Um blogue mal humorado, com aversão ao abominável modismo do "polìticamente correto" (hipòcritamente mal-resolvido). Blogue de um cético convicto, com a própria ortografia.

Posts marcados ‘impostos’

Testamentos

Mais um aspecto sobre a fôrça de alguns países: testamentos.
Falei de fazer testamento, e as reações dos conhecidos foi a mais pior de ruim. Quanta besteira…
Está doente? Vai se matar?
Se pelo menos fosse para pilotar um avião nuclear que destruísse a Praça dos Três Poderes em dia de festa…
Depois de 60 e tantos anos, matemàticamente estou muito mais perto da morte do que no nascimento.
Parece, porém, que as pessoas se recusam a ver o óbvio.

Concluí que um dos grandes sinais de identificação de um país atrasado, feito o Brasil, é o medo de falar em testamento.
Deixar herança para alguém em inglês é simplesmente chamado “desejo” (will). No Brasil é sinônimo de tragédia, fora as leis bem questionáveis sobre o assunto.
Paìsinho subdesenvolvido que acha que quanto mais leis mais melhor de bom.
Em outros países, as pessoas podem deixar os bens para instituições de caridade ou para gatinhos, cachorros, plantas de jardim, etc e tal.
No Brasil, os herdeiros são pessoas que têm relação com o defunteiro.
Qualquer coisa fora desse roteiro causa espanto.

Acho muito curioso, mas hoje em dia virou “obrigação” ser a favor do casamento gay, justamente casamento, “aquela instituição falida” que a esquerda chique repugnava nos anos ’60, ao mesmo tempo em que perseguia homossexuais.
Justamente a mesma esquerda caviar hoje em dia é favorável ao casamento gay, pasmem: por uma questão de herança.
Herança, é, aquela coisa burguesa de deixar bens para outros, que na velha União Soviética não existia. A esquerda não gosta de aulas de História.
Pode-se deixar herança para quem compartilhou a cama, mas não para alguém que compartilhou o dia a dia?

Não tenho pais vivos, nem nunca tive filhos.
Todos os outros parentes estão com a vida feita, bem estruturados, com profissões e seus outros bens, com recursos para viver de forma digna.
Por que deixar meus bens materiais e financeiros para eles? Para repetirem o famoso “vem fácil vai fácil”?
Por que não deixar para pessoas que estão em meu dia a dia, e que nunca terão as mesmas oportunidades que esses parentes tiveram?
Para que gente que paga de mensalidade em uma faculdade particular um valor quase tão alto quanto o que recebe de salário em trabalho sem especialização?
Ou para gente que trabalha desde bem jovem, e que por mais esforço que faça nunca consegue ter a famosa casa própria, pois isso só é facilitado para apadrinhados, e não para o proletariado (mesmo que proletariado no serviço público, que paga mal exceto para ascensoristas do Senado e deuses que dão voz de prisão a aviões e a carros sem placas).
Os beneficiários podem ser alterados ao longo do tempo, conforme eles ou o testamenteiro mudem suas vidas.

Sei que não deixarei dinheiro para nem uma ONG ou para instituições como algum partido político, religião dos loucos e dos maus-caracteres.
Meu avô não tinha bens, mas deixou dinheiro para pagar o enterro dele. Deixou enquanto estava lúcido, o que não acontecia mais nos últimos anos dos 93 de vida.
Algumas pessoas, porém, acham que a “medicina” vai avançar e que todos nós viveremos 180 anos.
Já repararam que quanto mais “progressos” a medicina apresenta, mais doenças novas aparecem? É a natureza dando risadas da arrogância humana.
Tudo tem de morrer, é o recado que uçerizumanu não percebem.

Realmente fiquei tremendamente decepcionado com a reação dos brasileiros à palavra testamento.
Sinal de subdesenvolvimento mental e, sobretudo, moral.
Já que o voto é obrigatório, a declaração de imposto de renda, idem, acho que deveria ser obrigatório a existência de testamento para todos os brasileiros.
Não é obrigatório o seguro de saúde para viagens internacionais?
Então, também o comprovante de testamento, e, importante, o depósito de dinheiro para o traslado do corpo, porque acho uma tremenda cara-de-pau achar que o governo tem obrigação de trazer defunto que foi fazer turismo (ou se prostituir e/ou traficar) para ser enterrado próximo dos parentes.
Meu dinheiro de impostos servir para isso? Nada feito. Morreu, manda cremar onde está o cadáver. Ele não vai mesmo ver o que acontece.

Ou será que devemos deixar todos os bens para o grande e generoso governo, como nos tempos “velha e saudosa” União Soviética?

Ah, só um apêndice: deixar livros para biblioteca pública é quase impossível, pois as leis e regulamentos criam mil e duzentos obstáculos, sem contar a má vontade das bibliotecárias que não gostam de ter de classificar livros antigos, e a burrice dos “pedagogos” que não gostam de livros que não venham no modelo do desacordo ortográfico em vigor. Sabe como é, pode surgir algum questionamento sobre as “verdades absolutas” que o Brasil venera.
Um codicilo resolve esse assunto e outros parecidos.

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Indenização

Reviro os sites e não encontro nada sobre o pagamento de indenização às vítimas do acidente com um jatinho em Santos.
Quem teve a casa destruída não é lembrado nem pelos usineiros que financiavam a campanha, nem pelo partido “socialista”.
Nenhum jornalista fala sobre isso. Apenas querem fazer o “coitadismo santificador pós-defunção” de sempre, para seus patrões venderem anúncios. (Empresas de enpreinça existem mesmo para isso: balcão de anúncios.)
Não duvido que um “socialista” desses quaisquer venha com um projeto de lei, que será aprovado “em regime de urgência”, para que a indenização seja paga pelo tesouro nacional.
Isso se ainda não decidirem fazer um monumento no local, com desapropriações pagas pela prefeitura local (e dinheiro dos impostos dos munícipes). Assim é u braziu…

Ex-presidente detido por denúncias de corrupção

Não, não foi aqui na Tupiniquinlândia. Provàvelmente nunca teremos esse tipo de notícia em Pindorama.

Foi aquele greco-húngaro Sárközy de Nagy-Bocsa, casado com uma cantora italiana, acusado de “recursos de campanha não contabilizados“.
Um figurão de quem já comentei outras vezes aqui no blogue. É só clicar na tag correspondente.

Na moral, não é a primeira vez que isso ocorre com um ex-chefe de estado francês, embora seja o que os jornais repitam.
Gostaria mesmo é que ele seguisse os passos de um outro com quem já havia ocorrido isso: um tal Luís XVI e a mulher austríaca, a Maria Antónia que havia afrancesado o nome para Antoinette.
Luís Capeto, como apareceu na sentença condenatória.

Ah, por falar nisso, uma certa candidata a vice-presidente alhures teve, há quatro anos, uma campanha presidencial financiada por uma indústria de cosméticos que não emite nota fiscal ao consumidor final. Sabe, uma empresa desnaturada…

Novas unidades administrativas (no Brasil); menos unidades administrativas (na França)

Na contra-mão dos países europeus, que têm reduzido o número de municípios (Suíça, Alemanha, Dinamarca, …), e agora também de regiões administrativas  (França), o cãogresso brasileiro aposta no quanto pior melhor (para eles, é claro).

Após o veto presidencial ao projeto de lei que criaria mais 700 zilhões de municípios (para dar empregos e boquinhas a políticos, aprendizes de-putados), aqueles caras que parlamentam o dia todo sobre “se é bom para mim, que se danem os brasileiros” decidiram refazer o projeto, e o aprovaram. Falta o grupo de em-senis-há-dores ajustar as alterações feitas pelos putados.

Imaginem se eles gostariam de imaginar na redução do número de unidades político-administrativas, parasitárias do Fundo de Participação de Municípios?
Claro que não, os que são inviáveis ou dispensáveis que se multipliquem em escala geométrica.

E assim caminha o Brasil, sempre dando decisivos passos para a avacalhação total da economia e o desperdício de impostos – tudo em favor da classe política.

Não duvido que daqui a pouco tempo votem em uma alteração, elevando o número de putados fedem-mais dos atuais 513 para 2000, e o número de em-senis-há-dores de 3 por estado para 5, com o inevitável efeito cascata nas assembléias estaduais e nas camas de roedores.

Fascista é a vó

O rótulo de fascista, usado e desperdiçado pelos “democratas” e pelos “socialistas” contra seus opositores, cai no ridículo.

Matéria na BBC com o título Os fascistas estão voltando à França?      mostra um pouco desse conceito invertido.

O Front National, diz a matéria, tem origem na direita católica e monarquista que nunca aceitou a república.

Os franceses sabem que seu modelo econômico está fracassando. O pessimismo está em alta. Trabalhadores estão sem emprego. Negócios estão fechados suas portas, engolidos por taxas e regulamentações.
A resposta do FN é essencialmente a mesma da extrema direita – a Europa foi tomada por forças liberais e capitalistas.

Isso não é fascismo, o regime de Mussolini (e Getúlio Vargas) que se consolidou com as políticas “trabalhistas” de salário mínimo, de sindicatos únicos controlados pela pelegada, e outros tipos de corporações (guildas medievais) ligadas às profissões “liberais” (advogados, engenheiros, médicos, etc.).
Como esses princípios verdadeiramente fascistas foram adotados e repetidos pela “esquerda”, o uso da palavra para os capitalistas liberais é um contra-senso.

Extrema direita seria, como a própria definição da BBC, o “capitalismo selvagem”, e não o capitalismo gerenciado até o último grau pelos governos e seus apaniguados (aquele que, não raras vezes, é visto como alívio para as “federações de indústria” do Brasil).

Quanto ao controle da imigração, pergunto o que fez oba-oba com relação à promessa de campanha política, de “anistia” aos imigrantes ilegais.
Nunca antes na história daquele país tantas pessoas foram deportadas como no atual “período democrata”.

 

Ah, mas tinha alvará…

Ontem uma academia de ginástica explodiu e provocou umas tantas mortes e uns tantos feridos em São Bernardo do Campo.

A prefeitura já informou: ah, mas tinha alvará

Bem, vale tudo o que escrevi, há um ano e tanto, quando houve o incêndio da boate em Santa Maria.

Este país de corruptos e “dotôs” prefere acreditar mais nos poderes mágicos da papelada burocrática e jurídica, do que nas leis da física, como as de resistência de materiais,  e da ineficácia das gambiarras, e outras tantas.

Como esses leis da física, que não foram votadas pelos ilustres edis e deputados, ousam contrariar a indústria de impostos e de taxas?
Ou será que o alvará foi concedido após alguma liminar?

 

Direita camundongo

Como escreveram vários autores, existe a esquerda festiva, também dita esquerda caviar, aquela formada por jêntchi dazelite, que vive em cobertura no Leblon, no Ibirapuera, ou em São Bernardo, e que defende as “minorias”, qualifica o Partido Republicano como a quintessência do mal na Terra, diz baixinho que odeia judeus “exploradores” (apesar de serem minoria), é contra qualquer igreja (embora dê o dízimo exigido pelo ParTido ao qual é filiado), e coisas do tipo.

Cabe salientar, contudo, que existe sua contraparte: a direita camundongo. O fulano que, sem ter galgado degraus pela meritocracia, e sem ter sido galardoado pelo “sistema”, define-se como “perseguido” pela esquerda no poder. O típico ser que come mortadela e arrota faisão.

O típico personagem da direita camundongo gosta de se passar por alguém “importante”. Aquele sobrenome vem diretamente do escudeiro de algum barãozinho sem grandeza que morreu em alguma batalha nas Cruzadas. Uma tia-bisavó foi “cortesã” em algum lugar de nome estranho, quase sempre mal pronunciado. A família, da qual ele exibe o brasão, tem uma grande fazenda, de 20 decâmetros quadrados, em algum lugar não muito bem definido do interior, que produz saúva, tiririca e joio, herança de uma das avós.

Um dos tios, ou outro parente nunca apresentado, é importante figura do mundo dos negócios. Não são muito chegados a essas baixarias da política.

Essas relações não são para serem comprovadas, apenas para exibi-las.

O fulano da direita camundongo viaja todos os anos para algum país estrangeiro, utilizando os pontos do cartão de crédito. Insere nas “comunidades sociais” fotos dele e da família na porta de alguma galeria ou museu, e na volta, enquanto almoça no restaurante por quilo, ou vai à noite a uma pizzaria, comenta com os colegas sobre os restaurantes 3 estrelas que visitou durante as férias. Claro, o Guia Michelin não tem 5 estrelas, isso é coisa de hotel; restaurantes têm o máximo de 3 estrelas.

Sem dúvida, volta cheio de comprinhas que fez no exterior, para aproveitar as sales, que por acaso “coincidiram” com sua viagem, e não se inibe em exibir os últimos gadgets que adquiriu. Sempre que pode, insere alguma palavra estrangeira na conversa, para salientar que é “instruído” e está “in”.

Muda com freqüência de endereço, pois nem sempre se lembra de pagar o aluguel. Atualiza o veículo cuidadosamente, afinal de contas é o bem que pode exibir mais fàcilmente.

Em teatros e exposições de arte, encontra conhecidos da esquerda caviar. Apenas cumprimentam-se, e saem para outro lado do salão, para comentar sobre o “tipinho” exibido que acabou de encontrar. Às vezes, porém, compartilham a mesma mesa, para alfinetadas mútuas. Enquanto um declama o que ouviu de Olavo de Carvalho, o outro recita o que decorou do site 247 ou do Paulo Henrique Amorim.

A esquerda caviar prega a igualdade social (para os outros) enquanto a direita camundongo resmunga que é vista com desconfiança em “bons” lugares, onde não recebe a merecida acolhida, logo ela que arca com tantos impostos. .

Sem um e sem o outro, nossa vida, a dos simples mortais, seria muito sem graça.

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