Um blogue mal humorado, com aversão ao abominável modismo do "polìticamente correto" (hipòcritamente mal-resolvido). Blogue de um cético convicto, com a própria ortografia.

Posts marcados ‘JK’

o dia da mentira

21 de abril, o verdadeiro dia da mentira no Brasil.

Dia em que se festeja a morte de um herói mais do que questionável, o Tiradentes.

Dia em que se paga pelo preço da construção de uma cidade nababesca, primeiro rombo dos cofres da Previdência e primeira grande fraude do conluio governo-empreiteiras, com um concurso fraudulento para a escolha do melhor projeto urbanístico.

Dia em que se anunciou a morte de quem foi sem nunca ter sido, a morte de um Tancredo que já havia passado para o outro mundo alguns dias antes do anúncio, golpe político-publicitário premeditado para sensibilizar a população.

21 de abril, dia da mentira, verdadeiro esporte nacional.

Tudo se repete. Mudam personagens, mas cenas se repetem.

 

as manifestações de 13 de março

Tive de rir quando li a lista de locais escolhidos para as manifestações anti-corrupção-dilma-pt no dia 13 de março.

Águas de Lindóia:  Praça Ademar de Barros – kkkkkk
Recife: os “coxinhas” se reunirão em frente à padaria de Boa Viagem – proposital  ou ato falho?
Londrina: lutará contra o conluio governos-empreiteiras na Avenida JK – santa ingenuidade, Robin.

várias cidades lutarão “pela demo-cracia” na praça Ditador Entulho Vacas.

É para rir ou para chorar?

Brésil? Ça n’est pas sérieux. 

 

A “jovem demo-cracia”

Estou cansado. Farto. Não agüento mais ler “analistas” comentando que “nossa frágil democracia ainda é muito jovem; precisa amadurecer e se fortalecer”. “Ainda vivemos a infância democrática.”

Nova?
Já tem mais de 18 anos.
Pode muito bem ir para a prisão.
Já é dimaió!
Se é assim, tão pequeninha e indefesa, depois de quase 27 anos da ditadura da constituição redigida em golpe político, que sucedeu a eleição indireta de 1985, nunca chegaremos mesmo à idade adulta.
Apesar de ter sido escrita por esquerdopatas universi-otários, esse artigo refuta a idéia:

Uzanalista que falam da “frágil democracia” são daquele estilo de pais que mantêm filhos em casa até os 40 anos, quando terminado o pós-doutorado vai procurar o primeiro emprego. Pecam pelo excesso de proteção à ninhada.

Depois da ditadura de Floriano Peixoto, em 1891, até o golpe de 1930, tivemos ainda os quatro anos do estado de sítio sob Artur Bernardes.
1930 – 1891 = 39; 39 – 4 = 35 anos de Primeira República.

Artur Bernardes governou seus 4 anos de mandato com o país em estado de sítio. No entanto, nunca é lembrado como um ditador. Meu avô e minha avó nunca esqueceram o que ele ordenou fazer em São Paulo em 1924, quando  houve uma reação contra os desmandos daquele ditador civil.
Os estoriadores, ociólogos, e outros “estudiosos” não gostam de falar desses períodos, porque vai complicar os princípios ideológicos que eles inculcam na cabeça do povo que eles “educam”.
Do final da ditadura de Getúlio, em 1945, até 1964, foram apenas 19 anos de um período com uma constituição que dava autonomia a Estados e municípios para legislarem sobre seus próprios assuntos, inclusive o mandato de seus governantes.
Dutra e Juscelino completaram seus mandatos. Jânio não o fez porque não o quis – tentou um golpe à de Gaulle e fracassou.
Apesar de crises – Getúlio x Lacerda, posse de Juscelino, renúncia de Jânio, governo de Jango – ninguém chamava o Brasil de “jovem democracia”.

De 1964 até 1985, foram 21 anos de um regime de exceção, onde, contudo, havia eleições legislativas pluralistas (inclusive com as famigeradas sub-legendas que hoje em dia pululam sob outra roupagem). Isso nunca ocorreu em “democracias populares” do padrão soviético, cubano, chinês, norte-coreano, e outras que usam o “sistema de lista única”. Era uma regime de exceção, mas não ditadura no sentido exato.

Se esses 26 anos não são suficientes para consolidar “a jovem demo-cracia” (o governo do demo) é porque temos políticos incomPeTentes a quem lhes falta maturidade sobre o que significa alternância de poder. Crianças que não querem compartilhar os brinquedos.

O Lula é uma obra da USP (intelectuais da esquerda festiva) e da classe artística perversa.
Como sempre digo a meus amigos, o PT é filho bastardo do casamento de tucanos de alta plumagem com cardeais da Igreja Católica.
Nada mais parecido com o que havia na Idade Média.

-=-=-=

Curioso que, no artigo cujo link inseri acima, falam da Omissão Nacional da Verdade, ou Comi$$ão Nacional das Indenizações.
Mas, sempre me pergunto se esses defensores dos deretchus dus manu explicam o que faziam os “coitadinhos” que “tombaram” na “defesa de seus ideais”.
Que ideais?
Roubar bancos?
É o mesmo de hoje. Quem explode caixa eletrônica é rotulado de vítima da sociedade, que protesta contra os lucros dos banqueiros e os horrores do capitalismo.
Os heróis da CNV tanto são os menores estupradores de hoje como os da turma do Araguaia.
(eu me lembro das pichações a favor da guerrilha – ou melhor, do genocídio – no Araguaia, nas paredes do banheiro da faculdade, na primeira metade da década de 70)
Que tal compararem o Brasil de 1970 /1980 com ditaduras de verdade – a Romênia socialista de Ceausescu e o Chile fascista de Pinochet?
Ditaduras.
Tal qual Cuba, Coréia do Norte, Angola e outros países hoje em dia, ou Itália e Alemanha de 1930/1945, a Espanha franquista.
Diferente do que era o Brasil de 1964 a 1985.
Aqui havia congresso funcionando, com deputados eleitos diretamente, inclusive com uma coisa chamada sub-legenda, que funcionava como os partidos “nanicos” de hoje, siglas de aluguel. Não era coisa de partido único, como nas ditaduras.
Eleição presidencial indireta não é sinônimo de ditadura (haja vista tantos países no mundo onde esse modelo de eleição ocorre), e tem menos mutretas do que a escolha de primeiro-ministro em vários países parlamentaristas.
Houve políticos cassados? E você não gostaria que hoje em dia milhares de políticos cassados, novamente? Duvido que dia não.
Se uzanalista não consideram ditador Artur Bernardes, por que Geisel ou Figueiredo o eram?
(Ah, os vizinhos de meus avós não tiveram direito a indenizações por conta das perdas materiais que sofreram com os bombardeios e saques militares em 1924.)
De qualquer modo, fico feliz em ver que a turma do esquerdismo festivo das universidades já começa a admitir que “nóça demo-krassía tá madura“.  Só falta recolher e jogar na lixeira assim que apodreça.
Repito: esse pessoal da “frágil democracia” parece aquelas famílias que mantêm as “crianças” de 40 anos em casa, sustentando-os até que tenham concluído o pós-doutorado e comecem a ficar aptos para a vida real.

A farra das passagens aéreas

Por conta da farra das passagens aéreas para os de-putados e todas as suas famílias (inclusive aquelas que “não constam” do imposto do renda), lembro:

– Andrew foi conhecer as Falkland Islands, pilotando helicóptero Sea King, a bordo do porta-aviões Invincible, durante a guerra dos ditadores argentinos;

– Harry quis ir ao Afeganistão; vovó Elizabeth disse: então vá pilotando seu próprio avião, e aproveite para caçar talibãs;

– o mesmo Harry desmanchou o namoro com a interesseira Cressida Bones, porque a periguete queria viajar em primeira classe para Miami, e ele tinha comprado passagem em classe econômica, e ia fazer a “pretendente à Casa de Windsor” pagar a passagem dela;

– nunca estive na Suécia, mas amigos meus relataram que viram a própria rainha Silvia na fila de embarque, como qualquer outro passageiro; não fura filas nem usa jatinhos do governo;

Angela Merkel foi passar férias com o marido na Itália – cada um em um vôo, pois ele descobriu uma passagem mais barata do que o que ele teria de pagar para pegar carona no avião em que a alemoa-chefa viajaria;

– lembram de um ministro brasileiro que foi passar carnaval em Fernando de Noronha com avião da FAB?

– lembram de um senador que foi fazer implante de cabelo com avião da FAB?

Pois é, essas são algumas comparações que podem ser feitas com relação às inesgotáveis mordomias de nossos políticos, e “aquela gente atrasada” do Velho Continente.

Não custa assistir de novo o vídeo que mostra os apartamentos funcionais

que os deputados ocupam em Estocolmo.

A interminável  reforma dos “modestos” apartamentos dos deputados brasileiros ainda não acabou… Passei por lá esta semana.

País rico é país onde os governantes usam transporte público.

País náufrago é aquele onde cachorros de governadores, amigos de filhos, etcéteras, usam jatinhos ou helicópteros do governo, e aspone de político pega carona em carro oficial para ir ao super-mercado.
Ou país onde juiz passeia com carrão pelas ruas (o famoso vale-transporsche), e usa veículo do tribunal de justiça para buscar criança em escolinha maternal (como já vi aqui na frente de meu apartamento!).

Ah, só para lembrar: no tempo em que Pedro II ainda estava no Rio de Janeiro, os deputados alugavam as próprias casas ou moravam em pensões – pagas pelo próprio bolso. Esse escândalo todo começou depois que o “presidente sorriso” deu um golpe nos cofres brasileiros, para transferir a capital para uma “cidade moderna”.

Greve dos caminhoneiros

Falta pão de fôrma nos super-mercados de Bra3ylha.
Falta laranja na CEASA do DF.   [sobram laranjas nos bancos]
Isso porque não há bloqueio dos caminhoneiros aqui no DF, só no Brasil-real, aquele de onde vêm os nobres “representantes do povo” que passeiam em Bra3ylha (com carros oficiais e moradias funcionais),  para brincar de “parlamento” duas ou três vezes por semana.

Pois é, país rico é país que coloca a economia nos trilhos. Trilhos ferroviários.
Isso foi algo que o “presidente sorriso” fez questão de destruir quando encheu o país de dívidas para a construção da inútil capital.

[Nova Capital que recebeu material de construção por via rodoviária – leia-se “trilhas”- com um certo “super-faturamento” e com entrega de materiais em fazendas no estado de Minas, não no destino – mas isso não é de bom tom falar, porque a patrulha ideológica não gosta que se fale mal de Gentulho Vacas, de Jusça, Jânio, Jango, e outros presidentes do “nobre” passado do país.
Fora isso, para justificar a indústria automobilística que tinha de ser imposta, sim ou sim, como “motor” da economia tupiniquim (nem quero imaginar quanto dinheiro rolou para os cofres particulares apoiarem essa decisão), os prefeitos também tiraram os trilhos dos bondes. Pouco importa que agora os sucessores desperdicem dinheiro com projetos inacabados de bondes modernos, chamados VLTs – viados, lésbicas e travecos. – Cuiabá que o diga… –  Até parece que nas cidades européias, onde nóçus politiku passeiam, alguma vez arrancaram os trilhos… ]

Pois é, atrasado era o governo de Pedrinho II, aquele durante o qual as ferrovias eram tortuosas mas atendiam todos os produtores rurais que eram a fôrça econômica do país.
Que coisa horrível! O país tinha a balança comercial baseada em commodities!  Grãos que não eram de soja. Açúcar. Não vendia minério de ferro porque a Xina ainda era um império atrasado, onde o povo não conhecia a escravidão “capitalista” – eram apenas escravos convencionais.

Tupiniquinlândia, porém, tem investido para colocar o país de volta aos trilhos.
Há décadas desviam dinheiro público para a “obstrução” da Ferrovia Norte-Sul, da outra, chamada Transnordestina, a tal Ferrovia da Soja.
Alguém se lembra da famosa “Ferrovia do Aço”, promessa do João (o presidente que tinha um ministro que hoje em dia é colaborador do Lula, um tal de Delfim…) ?   A Ferrovia do Aço nunca saiu nem nos mapas.

Pois eu espero que algumas pessoas além de mim passem a se preocupar com a falta de ferrovias.
Carga é feita para andar por ferrovias, e não para esburacar rodovias (construídas, não raras vezes, na base do jogar uma camada de piche ou de cimento em cima da terra batida) .
Carga também pode ser feita para navegar em hidrovias, e não deixar os rios apenas para que eco-chatos fiquem admirando passarinhos (uns dos outros). Os bandeirantes já sabiam dessa utilidade. Os alemães, russos, franceses, americanos, e outros mais também sabem que hidrovia não é “atentado à natureza”.

Fora isso, (não) temos os trens de passageiros.
É tão chique dizer que se viajou de Londres a Paris pelo euro-trem. Que circulou de trem de Roma até a Escandinávia.
É tão provinciano dizer que se quer colocar trens de passageiros na Tupiniquinlândia.
Trem é coisa de suburbano que precisa trabalhar longe da moradia.
Sou velho o suficiente para me lembrar de uma tentativa de meio de transporte, em São Paulo, que se chamava “auto-trem”. Eram trens que carregavam automóveis em alguns vagões de carga, enquanto os motoristas viajavam dentro das cabines. Uma espécie de balsa / ferry-boat  que andava na terra.
Hoje em dia, a maior parte daqueles trechos nem existem mais, as estações foram desativadas (ou demolidas), e quem quiser que fique parado nos congestionamentos das rodovias. Afinal de contas, motorista tem mais é de se cansar.
Como ouso falar de uma coisa dessas? O mundo começou depois que os estagiários da redação dos jornais começaram a deturpar a língua portuguesa. Nada anterior a isso é verdadeiro – são apenas lendas…

Bem, concluindo este post: parabéns aos caminhoneiros.
Espero que o desabastecimento na Tupiniquinlândia (e em sua kapitáu) seja mais abrangente do que apenas de produtos de super-mercado.
Quem sabe surjam algumas pessoas interessadas em construir linhas de trem para o transporte de cargas? como eram os antigos barões do café.
Em médio prazo haverá amortização dos custos da construção com os fretes mais baratos.
A menos, é claro, que os projetos sejam realizados por estatais, em conluio com as “impreteiras nassionaes”.
Concorrência internacional de verdade é palavrão nos critérios políticos e das análises dos tribunais de faz-de-conta que empregam vitalìciamente políticos desempregados nas urnas.

DF, o quadradinho no mapa

Existe um quadradinho pintado no mapa do Brasil que só serve para atrapalhar.
É, ele mesmo, o tal Detrito Fedemal.
Cópia mal feita do que os americanos criaram como Distrito de Colúmbia, devidamente xerocopiado por outros países, como México, Venezuela, Argentina (Cidade Autônoma de Buenos Aires, algo mais parecido com o antigo Município Neutro que já tivemos), Austrália e Índia (territórios federais, ambos os casos).
Não existe essa “coisa” em países muito mais federais, como Canadá e Suíça.
O caso de Bruxelas não é o de um distrito federal, mas de uma área bilíngüe inserida no meio de uma região de língua flamenga.
Berlim é um estado, pequeno como também Hamburgo e Bremen, justificado pela reunião dos antigos setores ocupados após a II Guerra Mundial.

Ah, mas temos o “nosso” DF caboclo.
Quando o Rio de Janeiro era a capital do Brasil, o Município Neutro, depois DF, conforme a constituição que Rui Barbosa quis copiar dos americanos (só copiou os defeitos…) não tinha essa coisa toda de moradia funcional, de passagens aéreas para visitar “as bases eleitoreiras”, e nada disso. Além do mais, como cidade, o Rio de Janeiro / DF tinha prefeito.

Brasília, porém, feita para alienar a política (e os políticos) sobre a realidade do país, já foi criada com a soberba do desperdício (fora os roubos de materiais de construção, o pagamento por obras que nunca foram feitas, os massacres de operários, o desvio de dinheiro dos instituto de previdência, e outros quetais que serviram para beatificar JK).
Em 1988, com a doença infantil da democratite, os lobista conseguiram dar representação política ao DF. Desde então os prefeitos, denominados “governadores” – um pior do que o outro, é difícil demais dar o título a apenas um – tiveram também a companhia dos deputados detritais, aquilo que é um frankenstein de vereadores de roça com deputados estaduais (conhecido localmente como a Casa dos Horrores), e mais toda a parafernália que lhes correspondem. E o DF também elege deputados para a câmara federal, e os três senadores que correspondem a cada Estado. Resumindo: Brasília é um outro “estado”.

Este quadradinho no mapa, porém, desde que obteve a famigerada e amaldiçoada autonomia político-administrativa, só tem inchado em população, em problemas, em demagogia, em ineficiência, em contrates entre a casta (hereditária) dos políticos (brâmanes) e todo o resto da população, que não conta com helicópteros para os deslocamentos.

Pior ainda, criaram uma tal Região Integrada de Desenvolvimento Econômico – a RIDE, que se espalha por Goiás e Minas Gerais. Recentemente o senado (por iniciativa da bancada candanga, claro) resolveu aumentar um pouco mais o tamanho dessa RIDE, chegando até Alto Paraíso de Goiás (onde existe o OVNIódromo, aeroporto para discos voadores), na Chapada dos Guimarães, e para o lado oposto até Gameleira de Goiás, vizinha de Anápolis e da Região Metropolitana de Goiânia. Falta a aprovação na Câmara e a sanção presidencial (espero que receba, sim, o veto presidencial). Mais um pouco e a RIDE voltará a ocupar a antiga área de atuação da ex-Telebrasília, que cobria todo o Noroeste de Minas, todo o Leste de Goiás, o que hoje é o Sudeste do Tocantins, e até uma pequena porção do Extremo-Oeste da Bahia.

Pois eu tenho uma proposta. Tornar o Distrito Federal apenas um… … distrito. Tal como Fernando de Noronha é um distrito administrado pelo Estado de Pernambuco, Brasília seria um distrito administrado pela União. Só do tamanho do Plano Piloto, com o Setor Militar Urbano, e mais nada. Todo o resto voltaria a ser Goiás. Todos, “distritenses” e “retro-engoianizados” votariam para os deputados da Assembléia Legislativa de Goiás, todos participariam da escolha dos deputados federais e senadores goianos. Nada mais do que isso.
O Distrito de Colúmbia tem apenas 177 km quadrados (incluindo 18 km quadrados de rios e lagos) – o DF brasileiro tem 5.800 km quadrados, “el más grande del mundo”!

Ah, e claro, chega de moradias funcionais para servidores públicos e para ocupantes de cargos eletivos!, pois a capital já está consolidada há mais de 50 anos, e não há justificativa para que essas castas (brâmanes e xátrias) não paguem aluguéis, ou não comprem suas propriedades, tal como fazem os vaixiás, os sudras e até mesmo os párias. Quer passagem de avião: vá à agência de viagens e compre do próprio bolso, senhora excremência. Até o príncipe Harry comprou o próprio bilhete aéreo para visitar um amigo nos Estados Unidos. Sua Alteza Real não requisitou avião da FAB (da RAF, no caso) para fazer tratamento capilar ou para mergulhos em Fernando de Noronha.

Espero que estas palavras escritas no espaço cibernético prosperem e frutifiquem…

a enpreimça

A respeito de uma matéria ápode e acéfala, publicada em certo pasquim brazuca, uma amiga me escreveu:

Eu não condeno os jornalistazinhos – condeno o f.d.p. do editor que deixa publicar uma merda dessas!

Ela tem razão. Existe um jornal que quer a todo custo (sem qualquer custo) ressuscitar o antigo Notícias Populares. Bem, na verdade, nunca deixou de existir, pois é a mesma redação de sempre. Aquel’outro, da Baía de Guanabara, tem a mesma política. Nem o vetusto jornal da Marginal do Tietê consegue deixar de lado o sensacionalismo. Nos pagos do Sul, o geocentrismo e a xenofobia são a única razão de existir aquele jornal da Meia Noite. Aqui em brazylha, o principal jornal fala de “escândalos” mas nunca conseguiu explicar os muitos metros quadrados que recebeu de mão beijada do presidente bossa-nova, para falar bem de sua questionável gestão.

Durante minha viagem, evitei jornais “nacionais”. Ative-me apenas aos locais, de cidades médias do Paraná e de São Paulo.

Sabem o que? Era melhor do que a chamada “grande enpreimça”. Falam de fatos da região e, no que se trata de notícias internacionais, apenas colocam o que foi expedido pelas agências de notícias, sem comentaristas palpiteiros que querem “interpretar” os fatos, com suas visões estrábicas.

Há algum tempo deixei de ouvir aquelas duas estações de rádio que só “trocam” notícias. Isso teve em mim um efeito tranqüilizador. Não me irritei mais com o amontoado de sandices que “especialistas” diziam a cada minuto, sem qualquer pesquisa prévia sobre o que comentavam.

O pior é que, como afirmou minha amiga, a culpa é dos editores, os mesmos que dão aulas nas Fakú, e que despejam no mercado de trabalho profissionais semi-analfabetos e arrogantes, mas servis aos interesses da empresa que lhes dá trabalho e salário.

No Brasil, temos visto uma profusão de matérias encomendadas por anunciantes, falando do “excelente período da construção civil”. Entrevistas com donos de empreiteiras e com corretores de imóveis. Nunca com adquirentes frustrados. Tudo para dar um ar de mundo rosado para a quebradeira que se segue a um “boom”.

Não é muito diferente em outros países. O Guardião dos cinicatos ingleses posa de vestal, mas evita admitir que está a serviço de certos grupos. A Onda Alemã (versão em português) parece ser editada por algum afiliado do Arbeiterpartei (tanto faz se daqui ou de lá – direita e esquerda já se encontraram há muito tempo no mundo redondo) .  Franceses e espanhóis preocupam-se acima de tudo com a vida do “jet set”, como se fossem “caras” diários.

Pergunto-me se sempre terá sido assim que se comportaram os grandes jornais? Ou é falta de tempo dos empresários que têm de contar o dinheiro dos anunciantes? Os jornalistazinhos, sei bem, estão ocupados com seus esmalte-fones, trocando textos e fotos nas comunidades sociais, até o dia em que ficarem corcundas.

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