Um blogue mal humorado, com aversão ao abominável modismo do "polìticamente correto" (hipòcritamente mal-resolvido). Blogue de um cético convicto, com a própria ortografia.

Posts marcados ‘liberalismo econômico’

dois comentários inteligentes

Na matéria do site G1, sobre a perda do grau de investimento da economia brasileira, encontrei dois comentários que reproduzo, de gente bem informada, que não cai na conversa de “democratas” e “esquerdopatas” que padecem da deformação de agências de notícia.

  • A crise de 2008 foi excesso de dinheiro e crédito fácil. Justamente coisa que o liberalismo não defende. Expansão monetária a rodo sem ser calçada na produtividade. Tá feio já isso aí que você está falando petralha. Melhor voltar pros blogs progressistas. Lá você consegue se encaixar nessa esquizofrenia coletiva.
  • É muito difícil argumentar com desinformado que acredita em papai Noel. A Crise de 2008 foi iniciada nos anos 90 por uma bolha imobiliária gerada no governo Clinton com um plano habitacional populista que gerou distorções nos preços reais dos imóveis, aliada a falta de garantias para a aprovação de financiamentos. Quando essa bolha estourou provocou uma catástrofe em diversos setores. Me diga, o que tinha de liberal no programa habitacional do governo Clinton??? Vai defecar lá no site da carta capital seu desinformado, não sabe nem o que é liberalismo, muito menos macro economia.
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Partidos: a salada de siglas

Essa salada de siglas, sem qualquer personalidade, precisa acabar.
Os resultados da eleição de domingo demonstraram que uma boa parte do povo quer um partido de direita. Direita, não PP do Maluf e daquele piauiense cujo nome nem sei. Direita, não DEM do Arruda. Nem direita “cristã”, pois como tantos brasileiros, não é a religião que me interessa na política (basta lembrar as teocracias do Oriente Médio para ver as conseqüências dessa mescla).

Bipartidarismo já provou que não funciona. Sublegenda é coisa para enganar eleitor trouxa.
Não me venham com argumentos de que nu zistadu zunido é assim. Isso é problema çequissuáu deles.

Não me venham com essas coligações de tudo quanto é partido, como conservador e liberal na Inglaterra. De cristão e comunista na Europa oriental.

Acho que os partidos no Brasil deveriam ser cinco:

PEL – partido da esquerda louca – onde ficariam os PSOL, PCdoB, PSTU, PCO, e todas essas siglas malucas; que briguem com suas seitas entre si mesmos;

PESS – partido da esquerda sangue-suga, aquela que dá esmola e quer retirar todo o resto do país para eles;

PCOM – partido do centro oportunista em cima do muro, aqueles caras que são profissionais em mudar de opinião conforme o vento;

PDE – partido da direita envergonhada, essa que fala de “liberdade econômica” mas não quer falar de deveres sociais, só de direitos;

PDA – partido da direita assumida, a que acha que lugar de bandido é debaixo da terra, que juiz e advogado corruptos têm de ser esquartejados por cavalos bravos no meio do estádio, e coisas do tipo.

Depois de alistados em um partido, a pessoa tem de ficar nele. Só pode sair se, em troca, perder os direitos políticos por 20 anos.
Um pouco radical, claro, mas é necessário um tempo para o país se recuperar da salada de siglas.

Direita, volver

Deputados federais mais votados em alguns Estados:
Ceará – Moroni Torgan – delegado da Polícia Federal que lutou contra o tráfico de drogas – DEM – 277 mil votos (6,36%)

DF – Fraga – policial militar, que comandou a campanha contra o desarmamento proposto pelos que não desarmam bandidos – acabou com a máfia das vans no DF – tem como propostas mudar as leis contra os dimenó e fazer presos serem obrigados a trabalhar – DEM – 155 mil votos (10,66%)

Goiás – Delegado Waldir – policial civil, conhecido por prender também grávidas e cadeirantes envolvidos no tráfico de drogas; projetos semelhantes ao de Fraga (DF) – PSDB – 274 mil votos (9,06%)

Goiás – senador Caiado – chefe dos ruralistas de todo o país – contra os baderneiros do MST – DEM – 1,283 milhão votos (47,57%)

Pará – Delegado Eder Mauro – chefe do grupo de polícia da região metropolitana de Belém – PSD – 265 mil votos (7,08%)

Rio de Janeiro – Jair Bolsonaro – militar – 464 mil votos – PP – 464 mil votos (6,10%)

Rio Grande do Sul – Luiz Carlos Heinze – chefe dos ruralistas do RS – PP – 162 mil votos (2,76%)

São Paulo – que vergonha – primeiro Ruimssomano, Tiririca, e depois, em terceiro, Marco Feliciano, o hiper-conservador – PSC – 398 mil votos (1,90%) (tinha tido 212 mil em 2010)

Resumindo: existe um desejo de boa parte do eleitorado em votar em candidatos conservadores, que não venham com essa conversa mole de “direitos humanos” e de passar a mão na cabeça dos traficantes, dos assassinos e dos baderneiros em geral.

O que falta, na verdade, é um autêntico partido de direita.

DEM do mensalão do Arruda e PP do Maluf estão muito longe disso.
E outros que se auto-denominam de direita são apenas liberalistas que querem pagar menos impostos, e isso é apenas uma postura econômica, mas não social.
Chega dessa conversa mole de que “minoria” é maioria.

E o ex-presidente THC que vá fumar seu fuminho.
Ele ainda não descobriu que o Brasil é maior do que o Sudeste. (e que não foi ele o presidente do Plano Real, mas Itamar – ociólogo não é economista – THC era apenas o político que coordenava os economistas do Ministério da Fazenda)
Nota curiosa: o único município paulista onde Alckmin não ganhou para governador foi Hortolândia, onde fica o presídio que comanda a bandidagem no interior do Estado. Sabem como é, as mulheres que carregam celulares para os maridos ainda não estão presas.

Enquanto isso, a “esquerda” só fala de casamento gay (ué, casamento não era uma instituição falida, deixar / receber herança não é coisa do capitalismo decadente?), fala de direitos de cotas, de minorias, de indenizações a bandidos, em “ressocialização” e coisa e tal.

Por sua vez, a população tem de conviver com incêndios de ônibus (e creches!) em Santa Catarina, com arrastões no clube da USP, onde todo sábado de manhã as pessoas vão treinar vôlei, basquete, etc. Assalto realizado por 10 “dimenó”e só 2 “dimaió”.
Quem lideravam todo o bando, era o mais agressivo e bateu em duas moças com tênis e coronhadas?
Um menino de 8 anos, SIM 8 ANOS!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!! que liderava!!!!!!!!!!!!! o grupo. Todos tinham medo dele. Até os dois dimaió de mais de 20 anos bateram em todo mundo, machucaram
levaram tudo que podiam com ele no comando.

Também em São Paulo, na “comunidade” de Paraísópolis, tem um lugar que o PCC treina os meninos a partir de 10 anos com aulas de tiro, pistola automática e vários tipos de armas. Eles até reclam que são muito pesadas !!!! E está difícil para “mirar”!!!!!. Os arrastões são todo dia, no escadão, e no ladeirão, em frente à Paraisópolis, Pegam ônibus no horário do rush e deixam de atravessado na avenida Giovanni Gronchi. Fazem arrastão em carros, tiram mulheres dos veículos, espancam, levam tudo, atravessam a rua calmamente e vão para Paraísópolis levar as encomendas para os bandidões e recebem novas ordens, dos irmãos. Isto há menos de 1 km do Palácio do Governo.

Realmente, não há o que comentar. Nosso país está afundando… na nossa frente. Não sei o que será disso tudo. Em Pedrinhas, o famoso presídio no Maranhão, os presos votaram com escolta de guerra do exército. Quem forçou a barra para isso foram deputados federais ligados ao PCC. Eles votam em quem o “grande irmão” manda.

Há ou não motivos para parte da população se voltar para os candidatos de “direita”?

Fascista é a vó

O rótulo de fascista, usado e desperdiçado pelos “democratas” e pelos “socialistas” contra seus opositores, cai no ridículo.

Matéria na BBC com o título Os fascistas estão voltando à França?      mostra um pouco desse conceito invertido.

O Front National, diz a matéria, tem origem na direita católica e monarquista que nunca aceitou a república.

Os franceses sabem que seu modelo econômico está fracassando. O pessimismo está em alta. Trabalhadores estão sem emprego. Negócios estão fechados suas portas, engolidos por taxas e regulamentações.
A resposta do FN é essencialmente a mesma da extrema direita – a Europa foi tomada por forças liberais e capitalistas.

Isso não é fascismo, o regime de Mussolini (e Getúlio Vargas) que se consolidou com as políticas “trabalhistas” de salário mínimo, de sindicatos únicos controlados pela pelegada, e outros tipos de corporações (guildas medievais) ligadas às profissões “liberais” (advogados, engenheiros, médicos, etc.).
Como esses princípios verdadeiramente fascistas foram adotados e repetidos pela “esquerda”, o uso da palavra para os capitalistas liberais é um contra-senso.

Extrema direita seria, como a própria definição da BBC, o “capitalismo selvagem”, e não o capitalismo gerenciado até o último grau pelos governos e seus apaniguados (aquele que, não raras vezes, é visto como alívio para as “federações de indústria” do Brasil).

Quanto ao controle da imigração, pergunto o que fez oba-oba com relação à promessa de campanha política, de “anistia” aos imigrantes ilegais.
Nunca antes na história daquele país tantas pessoas foram deportadas como no atual “período democrata”.

 

Os países mais miseráveis do mundo

O CATO Institute, “think tank” de liberalismo econômico, elaborou um estudo sobre miséria em 90 países do mundo, de acordo com os seguintes parâmetros: inflação, desemprego, taxa de juros e crescimento do PIB.

Com a coleta dos dados referentes a 2013, chegaram à seguintes relação, onde estão assinalados o índice obtido e o fator que mais influiu na tabela:

90 – Japão – 5,41 – desemprego;
89 – Usbesquistão – 5,70 – taxa de juros;
88 – Taiwan – 6,13 – desemprego;
87 – Cingapura – 6,38 – taxa de juros;
86 – Coréia do Sul – 6,77 – taxa de juros

15 – Croácia – 30,5 – desemprego;
14 – Chipre – 30,7 – desemprego;
13 – Turquia – 32,7 – taxa de juros;
12 – Territórios Palestinos – 32,9 – desemprego
11 – Macedônia – 35,7 – desemprego;
10 – Grécia – 36,4 – desemprego;
9 – BRASIL – 37,3 – taxa de juros;
8 – África do Sul – 37,4 – desemprego;
7 – Espanha – 37,6 – desemprego;
6 – Egito – 38,1 – desemprego;
5 – Jamaica – 42,3 – taxa de juros;
4 – Argentina – 43,1 – inflação;
3 – Sérvia – 44,8 – desemprego;
2 – Irã – 61,6 – inflação;
1 – Venezuela – 79,4 – inflação.

Impressiona o salto dos índices referentes aos dois piores colocados no lista, com relação aos anteriores.

 

 

 

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