Um blogue mal humorado, com aversão ao abominável modismo do "polìticamente correto" (hipòcritamente mal-resolvido). Blogue de um cético convicto, com a própria ortografia.

Posts marcados ‘IBGE’

a economia brasileira

Dizem os números maquilados do IBGE que “conseguimos”,  em 2015, os piores números da economia brasileira desde 1990.
Uma pena que esse número não se reflita na diminuição da corrupção.

pib-1457010542505_600x571Não sei porque, mas a impressão pessoal, minha e de muitas pessoas que conheço, é de que os números de 2015 foram piores do que os anunciados pelo IBGE.
E 2016 ainda está em março…

Anúncios

Estranha língua, estranha geografia

Por que os jornalistas têm tanto cuidado para chamar Maré, Rocinha e outras favelas de cumunidadji,
mas não têm pudor de chamar de Subúrbio (com letra maiúscula) Irajá, Madureira, e outros bairros mais?

Subúrbio deixou de ser depreciativo e virou uma região geográfica da cidade do Rio? A Barra da Tijuca, porém, também fica no subúrbio, em termos geográficos – faz parte da mesma Baixada de Jacarepaguá que é uma das partes da Zona Oeste, a parte que nunca teve trilhos de trem – a outra são os bairros ao longo do antigo ramal de Santa Cruz.
Talvez seja melhor chamar Madureira de Subúrbio do que de periferia, é isso?
Sem contar que o termo “sub-urbano” (menos urbano)  fazia sentido durante o Império, e não hoje em dia.

Não temos mais FAVELAS !
Quando se avista do alto o Rio, aquilo que se vê nos morros não são mais favelas. Tudo aquilo é uma só comunidade, muito bem pacificada, dirá o governador.
Só que é melhor chamar Madureira de subúrbio do que “periferia”.
Periferia é onde se situa o Brasil.

Ah, talvez porque os paulistas tenham sua “alfavela”, no subúrbio rico que imita os de cidades americanas.
Deve ser por isso…
Tenho uma amiga que mora em um condomínio de classe B em Barueri, e ela sempre frisa que não é “naquele outro”.

Aqui em Brasília tampouco existem favelas: são “condomínios”.
Houve época em que eram chamadas de “invasões”, porém a classe A e seus filhotes classe média AAAAA Plus também começaram a invadir terras públicas e o termo tornou-se inadequado.
As cidades-satélites, projetadas pelos comunistas Niemeyer e Lúcio Costa, também desapareceram.
Cristovam Buarque substituiu-as por “regiões administrativas”,  como se essa instituição administrativa fosse capaz de alterar o conceito urbanístico do que sejam cidades-satélites.
Ele certamente estava ocupado demais fazendo algum discurso sobre o salários dos professores, e não teve a oportunidade de saber dos falanstérios e outras utopias francesas e inglesas do século XIX (Fourier, Owen, e outros).
Muito menos o “nobre senador” deve um dia ter ouvido falar que Interlagos (aquele bairro do autódromo paulistano) foi planejado como “cidade satélite”.
Temos, ainda, porém, a falta de informação de “vestais” do jornalismo, confortàvelmente instaladas em seus estúdios climatizados em São Paulo ou no Rio, que confundem “cidade satélite” com “entorno”. Sugiro que procurem se informar. O IBGE pode ser um bom lugar para pesquisa…

Até onde / quando a hipocrisia será a regra? Até onde essa hipocrisia cegará estudos mais sérios?

“Há horas” (de vez em quando), quando seria melhor dizer “há anos” (faz anos) em que dá saudade da hipocrisia da velha sociedade vitoriana.
Tinha mais lógica.

Como diz uma amiga:

como tudo o mais que fazia sentido, ficou fora de moda

municípios, o câncer – outra vez

O IBGE publicou outro levantamento sobre essa célula cancerosa da federação, o município, que vivem de sugar recursos  para sustentar a própria máquina des-administrativa e suas mordomias.

Vamos lá:

  • só no Brasil que qualquer lugarejo, sede municipal, recebe o pomposo título de cidade. Cidade é aquele lugar com atividade econômica urbana, e não vilas rurais, com 800 pessoas.
  • a esmagadora maioria dos municípios tem menos de 50 mil habitantes. 50 mil é um número razoàvelemente elevado, concordo, mas em países muito menores, como a Dinamarca, município precisa ter no mínimo 20 mil habitantes. A Suíça fez uma “limpa” em seus municípios, nos últimos anos – claro, é um país “pobre”. Outros exemplos existem, mas estou agora com preguiça de sair pesquisando. No Brasil, há municípios que sequer superfície têm.
  • município não precisa de câmara de “roedores” remunerados. Isso não existe em quase nenhum lugar do mundo. Vereador é como um membro do conselho de um condomínio. Nem salário, nem gabinete com assessores, nem, muito menos, carro oficial. Transporte coletivo é bom para saber a quantas vai a realidade do lugar.
  • em alguns estados, mais de 20% das células federativas cancerosas tiveram diminuição da população, ou seja, seus habitantes mudaram-se nos últimos 13 anos para viver em centros urbanos maiores – AL, BA, GO, MG, MT, PB, PR, RO, RS, SC, sendo que média brasileira ficou em 1175 municípios “encolhidos” no total de 5570 “cidades”. Todo o Sul está com excesso de municípios, basta dar uma olhada no mapa e ver quantos fragmentos quase invisíveis há por lá. Bahia, Minas Gerais, Paraná e Rio Grande do Sul têm, cada um, mais de 100 municípios em estágio de retração – populacional e econômica.
  • a maioria dessas células cancerosas foi emancipada após 1980, ou seja, depois da implantação da constituição demagógica imposta pelo congresso travestido dos políticos amigos do poeta maranhense;
  • lógico que suas excremências recorreram ao judiciário para não perder a mamadeira proporcionada pelo Fundo de Participação dos Municípios. Nenhuma ótóridade lembrou-se de cortar os próprios gastos para se adequar aos recursos disponíveis.

E assim vamos indo.

Lógico que poderia ser pior: poderíamos ter o voto distrital e os famosos burgos podres.

 

Taxa de desemprego

Um leitor do UOL que se identifica como Luso Valentim inseriu um comentário, a respeito de uma notícia de assassinato de turistas no Rio Grande do Norte, que quero compartilhar aqui:

Os números do desemprego que o governo anuncia são corretíssimos. É que, dada a natureza moral deste governo de 12 anos, o IBGE considera assalto, assassinato, tráfico de drogas, roubos, corrupção e estelionatos como atividades econômicas e, portanto, geradoras de emprego. Não demorará muito os “trabalhadores” e “profissionais” destas áreas serão contemplados com aposentadoria, INSS, FGTS e financiamento de casa própria a juros subsidiados. Em tempo: Dado o risco envolvido, a aposentadoria será especial. É por isso que o desemprego é 4,5%.

Alguma dúvida?

Sujismundo

Havia na década de 1970 um personagem que ilustrava o tipo porcalhão e bagunceiro que faz parte de “nosso perfil do brasileiro cordial”. Era o Sujismundo, um boneco que ilustrava uma campanha institucional que dizia “Povo desenvolvido é povo limpo”.

Hoje em dia, passados mais de 40 anos, vê-se que a campanha, que durou mais de seis anos, não deixou muitos frutos.

Jornais publicam todos os dias reclamações de alguns moradores das cidades sobre lixo abandonado nas esquinas ou atirados em córregos.

A queixa é sempre a mesma: “a prefeitura não limpa”.

Parece até que o lixo (sofás, caixas de papelão, aparelhos eletrônicos inúteis, etc..) nasceu ali. Ninguém os colocou, claro, todo mundo é inocente. Só as prefeituras e os garis, esses seres desprezados e odiados por Boris Casoy, é que têm culpa.

Esses cidadãos tão preocupados com a limpeza das ruas podiam também fazer plantão e fotografar o vizinho canalha que deixa no local aquele lixo todo. Melhor do que reclamar no jornal.

Hoje, durante almoço com amigos, comentaram sobre “madames” e “garotões sarados” que atiram pedaços de sanduíche nas ruas, não poucas vezes pelas janelas de seus carrões. “Patricinhas” que atiram papel de sorvete na calçada, ou que não limpam as queridas fezes de seus auauzinhos tão lindos, “né filhinho”, deixadas em tudo quanto é canto da cidade.

Sujismundo parece ter se multiplicado.

Claro, em 1960 a população brasileira era de “apenas”  70 milhões de habitantes, e tinha saltado para 94 milhões em 1970. Hoje em dia somos mais de 202 milhões, com reprodução desassistida em todo lugar. Fazer filho claro que é fácil. Dizem que até é gostoso. Deve ser, pelo modo inconseqüente com que é feito. Ruim é ter de educar essa filharada. “Cadê o governo que não faz escolas que prestem?”

A culpa é sempre dos governos…
“Eu quero meus direitos.” Só que viver em sociedade acarreta muitos deveres, e isso boa parte da população finge não saber.

a farsa do PIB e as distorções em sua interpretação

A falha di çumpallo fez mais uma matéria sensacionalista, como sói ocorrer com nossa enpreimça.

Piauí tem PIB per capita africano, e Distrito Federal, europeu; compare. 

A maior parte dos leitores desinformados pela enpreimça já cai de pau, e escreve que isso é por conta dos salários dos políticos. HAHAHAHAHAHA
Caro leitor, você é um eleitor desinformado. Se há corrupção é porque há corruptores e corrompidos. Se há políticos eleitos é porque o povo votou neles.

Em primeiro lugar, que os políticos são eleitos pelo populacho do voto cabresto de todos os Estados, e mantêm os domicílios em seus locais de origem. Passam menos da metade da semana no DF.

Depois, é claro, que PIB significa produto interno bruto, e é o resultado do produto das empresas. A palavra empresas inclui bancos estatais. Por isso, o PIB do DF é naturalmente alto.
Todo o dinheiro do Banco do Brasil e da Caixa Econômica Federal é contabilizado no PIB candango. Da mesma forma, o dinheiro daquela empresa de petróleo estatal que brinca de especulações é contabilizado no PIB fluminense.

Dá para entender a falha no conceito?

Pior ainda é falar em per capita. Qual população? A recenseada e estimada pelo IBGE leva em conta os domicílios, ou melhor, o lugar onde a pessoa tem documentos, pouco importa onde trabalhem?
Não faz muita diferença no âmbito estadual, mas nas pesquisas municipais isso dá uma discrepância fabulosa. No caso, da pesquisa, faria aumentar ainda mais o PIB per capita do DF, já que parte considerável de seus trabalhadores dormem em municípios goianos.

Realmente é necessário que se estabeleça a regra de que todos os brasileiros têm de visitar Brasília de tempos em tempos, para deixar de falar sobre o que não conhecem.

Ah, e para o colunista desinformado, a Suazilândia tem indústrias que foram para lá, no estilo Zona Franca de Manaus, para pagar menos impostos do que na África do Sul. Aposto que o colunista apenas buscou em alguma enciclopédia os dados de PIB per capita de vários países e os inseriu no artigo, sem qualquer outra análise.

o indilegislativo

A cada dia o phoder legislativo é mais indigesto para o Brasil.

Nesta semana eles resolveram que a constituição que eles escreveram não vale nada, e não seguirão as regras de alteração na composição das bancadas estaduais na câmara, porque não estão “trabalhando” para receber ordens do judiciário.
Que se dane o trabalho do IBGE. Serve mesmo só para endossar estatísticas da equipeconômica.

Ao mesmo tempo, os tão caros (caros no sentido de dispendiosos, não de queridos) vereadores iniciaram um movimento para aumentar suas regalias, privilégios e poderes em todos os municípios, estas moléculas cancerosas de onde se propaga o câncer do desperdício e da inutilidade por todo o país.

Será que os coitados dos eleitores foram consultados a respeito dessas atitudes?

Afinal de contas, eleitor serve apenas para pagar imposto e justificar a existência desses parasitas.

Vereadores sem salário, JÁ!

Redução do tamanho da câmara e das assembléias! Para ontem!

É esperar demais da população apalermada, que prefere a novela, o futebol, e o sambinha. Além, é claro, de alguma vantagenzinha pessoal que um político possa lhe oferecer.

Nuvem de tags