Um blogue mal humorado, com aversão ao abominável modismo do "polìticamente correto" (hipòcritamente mal-resolvido). Blogue de um cético convicto, com a própria ortografia.

Posts marcados ‘Irã’

Time – man / person of the year

A revista Time faz anualmente a seleção da pessoa do ano. Não a mais importante, mas a mais relevante.

Este ano, 2015 (ainda), a ganhadora foi a alemoa da ex-DDR, treinada pela STASI para destruir a União Européia, Frau Angela Merkel.

Tudo bem, em anos anteriores, a revista escolheu a pior pessoa também como a grande personalidade.

Exemplos:

1931 – Pierre Laval (político francês que foi fuzilado em 1945), por ter agravado a crise financeira na Alemanha de Weimar, e deu mais mais fôlego à ascensão do nazismo em 1933;

1938 – Adolf Hitler, que no ano seguinte iniciou a Segunda Guerra Mundial;

1939 e 1942 – Josef Stálin – um amor de pessoa, como sabemos;

1979 – o aiatolá Khomeini, o homem que implantou a ditadura islâmica no Irã;

2015 – Frau Alemoa, que como vemos, está em boa companhia.

Outros nomes que receberam o título de “personalidade do ano” também podem ser questionadas, mas fico apenas com as mais óbvias.

“Time é de uma precisão absoluta”, como vemos.

A opinião dos jornalistas não raras vezes é o inverso do que o mundo necessita.

 

Saudades de Saddam Hussein

Com esse título, Clóvis Rossi publicou um artigo na Folha (que a gente tem dificuldade de encontrar, por conta do gigantesco pop-up tentando convencer o leitor de que não há bolha imobiliária no Brasil), hoje, dia 16, cujo início é “ditaduras são sempre nefandas, nefastas, odiosas, horrorosas ou qualquer outro qualificativo diabólico que ocorra ao leitor”.

Discorre sobre a desastrada política externa de Bush filho, mas quando fala dos fracassos da “primavera árabe” não menciona a hilária secretária de estado de obaminha do coração dos hipócritas do prêmio nobel.
Aliás, as informações sobre a Tunísia, que mencionei em 2012, não são exatamente tão “neutras” quanto Clóvis Rossi pretende.

Quando Clóvis Rossi fala do segundo turno da eleição no Afeganistão, comenta sobre o absurdo ataque de talibãs contra eleitores, que tiveram dedos cortados, mas esquece de falar do mais grave dessa situação:

quando é que esses ocidentais vão entender que esse sistema político “democrático” é o menos adequado para 90% dos países?
parem de pensar como rousseau e montesquieu (letras minúsculas), e deixem de lado essas teorias, que a política no mundo estará mais de acordo com o que cada população precisa.

Por que as “potências ocidentais” não intervêm na China, na Rússia ou na Coréia, para implantar o modelo de democracia euro-americano?

Democracia na China nunca terá resultados como se imaginaria no modelo dos teóricos franceses (melhor não usar a palavra filosofia, para pensamentos tão fracos), justamente porque a China tem uma história diferente da França, os valores e a cultura dos povos são diferentes.

Resumindo: o estrago que os “entelequituaes” têm feito pelo mundo afora é maior do que os de Calígula elevados ao quadrado.
E eleição não é sinônimo de governo do povo, para o povo e pelo povo.

Quando Sir Winston Churchill afirmou que “a democracia é a pior forma de governo imaginável, à exceção de todas as outras que foram experimentadas” , certamente ele pensou no parlamento em Westminster, mas será que o modelo britânico funcionou em todas as suas ex-colônias?

Os países mais miseráveis do mundo

O CATO Institute, “think tank” de liberalismo econômico, elaborou um estudo sobre miséria em 90 países do mundo, de acordo com os seguintes parâmetros: inflação, desemprego, taxa de juros e crescimento do PIB.

Com a coleta dos dados referentes a 2013, chegaram à seguintes relação, onde estão assinalados o índice obtido e o fator que mais influiu na tabela:

90 – Japão – 5,41 – desemprego;
89 – Usbesquistão – 5,70 – taxa de juros;
88 – Taiwan – 6,13 – desemprego;
87 – Cingapura – 6,38 – taxa de juros;
86 – Coréia do Sul – 6,77 – taxa de juros

15 – Croácia – 30,5 – desemprego;
14 – Chipre – 30,7 – desemprego;
13 – Turquia – 32,7 – taxa de juros;
12 – Territórios Palestinos – 32,9 – desemprego
11 – Macedônia – 35,7 – desemprego;
10 – Grécia – 36,4 – desemprego;
9 – BRASIL – 37,3 – taxa de juros;
8 – África do Sul – 37,4 – desemprego;
7 – Espanha – 37,6 – desemprego;
6 – Egito – 38,1 – desemprego;
5 – Jamaica – 42,3 – taxa de juros;
4 – Argentina – 43,1 – inflação;
3 – Sérvia – 44,8 – desemprego;
2 – Irã – 61,6 – inflação;
1 – Venezuela – 79,4 – inflação.

Impressiona o salto dos índices referentes aos dois piores colocados no lista, com relação aos anteriores.

 

 

 

organismos internacionais

O Congresso dos Estados Unidos aprovou uma lei, já sancionado pelo Executivo, que prevê o bloqueio de entrada no país de qualquer indivíduo envolvido em espionagem ou atividade terrorista contra os EUA ou que represente ameaça à segurança nacional. Lei feita em razão de o Irã ter indicado como seu representante permanente na ONU um diplomata envolvido na crise dos reféns em Teerã, entre 1979 e 1981 (durante o mandato do “democrata” Jimmy Carter).

Até aí, é normal, pois qualquer país tem o direito de não conceder visto a um diplomata que ele não queira receber em seu território, assim como tem o de declarar alguém persona non grata.

Existe, por outro lado, o princípio de que um país sede de organismo internacional não interferirá no funcionamento desse ente.
Desde que, é claro, os representantes no O.I. dediquem-se apenas a suas tarefas multilaterais, e não a outras que envolvem a esfera bilateral.

Desde a II Guerra Mundial, após o fracasso da Liga das Nações (engendrada pelo presidente americano Wilson, mas da qual os EUA não fizeram parte, por decisão de seu legislativo), tem pululado um sem número de organismos internacionais. A “indústria” de “especialistas” em O.I. tornou-se uma grande mamata para muita gente. Organizações com os mais diferentes rótulos, e de pouquíssimo resultado, diga-se de passagem. Como já disse aqui tantas vezes: organismos internacionais, o maior cabide de empregos do mundo.

A França, claro, a França, tem todo o interesse em que a UNESCO seja sediada em Paris. Paga para isso. Afinal de contas, a cultura francesa dá muitos dividendos ao orçamento nacional, e, se não for incentivada, desaparece no caldeirão multicultural com predomínio anglo-saxão e africano. Então, é melhor dar bastante espaço para que os “ex-“colonizados possam se expressar bastante – en français, bien sûr. Se a sede fosse em Uagadugu, a UNESCO se sentiria desprestigiada?

Sei lá quantos outros organismos espalham-se pela Suíça, pela Áustria, por Londres, pela Haia, por Roma.

É bom lembrar que também o Rio de Janeiro, Montevidéu e Buenos Aires têm seus pequenos nacos na distribuição de sedes de organismos regionais. La Paz, Quito  e Tegucigalpa não tiveram o mesmo privilégio.

Pergunta: por que outros, como não gostam de cidades “menos cosmopolitas”?
Por que a Organização para Alimentação e Agricultura – FAO, por exemplo, não se muda das cantinas e pizzarias romanas e se desloca para a Somália, ou para o Tchad?
Por que a Organização Mundial do Comércio não trabalha em Argel ou em Sófia?
Por que a Organização Marítima Internacional não tem sede em Dacar, ou em Dhaka?
Estranho, não é mesmo? Ficariam mais próximos dos reais problemas, e um pouco mais afastados do conforto das decadentes cidades ocidentais, e do cruel consumismo capitalista. Cumpririam melhor suas funções, e serviriam para contribuir no desenvolvimento de países de terceiro, quarto, e quinto mundos.
A OMS talvez ficasse mais “saudável” se ficasse um pouco mais afastada dos laboratórios suíços, e trabalhasse em uma “aprazível” praia do Golfo da Guiné.

Mudem a sede da ONU para Alice Springs, e vejam que as reuniões podem ser conclusivas mais ràpidamente.
Transfiram também a sede da OEA para Porto Príncipe.

Joãosinho Trinta disse que quem gosta de miséria é intelectual. Faltou complementar que gosta de miséria para explorar os miseráveis, não para viver nela, ou conviver com ela.

Inferno árabe

A “primavera árabe” inventada por Hilária Pinton e seu patrão Obaoba faz vítimas por onde passa.

Depois da primavera árabe, que não foi devidamente planejada pelas equipes da diplomacia hilária, as instituições ditatoriais dos antigos aliados do mundo ocidental ruíram, e foram substituídas por moderníssimas instituções da irmandade islâmica.
Resumindo: repetiram no mundo árabe o mesmíssimo erro que tinham cometido na década de 1970, quando aquele horroroso Xá foi deposto, sendo substituído pelos evoluídos e santarrões aiatolás. Trocaram a ditadura militar pela ditadura religiosa.

A Tunísia sempre foi considerada o melhor lugar do mundo árabe. Era um país considerado très chic, muito confortável, com gente bem educada, com bom padrão de vida, e coisas mais.
Muito melhor do que Marrocos, Egito ou Líbano, outros países também badalados pelos entrangeiros, mas que apresentavam algumas desvantagens. Hoje em dia, embora não haja leis escritas, as mulheres têm de se cobrir. Praia, lógico que ficou meio impraticável.
Uma funcionária tunisiana da embaixada do Brasil chegou com hematomas ao trabalho, pois tinha apanhado dos tais religiosos, que andam com as varinhas mágicas que fazem as pessoas ter o bom comportamento esperado no mundo islâmico.
Hoje em dia, os anjos que foram elevados ao poder, pela mágica da democratite hilária, invadem hotéis e restaurantes para arrebentar tudo o que há de bebidas alcoólicas, e batem em quem reagir.

A inpremça internacional quase não comenta sobre o sucesso (ou melhor, o sucedido) das políticas da loira hilária e do marido da Mixely.
Afinal de contas, como se diz, ela é dominada pelos porcos sionistas republicanos. Ou será que é o contrário?

No Egito, a nova constituição votada pela assembléia garante os poderes à irmandade islâmica, confere papel extraordinário ao presidente (quanto tempo levará para que a “inpremça” passe a chamá-lo de ditador?), etc..

Na Síria, Hafez Assad foi o líder do país de 1971 a 2000. Sempre foi tratado com a deferência de “presidente” (aquele que preside). O filho Bashar, que herdou o trono, hoje em dia é chamado de “ditador ” (aquele que dita). Tudo de uma lógica insuperável! Só porque os francesinhos vendem armas aos xiitas que querem arrancar o  poder dos alauítas. Imaginem como será um governo xiita na Síria…

A Líbia, o que aconteceu com ela? Sumiu do noticiário ou sumiu do mapa?

Pois é, essa conversa mole de democratite, querendo implantar modelos norte-americanos em todos os países do mundo, tem alguns inconvenientes.
A primavera árabe, que demonstra ser outra forma de inferno, é um claro exemplo. No fundo, estadistas fazem apenas jogos de palavras.

Ajuda humanitária

A Turquia é um país especializado em ajuda humanitária.

Que o digam os milhões de armênios mortos ao final da Primeira  Guerra Mundial, e mais recentemente os curdos massacrados pelos turcos e pelos iranianos.

Lord Chamberlain

Infelizmente o chato do Diogo Mainardi já usou a expressão antes de mim, mas garanto que eu havia pensado nela sem ajuda, já que não leio a revista para a qual o pavão trabalha. Só que, sem a oportunidade de eu vir ao blogue, ele captou meu pensamento e roubou minha idéia.

Pois é isso o que eu e muitas outras pessoas pensamos a respeito do papel que Lula tem feito com relação ao tal acordo sobre energia nuclear com o Irânio. A vontade de diplolíticos brasileiros aparecer é tão grande, que vale qualquer coisa para buscar os holofotes mundiais sobre o papel que o Brasil deseja fazer na política mundial. Só que nem foi anunciado o tal acordo, e o Irânio já dizia que manteria o enriquecimento de urânio de 20%, pouco importa o que tinha sido combinado entre a república islâmica, o Brasil e a Turquia.

Para que Ahmadinejad deseja o urânio nesse teor? Talvez para atingir a auto-suficiência nos domínios científicos, tecnológicos, industriais, agrícolas e militares, como escrito em sua constituição, que também tem como objetivo a expansão e o fortalecimento da irmandade islâmica.

Lord Chamberlain acreditava que amansava as ambições de Hitler, em 1938, mas o que se viu, no ano seguinte, foi o início da maior catástrofe bélica que o mundo conheceu até hoje.

O mesmo pode estar ocorrendo com a diplomacia personalista brasileira, iludida com a imagem de que os Estados Unidos são o demônio e que temos de cultivar boas relações com seus inimigos. Por isso louvamos a Coréia do Norte, Cuba, Sudão, as repúblicas “bolivarianas” e outros países internacionalmente marginalizados. Algumas pessoas ainda não souberam que a Guerra Fria terminou há duas décadas.

Só que ao preferirmos esse tipo de escolha, lançamos sobre nós, Brasil, também a dúvida internacional: se apoiamos esses países, quem garantirá que também não estamos interessados em ter armas nucleares? Sempre tivemos as melhores relações com as potências nucleares, somos signatários do TNP, mas essa amizade com Coréia do Norte e Irã pode começar a gerar desconfianças.

Tanto quanto é estranho o papel de Chamberlain que a diplolítica brasileira insiste em assumir. Em busca de quê? De um cargo de secretário-geral da ONU “hemiglota”? De um Nobel da Paz que não tem hoje em dia qualquer credibilidade, dada a lista de personalidades sem qualquer caráter que já o receberam?

Bem, o futuro apenas o tempo diz. Mas as reações no exterior foram muito menos entusiastas do que os áulicos tupiniquins, que cegam o líder de elogios.

Nuvem de tags