Um blogue mal humorado, com aversão ao abominável modismo do "polìticamente correto" (hipòcritamente mal-resolvido). Blogue de um cético convicto, com a própria ortografia.

Posts marcados ‘lobby’

lobbies na cf 88

http://politica.estadao.com.br/noticias/geral,o-emaranhado-de-lobbies-e-interesses-da-carta-de-1988,70001900696

é pouco.

Foi muito pior.

E sofremos até hoje as conseqüências desse golpe da chamada constituição cidadã, da qual os cidadãos nunca participaram nem foram convidados a opinar.

Carta prolixa (pro lixo), de conveniências de sindicatos, políticos, oab, e ongs.

 

artigo de Gilmar Mendes

Interessante ler o artigo de Gilmar Mendes na folha, sobre a República Corporativa que impera no país desde o golpe da assembléia constituinte de 1987/88.

O que temos é uma sucessão de privilégios a castas que a OAB lembrou de beneficiar, quando seu presidente, e “por acaso” relator da constituinte (Bernardo Cabral, aquele que depois dançou Bésame Mucho com aquela senhora que surrupiou todo o dinheiro dos brasileiros), cedeu aos lobbies de “meninos de ternos bem cortados”,  e a vários outros grupos de pressão, como sindicatos e associações de profissionais (inclusive magistrados).

Temos de estar atentos para que não ocorra em 2017 outro golpe, para ampliar os privilégios, como já se assanhou um certo de-putado do detrito fedemal.

Aliás, temos também de estar atentos para que o nepotismo não prevaleça nos tribunais. Não é mesmo, senhores ministros?

 

Cama detrital

Durante a constituinte do auto-golpe do cãogresso de 1987, um advogado brasiliense (Sigmaringa Seixas) inventou que a autonomia político-administrativa do Distrito Federal deveria igualá-lo a um Estado (distrito não é Estado, parece difícil entender isso – em Washington D.C eles sabem isso, mas, claro, os Estados Unidos, a Suíça, o Canadá, não são exemplos de democracia, tanto que esses dois últimos sequer possuem distrito federal).

Na base da pior demagogia, foi criada uma câmara de vereadores com o pomposo título de câmara legislativa do DF, também conhecida como Casa dos Horrores. Até cartão de natal eles mandam (com dinheiro público), para pessoas que jamais votariam neles. Escrevi sobre essa nojeira em 2008, 2009, 2012 e 2014 – é só clicar na tag.

Há uns 9 ou 10 anos, um apresentador de televisão encheu a cidade de faixas dizendo que era pela extinção da tal câmara, uma verdadeira cama suja de detritos.

O tal apresentador foi eleito … … deputado distrital – KKKKKKKKK, e depois, com base no lobby dos colegas da enpreimça, virou deputado federal.

Hoje em dia ele é chamado de senador, e os coleguinhas fazem propaganda dizendo que é o mais “competente” dos parlamentares.

Infelizmente, até hoje Reguffe nunca pensou em cumprir a promessa de apresentar projeto de lei que acabasse com a imoralidade da cama detrital.
Mais um blefe. Mais uma propaganda enganosa. Ele bem sabe que não tem articulação para qualquer proposta nesse sentido.
Clodovil era bem mais corajoso, já que tinha apresentado um projeto de reforma do legislativo, que reduziria o número de deputados federais de 513 para 400. Pena que morreu e o projeto simplesmente foi atirado à lixeira.

Enquanto isso, o desperdício de dinheiro continua. Afinal de contas, povo existe mesmo é para pagar imposto e pagar as Versalhes da vida.

as bancadas dos estados na câmara dos deputados

A O material jornalístico produzido pelo Estadão é protegido por lei. Para compartilhar este conteúdo, utilize o link:http://politica.estadao.com.br/noticias/geral,supremo-mantem-distribuicao-atual-das-bancadas-na-camara,1514442O material jornalístico produzido pelo Estadão é protegido por lei. Para compartilhar este conteúdo, utilize o link:http://politica.estadao.com.br/noticias/geral,supremo-mantem-distribuicao-atual-das-bancadas-na-camara,1514442O material jornalístico produzido pelo Estadão é protegido por lei. Para compartilhar este conteúdo, utilize o link:http://politica.estadao.com.br/noticias/geral,supremo-mantem-distribuicao-atual-das-bancadas-na-camara,1514442O material jornalístico produzido pelo Estadão é protegido por lei. Para compartilhar este conteúdo, utilize o link:http://politica.estadao.com.br/noticias/geral,supremo-mantem-distribuicao-atual-das-bancadas-na-camara,1514442maioria dos ministros do ínfimo tribunal fedemal julgou inconstitucional a resolução do superior tribunal eleitoral que havia redefinido o tamanho das bancadas dos Estados e do detrito fedemal na cama de putados para as eleições de 2014, e a lei complementar que definiu a côrte eleitoral a definir os cortes (e acréscimos) dos quantitativos.

Argumento: o parágrafo 1º do artigo 45 da constituição de 1988 (aquela que a cidadania nunca teve a oportunidade de referendar) prevê que o quantitativo das representações seja definido em lei complementar, e não em decisão de tribunal.

Entendeu?

Eis:

Art. 45. A Câmara dos Deputados compõe-se de representantes do povo, eleitos, pelo sistema proporcional, em cada Estado, em cada Território e no Distrito Federal.
§ 1º – O número total de Deputados, bem como a representação por Estado e pelo Distrito Federal, será estabelecido por lei complementar, proporcionalmente à população, procedendo-se aos ajustes necessários, no ano anterior às eleições, para que nenhuma daquelas unidades da Federação tenha menos de oito ou mais de setenta Deputados.

LEI COMPLEMENTAR Nº 78, DE 30 DE DEZEMBRO DE 1993

Art. 1º Proporcional à população dos Estados e do Distrito Federal, o número de deputados federais não ultrapassará quinhentos e treze representantes, fornecida, pela Fundação Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, no ano anterior às eleições, a atualização estatística demográfica das unidades da Federação.

Parágrafo único. Feitos os cálculos da representação dos Estados e do Distrito Federal, o Tribunal Superior Eleitoral fornecerá aos Tribunais Regionais Eleitorais e aos partidos políticos o número de vagas a serem disputadas.

Art. 2º Nenhum dos Estados membros da Federação terá menos de oito deputados federais.

Parágrafo único. Cada Território Federal será representado por quatro deputados federais.

Art. 3º O Estado mais populoso será representado por setenta deputados federais.

Art. 4º Esta Lei Complementar entra em vigor na data de sua publicação.

Art. 5º Revogam-se as disposições em contrário.
Brasília, 30 de dezembro de 1993

Bem, a comédia de erros é grotesca. Existe lei complementar, que não foi cumprida.
O IBGE é o órgão que deve fornecer os elementos para a re-definição das bancadas.
A revisão do tamanho das bancadas deveria estar regulamentada no ano anterior às eleições.
Contudo, o STF entende que a Lei Complementar 78/93, na qual se baseou a resolução do TSE, é omissa quanto ao tamanho das bancadas, e deixou de fixar os critérios de cálculo (!!) que legitimaram a atuação do TSE.

Tudo é feito “nas coxas”. Leis mal redigidas, pois suas excremências não querem perder tempo com textos que possam ser incisivos. Nada como contar com “dúvidas” que serão “dirimidas” por “interpretações” convenientes a cada situação, por sinistros nomeados pelo podre executivo.

Sabe como se chama isso tudo: o maldito conluio dos três podreres baseados nas teorias de um barão francês (baixa nobreza), que na verdade estava preocupado em garantir a ascensão política do grupo em que estava incluído.

No caso brazuca, o pior: quem vai querer contrariar os amigos políticos dos Estados que seriam prejudicados?
Que sejam pois prejudicados os brasileiros de todo o país, que não é representada, de fato, no tal poder indigestivo, encarregado de redigir leis para todos (menos para eles).

Não tenho dúvidas de que se a CF tivesse sido redigida pela comissão das costureiras das escolas de samba haveria mais objetividade e menos dubiedade.
O que tivemos, porém, no festival de demagogias de 1987/1988, promovida por “aquele presidente”, foi uma constituição escrita pela OAB e outros lobistas (*) , repleta de aberrações (como os já revogados juros de 12% ao ano), de “interpretações” e de “complementos esclarecedores”.
Sem contar que, no cãogresso nacional, tudo é votado à noite, escondido da população.
Há que se garantir “umas tantas boquinhas”…
-=-=-

(*) lobista = grupo que pratica lobotomia em grandes setores da população

 

Michel, nous n’allons pas t’aimer

Leio agora na Reuters que, outra vez, o vice-presidente Temer defende uma reforma política, a ser feita por essa mesmíssima “panela” de políticos e de seus patrocinadores lobbistas.

Bem, senhor vice, reitero tudo o que escrevi anteriormente no post recado ao marido da Marcela.

Já ouviu falar de quanto mais mexe mais fede?
É assim que pensa a maioria dos brasileiros, todos aqueles que não se beneficiam da sordidez política que vivemos há MUITOS anos.

Reforma política? Sim, só depois que forem literalmente defenestradas as excremências que se agarram ao pudê.

Espalhe

 

Verdades absolutas

Há algumas coisas no mundo de hoje que são verdades absolutas, incontestáveis.

A primeira delas é o concurso de Miss Universo, algo que, em importância, talvez só possa ser comparado ao Festival da Canção de Viña del Mar.

Logo a seguir vem a entrega do prêmio Oscar, para os filmes mais lobotomizados (ou seja, que tiveram muitos lobbies) da temporada.

Outro prêmio cuja seriedade e imparcialidade é indubitável são os prêmios Nobel, sobretudo o de paz, guerra, terrorismo e guerrilha.

Por fim, mas não em último lugar, a famosa neutralidade suíça, que começou quando eles tentaram ocupar Milão e foram fragorosamente derrotados (batalha de Marignano, 1515), o que levou a nação helvética a preferir encolher o rabo entre as pernas e rosnar de pacifista e neutra desde então. Além disso, a Suíça teve a “neutralidade” pràticamente imposta pelas potências participantes do Congresso de Viena (1815), depois de o território alpino ter sido usado como base de penetração das tropas de Napoleinho I, o ditador corso que azucrinou a Europa (e a América) no início do século XIX.

Eu é que não duvido da seriedade desses pilares da sociedade. Também creio em papai noel, coelhinho da páscoa, eleições livres, cartomantes, etc..

Lobby

“O problema não é ter essa orientação [homossexual]. Devemos ser irmãos. O problema é fazer lobby por essa orientação, ou lobbies de pessoas invejosas, lobbies políticos, lobbies maçons, tantos lobbies. Esse é o pior problema”, disse. o Papa Francisco.

Temos o lobby dos ecochatos, o lobby LGBTWKYÇRSSPQTP (era mais fácil quando a sigla apenas era GLS), o lobby das armas (nos Estados Unidos) e o lobby do desarmamento (promovido pelo crime organizado), o lobby dos evangélicos, o lobby das feministas, o lobby dos que passeiam de bicicletas nos finais de semana, o lobby dos caminhoneiros, etc..

Os lobbies não são uma força da democracia. Ao contrário, são uma tentativa de minorias imporem seu pensamento sobre a maioria. Nada mais autoritário…

Dizem que a origem da palavra remete-nos aos lobbies dos hotéis. Saguões, halls, onde os políticos eram procurados por grupos de pressão. Muita vezes, porém, a impressão que temos é de que a palavra remonta à lobotomia.

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