Um blogue mal humorado, com aversão ao abominável modismo do "polìticamente correto" (hipòcritamente mal-resolvido). Blogue de um cético convicto, com a própria ortografia.

Posts marcados ‘intelectualidade’

gostos mudam

Em um restaurante, ouvi ontem aquela coisa que era tão cultuada, a famosa MPB.
Aquele conjunto de “entelequetuaes” que ainda não saíram do discurso de 1968…
Bem, mas o que quero comentar é:

ODEIO ELIS REGINA!

Depois de 34 anos de sua morte, não suporto mais ouvi-la.
Tentem ouvir “como nossos pais”, ou “maria maria“.
Ela grita mais do que cantor sertanejo em programa de auditório!
Berra!
Dói os tímpanos de quem tem de aturar aquele treco.

Como vêem, a gente muda de opinião ao longo do tempo.
Vai se informando mais, e começa a jogar na lixeira o que não merecia atenção.
Só o chico buraco de cuba é que não quer mudar.
Os neurônios já foram destruídos pela cachaça há muito tempo.

Aqueles quatro cabeludos de Liverpool eu achava mais ou menos.
Hoje em dia, são verdadeiros purgantes cheios de açúcar.

Escrevi sobre isso para alguns amigos, e imediatamente recebi as respostas:

Cê tá parecendo minha mãe, que dizia não entender porque Elis tinha que fazer tanta careta ! E fazia mesmo, né? Kkk

Também tenho mudado. Todos meus sentidos estão se adaptando a novos gostos.
Em matéria de música, estou apreciando a norte-americana das décadas 1930-1940.
Dolores Duran e Maysa, nunca mais. Pra que tanta dor de cotovelo?

Difícil é eu explicar ao meu vizinho do apartamento de cima que careta no velório e vilberto vil são demodés…

 

 

A Imbecilidade Humana NÃO Conhece Limites

Li uma matéria sobre “livros que podem nos fazer mal“, encontrável no site do jornal lusitano Público.

Deixo a chamada aí:

Há um movimento de estudantes universitários norte-americanos a pedir que os protejam dos conteúdos de alguns livros que consideram perigosos. Em causa estão sobretudo clássicos da literatura grega e romana. A psiquiatra Manuela Correia fala em “infantilização” da sociedade.

É necessário ler a matéria, e também os comentários. Não vou aqui ficar me estendendo, pois seria difícil resumir.

Como sempre tenho manifestado aqui no blogue, porém, abomino de corpo e alma essa hipocrisia da correção política, essa esquerda festiva que sempre pretende policiar (usavam antes o termo patrulhamento ideológico) o que os outros pensam, “por uma sociedade melhor”.

Infelizmente essa doença social da censura ideológica, que não sabe identificar alegorias, ou despreza os ensinamentos da História (com H maiúsculo), está impregnada em vários setores do mundo. Pior do que a religião, ela se torna lei, levada por gente “bem intencionada” (aqueles que enchem o inferno todos os dias de boas intenções), disfarçada em “bons pensamentos”.

Faz falta que o mundo se preocupe mais com ciências, e não com empulhações de teorias sociais.
Essas aí nos têm deixado encalhados.

Só posso resumir que a imbecilidade humana não conhece limites. O mundo contemporâneo é o maior exemplo.

Preconceito existe sim

Li há alguns dias, nem me lembro onde, uma matéria escrita por essas peçykólogoas, pedagojkas, ou sei lá que outro tipo de “analistas”, que afirmava que o preconceito se adquire na sociedade, que criança [aquele ser puro e angelical que rousseau (ruçô) e alguns católicos inventaram para maldição da humanidade]  não tem preconceitos.

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Falando bom e claro português:

QUE PUTA MENTIRA!

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Fui criança – há muito tempo, bem antes dessa raça de “analistas” começar a pulular em revistas, jornais e programas de rádio.

Lembro de que tinha uns 5 ou 6 anos (na flor da inocência, como diriam essas toupeiras que querem cegar a humanidade), posso afirmar porque aconteceu na casa em que morava naquela época.
Um menino mongolóide (com Síndrome de Down, como se exige dizer hoje em dia) foi passar o dia na casa de algum parente que morava no quarteirão.
Eu me zanguei com ele, na rua, e disse a meu pai, que estava por perto, que o menino era “muito bobo”.

Meu pai foi procurar a mãe do menino, para se desculpar, e na frente dela me deu uma lição de moral (nossa, que horror! assédio contra um dimenó!)  para ensinar que o menino não podia ser chamado de bobo, nem nada daquilo que eu tinha dito. Continuou, depois, para explicar que ele tinha nascido com aquela característica e eu tinha de saber que havia diferenças físicas e mentais entre ele e as outras crianças da rua.

Mais tarde, na escola, uns 8 anos, fiz uma piada de mau gosto a respeito de uma colega da classe, que hoje em dia teria de ser chamada de “afrodescendente”.
Meu pai e minha mãe vieram com toneladas de conversas contra aquela minha piada.
Lembro que minha mãe disse: – você pensa que mora nos Estados Unidos?  (estava em evidência, na época, a luta contra a política de segregação nos Estados do Sul dos Estados Unidos; isso era mostrado nos noticiários do Repórter Esso).

Pois é, minha mãe era “dona de casa”. Não era “analista” formada nas “melhores” universidades brasileiras de siençazumana.
Ela e meu pai souberam que é de menino que se torce o pepino, para crescer corretamente, e tirar os preconceitos que eu, criança, expunha com naturalidade.

Crianças têm preconceito nato. Cabe à sociedade ensinar que eles não se justificam.
Exatamente o oposto do que dizem os “intelijumentos” da intelligentzia.
O polìticamente correto, ou melhor, a hipocrisia, é a pior forma de lidar com esses temas.

 

Uma imagem que resume toda uma estratégia

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Essa imagem, que, curiosamente, foi postada por um esquerdista, mostra, com exatidão, como governa o PT.

O cidadão está no fundo do poço, mas o “intelectual” não lhe dá a escada – o meio pelo qual ele possa galgar os degraus e subir, desde que faça algum esforço.
Ao contrário, um “homem humanitário” debruça na borda do buraco, estica um braço (que nunca vai adiantar nada), e faz cena de que quer ajudar.
O “descamisado” do fundo do poço não sabe que existe uma escada logo ali. Logo, imagina que aquele homem é bom e quer ajudá-lo. Assim, aposta nele.

Quais são os meios (escadas) para aquele cidadão se salvar? São: Escola Pública de qualidade; Cursos Técnicos; Transporte; Segurança; Infra Estrutura; Economia forte; Criação de Empregos…, etc.

Mas… Quais são os jogos de cena (de mis en scène)? São: Bolsa Família; Auxílio Reclusão; Maciça propaganda; Cotas raciais…, etc. Todas as cenas, como sabemos, como verdadeiras política do “Pão e Circo”: pão (bolsa isso, bolsa aquilo…); circo (estádios glamorosos, samba e carnaval).

Enquanto isto, o País afunda!
Que se dane! O importante é o Poder estar garantido!

la France, esse país da segunda divisão, preso ao passado…

Um amigo me enviou o link com a entrevista que o ex-embaixador brasileiro em Paris deu ao jornal Meia-Noite.

Acho a melhor coisa que já li, vi e ouvi, nestes últimos dias, a respeito do que tem ocorrido por aquele país que, dentre outras coisas, colonizou o Haiti, o Congo, a Guiné, Burkina, etc..

Voici le texte:
por Luiz Antônio Araujo

Marcos Azambuja: “A França precisa analisar a relação com os imigrantes”

Embaixador do Brasil em Paris De 1997 a 2003, fala sobre a comoção causada pelos ataques iniciados na quarta-feira com o massacre na revista Charlie Hebdo e adjacências

A experiência ensinou ao embaixador aposentado Marcos Azambuja que os problemas surgem aos finais de semana. E foi às vésperas de mais um, às 21h35min de sexta-feira, que ele se dispôs a atender o telefone de sua residência, no Rio de Janeiro, para discorrer a pedido de ZH sobre uma crise que lhe é familiar: a comoção causada pelos ataques iniciados na quarta-feira com o massacre na redação da revista francesa Charlie Hebdo e adjacências.

De 1997 a 2003, Azambuja foi embaixador do Brasil em Paris e cumpriu expediente na sede da representação, no Huitième Arrondissement (8º Distrito), na margem direita do Rio Sena, não longe de onde o turbilhão se iniciou.

– A França está em choque. A recuperação levará tempo – afirmou.

A seguir, uma síntese da entrevista.

Como o senhor explica os acontecimentos da França de 7 a 9 de janeiro?
A França foi um país que, durante séculos, recebeu muitas correntes migratórias. Mas quase todas tinham a aspiração de se tornar francesas – pela língua, pela cultura, pela adesão às ideias republicanas e laicas que fazem o espírito da sociedade francesa. O problema com a grande imigração islâmica é que não vem acompanhada desse desejo de adesão inteira a esses valores franceses, e sim de se oferecer como uma civilização e uma cultura alternativas.

Qual o impacto desse fenômeno entre os franceses?
A França não tem o temperamento de aceitar com naturalidade essa diversidade de aproximações. A França tende a ser convicta de que o seu modelo é aquele ao qual os outros devem aderir e que estar no país deve implicar a aceitação de seus valores. A Grã-Bretanha é muito mais flexível, assim como os Estados Unidos e também o Brasil, de certa maneira. São lugares em que os outros podem existir sem ter de aderir a um ideário nacional. O grande problema que temos hoje na França é que grande parte desses imigrantes muçulmanos – veja, o problema não é ser árabe, e sim a ideia do Islã como religião, como cultura, como matriz de pensamento – vivem um choque entre a visão republicana e laica e a sua própria visão religiosa.

A polêmica sobre o uso do véu, que ocorreu há alguns anos, é um exemplo disso?
Houve essa polêmica grande sobre o uso do véu nas ruas e de indumentária islâmica nas escolas porque, de um ponto de vista republicano e laico, ninguém deveria esconder seu rosto. Há um choque intrínseco entre a maneira de ser francesa e a visão islâmica. E isso é uma coisa complicadíssima. E eles são mais numerosos como imigrantes e formam bolsões de pobreza. A França não é brilhante na absorção desse tipo de imigrante. Ela não encontra um espaço natural para eles. Outra coisa é que quase todos vêm do Oriente Médio, que é o lugar mais complicado do mundo. Há dias, eu revi a agenda da primeira reunião a que compareci nas Nações Unidas – eu era rapazola, foi em 1960. Todos os assuntos foram resolvidos: a Guerra Fria, o apartheid, o colonialismo acabaram. A única coisa que não se resolveu é o conjunto dos problemas do Oriente Médio, que não apenas não se resolvem como ficam mais complicados. Esses problemas afloram na França agora, com a reivindicação do Islã por um papel maior, o conflito árabe-israelense e outros.

Existiram na França, porém, gerações de imigrantes árabes que não apenas se integraram como levaram esses ideais para as colônias e protagonizaram mudanças. Foi o caso dos líderes da Revolução Argelina, por exemplo, que eram laicos e socialistas.
Os argelinos, marroquinos e tunisianos são menos árabes e mais berberes. São o Ocidente do mundo árabe. Sobretudo naquele momento, a questão de Israel não era decisiva. O que era decisivo era a independência, a autonomia, a emancipação política. Esses imigrantes do Magreb foram absorvidos com um relativo sucesso. O problema é que, depois, a questão do Islã como afirmação nacional e o antagonismo Israel-árabes – os terroristas atacaram na sexta-feira uma loja de produtos kosher em Paris – constituiu um novo ingrediente na mistura. Existe uma rejeição à ideia de que a França representa uma ponta de lança no Oriente Médio. Os muçulmanos mais modernos do Irã e da Turquia voltaram atrás e estão se tornando mais conservadores, mais islâmicos. Houve um recrudescimento – não de uma sociedade que vai ficando cada vez mais laica, mas que retornou a uma certa matriz mais severa e mais religiosa. Outro problema foi o fracasso da Primavera Árabe, que gerou expectativas não cumpridas. E, finalmente, a imigração árabe na França não foi capaz de produzir uma absorção nos níveis mais altos da sociedade. Deputados, senadores, acadêmicos que têm origem no mundo islâmico são irrisórios. A França continua privilegiando as elites que vêm de suas grandes escolas. E a maioria dos árabes não se qualifica para jogar no primeiro time. A França não tem flexibilidade de absorver o diferente. A França hierarquiza em torno, se você quiser, dela mesma.

A crise começou com um ataque à revista satírica Charlie Hebdo, caracterizada por um humor que muitas vezes toma como tema questões religiosas, não apenas do Islã, mas também do cristianismo e do judaísmo. Muitos questionam, mesmo na França, o tipo de humor de Charlie Hebdo. Como o senhor analisa o papel particular dessa linha editorial da revista nos acontecimentos?
Na atitude da Charlie Hebdo e de outras publicações francesas, como o Canard Enchainé, há um humor em torno da religião que me parece duvidoso. Não acho muita graça nele. Esse humor recorre inclusive a uma certa estereotipação. Se você observar a maneira como os árabes são mostrados nessas publicações, eles têm as mesmas características das caricaturas raciais feitas antes sobre os judeus: são sujeitos com barbas longas, nariz adunco, turbantes. Continua a haver uma estereotipação com a qual eu não simpatizo. Que os árabes não gostem disso, compreendo inteiramente. O problema foi a perpetração de um ato criminoso que resultou na morte de 12 pessoas.

Como o senhor interpreta esse ato?
Isso tira a questão do campo do debate intelectual para colocá-la no terreno da criminalidade. Se os franceses árabes estivessem indignados com a ironia em relação a Maomé e fizessem uma manifestação, eu entenderia perfeitamente. O problema é que fomos confrontados com um ato de violência inaceitável. Não estou querendo incorrer num hábito muito francês de discutir tudo isso em termos intelectuais. Este é o momento de haver apenas repúdio a um ato de violência. Se não, começamos a ficar desde já muito inteligentes sobre isso. O meu medo, na França, é que a inteligência ande tão depressa que substitua a indignação.

O senhor refere-se aos hábitos intelectuais franceses, e a esse respeito não se pode deixar de notar que pensadores como Éric Zemmour pregam a islamofobia de maneira aberta – o primeiro chega a sugerir deportação em massa.
A ideia de deportação é um espasmo. A França precisa dos imigrantes. O jogo de imigração presta-se a uma duplicidade. É dito que os árabes vão ocupar a terra e se beneficiar, mas eles estão cumprindo funções de trabalho que, na França, ninguém mais quer fazer. E a França tem hoje taxas de natalidade tão baixas que, sem a imigração, começará a murchar demograficamente. Não há viabilidade, nem o mundo de hoje permitiria que você pusesse pessoas num navio e mandasse de volta sabe-se lá para onde, sobretudo nessa conturbação que é o Oriente Médio.

O que representa esse discurso?
Isso é mais uma expressão de mau humor, de frustração e de irritação do que um caminho viável. O que é preciso fazer é encontrar uma forma de acomodar a diversidade dentro da laicidade e do republicanismo. Quando se vai à Grã-Bretanha, você pode falar inglês com 200 sotaques: canadense, australiano, neozelandês, sul-africano, nigeriano – tudo é inglês. Mas se você fala francês com algum sotaque, eles acham que você é um primitivo. A França se coloca no topo de uma pirâmide do saber e hierarquiza para baixo. E as pessoas não gostam de ser colocadas nisso.

Existe também exploração política a respeito dos acontecimentos. Na manifestação deste domingo, por exemplo, muitos não desejam a presença da Frente Nacional (FN), partido francamente xenófobo e racista. Como o senhor vê essa dimensão?
Não há como excluir a FN. Como partido, a FN é cada vez mais importante – Marine Le Pen (presidente da FN) é uma das figuras com condições a aspirar o cargo de primeiro-ministro. Você não pode excluir. Será preciso dizer: estamos reunidos nesta manifestação não por estarmos de acordo em tudo.

O que uniria os grupos?
O fato de estarem reunidos para repudiar a violência. Ou seja, você encapsula a solidariedade a um aspecto, sem aderir aos demais. Mas é muito difícil. A França está vivendo um momento muito complicado. Ao erigir seus valores em um corolário universal, ficou presa em uma camisa de força intelectual, ideológica e comportamental. Se você não estiver enquadrado naquele rigor metodológico e linguístico e na própria técnica de apresentação das ideias, você é visto como bárbaro. O francês já foi uma língua de comunicação mundial. Hoje, é uma língua de cultura, estudada por grupos de pessoas. Há uma perda de espaço intelectual e de prestígio com a qual têm dificuldade de se conciliar. Estamos no momento de repudiar a violência dos ataques. Haverá tempo para discutir todas as complexidades. Pessoas foram mortas de uma maneira que você não pode coonestar.

É possível aos outros grupos políticos aceitar a participação da Frente Nacional na manifestação então?
Churchill (Winston Churchill, primeiro-ministro britânico de 1940 a 1945 e 1951 a 1955) tinha horror à União Soviética, e Roosevelt (Franklin Roosevelt, presidente americano de 1933 a 1945) não menos. E todos fizeram causa comum contra o nazismo. Não se estará aderindo ao ideário da Frente Nacional, mas simplesmente repudiando com toda a convicção os assassinatos. Matar aquelas 12 pessoas e depois outras tantas não é aceitável. Se alguém se junta a você nesse repúdio, será, como dizem os ingleses, fellow traveler (companheiro de viagem). As alianças são feitas conjunturalmente e para fins específicos.

Se a França se unir no domingo em torno de uma atitude negativa – o repúdio à violência –, qual será a atitude positiva capaz de manter essa união na segunda-feira?
Na segunda-feira, a França estará ainda traumatizada. As ondas de choque do que ocorreu desde quarta-feira vão durar mais tempo. A França terá um período de reavaliação de sua política interna, de seus valores, de sua relação com os imigrantes. Não é só o imigrante islâmico. Há os africanos, com os quais há uma relação menos tensa. Deverá haver um processo muito grande de autocrítica e de revisão de valores. É preciso perguntar: se num mundo tão diverso e cosmopolita, a França pode se manter tão exclusivamente francesa?

A França tem uma visão equivocada sobre seu papel no mundo hoje?
O país tem ainda uma ideia de seu papel no mundo que não corresponde mais à realidade: a ideia de o brilho, o éclan de sua civilização ainda têm efeito. Trata-se hoje de uma potência europeia sem papel maior sobre o mundo e com dificuldade de se acomodar a isso. Na União Europeia, a Alemanha tem hoje um papel militar e político muito maior. A Grã-Bretanha continua sendo um grande ator, por meio de sua relação imperial e atlântica com os Estados Unidos. A França é hoje uma potência média e tem dificuldade de se ajustar a isso em razão de sua ideia datada de grandeza passada.

O país está amarrado ao seu passado?
Na França, o passado ocupa um espaço excessivo. Napoleão, Luís XIV,  Foch, De Gaulle – todos têm espaço demais. Há uma presença do passado maior do que seria adequado. No momento, o meu medo é que a reação seja mais simples, que seja de retaliação, de caça às bruxas, de procura de culpados, de insegurança social. Os imigrantes foram varridos para as banlieues, os subúrbios. E não é uma presença estatisticamente insignificante. É uma presença imensa e crescente. Não sei como vão começar o reexame. Tenho a impressão de que François Hollande (atual presidente) não é o homem para isso. Ele pode administrar um país que sai de uma crise. Mas esse reexame exige grandeza, algo encontrável em um tipo de estadista que não creio que Hollande seja. A França está, no momento, despreparada para enfrentar esse tipo de desafio. Eles precisarão de um pouco mais de tempo. Até porque tenho a impressão de que não se esgotou o processo de violência.

Para o senhor, haverá mais atentados?
Sim. Haverá mortes aqui e acolá. Não vejo isso se esgotando completamente, e sim se prolongando um pouco no tempo. Há um outro problema que merece reflexão. A mobilidade das pessoas no mundo global exige um exame multilateral. As organizações internacionais como a ONU, a União Europeia e outras devem se reunir para discutir como administrar esse problema. Não são 2%, 3% da população – são proporções muito grandes que se deslocam. Creio que temos pano para manga. E não acho que esse episódio esteja esgotado. O primeiro round foi vivido, mas creio que teremos ainda repercussões nas próximas semanas.

vandalismo

Ontem fui a Sobradinho, e na BR há, em dois lugares, painéis de propaganda de uma oficina mecânica, com retrato do grande assassino arghgentinho,
cognominado tchê quemerda (aquele que morreu em uma emboscada, com a localização oferecida pelo arqui-rival, o famoso coma andante).

Por que retratos desse bandido podem ser expostos, sem serem apologia ao crime, e outros são proibidos?
Se alguém quiser pôr um painel com retrato de Hitler ou Médici, pode?

Assassino é assassino de qualquer jeito.
seja de um grupo ou de outro.

Não venham com conversa de que os outros eram de direita.
Direita que não permite o livre mercado e a livre iniciativa é tão esquerda quanto os de ideário “marquiçista”.
Aquilo que houve na Alemanha ou na Itália não tinha nada de extrema direita.
Tinha sim de ditadura econômica, política e social.
Ah, mas isso não pode não agradar us militontos da ischquêrda, favoráveis à ditadura econômica, política e social.

Ninguém consegue me explicar por que os milhões de mortos dos ditadores comunistas têm de ser esquecidos,
e apenas lembrados os outros milhões de mortos dos ditadores nazifascistas do século XX (em quantidade menor, pelo que consta, somando-se todos).
Mao tsé-tung, stalini, fidelini, mengistu hailé mariam, pol pot, e outros mais, não são lembrados como facínoras…
Em troca, há pessoas (fanáticos anti-católicos) que insistem em falar da inquisição, como se ela tivesse sido o “auge” da perdição humana.

Ah, por falar nisso,
la framsse, esse maravilhoso país dos entelequetuaes disquerda, mandou mesmo quantos judeus para “virarem churrasco” na Alemanha?

Se eu for lá e apagar as pinturas do tchê quemerda, serei acusado de vandalismo.
Se eu puser fogo em um ônibus, com os brequibroques, não acontecerá nada.

Assim é este país.
Assim é este mundo contemporâneo.

 

UhhhUUU

Pois é, reproduzo o que encontrei no jornal “Meia Noite”, ao qual tive acesso pelo gúgou níus:

O governo anunciou ontem à noite um pacote com medidas duras que afetam a vida de trabalhadores e a concessão de pensões. As mudanças incluem mais rigor para conceder seguro-desemprego, abono salarial, auxílio-doença e pensão. As medidas na área trabalhista eram esperadas, mas a abrangência das mudanças sobre pensões gera uma insegurança futura para milhares de pessoas e devem mudar a forma como os brasileiros e brasileiras encaram a carreira. Em caso de morte do cônjuge, por exemplo, a pensão será de 50% da renda, inclusive para servidores públicos. Conforme a idade, o benefício será extinto após um tempo. As medidas são racionais do ponto de vista de gestão financeira e permitirão economia da ordem de R$ 18 bilhões por ano, mas pegam muita gente de surpresa porque a presidente Dilma ganhou a eleição justamente dizendo que manteria os programas sociais e que seus adversários é que fariam cortes. Os detalhes serão publicados hoje no Diário Oficial da União.

Quem ganha eleição joga fora as promessas antes mesmo de assumir o cargo. Ou re-assumir, nesse caso.

Sempre pergunto onde foi que descobriram que “eleição” é sinônimo de “demo-cracia”. Bem, governo do DEMO, não do povo.

Espero que o Brasil mergulhe logo, por completo, no terreno fecal que plantou.
Merecemos, tal a burrice da “intelectualidade” que ainda apóia os des-governos.
Em troca de uns carguinhos e de uns patrocínios, é claro.

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