Um blogue mal humorado, com aversão ao abominável modismo do "polìticamente correto" (hipòcritamente mal-resolvido). Blogue de um cético convicto, com a própria ortografia.

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Cama detrital

Durante a constituinte do auto-golpe do cãogresso de 1987, um advogado brasiliense (Sigmaringa Seixas) inventou que a autonomia político-administrativa do Distrito Federal deveria igualá-lo a um Estado (distrito não é Estado, parece difícil entender isso – em Washington D.C eles sabem isso, mas, claro, os Estados Unidos, a Suíça, o Canadá, não são exemplos de democracia, tanto que esses dois últimos sequer possuem distrito federal).

Na base da pior demagogia, foi criada uma câmara de vereadores com o pomposo título de câmara legislativa do DF, também conhecida como Casa dos Horrores. Até cartão de natal eles mandam (com dinheiro público), para pessoas que jamais votariam neles. Escrevi sobre essa nojeira em 2008, 2009, 2012 e 2014 – é só clicar na tag.

Há uns 9 ou 10 anos, um apresentador de televisão encheu a cidade de faixas dizendo que era pela extinção da tal câmara, uma verdadeira cama suja de detritos.

O tal apresentador foi eleito … … deputado distrital – KKKKKKKKK, e depois, com base no lobby dos colegas da enpreimça, virou deputado federal.

Hoje em dia ele é chamado de senador, e os coleguinhas fazem propaganda dizendo que é o mais “competente” dos parlamentares.

Infelizmente, até hoje Reguffe nunca pensou em cumprir a promessa de apresentar projeto de lei que acabasse com a imoralidade da cama detrital.
Mais um blefe. Mais uma propaganda enganosa. Ele bem sabe que não tem articulação para qualquer proposta nesse sentido.
Clodovil era bem mais corajoso, já que tinha apresentado um projeto de reforma do legislativo, que reduziria o número de deputados federais de 513 para 400. Pena que morreu e o projeto simplesmente foi atirado à lixeira.

Enquanto isso, o desperdício de dinheiro continua. Afinal de contas, povo existe mesmo é para pagar imposto e pagar as Versalhes da vida.

trabalhar ≠ morar

Um parente ontem, ao telefone, disse que não gostou de ter morado em Brasília (quando o Sol ainda girava ao redor da Terra).
A única coisa que tinha para fazer era freqüentar os bares e restaurantes do Lago Sul, com o pessoal com que se relacionava.

Morou?
Quando?
Como?

Ficar durante um ano hospedado em um hotel (com a conta paga pelo empregador) não é viver em um lugar.
Para alguém poder dizer que MOROU em determinada cidade, é preciso que tenha:

procurado uma imobiliária para escolher onde iria morar,
contato com a empresa de distribuidora de eletricidade,
usado o detran local,
pago impostos,
freqüentado super-mercados (ou feiras livres),
contratado empregados domésticos,
utilizado pessoas para fazer reparos na casa/apartamento (vidraceiro, pintor, desentupidor de encanamentos, e também borracheiro, mecânico do carro),
escolhido a escola onde os filhos iam estudar (e cuidar do transporte até lá),
tido necessidade de saber onde fica o posto de saúde mais próximo,
etc., etc., etc..

Se não fez isso, pode ter trabalhado durante um tempo na cidade X,
MAS não morou lá.

Trabalhar em um lugar e morar nesse lugar são coisas diferentes.
Aliás, turismo de longa permanência muito menos é morar.
Algumas pessoas não entenderam isso.

 

u natáu foe rúe

U natáu foe rúe, é mermo?

Vendas de natal tem pior crescimento desde 2003.

A grande vantagem é que não foi só lá em cão-pinas,

como diriam os bítous, foi here, there and everywhere.

Que bom, espero que no ano que vem nem exista mais natal.

Que o comércio (e seu lucro brazil) quebre.
Junto com aquele sujeito multi-caras que é misto de vice-governador, de ministro, de empresário, de alimentador do sonegômetro, do impostômetro, e da associação comercial da 25, 26, 27 e adjacências.

E que os desgovernos fiquem sem ter de onde arrancar impostos para pagar as ladroagens generalizadas.

O país de fato merece um ano pior a cada ano.

Como diz um primo: saiu um xineizinho do buraco. Acho que agora sim estamos perto do fundo do poço.

E ao contrário do que dizem economistas, não é por mudança cultural, não.

É que o dinheiro acabou!

 

Comparação entre dois países

País rico

país rico

País pobre

país pobre

Testamentos

Mais um aspecto sobre a fôrça de alguns países: testamentos.
Falei de fazer testamento, e as reações dos conhecidos foi a mais pior de ruim. Quanta besteira…
Está doente? Vai se matar?
Se pelo menos fosse para pilotar um avião nuclear que destruísse a Praça dos Três Poderes em dia de festa…
Depois de 60 e tantos anos, matemàticamente estou muito mais perto da morte do que no nascimento.
Parece, porém, que as pessoas se recusam a ver o óbvio.

Concluí que um dos grandes sinais de identificação de um país atrasado, feito o Brasil, é o medo de falar em testamento.
Deixar herança para alguém em inglês é simplesmente chamado “desejo” (will). No Brasil é sinônimo de tragédia, fora as leis bem questionáveis sobre o assunto.
Paìsinho subdesenvolvido que acha que quanto mais leis mais melhor de bom.
Em outros países, as pessoas podem deixar os bens para instituições de caridade ou para gatinhos, cachorros, plantas de jardim, etc e tal.
No Brasil, os herdeiros são pessoas que têm relação com o defunteiro.
Qualquer coisa fora desse roteiro causa espanto.

Acho muito curioso, mas hoje em dia virou “obrigação” ser a favor do casamento gay, justamente casamento, “aquela instituição falida” que a esquerda chique repugnava nos anos ’60, ao mesmo tempo em que perseguia homossexuais.
Justamente a mesma esquerda caviar hoje em dia é favorável ao casamento gay, pasmem: por uma questão de herança.
Herança, é, aquela coisa burguesa de deixar bens para outros, que na velha União Soviética não existia. A esquerda não gosta de aulas de História.
Pode-se deixar herança para quem compartilhou a cama, mas não para alguém que compartilhou o dia a dia?

Não tenho pais vivos, nem nunca tive filhos.
Todos os outros parentes estão com a vida feita, bem estruturados, com profissões e seus outros bens, com recursos para viver de forma digna.
Por que deixar meus bens materiais e financeiros para eles? Para repetirem o famoso “vem fácil vai fácil”?
Por que não deixar para pessoas que estão em meu dia a dia, e que nunca terão as mesmas oportunidades que esses parentes tiveram?
Para que gente que paga de mensalidade em uma faculdade particular um valor quase tão alto quanto o que recebe de salário em trabalho sem especialização?
Ou para gente que trabalha desde bem jovem, e que por mais esforço que faça nunca consegue ter a famosa casa própria, pois isso só é facilitado para apadrinhados, e não para o proletariado (mesmo que proletariado no serviço público, que paga mal exceto para ascensoristas do Senado e deuses que dão voz de prisão a aviões e a carros sem placas).
Os beneficiários podem ser alterados ao longo do tempo, conforme eles ou o testamenteiro mudem suas vidas.

Sei que não deixarei dinheiro para nem uma ONG ou para instituições como algum partido político, religião dos loucos e dos maus-caracteres.
Meu avô não tinha bens, mas deixou dinheiro para pagar o enterro dele. Deixou enquanto estava lúcido, o que não acontecia mais nos últimos anos dos 93 de vida.
Algumas pessoas, porém, acham que a “medicina” vai avançar e que todos nós viveremos 180 anos.
Já repararam que quanto mais “progressos” a medicina apresenta, mais doenças novas aparecem? É a natureza dando risadas da arrogância humana.
Tudo tem de morrer, é o recado que uçerizumanu não percebem.

Realmente fiquei tremendamente decepcionado com a reação dos brasileiros à palavra testamento.
Sinal de subdesenvolvimento mental e, sobretudo, moral.
Já que o voto é obrigatório, a declaração de imposto de renda, idem, acho que deveria ser obrigatório a existência de testamento para todos os brasileiros.
Não é obrigatório o seguro de saúde para viagens internacionais?
Então, também o comprovante de testamento, e, importante, o depósito de dinheiro para o traslado do corpo, porque acho uma tremenda cara-de-pau achar que o governo tem obrigação de trazer defunto que foi fazer turismo (ou se prostituir e/ou traficar) para ser enterrado próximo dos parentes.
Meu dinheiro de impostos servir para isso? Nada feito. Morreu, manda cremar onde está o cadáver. Ele não vai mesmo ver o que acontece.

Ou será que devemos deixar todos os bens para o grande e generoso governo, como nos tempos “velha e saudosa” União Soviética?

Ah, só um apêndice: deixar livros para biblioteca pública é quase impossível, pois as leis e regulamentos criam mil e duzentos obstáculos, sem contar a má vontade das bibliotecárias que não gostam de ter de classificar livros antigos, e a burrice dos “pedagogos” que não gostam de livros que não venham no modelo do desacordo ortográfico em vigor. Sabe como é, pode surgir algum questionamento sobre as “verdades absolutas” que o Brasil venera.
Um codicilo resolve esse assunto e outros parecidos.

Indenização

Reviro os sites e não encontro nada sobre o pagamento de indenização às vítimas do acidente com um jatinho em Santos.
Quem teve a casa destruída não é lembrado nem pelos usineiros que financiavam a campanha, nem pelo partido “socialista”.
Nenhum jornalista fala sobre isso. Apenas querem fazer o “coitadismo santificador pós-defunção” de sempre, para seus patrões venderem anúncios. (Empresas de enpreinça existem mesmo para isso: balcão de anúncios.)
Não duvido que um “socialista” desses quaisquer venha com um projeto de lei, que será aprovado “em regime de urgência”, para que a indenização seja paga pelo tesouro nacional.
Isso se ainda não decidirem fazer um monumento no local, com desapropriações pagas pela prefeitura local (e dinheiro dos impostos dos munícipes). Assim é u braziu…

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