Um blogue mal humorado, com aversão ao abominável modismo do "polìticamente correto" (hipòcritamente mal-resolvido). Blogue de um cético convicto, com a própria ortografia.

Posts marcados ‘ministro’

A farra das passagens aéreas

Por conta da farra das passagens aéreas para os de-putados e todas as suas famílias (inclusive aquelas que “não constam” do imposto do renda), lembro:

– Andrew foi conhecer as Falkland Islands, pilotando helicóptero Sea King, a bordo do porta-aviões Invincible, durante a guerra dos ditadores argentinos;

– Harry quis ir ao Afeganistão; vovó Elizabeth disse: então vá pilotando seu próprio avião, e aproveite para caçar talibãs;

– o mesmo Harry desmanchou o namoro com a interesseira Cressida Bones, porque a periguete queria viajar em primeira classe para Miami, e ele tinha comprado passagem em classe econômica, e ia fazer a “pretendente à Casa de Windsor” pagar a passagem dela;

– nunca estive na Suécia, mas amigos meus relataram que viram a própria rainha Silvia na fila de embarque, como qualquer outro passageiro; não fura filas nem usa jatinhos do governo;

Angela Merkel foi passar férias com o marido na Itália – cada um em um vôo, pois ele descobriu uma passagem mais barata do que o que ele teria de pagar para pegar carona no avião em que a alemoa-chefa viajaria;

– lembram de um ministro brasileiro que foi passar carnaval em Fernando de Noronha com avião da FAB?

– lembram de um senador que foi fazer implante de cabelo com avião da FAB?

Pois é, essas são algumas comparações que podem ser feitas com relação às inesgotáveis mordomias de nossos políticos, e “aquela gente atrasada” do Velho Continente.

Não custa assistir de novo o vídeo que mostra os apartamentos funcionais

que os deputados ocupam em Estocolmo.

A interminável  reforma dos “modestos” apartamentos dos deputados brasileiros ainda não acabou… Passei por lá esta semana.

País rico é país onde os governantes usam transporte público.

País náufrago é aquele onde cachorros de governadores, amigos de filhos, etcéteras, usam jatinhos ou helicópteros do governo, e aspone de político pega carona em carro oficial para ir ao super-mercado.
Ou país onde juiz passeia com carrão pelas ruas (o famoso vale-transporsche), e usa veículo do tribunal de justiça para buscar criança em escolinha maternal (como já vi aqui na frente de meu apartamento!).

Ah, só para lembrar: no tempo em que Pedro II ainda estava no Rio de Janeiro, os deputados alugavam as próprias casas ou moravam em pensões – pagas pelo próprio bolso. Esse escândalo todo começou depois que o “presidente sorriso” deu um golpe nos cofres brasileiros, para transferir a capital para uma “cidade moderna”.

Os analistas políticos

Ai, os jornalistas e os “analistas políticos” reclamam que a re-possuída presidente não deixa os sinistros trabalharem como eles querem.

Eles – jornalistas e ministros – ainda não aprenderam que quem escolhe, nomeia e demite sinistros é o presidente, no sistema político daqui.
São eles que têm de se adequar às idéias da dona do cargo, no caso,
e não o contrário.

Não estão contentes com isso?
Mudem para o Canadá.
Lá a monarquia parlamentarista funciona de outro modo.
E mesmo assim a legislação permite fraudes, como eleger quem não ganhou.

Ah, enquanto estiverem vivos os políticos que temos,
sou contra o parlamentarismo. E contra o voto distrital puro.
Só depois que as guilhotinas forem recuperadas dá para se pensar no assunto no Brasil.

Aos sinistros ministros, vai um recado:
vocês não vão mudar o penteado da dona do pedaço,
nem vão dar receitas de moda para aquele monte de carne flácida.
Contenham-se em seu papel de empregadinho da patroa.
Ou procurem outra ocupação,
pois este é o sistema político que vivemos desde 1889.

Redução de ministérios

O novo primeiro-ministro da Índia, Narenda Modi, deu posse aos novos ministros.

Do número anterior de 70 ministros, sob o governo sempiterno Partido do Congresso da dinastia Nehru-Gandhi, a Índia passou a contar agora com “apenas” 46.

Uma redução, sem dúvida, mas…

Em Pindorama, alguns candidatos dizem que reduzirão o número de ministérios, dos atuais 39, para a metade.
Eu seguramente conseguiria compor uma administração federal com 18, mais um ministro extraordinário encarregado da Eliminação de Corruptos.
O trabalho deste poderia ser exercido nos campos de fuzilamento a serem instalados nas “arenas” da copa do mundo.

Charles of Wales & Hillary of Clinton

Muito curioso como a enpreimça é uma coisa (coisa mesmo) tendenciosa e que não deve ser levada muito a sério.

Jornais publicaram com algum destaque que o Príncipe de Gales, herdeiro do trono britânico, teria comparado Putin a Hitler, em razão da crise na Ucrânia.
Na Folha de São Paulo, um leitor inseriu um comentário, com assinatura de quem não sabe de nada sobre o funcionamento de instituições fora do Brasil, e afirmou que

O comentário desse cara e o de um leão de chácara de boate falida tem o mesmo peso!

Curiosamente, hoje encontrei uma matéria assinada no Estadão, em que o professor da USP e da PUC Oliveiros Ferreira trata da geopolítica, e inicia com

Muitos, como Hillary Clinton, compararam a crise na Ucrânia e a incorporação da Crimeia ao Estado russo à crise de 1938, quando Hitler avançou sobre a Checoslováquia. Esqueceram-se de que a Grande Política então se fazia por pactos e alianças e, sobretudo, de que não havia a arma nuclear.

Bem, a pré-candidata ao trono americano afirmou isso, e não vi o mesmo destaque na imprensa, e muito menos palavras de gozação contra a afirmação clintoniana.

Por que ela deve ser levada a sério, enquanto que o “par” do outro lado do Atlântico é motivo de chacota?

Ah, por que ela é de uma república, e ele representa uma monarquia atrasada…

Algumas pessoas insistem em ignorar que as monarquias européias (exceto aquela coisa sem tradição na Espanha, cheia de corrupção; mas Espanha, como sabemos, é um país do Norte da África) são muito, mas muito mais democráticas, do que republiquetas na América Latrina ou na África. (incluir na primeira categoria os países que algumas pessoas jocosamente chamam de “colônias”- Canadá, Austrália e Nova Zelândia).

Rei é apenas enfeite? Sei… é enfeite mas de muito significado na opinião pública.

Ninguém reparou, mas a seqüência de atos contra a ditadura da primeira-ministra na Tailândia (irmão de um político exilado, por corrupção) – primeiro sua destituição e agora o lei marcial, toque de recolher e tudo mais, veio depois de demonstrado, durante o 60º aniversário da coroação do rei, que há muito apoio do povo à monarquia – os amarelos -, capaz de se contrapor ao peso da turma populista dos depostos – os vermelhos.

Do mesmo modo, a enpreimça rotula como extrema-direita os partidos eurocéticos. Certamente são jornalistas vesgos, que não sabem o que significa direita e esquerda. Ser eurocético não é ser de extrema-direita. Ou será que não pode haver vozes dissonantes na União Européia, como ocorre no “super-bem-sucedido” Mercosul.

Só como apêndice e curiosidade: sabiam que a família real sueca vai à fila de embarque nos aeroportos como qualquer passageiro? Que paga multas de trânsito?
Sabiam que Harry foi em vôo de linha aérea barata para participar de cerimônia oficial na Estônia? Do mesmo modo em que, quando uma semana antes foi à festa de um amigo em Miami, viajou também em avião comercial, a contragosto da então namorada.
Enquanto isso, na república popular democrática do Brasil, um senador usou avião da FAB para fazer implante de cabelos, um governador já pagou com verba pública jatinho para levar a sogra a passear em Paris, um candidato “socialista” ficou zangadinho por terem mostrado foto dele em um jatinho “amigo”, o governador de um outro estado usava helicóptero oficial para levar babás e cachorros à praia, ministros e deputados utilizaram (não raras vezes) avião da FAB para ir a jogo de futebol, …..  Desse tipo de democracia estamos cansados..
Não são necessários mais exemplos para vermos quem são parasitas.

Desânimo

Ontem, em almoço com amigos, foi comentário generalizado que ninguém está interessado na qopa ou na qozinha do mundo, a menos de um mês.
Uma sensação geral de desinteresse com o futuro próximo e de desesperança com o futuro mais distante. Nem mesmo as análises de futurólogos interessam.

Hoje, em algum site que nem me interessou muito, havia um artigo sobre o desinteresse dos cariocas com a qopa.

Mais tarde tomei um táxi. O motorista queixou-se de um desânimo acentuado, desesperançado, com relação aos fatos da política brasileira.

Encontrei, depois, no UOL uma matéria em que o chefe da casa civil responsabiliza a imprensa pelo “mau humor” que paira com relação à qopa (e ao futuro como um todo).

Será que com tantos vidros nos prédios de Brasília, esqueceram de colocar espelhos, para que os governantes pudessem se olhar?

Se bem que não adianta, Versalhes era cheia de espelhos, e nem por isso os Bourbons aproveitaram para refletir o que passava ao redor. Viam e ouviam apenas as próprias palavras vazias dos cortesãos aduladores.

A história é uma ciência sem muita imaginação.
Afinal de contas, seu componente principal são uçerizumanu, que pouco mudaram nos últimos 6000 anos.

 

Escravidão? Firme e forte na África.

Sei lá quanta e quantas vezes já escrevi aqui sobre o problema da escravidão na África, que os hipócritas mal resolvidos da correção política fingem desconhecer.

Pois um líder nigeriano disse que vai vender, por mais ou menos R$ 30,00, as meninas que capturou em uma escola.

É, como já escrevi tantas vezes. Existe escravidão na África Ocidental:  – Mauritânia, Burkina, Serra Leoa, Gâmbia, e sei lá quantos outros.
O vendedor de gente, nesse caso específico, disse que vai negociar no Tchade e nos Camarões.

Os europeus e os árabes não precisavam entrar no interior da África para “caçar” escravos, como contam os mentirosos.
Bastava chegar no litoral que havia entrepostos comerciais para “pegar e levar” os escravos que tinham sido capturados pelos régulos africanos.
A partilha da África, e a penetração dos europeus no interior do continente deu-se muito depois, no final do século XIX, quando o comércio de gente da África para a Europa e para a América já tinha sido extinto.

É tão difícil aceitar esse fato? Ou melhor continuar repetindo mentiras “coitadísticas” o tempo todo?

Que tal a Secretaria da Igualdade racial mudar o discurso e lembrar que dívida histórica existe por parte dos ditadores africanos que são, até hoje, apoiados pelo governo brasileiro?

 

Essa estranha justiça para inglês ver

Em 2003, o deputado inglês Chris Huhne foi apanhado por um radar em alta velocidade. Na época, a então mulher dele, Vicky Price, assumiu a culpa.
O tempo passou e aquele deputado passou a Ministro da Energia, só que o seu casamento acabou. Vicky Price decide vingar-se e conta a história à imprensa.
Como é na Inglaterra, Chris Huhne, Ministro, demite-se primeiro do ministério e depois do Parlamento.
ACABOU A HISTÓRIA?
Qual quê! Estamos na Inglaterra…
… E na Inglaterra é crime mentir à Justiça. Assim, essa mesma Justiça funcionou e sentenciou o casal envolvido na fraude do radar em 8 meses de cadeia para cada um e uma multa de 120 mil libras.
Segredo de Justiça? Nem pensar, julgamento aberto ao público e à imprensa.
Quem quis, viu e ouviu.
Segurança nacional? Nem pensar, infrator é infrator.
Privilégio porque é político? Nada!
E o que disse o Primeiro-Ministro David Cameron quando soube da condenação do seu ex-ministro?
‘É uma conspiração dos meios de comunicação para denegrir a imagem do meu governo?” ou “É um atentado contra o meu bom nome e dos meus Ministros”?
Errado. Esqueçam, nada disso!
O que o Primeiro-Ministro David Cameron disse não foi acerca do seu ex-ministro, foi sobre o funcionamento da Justiça. E o que disse foi:
‘É bom que todos saibam que ninguém, por mais alto e poderoso que seja, está fora do braço da Lei.
Aqui, não preciso dizer como agem ótóridades e ex-ótoridades para reclamar dos que os acusam de, no mínimo negligência e mentiras, de quererem impingir “malfeitos” a “empresas sólidas” ou a contratos com empresas de publicidade.
Esses ingleses monárquicos são mesmo um bando de atrasados, não são?

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