Um blogue mal humorado, com aversão ao abominável modismo do "polìticamente correto" (hipòcritamente mal-resolvido). Blogue de um cético convicto, com a própria ortografia.

Posts marcados ‘jornais’

a enpreimça

Sempre reclamei aqui da chamada enpreimça brasileira.

Só que ela tem piorado.

Os principais jornais e revistas eståo em um nível nunca antes imaginado.
A maioria das manchetes contêm apenas fofoquinhas de pseudo-famosos da televisåo e seus namoros.

A parte política é um amontoado de clichês de estudantes em assembléia.

A falta de revisåo e as incoerências encontráveis em cada artigo superam boa parte dos leitores.
Traduçøes muitas vezes nåo fazem sentido.

A cada dia encontro menos prazer em algo que até alguns anos (uns 30, a bem dizer) ainda tinha significado.

Stanislaw Ponte Preta havia escrito, em 1966, o Febeapá – Festival de Besteiras que Assola o País. Se estivesse vivo agora, sem dúvida ele choraria ao constatar que tudo o que é ruim sempre pode piorar.
Hoje em dia, a enpreimça brasileira é o caminho mais rápido para o emburrecimento.

 

 

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cem anos de solidão

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a truculença da puliça

ai, mais uma vez a falha uó faz matéria para falar da truculença da puliça.

http://noticias.uol.com.br/cotidiano/ultimas-noticias/2016/11/11/em-10-anos-policia-do-rj-mata-quase-o-dobro-da-policia-de-todos-os-eua.htm#comentarios

esse peçonhalzinho não repara que ninguém mais dá crédito a esses defensores de bandidos,

que a enpreimça não é mais vista como formadora de opinião, mas como deformadora de valores,
é só ver os comentários dos leitores que ainda perdem o tempo lendo esse tipo de site de notícias

coitadinhos dos bandidos, coitadinhos dus deretchus dus manu, coitadinhos dos gehornallyztas que compactuam com os traficantes…

vai, capo, posta logo teu comentário, posta o que você herda da famiglia.

 

parcialidade

A enpreimça brasileira é tão parcial, que noticia que algumas pessoas protestaram em Glasgow, pedindo novo plebiscito pró-separação da Escócia, mas não conta que, no mesmo dia, alguns milhares protestaram em Berlim contra a Führerin da desunião européia (aquela alemoa da Stasi).

O mais grave é que muitos brasileiro só se baseiam em uma fonte de deformação, e se acham informadas…

O mesmo comentário vale para quase tudo o que lemos sobre a eleição nos Estados Unidos, disputada entre a reencarnação de Catarina da Rússia e o clone de Hitler (ou seria de Mussolini?).

É sempre bom tentar ler os opostos… nem que seja só para poder comparar a auto-censura que jornalistas impõem, de acordo com sua ideologia.

 

baixo nível…

Primeiro, leio na Falha di Çumpallo uma “falta de matéria”  que afirma que o último presidente nascido em São Paulo foi Campos Sales – 1902 / 1906.
Provàvelmente o gehornallyzta da Falha pensa que Guaratinguetá, no Vale do Paraíba, fica na Grande João Pessoa.

Depois, mudo para o Estadinho (Estragão), e encontro que Guararema é uma cidade do litoral paulistano.
Como alguém já havia antes comentado, o litoral paulistano é a orla do Rio Tietê, e Guararema, por acaso, também fica no Vale do Paraíba.

Esses são os gehornallyztas dos principais jornais da maior cidade da América do Çul.

Acho que vou ler apenas “O Jornal do Comércio de Sanclerlândia”,  onde provàvelmente os erros de informação são menores. Devem lá ao menos conhecer a própria realidade.

E ainda há gente que tem a coragem de dizer que o século XXI é o século da “informação”.  De-formação, isso sim.

Está na hora de tornar obrigatório o estudo de Português, História e Geografia em todos os anos das escolinhas de fundo de quintal, que expedem “deproma” de gehornallyzta para hanaufabétiqos.

 

propagandas em sites de notícias

O site especializado Reclame Aqui divulga, periòdicamente, as empresas com maior número de reclamações, por categoria.

O curioso é que a maior parte delas são as campeãs em pop-ups e outros tipos de propagandas nos sites de notícias.

Além de serem quase sempre as mesmas empresas, em cada listagem, são as que mais gastam com propagandas, com stands de promoções em shopping centers, e coisa e tal.

Acho estranho esse código de defesa do consumidor, os tais procons (que tanto se preocupam em multar empresas que não pintam em suas fachadas o número do telefone 151, como é lei aqui no DF), o tal ministério público (mistério), e tudo mais, dizerem que “a liberdade de expressão não pode censurar, cercear, etceterar a propaganda”.

Mais ainda, acho absurda a falta de ética das empresas de jornalismo (sim, são empresas, preocupadas com o lucro, e não com a informação), que aceita de muito bom grado as propagandas, mesmo que publiquem, em pequenas notas,  que tal e tal firma costuma dar calote nos consumidores.

Afinal de contas, um imóvel é algo “muito barato“, claro, e se alguém não gostar dele, pode trocar, como um sorvete.
Se há milhares de pessoas que não conseguem a escritura, por conta das irregularidades nas obras, isso não é culpa dos divulgadores de propagandas.
Cai no conto do vigário quem quer, na visão de quem divulga os anúncios.
Para essas empresas de jornalismo, pouco importa se a falta de ética do comércio de anúncios (e dos anunciantes) se aproveita da falta de informação do público.

Consumidor existe para consumir, até mesmo na cabecinha dessas jornalistas que falam tanto em “socialismo”, e “distribuição da renda”, de “desigualdades sociais”.

Direitos? Ora, o direito do anunciante é maior do que o direito do consumidor, sempre foi assim…
O anunciante faz circular dinheiro no mundo da publicidade.
Aquele mundo tão especial, que faz girar dindim no mundo dos Caixas Dois…

A era da desinformação

Ontem à noite, um amigo conversou comigo sobre a des-informação da era da informação. Muita quantidade e pouquíssima qualidade.

Matérias que não são confirmadas são lançadas em “sites de notícia” sem qualquer preocupação.

Exemplo disso foi a “morte” de Alberto Youssef no dia da eleição, em outubro.

É muito fácil lançar um boato e dizer que “fonte revelou”.

Omitem a fonte inexistente, e, ao contrário, expõem fontes que deveriam ser preservadas para prevalecer até mesmo o direito à vida.

Acham que “dar publicidade” a documentos públicos é “obrigação”, sem levar em consideração que há temas que precisam ser resguardados por um período, tanto no caso do tal “segredo de justiça”, como em caso de relações diplomáticas que podem ser afetadas se qualquer documento for tornado público, quando contém dados transmitidos por membros da oposição de determinadas ditaduras.

Esse meu amigo disse que quando vê algo “espetacular” vai primeiro checar se em alguns sites que ainda têm mais responsabilidade, como Globo, Estadão, confirmam a notícia. Terra (e seu parasita Jornal do Brasil), EBC, 247, Folha Política, e tantos outros portais, sites ou blogs, são tão tendenciosos que servem mais como fonte de humor do que para informação.

Observo que a pressa em noticiar, para encher de novidades a infernet, comete muito mais erros do que sempre, e que ainda por cima são responsáveis por uma seqüência de “imitadores”, como os malucos e malucas que resolveram que andar nus é “bonito e útil”, para chamar a atenção e ter os 8 segundos de fama.

Fora isso, os erros e mais erros de linguagem. Ortografia, conjugação de verbos, traduções equivocadas, e tantos outros.

Claro, é fácil atirar os textículos na infernet.

Ninguém se preocupa em fazer revisão do que escreve. “Garrancheia” e atira na blogosfera.

Saudade dos bons tempos da tipografia, em que os linotipos tinham de ser preparados, e davam aos jornalistas (e “analistas”) tempo para rever o que tinham escrito.

Esse meu amigo comentou que mais de uma vez, quando encontra algo muito “estranho”, faz o print screen da notícia, pois nada mais fácil na “era da informação” do que apagar o link, e fingir que a imensa burrada que foi publicada não é responsabilidade do autor.

Já tive essa experiência com uma notícia do Correio Braziliense, que simplesmente sumiu das pesquisas, embora eu a tenha lido na edição escrita, no tempo em que eu lia jornais de domingo sentado na sala.

A Folha também já me “negou” que tivesse publicado, há 40 anos, um documento que comprovava o racismo de determinada pessoa. Ficou apenas a lembrança na minha e na cabeça de outras pessoas que viram a notícia na primeira página imprensa daquele jornal, que aliás troca de opinião mais do que algumas pessoas trocam a roupa de baixo.

A era da informação é a maior desinformação que o mundo experimenta.

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