa de São Paulo”, está com negócios a todo vapor (a toda fumaça e a todo pó).
Acredito que também estejam bons os negócios para as moças da difícil vida fácil.
Talvez fosse esse mesmo o objetivo de alavancar a economia que prometiam.

Imagem

It’ll have copa

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A copa, turismo e hotéis

Há uma interessante matéria na Folha, sobre perda de receita durante a copa do mundo.

As empresas dizem que é cedo para fazer previsão de quanto seria a queda no movimento de passageiros, mas baseiam a previsão negativa no comportamento da demanda nos Mundiais anteriores. Na Alemanha, o aeroporto de Berlim viu o movimento de passageiros encolher 18% em 2006, ano da Copa. Nos dois anos seguintes, contudo, o movimento não só se recuperou como deu um salto.

Já na África do Sul, a Copa não foi capaz nem de recuperar o movimento perdido com a crise financeira global. O movimento de passageiros em Johannesburgo, principal porta de entrada do país, em 2010, foi inferior ao de 2008. Lá, o efeito da exposição internacional do destino durante o Mundial ainda não foi sentido. O movimento de passageiros em 2012 (18,6 milhões) foi similar ao de 2008.

“Se a Copa fosse há três anos, ia bombar em termos de benefício para o Brasil. Mas, hoje, como a imagem não está mais lá essas coisas, o resultado não deve ser tão positivo”, disse Frederico Turolla, consultor e professor da ESPM.

Só isso? E a explosão de hotéis em lugares sem vocação para o turismo? Brasília com sua abominável setorização que confina os turistas a lugares afastados de qualquer atração. Bem parecido com o conceito de “turismo” na Coréia do Norte, por exemplo. Goiânia, que não será cidade-sede durante a Copa, pretende abocanhar parte dos turistas que não se dispõem a pagar os preços abusivos cobrados na capital federal. Só que esqueceram de iniciar a construção há mais tempo, e duvido muitíssimo que a oferta hoteleira no futuro venha a ser preenchida, apesar de atualmente haver um evidente gargalo na oferta. A questão do famoso timing desperdiçado.

No Rio de Janeiro, continuam os mesmos gargalos de sempre, hotéis concentrados nas mãos de poucos grupos empresariais (quando não pessoas físicas), e concentrados em poucos bairros. Azar de quem precisa ir a negócios em bairros da Zona Norte ou da Zona Oeste.
Isso São Paulo e Belo Horizonte já souberam superar: há hotéis em pràticamente todas as regiões dessas cidades.

Com toda a certeza ou ficarei em casa ou “escondido” em algum “lugar seguro” durante a Copa de 2014 no Brasil. Talvez longe daqui.

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