Um blogue mal humorado, com aversão ao abominável modismo do "polìticamente correto" (hipòcritamente mal-resolvido). Blogue de um cético convicto, com a própria ortografia.

Posts marcados ‘inglês’

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Señor Best Regards

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ainda o desacordo

Outra vez o desacordo ortográfico é notícia.

Repito: inglês é a língua mais divulgada no mundo, e não precisa de acordo ortográfico para que ingleses, americanos, canadenses, australianos, sul-africanos, e tantos outros tenham uma ortografia única e uma única forma de pronunciar as palavras.

Claro que as editoras desses países não se preocupam com picuinhas. Vendem porque sabem produzir. Não são como certas editoras tupinambás.

http://www1.folha.uol.com.br/mundo/2016/05/1771425-presidente-de-portugal-quer-fazer-revisao-do-novo-acordo-ortografico.shtml

 

Alcorão – e outras traduções

Em todo o livro Maomé, a tradução diz “Corão”, conforme o que foi utilizado no original inglês de Quran.

Parece que hoje em dia virou regra que seja a forma utilizada em livros e jornais, já que, conforme argumentam “os donos da língua”, Al é o artigo definido em árabe (e suas variáveis, conforme a consoante que segue).

Sim, e por que ainda escrevem:

Al-godão (al-kutun)

Ar-roz (ar-ruzz)

A-çúcar (as-sukkar)

Al-fândega e Ad-duana (al-fundaq e ad-diwan)

Al-môndega (al-bundqa)

Al-faiate (al-khayyat)

Al-mofada (al-mokhadda)

Al-face (al-khass)

???

Por que os “donos da moderna língua portuguesa” gostam de esquecer que Portugal e Espanha estiveram sob domínio árabe durante séculos, e incorporaram as palavras desse idioma de forma diferente dos demais países europeus?

Até 1950/1960, havia sido Alcorão, com o correspondente adjetivo “corânico”, que, tal como “cotonifício”, “cotonete”, “rizicultura”, e outros derivados, não tem o artigo definido, por não se tratar do substantivo original.

Parece, porém, que hoje em dia ninguém mais se interessa em estudar gramática histórica – muito menos os tradutores.

Se eles querem copiar o que se usa em inglês e francês, então, por favor, passem a escrever coton / godão, roz, çúcar, fândega e duana, búndiga, faiate, mofada, fass…

Ah, e só para aproveitar o gancho, aprendi com Karen Armstrong que sarraceno é uma palavra oriunda do grego “sarakenoi“, e significa os que vivem em tendas (tal como Kadafi, apesar de todo o dinheiro que tinha acumulado enquanto foi ditador).

tradução, plíz!

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Português ruim, inglês inventado.

Ingrêis nóis dumina

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Neim u gúgou transleito com ségui cê taum ruym.

verbos: dois para um

Ao contrário do que “diz a vã sabedoria popular”, português não é uma língua pobre.

Um exemplo disso é que temos SER e ESTAR, enquanto uns outros tantos por aí apenas conhecem apenas to Be, Sein ou Être.

Outro exemplo é BRINCAR e JOGAR, que são traduzidos para  to Play, Spielen, Jouer, Jugar. Não dá para confundirmos as duas ações.

Por outro lado, enquanto isso começamos a perder a noção de DIZER e FALAR. Enquanto nas outras línguas européias é nítida a diferença entre to Say e to Speak; Sagen e Sprechen; Dire e Parler; Decir e Hablar, em “brasileirês” essa distinção fica a cada dia mais diluída.
Não percebe a diferença? Como sabe, porém, a diferença entre esses verbos nas outras línguas?

Um pouco de auto-policiamento de nossa parte pode fazer bem para a língua (e a linguagem).

Dicionário gauchês-inglês

O jornal “Meia-Noite” publicou uma matéria curiosa, a respeito de expressões típicas do gauchês, traduzidas para inglês.

Não vou reproduzir as figuras, para não sobrecarregar minha cota no wordpress.
Faço, porém, a lista das expressões, no original gauchês, no brasileirês coloquial, e no inglês para turistas.

Clique no link para visualização do arquivo .docx.

dic gauchês inglês

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