Um blogue mal humorado, com aversão ao abominável modismo do "polìticamente correto" (hipòcritamente mal-resolvido). Blogue de um cético convicto, com a própria ortografia.

Posts marcados ‘informação’

Uma imagem mente mais do que mil palavras

Falso viral inunda redes sociais.

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Pois é, essa foto não é de Alepo e sequer é de 2016

No entanto, a todo instante as pessoas são inundadas com essas falsas informações (deformações), não apenas nas redes sociais, mas também nos principais meios de comunicação do mundo todo.

São freqüentes as fotos de crianças “famintas”, africanas ou asiáticas, organizadas em fila indiana para pedir comida, enquanto sorriem para o fotógrafo.
Ou filmes que mostram criancinhas tremulando bandeiras de seu país, como se isso fosse uma diversão para momentos de guerra.
Esse fotógrafo / câmera, que certamente está pleiteando algum polpudo prêmio de jornalismo, deveria sim ser processado por aliciamento de menores.

Quanta mentira…

No Brasil, uma das mais freqüentes mentiras é a de juntar uma pequena multidão atrás da imagem de repórter que fala de algum incidente ou acidente ou crime, enquanto a “massa ignara” grita, sob o comando de alguém que não aparece na imagem:  “jostissa, queremos jostissa, …” para a televisão.

Como escrevi em outras vezes, uma imagem mente mais do que mil palavras.

 

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Sinto um vazio

Sinto um vazio em mim, e não é fome.

Acabaram os jogos olímpicos, acabou o processo de destituição de Dilmá, e não há nada para ocupar as conversas…

Vivemos manipulados por enxurradas de falsas informações e falsas emoções.

Melhor apenas pré-ocupar-me com minha fisioterapia para continuar caminhando.

Ah, sim, amanhã preciso ir à lavanderia. Algo fundamental.

 

 

Tripadvisor

Tripadvisor, o pior conselheiro que alguém pode ter sobre viagens e passeios no Brasil.

Já escrevi sobre isso em outro blogue várias vezes, mas acho necessário colocar aqui também, para maior divulgação.

Estive na cidade de Goiás, no final de março, por conta das festas religiosas de Semana Santa, que são parte do patrimônio cultural do Brasil.
Fiz também incríveis passeios pela Serra Dourada (que não é o estádio em Goiânia), e por uma trilha que é parte da Estrada Colonial, usada por bandeirantes e escravos no século XVIII.
Gostei muito dessa estada (esta foi a quinta vez em que fui à cidade de Anhangüera, da poetisa Cora Coralina e da artista plástica Goiandira do Couto), e depois quis dar uma olhada nas tripas aí vai sô, para voltar em maio ou junho, e talvez buscar outro lugar para hospedagem, mais próximo à cidade.

O que me chamou a atenção, porém, não foram as alternativas, mas os erros grotescos do site. Típicos de quem só faz turismo no ar condicionado de uma avenida de São Paulo.

Uma das alternativas de hospedagem que o site dá fica na Vila São Jorge, Alto Paraíso, Chapada dos Veadeiros, no nordeste do Estado, distante quase 500km da cidade de Goiás, que fica no oeste.

google maps São Jorge – Goiás

Outra alternativa é um hotel em Caldas Novas, no sul goiano, a mais de 300 km.

google maps Caldas Novas – Goiás

Fora esses “detalhes”,  vi que o Centro Histórico da cidade de Goiás está com o mapa do centro de Porto Alegre – RS !!!! RS de Rio Grande do Sul, não de risos, porque é para chorar…

Vi também que eles indicam um museu que, pelo CEP 78790, fica em Itiquira, Mato Grosso!

E sugerem visita ao teatro São Joaquim, que foi demolido por não fazer parte das construções tombadas pelo IPHAN e pela UNESCO!

Como não é primeira vez que “cometeram um equívoco”, nem será a última, melhor alertar o maior número de pessoas:

TripAdvisor é roubada!

Já fui parar em uma loja de roupas infantis, seguindo as dicas de restaurante em Brasília.

Eles insistem em elencar como opção de hospedagem em Brasília um hotel que está abandonado e virou antro de “movimentos sociais”! Até já mandei links com notícias relativas a isso, mas claro que as sumidades do turismo não se deram ao trabalho de checar. Provàvelmente estavam ocupados/as  com algum site de relacionamento, como o tinder.

Fiz day use em um hotel e não publicaram meu comentário elogioso, pois não tinha me hospedado, apesar de essa modalidade de utilização ser parte da propaganda do estabelecimento.

Dentre dúzias de outros erros grotescos. que resumi algumas vezes:

https://bocadeconsumidor.wordpress.com/2015/09/26/tripadvisor/

https://bocadeconsumidor.wordpress.com/2015/10/24/trip-advisor-2/

https://bocadeconsumidor.wordpress.com/2015/10/26/trip-advisor-3/

https://bocadeconsumidor.wordpress.com/2015/10/27/trip-advisor-4/

https://bocadeconsumidor.wordpress.com/2016/01/19/trip-advisor-o-pior-advisor-que-alguem-pode-usar-macieo-e-chez-michou/

https://boppe.wordpress.com/2014/05/10/guias-para-turistas/

Se a equipe do ar condicionado acredita que o mundo se resume às compras que faz em “meame” ou no panamá, às praias de ibiza, ou passeios pela poluição violenta das metrópoles carioco-paulistanas, por favor, deixem que pessoas mais interessadas em viagens cuidem do site.
Para essas desprezíveis pessoas, São José dos Campos, São José do Rio Preto, e São José do Vale do Rio Preto, devem ser tudo a mesma coisa, né mermo?

Para que se preocupar em consultar outras fontes de informaçção e checar o LIXO que fazem, misturando tudo.

E que parem de dar respostinhas padronizadas, de quem sequer teve a intelijumência de entender o que foi escrito na observação sobre as falhas. Só demonstra, mais uma vez, a falta de conhecimento para se qualificar para esse trabalho. E basta de se protegerem atrás da hipocrisia da “correção política”.

gente burra e arrogante

a equipinico do tripa aí vai sô é um grande exemplo dessa laia.

 

propagandas em sites de notícias

O site especializado Reclame Aqui divulga, periòdicamente, as empresas com maior número de reclamações, por categoria.

O curioso é que a maior parte delas são as campeãs em pop-ups e outros tipos de propagandas nos sites de notícias.

Além de serem quase sempre as mesmas empresas, em cada listagem, são as que mais gastam com propagandas, com stands de promoções em shopping centers, e coisa e tal.

Acho estranho esse código de defesa do consumidor, os tais procons (que tanto se preocupam em multar empresas que não pintam em suas fachadas o número do telefone 151, como é lei aqui no DF), o tal ministério público (mistério), e tudo mais, dizerem que “a liberdade de expressão não pode censurar, cercear, etceterar a propaganda”.

Mais ainda, acho absurda a falta de ética das empresas de jornalismo (sim, são empresas, preocupadas com o lucro, e não com a informação), que aceita de muito bom grado as propagandas, mesmo que publiquem, em pequenas notas,  que tal e tal firma costuma dar calote nos consumidores.

Afinal de contas, um imóvel é algo “muito barato“, claro, e se alguém não gostar dele, pode trocar, como um sorvete.
Se há milhares de pessoas que não conseguem a escritura, por conta das irregularidades nas obras, isso não é culpa dos divulgadores de propagandas.
Cai no conto do vigário quem quer, na visão de quem divulga os anúncios.
Para essas empresas de jornalismo, pouco importa se a falta de ética do comércio de anúncios (e dos anunciantes) se aproveita da falta de informação do público.

Consumidor existe para consumir, até mesmo na cabecinha dessas jornalistas que falam tanto em “socialismo”, e “distribuição da renda”, de “desigualdades sociais”.

Direitos? Ora, o direito do anunciante é maior do que o direito do consumidor, sempre foi assim…
O anunciante faz circular dinheiro no mundo da publicidade.
Aquele mundo tão especial, que faz girar dindim no mundo dos Caixas Dois…

intolerante

– Você é um intolerante.

– Eu? Intolerante? Pois acho que você que é um banana.

Aliás, acho que quanto mais as pessoas “se globalizam”, quanto mais “se mesclam em metrópoles”, mais babacas ficam.
Devem sofrer lavagem cerebral no meio do trânsito.
Velhinhas em cidades do interior têm mais juízo do que os alienados que são bombardeados com informações deformadoras.

Aproveita tuas horas paradas e leia:

http://www.independent.co.uk/news/world/middle-east/raif-badawi-saudi-arabia-urged-to-halt-flogging-of-liberal-blogger-sentenced-to-1000-lashes-9967008.html

 

A era da desinformação

Ontem à noite, um amigo conversou comigo sobre a des-informação da era da informação. Muita quantidade e pouquíssima qualidade.

Matérias que não são confirmadas são lançadas em “sites de notícia” sem qualquer preocupação.

Exemplo disso foi a “morte” de Alberto Youssef no dia da eleição, em outubro.

É muito fácil lançar um boato e dizer que “fonte revelou”.

Omitem a fonte inexistente, e, ao contrário, expõem fontes que deveriam ser preservadas para prevalecer até mesmo o direito à vida.

Acham que “dar publicidade” a documentos públicos é “obrigação”, sem levar em consideração que há temas que precisam ser resguardados por um período, tanto no caso do tal “segredo de justiça”, como em caso de relações diplomáticas que podem ser afetadas se qualquer documento for tornado público, quando contém dados transmitidos por membros da oposição de determinadas ditaduras.

Esse meu amigo disse que quando vê algo “espetacular” vai primeiro checar se em alguns sites que ainda têm mais responsabilidade, como Globo, Estadão, confirmam a notícia. Terra (e seu parasita Jornal do Brasil), EBC, 247, Folha Política, e tantos outros portais, sites ou blogs, são tão tendenciosos que servem mais como fonte de humor do que para informação.

Observo que a pressa em noticiar, para encher de novidades a infernet, comete muito mais erros do que sempre, e que ainda por cima são responsáveis por uma seqüência de “imitadores”, como os malucos e malucas que resolveram que andar nus é “bonito e útil”, para chamar a atenção e ter os 8 segundos de fama.

Fora isso, os erros e mais erros de linguagem. Ortografia, conjugação de verbos, traduções equivocadas, e tantos outros.

Claro, é fácil atirar os textículos na infernet.

Ninguém se preocupa em fazer revisão do que escreve. “Garrancheia” e atira na blogosfera.

Saudade dos bons tempos da tipografia, em que os linotipos tinham de ser preparados, e davam aos jornalistas (e “analistas”) tempo para rever o que tinham escrito.

Esse meu amigo comentou que mais de uma vez, quando encontra algo muito “estranho”, faz o print screen da notícia, pois nada mais fácil na “era da informação” do que apagar o link, e fingir que a imensa burrada que foi publicada não é responsabilidade do autor.

Já tive essa experiência com uma notícia do Correio Braziliense, que simplesmente sumiu das pesquisas, embora eu a tenha lido na edição escrita, no tempo em que eu lia jornais de domingo sentado na sala.

A Folha também já me “negou” que tivesse publicado, há 40 anos, um documento que comprovava o racismo de determinada pessoa. Ficou apenas a lembrança na minha e na cabeça de outras pessoas que viram a notícia na primeira página imprensa daquele jornal, que aliás troca de opinião mais do que algumas pessoas trocam a roupa de baixo.

A era da informação é a maior desinformação que o mundo experimenta.

informação

Pessimistas são os otimistas mais informados.

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