Um blogue mal humorado, com aversão ao abominável modismo do "polìticamente correto" (hipòcritamente mal-resolvido). Blogue de um cético convicto, com a própria ortografia.

Posts marcados ‘literatura’

pás e guerra

Pás e Guerra (famoso livro de Tolstói, sobre carroças bélicas atravessando a neve russa na luta contra o invasor ditador napoleinho) é o tema do Natal de 2016.

Afeganistão, Iraque, Síria, Israel, Turquia, Alemanha, e até a pacata Suíça.

Só para ficar na Eurásia…

Viva o multiculturalismo da alemoa e do obaobama.

Feliz 2017.

Ah, ainda faltam 10 dias para o ano novo começar…

 

 

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Es-panha-cócia

http://g1.globo.com/mundo/noticia/2016/10/novo-referendo-na-escocia-e-muito-provavel-diz-premie.html

Um monte de gente, que acredita em filmes que vê na televisão, comenta que a iskóssia (terra dos escrotos) nunca esquecerá William Wallace (vulgo Mel Gibson), que viveu entre 1270 e 1305, no filme coração covarde.
E
ssa gente inteligente diz que a terra dos escrotos de saias nunca se renderá à anexação a que foram obrigados pelos malvados ingleses.
SÓ que essas antas nunca estudaram que foi a Escócia que “invadiu” a Ingrataterra, quando Elizabeth I Tudor, a virgem, morreu sem herdeiros e o parente mais próximo a herdar o trono foi Jaime VI Stuart, rei dos escrotos de saias.
Sabe quando? 1603.  Só 300 anos depois da história do filme daquele chato ostralhano.
FOI a ingrataterra que foi anexada aos domínios de Stuart Little, e não versa-vice.
Portanto, são os ingleses que têm de pedir para os homens de saia para se retirarem de seu país.

Por sua vez, gente do “seculovinteum” apóia a independência da cataunhas, sem levar em consideração que foi Fernando de Aragão (reino que incluía a cataunhas) que em 1475 se casou com a tosca da Isabel de Castela, e se mudou de Saragoça para Toledo (então capital castelhana).
Foi o pessoal que fala francês com sotaque lusitano (os moradores de cataunhas) que preferiu se unir aos castelhanos e criar um reino chamado Espanta.
Não foi o contrário.
Portanto, são os galegos, os castelhanos e os andaluzes que devem pedir aos catadores de lã para se retirarem de seus territórios, e, outra vez, não versa-vice.

Ah, quanto as adoráveis bascos, que até há pouco tempo tinham como passatempo atirar bombas, nada mais são do que navarros que se revoltaram contra a ida de Henrique IV para Paris, onde se tornou rei Bourbon (aquele uísque americano).
Como me explicou um espanhol galego, os bascos, no século XIX descobriram que as minas de carvão geravam dinheiro, implantaram uma indústria metalúrgica, e começaram a acreditar que eles eram çerizumanu, por representar metade de toda a produção da parte ibérica que não aprendeu a falar Português.
Os navarros a sudoeste dos Pirenéus inventaram até de recriar uma língua que estava em desuso, complicando sua gramática e o vocabulário.
Algo que mais tarde foi copiado pelos israelenses, que não conseguiam aprender aramaico (a língua falada há milênios na região) e ressuscitaram uma língua que estava morta e só era usada em parte da liturgia de sósias do Edir Macedo.
Vascos (como bem dizem os lusos) deveriam atravessar os montes a pé e se unir com seus irmãozinhos oprimidos pela francofonia (ou melhor, fracofonia).
Eterno vice.

E os catadores de lã da cataunhas que se mudem para a Sardenha (sardinha), onde eles, no passado, tinham encravadas as unhas e os pés, como bons invasores de terras alheias. 

Ah, para concluir, quando a Espanha reivindica Gibraltar, e apóia a invasão arghgentinha nas Falkland Islands, sem respeitar a opinião dos kelpers, eles que saiam de Ceuta e Melilla, e devolvam também as Canárias para o Marrocos. Saiam da África, europeuzinhos de terceira categoria, na verdade moradores da África do Norte que vivem pendurados em uma ponta da Europa.

 A História é sempre diferente do que dizem as lendas e os filmes.

Pena que jornalista pensa que pode ser historiador.

Falta de leitura

Já comentei antes.

Encontrar agora, porém, um vetusto comentarista do “sério” Estadão cometer erro semelhante já é sinal de “inguinoranssa” desses de-formadores de opinião.

Ali Babá foi quem prendeu 40 ladrões dentro de uma caverna. Ele não era chefe da quadrilha.

Frankenstein foi o estudante de medicina que, no romance de Mary Shelley, criou um monstro em laboratório.

Ladrões da inteligência e monstros da estupidez são os que usam símbolos da literatura que nunca leram.

Reformas eleitorais

Comecei a ler Soumission, de Michel Houellebecq.
É um romance que fala de um “futuro longínquo”, quando em 2017 os franceses têm no segundo turno de escolher entre o Front National e a Irmandade Muçulmana, depois do enfraquecimento dos pseudo-socialistas, e a falsa direita do Sarkoma (aquele marido de uma cantora italiana).

Bem, a primeira coisa que me vem à cabeça é que é um abuso essa coisa de “segundo turno”, em que uma minoria se torna maioria e oprime os outros todos.
Fazendo uma caricatura, com essa porcaria de sistema, muita gente que votaria em Bolsonaro acaba votando em Marina, “porque ela tem mais chance de ir ao segundo turno”, segundo as estatísticas do DataFalha.
Ou seja, a pessoa já vota pensando no segundo turno.
Isso é democrático?

Pois o cãodidato que ganhe com seus reles 25%, e pare de dizer que teve a maioria dos votos.
Já me contra-argumentaram que, no Chile, Allende foi eleito com 33% dos votos, contra Frei e Alessandri.
Sim, mas ele nunca veio com o blefe de que tinha a maioria, muito menos quando esse número é ponderado, levando em consideração apenas os chamados “votos válidos”.
Se houve crise no Chile não foi por conta da falta de segundo turno.

Outra coisa, que já disse antes:
eleições do poder executivo têm de coincidir entre si, para mandato de 5 anos, e dali a 2 anos e meio, as do legislativo servirão para que deputados e vereadores dêem apoio ou façam oposição a quem está no poder. O legislativo será a oportunidade para a população manifestar apoio ou rejeição ao executivo que foi eleito.
E o Senado? Oras, por favor, está na hora de se repensar essa instituição.
Podemos até ser generosos e dar a esses senhores senis um mandato de, digamos, seis meses, em sistema de rodízio com os deputados eleitos.

Do jeito em que estamos, polarizados e divididos artificialmente, por interesses dos partidos, em 2018 a disputa será entre radicais gayzistas da Bobo/Falha e os radicais seguidores de Feliciano com os amigos do Bolsonaro.
E qualquer um dos dois terá a petulância e descompostura de dizer que tem a maioria, mesmo que no primeiro turno tenha ficado com 22% dos votos.

Mais uma coisinha: financiamento de campanha?
Que palavrão é esse?
Os partidos são ricos o suficiente para fazerem as próprias campanhas, sem precisar de horário “gratuito”  no  rádio e na televisão, nem muito menos de “financiamento público para impedir doações de empreiteiras”, e só permitir as de Caixa 2.
Isso funciona, por incrível que “nossos” políticos queiram afirmar o contrário.
Pense nisso.

Por sua vez, alguns outros aspectos são necessários em uma reforma eleitoral que não seja sugerida pelos “representantes do povo”.
A primeira delas é restringir a reeleição ad infinitum. Há pessoas que só são políticos, nada mais, por toda a vida “útil”.
A segunda é acabar com as dinastias, tornando inelegíveis todos os parentes (inclusive cunhados, sogras, etc.)  de quem já ocupa cargo político.
Mais algumas: voto com comprovante impresso;
direito a voto apenas a quem não tem medo de ser fotografado;
extinção dos famigerados suplentes – morreu ou foi assumir outro cargo, fica a vaga até novas eleições;
impedimento de voto a condenados;
voto facultativo;
e, claro, o direito ao voto só pode ser concedido a quem pode responder criminalmente por seus atos.

Pena que a CF foi redigida e votada por políticos que foram travestidos de constituintes, apenas para satisfazer os interesses de partidos, sindicatos, ONGs e alguns outros lobbies, como o da OAB.
Você participou na constituiinte? Por acaso foi consultado se a referendava?
É a tal “constituição cidadã” que, há um quarto de século, querem que acreditemos como “salvação da pátria”. Está muito mais para uma saúva que destrói o país.

Ana Karênina

Ouvi há uns dias em uma estação de rádio, uma “crítica” falar de Keira Knightley e sua interpretação no filme Ana Katerina.
Isso mesmo. A crítica disse (e repetiu o tempo todo) Ana Katerina.
Por pouco não virou Ana Catarina, a Quêity.
Sabe qual? Aquele filme que teve roteiro do famoso russo Totó, sabe, o Leo.

Jêntchem, como eu sempre digo e repito:

menaziskola, prufavô,

porque o que tem saído delas é de um profundo analfabetismo funcional.

 

A necessidade da arte

Esse livro, A necessidade da arte (1959), de Ernst Fischer (1899-1972), era super-tri-muito-badalado, necessário para as conversas de “entelequetuaes” nas décadas de 1960 e 1970.
Pois esta semana, depois de conversar com um cozinheiro (ou chef de cuisine, como dizem os pernósticos hipòcritamente mal-resolvidos), levantei, no dia 4, uma questão com amigos:

– Qual a arte mais completa? A gastronomia, claro.
É a única que envolve tato, paladar, visão e olfato.
Os outros artistas ficam furiosos com isso…
Um simples ovo frito tem todos esses quatro sentidos envolvidos.
Só a audição é que não faz parte – necessariamente – do conjunto.
Existe o arroz trovão, na comida chinesa, que faz barulho igual aos crocantes de várias outras comidas.

Recebi comentários de “amantes das grandes artes”.

  1. Se você permite minha humilde opinião, não posso conceber hierarquia entre as artes, pois o deleite e a abertura dos portais sensoriais e espirituais dependem de cada obra de arte. Assim, ver as colunas dos templos da Paestum ou do Vale dos Templos de Agrigento, admirar o “Nascimento de Vênus, de Botticceli, tocar o Hércules Farnese ou a Vênus Calipígia, ouvir a Callas ou a 9a. de Beethoven, extasiar-se diante de um filme de Visconti ou ver Fernanda Montenegro no palco em “As Lágrima Amargas de Petra von Kant”, devanear diante das fotos de Robert Doisneau, ver espetáculos multimídia bem concebidos ao ar livre em lugares dramáticos, como o Teatro Grego de Taormina ou ou comer em um restaurante estrelado francês são experiências que permitem muito mais do que a sinestesia ou a transcendência, ainda que pareçam estanques do ponto de vista dos sentidos humanos.
  2. A literatura aguça todos os sentidos. Quando lemos sobre comida, as glândulas salivares são ativas. Quando lemos sobre um cheiro, podemos senti-lo mentalmente. Quando lemos sobre uma música, lembramo-nos da canção. Quando lemos sobre uma linda paisagem, enxergamos mentalmente a paisagem.
  3. Não é por isso que é maior, e a cabeça não conta? e as idéias? as sensações…

Ao que tive de esclarecer, para a terceira pessoa, que não me referia à “maior”, mas à mais completa, indagando a idéia de misturar banana com conhaque não contava.

E recebi também uma resposta bem humorada de que a gastronomia também provoca reações na audição, com os gases expelidos pelo corpo, e outra que dizia:

Mandei para o meu filho que é fanático por comida, incluindo os sabores, o cheiro, o visual, a textura.
Só não entendi porque não incluir o barulhinho bom de morder uma amêndoa bem torradinha ou uma castanha ou o croc da mordida em uma maçã. Por falar em maçã, para escolher eu dou um peteleco de leve; um ruído oco é sinal de suculência.

Pois no dia seguinte, 5, saiu a notícia de que o atual ocupante do Eliseu pretende vender a Mona Lisa, para pagar as dívidas da république française.
Para isso, o quadro provàvelmente sairia do museu mais visitado do mundo e passaria para as paredes da casa de um petroleiro árabe ou de um falsificador chinês qualquer.

Já comentei aqui no blogue, há dois anos, o que acho de pinturas de modo geral. Refresquem a memória.Cliquem neste link.

Pois bem, desde que Henrique III, rei de Navarra, aceitou uma missa para ser coroado também em Paris, como Henrique IV, a Gália tem sido governada por uma seqüência de pessoas sem o menor tino para a administração pública. Incluo aí todos os luizinhos, napoleinho, o sobrinho dele, e aqueles generais revanchistas que só provocaram instabilidade na Europa durante o século XX. O marido da cantora italiana e este atual, porém, ultrapassam qualquer marca de imbecilidade humana. Quanto mais “filosofia” e “ciências humanas”, menos raciocínio “cartesiano”… (O pior é que o Brasil gosta de copiar o que se faz por lá…)

Bem, esse presidente francês que tem sobrenome de estrangeiro já pensou que a monarquia inglesa dá muito mais lucros, com o turismo, do que despesas? Pois o mesmo ocorre com o Louvre, que transforma todo o país no principal ponto receptor de turistas de todo o mundo.

Não serei eu que irei a Paris visitar a mulher sem sorriso, embora tenha a intenção de visitar os vários pontos turísticos da Aquitânia e do Languedoc, nos próximos meses. Un peu d’argent para os depauperados cofres do governante socialista.

Voltando ao título do post, devo comentar que sem dúvidas a gastronomia é a mais importante e mais completa das artes.
Você já pensou em viver sem comer?Aí está a “necessidade da arte”. Ernst Fischer, apesar do sobrenome de pescador, não chegou a pensar nessa necessidade humana, animal e também vegetal.
A camponesa que, em 1793, foi assistir Maria Antonia Josepha Johanna von Habsburgo-Lothringen, vulgo Antonieta, ser guilhotinada, sabia que “saco vazio não pára em pé”. Sem comida não há sensibilidade.
Viva a gastronomia! A mais completa das artes. Talvez a maior.

 

Vamos emburrecer a nação brasileira!

Uma figura, que não sei como qualificar, decidiu que uzalunu naum teim qi studá palavra defíssis nus dissionaru.

É, a senhora Patrícia Secco vai reescrever clássicos da literatura brasileira, para torná-los acessíveis a todos os burros e, sobretudo, aos preguiçosos que não sabem consultar dicionário (em papel ou na internet). Como aparece na matéria da Folha de São Paulo, “sagacidade” virou “esperteza”, por exemplo.
Não, minha senhora, não é ischpérto emburrecer a população!

Como talvez não tenha se interessado em estudar outras línguas, dona Patricinha nunca observou que, em outros países, livros de escritores considerados clássicos, editados para estudantes, são publicados com notas de rodapé que dão o significado de palavras menos usuais, e com explicações sobre fatos e/ou personagens menos conhecidos desse público a que se dirige esse tipo de trabalho didático.

A tal “escritora” não sabe que cultura adquire-se com experiência, com leitura, com visitas a centros de estudo. Ou será que é nas ruas, em festas funks? Nem sei mais, confundi-me.

Nada como a inversão de valores para chegar aos resultados desejados por certos grupos:

VAMOS EMBURRECER A NAÇÃO BRASILEIRA!

VAMOS NIVELAR TUDO POR BAIXO!

Sem essa, não vai dar certo.

Se já perdemos o bonde da história com relação a outros países que, em 1960, eram mais atrasados do que nós, como Coréia do Sul, Índia, e outros mais, que investiram em educação, daqui a 20 anos teremos sido convertidos, com projetos como o dessa inqualificável, em algo no nível do Tchad ou do Haiti. Esse projeto político pode interessar a alguns grupos.

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