Um blogue mal humorado, com aversão ao abominável modismo do "polìticamente correto" (hipòcritamente mal-resolvido). Blogue de um cético convicto, com a própria ortografia.

Posts marcados ‘literatura’

o prêmio ignóbil

HAHAHAHAHAHAHA

Descobriram que o prêmio ignóbil, aquele que é entregue com pompa e dinheiro para a esquerda festiva pacifista e literária, é uma fraude!
http://cultura.estadao.com.br/noticias/literatura,escandalo-sexual-ameaca-premio-nobel-de-literatura,70002267181

A notícia é fraquinha (lógico, não se pode esperar outra coisa do Neva Inhoque Times e seus entelequetuaes de Manhatã), mas os comentários dos leitores brasileiros valem a pena a leitura e a reflexão.

Prêmio ignóbil e concurso de miss deveriam ser extintos, junto com a maior parte dos programas de televisão.
Apenas emburrecem.

pás e guerra

Pás e Guerra (famoso livro de Tolstói, sobre carroças bélicas atravessando a neve russa na luta contra o invasor ditador napoleinho) é o tema do Natal de 2016.

Afeganistão, Iraque, Síria, Israel, Turquia, Alemanha, e até a pacata Suíça.

Só para ficar na Eurásia…

Viva o multiculturalismo da alemoa e do obaobama.

Feliz 2017.

Ah, ainda faltam 10 dias para o ano novo começar…

 

 

Es-panha-cócia

http://g1.globo.com/mundo/noticia/2016/10/novo-referendo-na-escocia-e-muito-provavel-diz-premie.html

Um monte de gente, que acredita em filmes que vê na televisão, comenta que a iskóssia (terra dos escrotos) nunca esquecerá William Wallace (vulgo Mel Gibson), que viveu entre 1270 e 1305, no filme coração covarde.
E
ssa gente inteligente diz que a terra dos escrotos de saias nunca se renderá à anexação a que foram obrigados pelos malvados ingleses.
SÓ que essas antas nunca estudaram que foi a Escócia que “invadiu” a Ingrataterra, quando Elizabeth I Tudor, a virgem, morreu sem herdeiros e o parente mais próximo a herdar o trono foi Jaime VI Stuart, rei dos escrotos de saias.
Sabe quando? 1603.  Só 300 anos depois da história do filme daquele chato ostralhano.
FOI a ingrataterra que foi anexada aos domínios de Stuart Little, e não versa-vice.
Portanto, são os ingleses que têm de pedir para os homens de saia para se retirarem de seu país.

Por sua vez, gente do “seculovinteum” apóia a independência da cataunhas, sem levar em consideração que foi Fernando de Aragão (reino que incluía a cataunhas) que em 1475 se casou com a tosca da Isabel de Castela, e se mudou de Saragoça para Toledo (então capital castelhana).
Foi o pessoal que fala francês com sotaque lusitano (os moradores de cataunhas) que preferiu se unir aos castelhanos e criar um reino chamado Espanta.
Não foi o contrário.
Portanto, são os galegos, os castelhanos e os andaluzes que devem pedir aos catadores de lã para se retirarem de seus territórios, e, outra vez, não versa-vice.

Ah, quanto as adoráveis bascos, que até há pouco tempo tinham como passatempo atirar bombas, nada mais são do que navarros que se revoltaram contra a ida de Henrique IV para Paris, onde se tornou rei Bourbon (aquele uísque americano).
Como me explicou um espanhol galego, os bascos, no século XIX descobriram que as minas de carvão geravam dinheiro, implantaram uma indústria metalúrgica, e começaram a acreditar que eles eram çerizumanu, por representar metade de toda a produção da parte ibérica que não aprendeu a falar Português.
Os navarros a sudoeste dos Pirenéus inventaram até de recriar uma língua que estava em desuso, complicando sua gramática e o vocabulário.
Algo que mais tarde foi copiado pelos israelenses, que não conseguiam aprender aramaico (a língua falada há milênios na região) e ressuscitaram uma língua que estava morta e só era usada em parte da liturgia de sósias do Edir Macedo.
Vascos (como bem dizem os lusos) deveriam atravessar os montes a pé e se unir com seus irmãozinhos oprimidos pela francofonia (ou melhor, fracofonia).
Eterno vice.

E os catadores de lã da cataunhas que se mudem para a Sardenha (sardinha), onde eles, no passado, tinham encravadas as unhas e os pés, como bons invasores de terras alheias. 

Ah, para concluir, quando a Espanha reivindica Gibraltar, e apóia a invasão arghgentinha nas Falkland Islands, sem respeitar a opinião dos kelpers, eles que saiam de Ceuta e Melilla, e devolvam também as Canárias para o Marrocos. Saiam da África, europeuzinhos de terceira categoria, na verdade moradores da África do Norte que vivem pendurados em uma ponta da Europa.

 A História é sempre diferente do que dizem as lendas e os filmes.

Pena que jornalista pensa que pode ser historiador.

Falta de leitura

Já comentei antes.

Encontrar agora, porém, um vetusto comentarista do “sério” Estadão cometer erro semelhante já é sinal de “inguinoranssa” desses de-formadores de opinião.

Ali Babá foi quem prendeu 40 ladrões dentro de uma caverna. Ele não era chefe da quadrilha.

Frankenstein foi o estudante de medicina que, no romance de Mary Shelley, criou um monstro em laboratório.

Ladrões da inteligência e monstros da estupidez são os que usam símbolos da literatura que nunca leram.

Reformas eleitorais

Comecei a ler Soumission, de Michel Houellebecq.
É um romance que fala de um “futuro longínquo”, quando em 2017 os franceses têm no segundo turno de escolher entre o Front National e a Irmandade Muçulmana, depois do enfraquecimento dos pseudo-socialistas, e a falsa direita do Sarkoma (aquele marido de uma cantora italiana).

Bem, a primeira coisa que me vem à cabeça é que é um abuso essa coisa de “segundo turno”, em que uma minoria se torna maioria e oprime os outros todos.
Fazendo uma caricatura, com essa porcaria de sistema, muita gente que votaria em Bolsonaro acaba votando em Marina, “porque ela tem mais chance de ir ao segundo turno”, segundo as estatísticas do DataFalha.
Ou seja, a pessoa já vota pensando no segundo turno.
Isso é democrático?

Pois o cãodidato que ganhe com seus reles 25%, e pare de dizer que teve a maioria dos votos.
Já me contra-argumentaram que, no Chile, Allende foi eleito com 33% dos votos, contra Frei e Alessandri.
Sim, mas ele nunca veio com o blefe de que tinha a maioria, muito menos quando esse número é ponderado, levando em consideração apenas os chamados “votos válidos”.
Se houve crise no Chile não foi por conta da falta de segundo turno.

Outra coisa, que já disse antes:
eleições do poder executivo têm de coincidir entre si, para mandato de 5 anos, e dali a 2 anos e meio, as do legislativo servirão para que deputados e vereadores dêem apoio ou façam oposição a quem está no poder. O legislativo será a oportunidade para a população manifestar apoio ou rejeição ao executivo que foi eleito.
E o Senado? Oras, por favor, está na hora de se repensar essa instituição.
Podemos até ser generosos e dar a esses senhores senis um mandato de, digamos, seis meses, em sistema de rodízio com os deputados eleitos.

Do jeito em que estamos, polarizados e divididos artificialmente, por interesses dos partidos, em 2018 a disputa será entre radicais gayzistas da Bobo/Falha e os radicais seguidores de Feliciano com os amigos do Bolsonaro.
E qualquer um dos dois terá a petulância e descompostura de dizer que tem a maioria, mesmo que no primeiro turno tenha ficado com 22% dos votos.

Mais uma coisinha: financiamento de campanha?
Que palavrão é esse?
Os partidos são ricos o suficiente para fazerem as próprias campanhas, sem precisar de horário “gratuito”  no  rádio e na televisão, nem muito menos de “financiamento público para impedir doações de empreiteiras”, e só permitir as de Caixa 2.
Isso funciona, por incrível que “nossos” políticos queiram afirmar o contrário.
Pense nisso.

Por sua vez, alguns outros aspectos são necessários em uma reforma eleitoral que não seja sugerida pelos “representantes do povo”.
A primeira delas é restringir a reeleição ad infinitum. Há pessoas que só são políticos, nada mais, por toda a vida “útil”.
A segunda é acabar com as dinastias, tornando inelegíveis todos os parentes (inclusive cunhados, sogras, etc.)  de quem já ocupa cargo político.
Mais algumas: voto com comprovante impresso;
direito a voto apenas a quem não tem medo de ser fotografado;
extinção dos famigerados suplentes – morreu ou foi assumir outro cargo, fica a vaga até novas eleições;
impedimento de voto a condenados;
voto facultativo;
e, claro, o direito ao voto só pode ser concedido a quem pode responder criminalmente por seus atos.

Pena que a CF foi redigida e votada por políticos que foram travestidos de constituintes, apenas para satisfazer os interesses de partidos, sindicatos, ONGs e alguns outros lobbies, como o da OAB.
Você participou na constituiinte? Por acaso foi consultado se a referendava?
É a tal “constituição cidadã” que, há um quarto de século, querem que acreditemos como “salvação da pátria”. Está muito mais para uma saúva que destrói o país.

Ana Karênina

Ouvi há uns dias em uma estação de rádio, uma “crítica” falar de Keira Knightley e sua interpretação no filme Ana Katerina.
Isso mesmo. A crítica disse (e repetiu o tempo todo) Ana Katerina.
Por pouco não virou Ana Catarina, a Quêity.
Sabe qual? Aquele filme que teve roteiro do famoso russo Totó, sabe, o Leo.

Jêntchem, como eu sempre digo e repito:

menaziskola, prufavô,

porque o que tem saído delas é de um profundo analfabetismo funcional.

 

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