Um blogue mal humorado, com aversão ao abominável modismo do "polìticamente correto" (hipòcritamente mal-resolvido). Blogue de um cético convicto, com a própria ortografia.

Posts marcados ‘metrô’

Hora do planeta

Todos os anos a mesma patacoada. Em um determinado sábado, as luzes de monumentos são apagadas por uma hora, para “conscientizar” os ecobobos da necessidade de economizar energia, segundo a asquerosa ONGeira do WWF. Pedem para as pessoas manterem as luzes de suas casas apagadas…

Por que não fazem alguma medida mais séria? Exemplos:

Desligar todas as emissoras de televisão por um dia inteiro;

Desligar todas as estações de rádio naquele fim de semana;

Deixar de imprimir jornais que só vendem sensacionalismo e manchetes vazias como notícias;

Desligar todos os metrôs e ferrovias do mundo;

Interromper todas as fábricas do planeta (sobretudo aquelas indústria de minérios ligadas aos donos da WWF) por uma semana inteirinha.

Proibir a circulação de todos os veículos (inclusive os movidos a tração humana).

Só como alguns exemplos.

Que falta de consciência desses eco-terroristas… Ou é apenas uma encenação barata para justificar o dinheiro que circula por essas ONGeiras?

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Centímetro brasileiro

Será que o pessoal do The Economist está de birra com o braziu?

Falar mal da extensa rede de metrô brasileira, que cobre o país do Monte Caburaí ao Arroio Chuí, e da Ponta de Seixas à nascente do Rio Moá, é querer comprar briga com toda a população brasileira.

Somos bem servidos por metrôs seguros, onde nunca há atrasos, onde jamais se registrou qualquer problema de falta de energia, e nos quais até mesmo há poltronas reclináveis para maior conforto dos passageiros. Por isso, não podemos admitir essa intromissão estrangeira em assuntos internos.

Quem pensam esses estrangeiros que são? Sempre publicam matérias que nos tiram do pedestal de “os melhores e mais modestos do mundo”. Só falta começar a dizer que as obras no braziu são super-faturadas, por isso nenhum governo consegue implementar as várias promessas eleitoreiras com que – literalmente – nos inundam.

Brasileiro não utiliza tanto metrô quanto em outros países porque, muito afeita aos esportes, prefere caminhar ou praticar uma criativa espécie de luta, espremendo-se em vans irregulares, sem contar outras formas de transporte coletivo que o imaginário popular é capaz de criar.

Nossa rede de metrô é tão bem adequada a nossas necessidades, que até o apelidamos, carinhosamente,  de ‘centímetro’.

Mera coincidência…

Ontem saiu a relação das arrecadações (na maior parte das vezes “anônimas”) às campanhas eleitorais para prefeitos este ano.

Hoje leio esta interessante matéria publicada no Diário do Grande ABC.

OAS executa obras só com Marinho no Grande ABC.

Sobre a OAS, há também esta pequena notícia:

Derrotado, PT freia metrô de Salvador
Um episódio palaciano, envolvendo a presidente Dilma e um grande empreiteiro, revela como o PT barra as obras do metrô de Salvador após o resultado da eleição em que saiu derrotado na capital. O empresário César da Matta Pires, da OAS, fez estudo com linha ligando o aeroporto aos principais bairros. Como o bilhete ficaria R$ 6 (muito caro), procurou a presidente e o governador Jaques Wagner para tentar Parceria Público-Privada. Tudo ok, a OAS financiou o candidato Nelson Pelegrino como condicionante para o projeto sair. Como ele perdeu, Dilma e Wagner vetaram.

Imposto de Renda no dos outros é refresco

A população irá arcar com o pagamento do imposto de renda devido, mas não cobrado por “descuido do Senado”, referente a salários extras dos “representantes dos Estados”.
Os “pobres” senadores que não têm culpa.

Enquanto isso, o povo continua de cabeça baixa, olhando para o chão.

O que poucos órgãos da imprensa deformaram (já que não informam) é que um dos maiores agitadores, nessa história de os senadores não pagarem o IR atrasado, foi o queridinho da turma que fala em educação, o Cristovam Buarque.
Ele foi um dos que mais gritou e agitou para os outros se recusarem a pagar o imposto.

Bem aceito pela “massa” e pelos deformados de opinião. Sempre com discursinho populista, que agrada os “progressistas”.

Cristovam, uma pessoa com currículo de mau reitor (vendeu patrimônio da UnB, e ela ficou sem dinheiro para manutenção dos prédios já existentes), mau governador (mandou enterrar as obras do metrô de Brasília), mau ministro (foi demitido por telefone, enquanto se atrapalhava em viagens ao exterior para massagens ao ego), mau senador (o caso I.R. é só um dos exemplos que mostram a “atividade” do senador.

Como é que ainda não foi incluído na relação de fichas sujas? mistério…

Um cara que não gosta nem de educação cívica, e muito de educação moral.

E pensar que uma vez votei por esse tipo…

Çumpaulo

Vortei di çumpaulo onti, na óra du armoço.
A impressão que tive foi a mesma de sempre. Que lugarzim chinfrim…
Lógico que há sinais di pogréçio. Nas duas pontas da Avenida Pólista há lojas Marisa, a grande griffe das mulheres brasileiras que se vestem como Marisa Letícia.

Mas foi uma das vezes em que mais pude observar a presença exagerada de moradores de rua.
Em todos os bairros que percorri.

Fui à feira que um dia foi japonesa, na Liberdade.
Hoje em dia, além de não ter quase movimento de público, é tomada por bolivianos nos arredores. Muitos dos zoins puxados são aymaras e quechuas, mais que japoneses, coreanos ou chineses. Embora, é claro, os asiáticos estejam lá para justificar a existência da feira. Sem esquecer, é claro, as incontáveis denúncias de bolivianos que trabalham em regime de trabalho escravo nas confecções de orientais.
E vejam que eu não fui à feira dos bolivianos, no Pari.

Fui à Praça da Sé. Quando eu era criança me sentia impressionado com ela.
Olhei para aqueles predinhos furrecas, da primeira metade do século XX e não vi graça alguma.
Aquelas palmeiras pareceram tão tacanhas.
E a própria igreja precisa crescer mais uns 50 metros, para virar uma igreja neogótica que se preze.

Percorri o Elevado Presidente Costa e Silva, presente do querido prefeito Paulo Salim Maluf à cidade.
De certa forma, o minhocão ajuda a disfarçar a feiúra da região.
Dele pude ver como estão sujos, velhos e mal cuidados dois cartões postais da cidade: o Copan e o Edifício Itália.

Os xópins sempre com a mesma cara e com as mesma lojas, em todos os lugares do braziu. Mas alguns estão piorados.
Evidente que não fui ao iguatemico jotakara, nem ao garden city, nem à dasputa, com suas lojas especiais, que em um futuro não muito distante irão embora do país, tal como a Harrod’s abandonou Buenos Aires (ou Botucatu, no bom nheengatu).

E o lixo? Ah, o lixo, essa obra quase divina que a evolução tecnológica criou. Todos os dias passava por um bueiro e via que o lixo de garrafas pet, e de coisas semelhantes, era novo. Tinham recolhido o lixo do dia anterior, mas de manhã uma nova safra de lixo estava lá, obstruindo o bueiro.
Curioso, mas fizeram campanha contra as sacolas plásticas, e não fazem contra a maior porcaria das últimas décadas: a garrafa pet. Aliás, o que a coca-cola quiser sempre será ordem. Beber água “mineral”, “sucos” e refrigerantes nas ruas, para “se hidratar”, quase tudo do mesmo fabricante. No meu tempo de criança bebíamos água em copos de vidro, em casa ou na escola, e ninguém ficava desidratado, como esses porcos que carregam suas garrafinhas em bolsas e sacolas sujas, e depois levam à boca as embalagens, com as mãos sujas de quem está na rua há muito tempo. Saudável?

Pelas distâncias percorridas, acho os táxis muito caros. Em brazylha, com bandeira 2, do aeroporto até meu apartamento, são 18 km e R$ 43,00. Em çumpaulo, os 9 km do hotel até cãogonhas custaram R$ 35,00, com bandeira 1. Uma outra corrida, com bandeira 1, de 13 km, custou R$ 45,00.

Os metrôs estão mais cheios, naturalmente. Novas linhas e mais integração, com a mesma quantidade de trens, formam uma equação facilmente percebida.
Alguém me disse que pensam em colocar linhas de ônibus para complementar, na superfície, a demanda que os trens não podem mais atender. Planejamento às avessas.

Mas há uma coisa que, de novo, me agradou: comer PF em botecos. Ainda são uma boa opção, para fugir dos restaurantes de “executivos”.

Lógico que vi os engajados bicicleteiros, fazendo suas manobras erradas nas ruas, sem respeitar pedestres, e querendo respeito de carros e ônibus. Essa gente é tão fofinha e arrogante, sobretudo quando passeiam nos domingos. Por que não vão de casa em São Miguel ao trabalho na Oscar Freire de bicicleta? Ou de Perus ao Paraíso. Seria uma opção tão mais ecológica… Sem contar que ficariam com lindas coxas e maravilhosas lesões nos joelhos.

Conversei com vários arquichatos. Gente ligada à construção, ao patrimônio, ao paisagismo ou à docência. Todos eles concordam que çumpaulo é muito feia, muito sem estilo. Poderia ter dúzias de prédios inovadores, e no entanto submete-se apenas à fabricação de caixotes nas ruas.
No domingo de manhã, estive na Pólista, e observei: que ruazinha mequetrefe. A Avenida Ditador Getúlio Vargas, no Rio, do alto de sua pobreza, é muito mais imponente.

Ah, e falando em breguice, pude ver que a população sabe cantar direitinho essas coisas do sertanojo, exportada do interior do Paraná e de Goiás para o resto do braziu. Eu, que moro aqui no cerrado, não conheço essas coisas, mas os pólistanos sabem de cor a letra desses trecos.
Viva a curtura eclética!

Sei lá, se esse é o coração do braziu, acho que o país precisa urgentemente de um cateterismo.

Mas tenho de reconhecer que as pessoas estão muito menos aggressivas do que eram antes. Parece que o nível de stress foi compensado pelo conformismo de que não há muitos jeitos para se escapar de ser engolido pela cidade.
Se bem que, uma cidade onde há uma média de 10 assassinatos por noite, não pode deixar de ser agressiva.

Uma coisa que se observa, quando se sobrevoa a cidade, é que ela não tem áreas verdes que sejam dignas de nota. Exceto pelo Parque do Estado, tudo é pequeno demais para a escala da cidade. O Ibirapuera (o parque da madeira podre) nem se nota, quando se olha de um avião.

Algumas coisas, porém, poderiam ser feitas para melhorar:
derrubar aquela geringonça de cãogonhas, e fazer lá um parque, sem shoppings, sem prédios, sem nada. Só um imenso gramado arborizado para se namorar de mãos dadas e fazer piqueniques. O mesmo valeria para o cãopo de marte – terminar com o pouso dos tecos-tecos, transferindo-os, sei lá, para Atibaia ou Belo Horizonte, e transformar tudo aquilo em um parque.
Os vôos domésticos seriam transferidos para cãobica, em barulhos, aquela garagem de onde saem vôos internacionais hoje em dia.
Cãopinas seria ampliado à décima-oitava potência, e serviria para os vôos internacionais com destinos ao norte da América do Çul e à América do Norte.
Soroacabou ganharia um aeroporto internacional, mais ou menos do tamanho de Frankfurt ou Amsterdam, que serviria os países do Cor-no Çul, a Zoropa e a África austral.
Tudo ligado por trens de alta velocidade.
Que sonho tolo. Imaginem se alguém vai se empenhar em melhorar a maior cidade do país…
Melhor fazer diaporamas de exaltação a lojas de automóveis importados, com zilhões de informações erradas, ou melhor, com muitas deformações.

Habilitação e acidentes de motociclistas

Todos os dias lemos em algum jornal brasileiro que mais um motociclista morreu em acidente. Quando comentamos isso, já surgem eles em bloco para contestar.

Por sua vez, temos em todas as cidades um serviço de transporte coletivo que beira o caos. O metrô, quando existe, é apenas um centimetrô, sem formar malha. E ainda sofre o boicote de um certo urbanista renomado, que há mais de 30 anos faz lobby para as montadoras de ônibus, e afirma que os corredores são suficientes para atender a demanda de transporte de passageiros nas cidades com mais de 1 milhão de habitantes.

Isso faz com que aumente a demanda de passageiros insatisfeitos que, sem muitas opções, buscam a motocicleta como meio de transporte pessoal, seja por conta da mobilidade, seja por conta da conveniência do preço.

Os Detrans, sabemos, não se preocupam com a qualificação dos motoristas em geral. Muito menos as clínicas médicas conveniadas estão mìnimamente preocupadas com as condições físicas dos candidatos à habilitação ou à renovação das licenças. O que importa para os órgãos de fiscalização do trânsito é aumentar a arrecadação para os respectivos cofres.

Não faz muitas semanas, um jornal de Goiânia publicou uma matéria sobre o aumento do número de mulheres dirigindo moto na cidade,  e o aumento do número de acidentes fatais na cidade. Sem preconceito de gênero, cabe ressaltar – apenas comparando estatísticas.

Um motorista de automóvel (de qualquer idade) tem a possibilidade maior de se safar em caso de um acidente, por conta de todo o invólucro (a lataria e os equipamentos de segurança do veículo) que o reveste. O mesmo não se pode dizer do condutor de uma moto, muito menos de um passageiro, diretamente expostos ao chão.

Pois eu conheço um certo cidadão, aqui em Brasília, que sofre de problemas de labirintose (ou o que seja, pois não foi devidamente diagnosticada sua doença), que por vaidade insistiu em tirar a carteira de motociclista. Bem, não durou um mês após a compra da moto, e foi ao chão, quebrando a moto e algumas costelas. Já voltou a dirigir (com o neto na garupa, é bom dizer).

Como esse senhor, que não tem mesmo juízo, quantos outros nem sabem que são portadores de alguma incapacidade física, nem nunca o saberão, pois os exames médicos são apenas “para inglês ver”?

Enquanto isso, deixem as pessoas se matar no trânsito. O que importa é vender motos, é não legislar adequadamente e deixar todo mudo se acovelando em ônibus cheios, etc.. De qualquer forma, sabemos que nossos apressados “entregadores de pizza” nunca poderiam conduzir da mesma forma em um país civilizado, por exemplo, cortando caminho sobre calçadas, pois as regras são bem diferentes “lá fora”.  [O mesmo vale para a maioria dos ciclistas, que no exterior sabem respeitar as leis de trânsito, e sobretudo convivem em respeito com os pedestres.]

Ah, e não precisa fiscalizar se ônibus ou motos poluem mais do que os automóveis, com seus motores desregulados. A fiscalização é feita para encher os cofres, já sabemos. De preferência com a ajuda de algum amigo de algum secretário de transportes ou alguém semelhante.

Trem de alta velocidade vs. aviação regional

Encontrei em uma carta de leitor do Estadão, uma carta aberta ao Ministro dos Transportes, assinada pelo engenheiro José Carlos Bertoncello, na qual sugere:

Minha ideia é a seguinte: em vez de gastar R$ 3,4 bilhões com a estatal, mais R$ 33 bilhões com a construção de um trem-bala, atendendo oito cidades e com apenas 530 km de linhas, por que não implantarmos 27 pequenas companhias aéreas regionais (uma para cada Estado) com dez aeronaves EMB-175 cada (a Embraer já teria aí um faturamento de US$ 8 bilhões), com a contratação de 20 mil pessoas (todas do Brasil) para funcionamento das linhas, atendimento de 135 cidades (se cada companhia atendesse cinco cidades), e estariam todas funcionando em, no máximo, dois anos (prazo de entrega de pelo menos cinco aviões cada).

Vantagens para o Brasil:

1- Atendimento de 135 cidades (atualmente a as linhas aéreas regulares atendem 120 cidades). Todo o investimento seria feito aqui, com lucro para brasileiros, e contratação de mão de obra daqui, e não consórcios japoneses, chineses, alemães e franceses.

2- Custo total estimado, R$ 19 bilhões (metade do gasto com o trem-bala).

3- Implantação em dois anos (ante cinco do trem-bala).

4- Maior número de passageiros transportados por ano (4,8 milhões, ante 3,4 milhões do trem-bala).

5- Menor custo do transporte. A estatal prevê tarifa de R$ 199 de ida São Paulo-Rio e as companhias aéreas anunciam hoje por aproximadamente R$ 90, dependendo do horário, porém com tempo de 30 minutos, ante 1,5 hora do trem.

Vejo algunas falhas na proposta do senhor Bertoncello. Uma delas é que das 27 unidades federadas, nem todas têm área para justificar a operação de uma empresa regional de aviação específica. São os casos do Distrito Federal [Goiás], Sergipe [Bahia], Alagoas [Pernambuco], Rio de Janeiro e Espírito Santo [uma única área], Paraíba e Rio Grande do Norte [outra única área]. Além dos casos do Acre [Rondônia], Roraima [Amazonas], Amapá [Pará], que não teriam população (volume de passageiros) que justificassem a operação das respectivas empresas. Isso, conseqüentemente, reduziria as 27 empresas propostas para o total de 19. Se bem que outras poderiam ser constituídas em Estados com maior demanda, como São Paulo ou Minas Gerais, o que significa que os cálculos apresentados teriam de ser estimados de outras formas.

Contudo, é óbvio que há vários bons aeroportos sub-utilizados pelo país afora, como Bauru, Maringá, Juiz de Fora, e dezenas de outros mais, além de muitos outros centros sub-regionais com tremendas dificuldades de comunicação com os deslocamentos, de modo a exigir dos passageiros viagens de dois dias para percursos relativamente simples, como por exemplo Brasília – Corumbá, que pode levar um passageiro a fazer conexão no Rio, antes de ir a Campo Grande para embarcar no único vôo diário que existe com destino à maior cidade pantaneira.

No mais, o tal milagre do trem de alta velocidade (já apelidado de trem-balela ou de trem-bola, por conta das promessas em período de campanha eleitoral, ou devido à prevista corrupção que haverá nos altos custos envolvidos com a obra) pode ser questionado, de um lado pelo fato de o estrangulamento dos transportes no Brasil não se dar apenas entre São Paulo e o Rio de Janeiro, mas em quase todas as regiões, e segundo porque não ocorre apenas com passageiros, mas sobretudo com cargas, e não se mencionou qualquer projeto para o transporte delas. Transporte ferroviário é muito mais conveniente quando utilizado de forma multimodal para cargas, em longas distâncias, sobretudo se combinado com transporte hidroviário, como ocorre na Europa e no Canadá, mas dizer isso no Brasil é quase um crime, pois os eco-terroristas pensam que hidrovia significa ladrilhar o leito dos rios para o tráfego de embarcações.

A outra grande vantagem do transporte ferroviário é nas áreas metropolitanas, ao constituir as redes metroviárias. Mas nisso estamos atrasados gerações, e parece que fazemos questão de assim permanecer, dado o grande lobby das empresas de ônibus (inclusive com o aval de um pseudo-grande urbanista paranaense).

Quanto a mim, continuo convicto de que os desastres ferroviários são muito mais comuns e freqüentes do que a imaginação do público recorda; bastaria para isso uma breve pesquisa na internet. A diferença dos desastres aéreos é que nestes a probabilidade de morte é pràticamente absoluta, enquanto que em um desastre ferroviário, as vítimas ficam presas nos vagões, gemendo, mutiladas, aguardando que o resgate chegue com abridores de latas para arrancá-los das ferragens. Por isso prefiro os aviões.

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