Um blogue mal humorado, com aversão ao abominável modismo do "polìticamente correto" (hipòcritamente mal-resolvido). Blogue de um cético convicto, com a própria ortografia.

Posts marcados ‘índios’

General Custer

Uma frase muito repetida é a de que “índio bom é índio morto”.

No Brasil, ela costuma ser (quase sempre é) atribuída ao famoso General George Armstrong Custer (1839-1876), comandante do Sétimo Regimento de Cavalaria do exército americano.

Falso. Ele nunca disse essa frase, nem mesmo quando ele morreu em batalha de Little Bighorn, em Montana, contra cheyennes e sioux, comandados pelos legendários Cavalo Louco e Touro Sentado.

Na verdade, o General Philip Sheridan (1831–1888) teve, em 1869, o seguinte diálogo com o chefe comanche Tosawi:

“Me, Tosawi; me good Injun” (Injun = Indian)

ao que Sheridan teria respondido:

“The good Indians I ever saw were dead.”

Sheridan dizia que os bons índios que ele tinha encontrado já tinham morrido.

Comanches (aparentados com astecas) viviam no norte do Texas, no Colorado, Kansas, Oklahoma e Novo México. Cheyennes, de Minnesotta até o Wyoming. incluindo, portanto, Dakota do Norte e Montana; Sioux predominavam em Iowa, Nebraska e Dakota do Sul.

No Brasil, usam a versão errada da frase e, ainda por cima, atribuem-na a outra pessoa.

Chefe Tosawi, quem diria, acabou no Irajá…

 

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Esquerda Caviar

Esquerda Caviar – A hipocrisia dos artistas e intelectuais progressistas no Brasil e no mundo, de Rodrigo Constantino (Editora Record, 2013, 423 p., R$ 42,00) caiu perfeitamente para muitos parentes, amigos, conhecidos e ex-colegas de trabalho. Confesso que eu algumas partes fui ao espelho e fiz um mea culpa.

O livro divide-se em três partes, a primeira das quais muito bem fundamentada, com muitas pensadores de um lado e do outro contrapostos, para que se possa ver com nitidez o quanto são ridículos, sujos, imbecilizantes e outras coisas mais, esses modismos hipócritas da correção política, das “minorias” no domínio da sociedade, e toda a “bondade rousseauniana” das leis que moldam as pessoas em robozinhos.

O capítulo sobre as origens da esquerda caviar, ou liberal limousine (EUA), champagne socialist (Inglaterra), radical chic (Itália), ou simplesmente a velha conhecida “esquerda festiva” dos centros acadêmicos, trata de vinte variantes: oportunismo hipócrita, narcisismo, elite culpada, tédio, histeria, racionalização, preguiça mental, ópio dos intelectuais, alienação, insegurança e covardia, medo, nihilismo, síndrome de Estocolmo, ressentimento, infantilidade, romantismo, desprezo popular, arrogância fatal, sede pelo poder, ignorância. Em seguida, fala sobre o duplipensar, ou seja, alterar o significado de palavras para que elas se encaixem ao pensamento polìticamente correto e hipócrita, e conclui essa primeira parte com o viés da imprensa.

A segunda parte menciona algumas das bandeiras que a esquerda caviar gosta de empunhar: a obsessão anti-americana, o ódio a Israël, o culto ao multiculturalismo (e ao Islã), os pacifistas, o mito Che Guevara, a ilha presídio de Cuba, os melancias (verde por fora e vermelho por dentro), os clichês de justiça social, os preconceitos dos que não têm preconceitos, as minorias, e a juventude utópica.

A terceira parte aborda alguns santos de pau oco, que ganham muito dinheiro às custas de propagandas e campanhas em prol da falsidade, e do escamoteio do estilo de vida desses mesmos santos: Obama, Gandhi, John Lennon, Noam Chomsky, Paul Krugman, Michael Moore, Sting, Al Gore, Peter Singer, John Kerry, Ted Kennedy, Bill Clinton, George Soros, Harrison Ford, Leonardo DiCaprio, Cameron Díaz, Robert Redford, Bread Pizza, Angelina Jolie, George Clooney, Barbra Streisand, Richard Gere, James Cameron, John Travolta, Bruce Springsteen, Oliver Stone, Whoopi Goldberg, Jack Nicholson, Matt Damon, Gérard Depardieu, Ben Affleck, Sean Penn, Bono Malo Vox, Oprah Winfrey, Benicio del Toro, Oscar Niemeyer, Chico Buarque, Luís Fernando Veríssimo, Wagner Moura, Eduardo Matarazzo Suplicy ex-Smith de Vasconcelos, Chico Alencar, Luciano Huck. Fora isso, muitos outros nomes são assinalados durante as duas partes anteriores, como Gilberto Gil, Fernanda Montenegro,
Desde o início do livro, Rodrigo Constantino salienta que não coloca em xeque o valor artístico das pessoas, mas a contradição entre o que dizem polìticamente e o estilo de vida que levam.

Não dá para concordar com tudo o que Rodrigo Constantino colocou no livro. Falar do Tibete como “vítima” é um tanto quanto “esquerdismo caviar” de muita gente que ignora que a região SEMPRE foi parte do império chinês, que NUNCA foi um país independente, que em 1911 deputados tibetanos fizeram parte da assembléia constituinte republicana chinesa (ou seja, eram parte da China), e que o que deixa o dalai lama indignado não é o domínio chinês, mas a perda do poder feudal que ele e seu clero exerciam sobre 85% da população tibetana que vivia em regime de servidão, para atender 10% de sacerdotes.
Só no finzinho do livro RC lembrou de juntar Mr. Richard Gere e Mr. Tenzin Gyatso no mesmo cesto de artistas festivos, caviarescos e champanhotes.

Interessante a menção final, de luz no fim do túnel, ao citar a mudança de opinião de Ferreira Gullar, enojado com o que seus antigos colegas “socialistas” têm feito nos últimos 90 anos. Um mar de sangue e um sem fim de prisões a quem os contrariar. Pena que o livro tenha sido escrito em 2013, e não tenha tido a oportunidade de incluir o que Eduardo Galeano disse em Brasília sobre “Veias Abertas da América-Latina”:

“Hoje não gostaria de reler o livro. Não me sinto mais ligado a esse livro como era. Quando escrevi, tinha 19, 20 anos. As veias abertas da América Latina tinha de ser um livro de economia política mas eu não tinha o conhecimento necessário para isso. A realidade mudou muito e eu também mudei”.

 

Os índios do Maracanã

Índios guajajaras protestaram contra a demolição de um prédio abandonado ao lado do estádio do Maracanã.

Para quem não sabe, os guajajaras são do Maranhão. Fazem parte do grupo de “ativistas” que também reivindicavam terras no Plano Piloto de Brasília.
Pior ainda, são parte das pessoas que sabotaram a base de lançamento de foguetes em Alcântara.

Ah, claro que uma porção de loiros puderam ser vistos usando cocar no “protesto”.

Se isso não é terror subsidiado, então não sei.

Coivara

Sabe o que significa coivara?

Vamos à definição wikipediana:

Coivara é uma técnica agrícola tradicional utilizada em comunidades quilombolas, indígenas e ribeirinhas no Brasil. Inicia-se a plantação através da derrubada da mata nativa, seguida pela queima da vegetação. Há, então, a plantação intercalada de várias culturas (rotação de culturas), como o arroz, o milho e o feijão, durante 3 anos.

Esse método é utilizado principalmente em agricultura de subsistência, por pequenos proprietários de terra ou em áreas de plantio comunal.

A característica extremamente rudimentar dessa técnica agrícola leva ao rápido esgotamento do solo, fazendo com que as terras precisem ficar em descanso de 3 a 12 anos e causando a derrubada de grandes áreas de mata. Em algumas regiões, como no Vale do Ribeira, essa situação causa grande polêmica entre comunidades quilombolas e autoridades, na medida em que ameaça a mata nativa (Mata Atlântica).

Diz “tio Aurélio”:

Restos ou pilha de ramagens não atingidas pela queimada, na roça à qual se deitou fogo, e que se juntam para serem incineradas a fim de limpar o terreno e adubá-lo com as cinzas, para uma lavoura.

No blog “Coisas de Caiçara” encontramos:

A coivara, para quem não conhece, é a técnica de cultivo mais simples que os caiçaras herdaram dos índios. Na verdade é uma queimada sobre o mato cortado, tendo o cuidado de ter um controle sobre a área cobiçada para o plantio, ou seja, com aceiros bem definidos para o fogo não extrapolar e causar danos demais.

                Geralmente o fogo era ateado em dias sem vento, começando da parte mais alta do terreno, de preferência na parte da tarde, quando predomina uma viração de fora refrescante. Nas divisas se postavam as pessoas com galhos de bastoeiros, de folhagem espessa, apropriado para apagar fogo (servindo como abafadores). Porém, quase sempre o fogo dava um olé no grupo, provocava até um princípio de sufocação, com olhos ardendo etc.
                Depois da queimada, os tocos maiores eram deslocados para as margens, as covas eram feitas e o plantio acontecia sobre as cinzas. Logo se via a maravilha de frutos da terra. Bem mais tarde aprendemos que isso não era o ideal. Afinal, ocorria um desgaste da terra; os nutrientes eram queimados. Ainda tinha os bichos que morriam ou fugiam desesperados por causa do fogo. Só sei dizer que, em meados de cada ano, os morros eram queimados, parecia disputa para ver quem estava disposto a plantar mais. As coivaras deixavam a paisagem marrom por pouco tempo. Depois da primeira chuva, tudo se esverdeava para garantir a subsistência dos caiçaras.
coivaraO weberiano Vianna Moog também menciona, em seu “Bandeirantes e Pioneiros” de 1954,  essa horrenda prática da coivara, que os caboclos receberam da herança indígena.
Bem, como se vê, poucos ONGeiros e ambientalistas se preocuparam como essa lamentável “tradição” que muitos “pequenos agricultores” ainda praticam pelo país afora.
Os hipòcritamente mal-resolvidos preferem sempre patrocinar o coitadismo, a doença que destrói o tecido social. Ah, e claro, culpar os “malvados” europeus que “exterminaram” com as “sadias” tradições dos “bons selvagens” rousseaunianos, em contraposição ao “malvado capitalista”.

Homossexual + sufixo

Já escrevi sobre isso antes, mas, como a tchurma dos politicamente corretos continua com suas estultices, achei melhor alterar o post anterior e inseri-lo outra vez.

Os “polìticamente corretos” reiteram que se deve dizer homossexualidade, e não homossexualismo, pois o sufixo -ismo indica doença, tal como em autismo, hipo/hiper-tireoidismo e paludismo (mas não como em hemorróida, hepatite, glaucoma, neurose, etc, etc.).

table { }td { padding-top: 1px; padding-right: 1px; padding-left: 1px; color: black; font-size: 12pt; font-weight: 400; font-style: normal; text-decoration: none; font-family: Calibri,sans-serif; vertical-align: bottom; border: medium none; white-space: nowrap; }.xl64 { text-align: left; vertical-align: middle; padding-left: 12px; }
O que será que eles acham de? Enquanto que com o sufixo -dade temos:
lesbianismo enfermidade
achismo ansiedade
africanismo antigüidade
bom-mocismo calamidade
ciclismo competitividade
civismo criminalidade
comunismo crueldade
consumismo dificuldade
feminismo falsidade
indigenismo futilidade
jornalismo. imbecilidade
lberalismo imobilidade
modismo imoralidade
monetarismo impessoalidade
nazismo impunidade
oportunismo inatividade
pacifismo incapacidade
patriotismo incomunidabilidade
petismo infantilidade.
regionalismo iniqüidade
relativismo insaciedade
revanchismo insociabilidade
romantismo irrealidade
sensacionalismo leviandade
sindicalismo maldade
socialismo mendicidade
trabalhismo modernidade
turismo monstruosidade
urbanismo morbidade
animismo mortandade
catolicismo nulidade
cristianismo obesidade
espiritismo parcialidade
hinduísmo passividade
islamismo prejudicialidade
judaísmo promiscuidade
misticismo radioatividade
protestantismo relatividade
taoísmo rivalidade
xintoísmo vulnerabilidade

-ismo implica uma crença, uma convicção, enquanto que
-dade denota uma situação, uma condição, um estado. Isso leva a crer que os hipòcritamente mal-resolvidos acreditam que homossexualidade tenha cura. São, portanto, os maiores seguidores do Marco Feliciano. Será que eles já perceberam essa incoerência?

índio, ou melhor: índio? – mais ariano do que eu…

índio ariano

participante de reunião sobre a demarcação de terras para indígenas – foto disponível no Google, reproduzida em diversos jornais

homo + sufixo

Se há uma coisa irritante é essa mania dos polìticamente corretos hipòcritamente muito mal resolvidos reiterarem que se deve dizer homossexualidade, e não homossexualismo, pois o sufixo -ismo indica doença.

Mas sabe que é verdade?

  • socialismo,
  • sindicalismo,
  • taoísmo (e outras crenças),
  • pacifismo,
  • bom-mocismo,
  • revanchismo,
  • civismo,
  • achismo,
  • lesbianismo,
  • feminismo,
  • indigenismo,
  • romantismo,
  • regionalismo,
  • modismo,
  • oportunismo,
  • patriotismo,
  • ciclismo,
  • consumismo,
  • turismo,
  • jornalismo.

Enquanto que com o sufixo -dade temos:

  • crueldade,
  • maldade,
  • nulidade,
  • iniqüidade,
  • radioatividade
  • criminalidade,
  • impunidade,
  • leviandade,
  • obesidade,
  • dificuldade,
  • promiscuidade,
  • rivalidade,
  • mendicidade,
  • monstruosidade,
  • morbidade,
  • vulnerabilidade,
  • parcialidade,
  • imbecilidade,
  • futilidade,
  • infantilidade.

Arrumem outra explicação.

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