Um blogue mal humorado, com aversão ao abominável modismo do "polìticamente correto" (hipòcritamente mal-resolvido). Blogue de um cético convicto, com a própria ortografia.

Posts marcados ‘justiça’

Mais Juízes

Recebi por internet uma mensagem que compartilho com vocês:

Devido ao longo tempo necessário para o judiciário julgar os casos de corrupção, por uma evidente falta de juízes, as autoridades governamentais poderiam agir como fizeram com os médicos estrangeiros:

Criar o programa ‘Mais Juízes’ e contratar juízes estrangeiros, dispensando-os do exame de Ordem e do exame de admissão à Magistratura.

Seria ótimo que para cá viessem os juízes chineses, japoneses, árabes, e indonésios, que até cobram as balas para fuzilamento de condenados, cortam as mãos de ladrões, etc.

Para os casos mais demorados, como o do mensalão com seus embargos e trocas de juízes, poderiam ser importados juízes cubanos e dar a eles autoridade para aplicar a mesma pena que aplicariam em Cuba, ou seja, fuzilamento para ladrões do Estado.

Esses novos juízes poderiam ser enviados para as regiões mais carentes como Brasília, Maranhão, Alagoas, Rio de Janeiro, para avaliar os gastos da Copa do Mundo, as reformas dos estádios de futebol, mensalões, mensalinhos, dinheiro na cueca, verbas e demais desvios – de dinheiro, merenda e material de construção -, dos quais os políticos nunca sabem de nada.

O que acham da ideia?

Se concorda, por favor, não quebre esta corrente.

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A Inconfidência Paranaense

Recebi este texto de um amigo que trabalhou comigo.

Quando, no futuro, forem examinados os ricos autos da devassa das escandalosas operações de assalto aos cofres públicos, conhecidas pelo apelido de “Petrolão”, os pesquisadores poderão talvez encontrar algumas semelhanças com uma outra devassa, duzentos e dezesseis anos mais antiga, a Inconfidência Mineira. Em ambas há episódios de divulgação do que seria confidencial, donde o termo “inconfidência. Numa, a quebra do sigilo foi a perdição do herói e da nobre causa pública. Noutra, o fim do segredo foi o ardil astucioso encontrado pelos vários heróis verdadeiros para evitar que a Justiça fosse obstada em sua intervenção contra interesses inconfessáveis.

Naquela primeira Inconfidência, o herói era um homem do povo, um alferes e boticário, sobre quem recaiu o peso da mão da Coroa, o Tiradentes, figura posteriormente trabalhada pela ditadura republicana, diga-se, por absoluta falta de heróis republicanos um século depois. A incumbente do Governo, antagonista do herói no enredo, era a Rainha Dona Maria I, injustamente conhecida como Dona Maria a Louca. Os inconfidentes se sublevavam contra a sanha fiscal do poder colonizador português. Propunham algo que poderíamos aproximadamente chamar de uma independência política para parte do que hoje é o Brasil. A Justiça do país colonizador agiu com rigor e coibiu a sanha libertária dos nossos proto-para-pseudo-jacobinos das Alterosas. Resumindo, contaríamos então no enredo com um herói popular (o Tiradentes), uma Justiça malvada e cruel, e uma Rainha louca.

Na nossa nova inconfidência paranaense, os personagens poderiam ser identificados aos da mineira. O herói popular: o eterno operário quintessencial que chegou pela via democrática ao mais alto cargo do país. Querem também apresentar a Justiça como malvada e cruel, como se nada houvesse mudado no Brasil nos últimos 216 anos… Como se não estivéssemos sob regime democrático e em Estado de Direito. Suprema diferença: se o Tiradentes era um cidadão que jamais ocupou nenhum cargo importante e nem tinha qualquer vínculo com o Governo de então, o nosso novo “herói popular” foi, por dois mandatos, Presidente da República, e é o maior líder do Partido dos Trabalhadores, que é o partido do Governo, ao qual pertence a atual Presidente da República.

Por fim, a terceira personagem do enredo: a Rainha louca. Necessário dizer que não vai aqui nenhuma referência velada à política do Estado do Paraná, que parece ter a sua própria Dona Maria a Louca…Voltando ao plano nacional, se Dona Maria I foi injustiçada com tal apodo, havendo mesmo sido uma boa Rainha, antes que sucumbisse à arteriosclerose, a atual governanta bem merece ser chamada de Presidenta louca. Suas tristemente célebres pedaladas, sua inconsequência, sua ignorância arrogante e temerária, para não mencionar sua proverbial falta de bons modos, têm levado o País para o abismo.

Quanto ao desfecho, bem sabemos que o da Inconfidência Mineira foi trágico, com a execução e esquartejamento do Tiradentes e o degredo de seus correligionários. Cumpriu-se a decisão da Justiça, surgiu o germe do herói, posteriormente fantasiado e amplificado pelo marketing da república nascente. Na inconfidência curitibana, creio haver uma tentativa de total inversão dos papéis. O “herói popular” operário-presidente, suspeito de haver-se beneficiado de um assalto colossal aos cofres públicos, certamente não irá ao patíbulo, já que a pena de morte não é prevista na legislação brasileira. Espera-se que a justiça se faça, mesmo a pesar de toda a pressão contrária de altos interesses envolvidos, até mesmo no Poder Judiciário. A Justiça, que esses mesmos interesses querem apresentar como a vilã do enredo, surge, na verdade, como a real heroína. É a ela que o pseudo-herói e a nova Rainha louca querem trucidar. Esquartejá-la-iam, se pudessem…

Quanto à Rainha louca, espera-se que seja devidamente apeada do trono e submeta-se a um bom tratamento psiquiátrico e possa viver feliz para sempre, mas bem longe de todos nós, ou, ao menos, sem nenhum poder de berrar e ofender os que a cercam nem de infernizar o país com seu incrível arsenal de péssimas ideias.

Astralha

Li uma notícia de que o governo da Austrália prendeu um cidadão (australiano) que tinha ido à Síria ajudar os “coitadinhos” dos islâmicos.
Para eles não tem chororô.
E vale a regra de: quem quer ser australiano que se comporte como tal.
.
No mesmo dia, recebi uma mensagem de propaganda de vôo para Sydney.
Fui olhar o site de vistos e, surpresa:
Qualquer pessoa, de qualquer lugar do mundo, precisa de visto para entrar lá.
 .
Não é aquela avacalhação de que haitiano, senegalês ou congolês, boliviano ou venezuelano, sírio “refugiado” ou europeu desempregado, podem entrar assim sem mais nem menos, só para viver de favor.
E não fica aquela conversa mole de que turista é importante. Basta ver a situação da Grécia (e do Ceará)…
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Sabe o que acho interessante:
Igual a um certo paìszão do outro lado do mundo.
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O que será que deu errado?
Os presos daqui têm mais regalias do que os presos de lá. Deve ser isso. Ninguém cumpre pena – só o Marcos Valério e a mulher que era presitonta de banco.
Até a Jorgina (lembram dela? aquela doINSS) saiu pela porta da frente.
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“Astrálha” é aqui.
Lá é Austrália.

Indenização, algum dia

Escrevi três vezes sobre o assunto aqui:

https://boppe.wordpress.com/2014/08/14/indenizacao/

https://boppe.wordpress.com/2014/08/22/e-a-indenizacao/

https://boppe.wordpress.com/2014/08/27/a-indenizacao-virou-tema/

E agora leio:

PSB é condenado a pagar R$ 10 mil mensais a afetado por acidente de Campos

Bem, mas claro que isso é decisão em primeira instância; haverá trocentos zilhões de recursos, e a decisão final será adiada até o fim dos terráqueos bípedes desplumados.

John Oliver, HBO

imprensa cabecinha de alfinete

Mais uma vez os jornalistas demonstram que têm uma cabecinha do tamanho de um alfinete, onde não cabem novas informações para poderem de-formar adequadamente os leitores/ouvintes/telespectadores.

Por mais que os juristas expliquem, em programas, entrevistas e artigos, jornalistas repetem que será pedida a “deportação” de Cesare Batistti, pois foram incapazes de entender o significado de expulsão de um estrangeiro, e qual a diferença entre os dois procedimentos do Direito.

Esse “quarto” poder podia ser arrumado.

artigo escrito pelo juiz Sergio Moro

artigo escrito, em 2004, sobre a Operação Mãos Limpas contra a corrupção na Itália.

qualquer semelhança com outros países, vivos ou mortos, terá sido mera coincidência.

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