Um blogue mal humorado, com aversão ao abominável modismo do "polìticamente correto" (hipòcritamente mal-resolvido). Blogue de um cético convicto, com a própria ortografia.

Posts marcados ‘mitologia’

as mentiras que jorram na internet

Duas matérias no G1 mostram que mentiras jorram na internet mais do que petróleo no Oriente Médio.

http://g1.globo.com/mundo/noticia/2016/02/seu-frango-e-grande-brasileiros-travam-guerra-virtual-contra-cafe-em-dublin-apos-piada-com-erro-de-ingles.html

 

http://g1.globo.com/politica/noticia/2016/02/perfil-falso-na-wikipedia-e-citado-em-decisao-judicial-e-trabalho-academico.html

 

Se eu disser que dá vergonha, vão dizer que eu sou um vira-lata do “filósofo” Nelson Rodrigues.

Porém, é necessário observar que:

  1. a uiquipédia em português tem um comitê (coisa de partido esquerdopata de fundo de quintal) encarregado de manter a “pureza” (ideológica) dos artigos – mesmo que os textos na língua de uéslei safadão sejam diametralmente opostos ao que encontraremos nas versões da wikipedia em inglês, francês ou alemão;

2. a BBC é uma agênciazinha de notícias de trigésima oitava categoria, preocupada em manter empreguinhos para jornalistazinhos de quadringentésimo sexagésimo quinto grau, formados naziskolas da correção política, que pararam de lavar pratos em pubs londrinos e conseguiram outra ocupação, depois de os trabalhistas terem “aparelhado” aquela estrutura (que foi honrada e gloriosa no passado);

3. caradelivro é ponto de encontro de gente desocupada, que acredita que clicar em láiquis ou curtidas é útil;

4. tripaaívaissô, no Brasil, é um site de avaliações que, dominado por um grupo de hanauffábetickas alojadas no conforto do ar condicionado de prédio na Marginal Pinheiros, nos últimos dois anos, passou a selecionar os piores comentários para publicação, bem no estilo fútil das supervisoras, e sequer checa a existência ou não de um estabelecimento (já dei de cara com uma loja de roupa para bebês, no endereço onde as tripeiras diziam existir um restaurante – nunca tinha havido outro tipo de comércio naquele local!) – não tem e não merece credibilidade.

Resumindo:  que saudade de dona Sílvia, dona Celeste e outros que professores que anteriormente mencionei.

A Erde está tomada por gente com microcefalia funcional!
E a Tupinambalândia impulsiona o desastre planetário a passos de Hermes.

Como diz meu amigo Paulo, citando Cyperus Rotundus: não se preocupe, VAI PIORAR!

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palavras, de novo

Será que dá para as “peçonhas” descobrirem palavras diferentes de “incluso”, “diferenciado’, …  … ?

E que não se diz “protocolizar”?

Meus ouvidos estão cansados desse lixo cultural, tão disseminado naziskola.

Para quem não está acostumado com o blogue, pode clicar nessas etiquetas palavras e dicionário, que aparecem no final deste texto, para verem alguns dos vários artigos que já incluí ao longo destes últimos 6.300 anos em que tenho reclamado.

Cada dia sinto mais saudade de dona Sílvia, a professora de Francês, de dona Irene e de “seo” Reinaldo, professores de Português, de “seo” Hernani, professor de Latim (fraco como professor de Inglês), de dona Celeste, professora de Literatura. Professores do tempo em que nas escolas públicas (onde estudei) sabiam dar aulas, e ao mesmo tempo desconheciam as greves. E, olhem só que aberração: os alunos que não estudassem tinham de repetir o ano letivo! Uma verdadeira afronta aos direitos humanos dos animais irracionais que hoje em dia infestam o planeta.

Por favor, deus Hélio, deixe logo o Sol cair sobre a Terra. Nos últimos 40 anos, o planeta tem se tornado um lugar execrável, insuportável!

A Imbecilidade Humana NÃO Conhece Limites

Li uma matéria sobre “livros que podem nos fazer mal“, encontrável no site do jornal lusitano Público.

Deixo a chamada aí:

Há um movimento de estudantes universitários norte-americanos a pedir que os protejam dos conteúdos de alguns livros que consideram perigosos. Em causa estão sobretudo clássicos da literatura grega e romana. A psiquiatra Manuela Correia fala em “infantilização” da sociedade.

É necessário ler a matéria, e também os comentários. Não vou aqui ficar me estendendo, pois seria difícil resumir.

Como sempre tenho manifestado aqui no blogue, porém, abomino de corpo e alma essa hipocrisia da correção política, essa esquerda festiva que sempre pretende policiar (usavam antes o termo patrulhamento ideológico) o que os outros pensam, “por uma sociedade melhor”.

Infelizmente essa doença social da censura ideológica, que não sabe identificar alegorias, ou despreza os ensinamentos da História (com H maiúsculo), está impregnada em vários setores do mundo. Pior do que a religião, ela se torna lei, levada por gente “bem intencionada” (aqueles que enchem o inferno todos os dias de boas intenções), disfarçada em “bons pensamentos”.

Faz falta que o mundo se preocupe mais com ciências, e não com empulhações de teorias sociais.
Essas aí nos têm deixado encalhados.

Só posso resumir que a imbecilidade humana não conhece limites. O mundo contemporâneo é o maior exemplo.

Conseqüências da crise econômica na Grécia

Circula na internet essa relação de conseqüências da crise na Grécia:

1. Zeus vende o trono para uma multinacional coreana.
2. Aquiles vai tratar o calcanhar na saúde pública.
3. Eros e Pan inauguram prostíbulo.
4. Hércules suspende os 12 trabalhos por falta de pagamento.
5. Narciso vende espelhos para pagar a dívida do cheque especial.
6. O Minotauro puxa carroça para ganhar a vida.
7. A Acrópole é vendida e aí é inaugurada uma Igreja Universal do Reino de Zeus.
8. Eurozona rejeita Medusa como negociadora grega:  “Ela tem minhocas na cabeça!”.
9. Sócrates inaugura Cicuta’s Bar para ganhar uns trocados.
10. Dionísio vende vinhos à beira da estrada de Marathónas.
11. Hermes entrega currículo para trabalhar nos correios. Especialidade: entrega rápida.
12. Afrodite aceita posar para a Playboy.
13. Sem dinheiro para pagar os salários, Zeus libera as ninfas para trabalharem na Eurozona.
14. Ilha de Lesbos abre resort hétero.
15. Para economizar energia, Diógenes apaga a lanterna.
16. Oráculo de Delfos vaza números do orçamento e provoca pânico nas Bolsas.
17. Ares, deus da guerra, é pego em flagrante desviando  armamento para a guerrilha síria.
18. A caverna de Platão abriga milhares de sem-teto.
19. Descoberto o porquê da crise: os economistas estão todos falando grego!!!

Agnósticos

Noto que há uma tendência de que mais pessoas se declaram agnósticas.
É chique rotular-se agnóstico. Faz bem ao ego declarar-se uma pessoa “aberta”, disposta ao que der e vier; não é de bom tom declarar-se seguidor de um segmento religioso.

Na esmagadora maioria dos casos, porém, esses agnósticos são pessoas que deixaram de freqüentar uma igreja, nada mais.

Quando se definem, é aquele amontoado de bordões de espiritualidade, de crença em um deus, de vida após a morte (com recompensa para si e com castigo para os outros, isso é importante!), que logo se percebe onde aprenderam essas idéias. Não rezam, mas acreditam em uma “força superior”. Rejeitam as construções físicas das igrejas, e as instituições que as mantêm, convencionais, qualificando-as como algo danoso à sociedade.

Isso não é agnosticismo. Muito menos é ateísmo, mas pelo menos isso tais pessoas não chegam a se rotular. Ateísmo é a negação de qualquer deidade, de qualquer “ser superior”.

Muitos dos que usam a expressão agnóstico, na verdade são os gnósticos da era contemporânea. Acreditam em uma “chama divina” dentro de cada ser, que pode ser ampliada com o conhecimento, a gnose.

Claro que há as minorias gritalhonas que classificam os outros como “infiéis”, pois não compartilham as mesmas pregações que ouvem de seus líderes. Fora isso, há os grupos monoteístas que costumam ser monopolistas. Seres violentos por sua própria natureza, incapazes de conviver com diferenças e com diferentes. Tanto eles quanto o deus de que tanto falam necessitam de absoluta exclusividade.

Durante alguns anos freqüentei uma escola budista. Um colega de trabalho, presbiteriano, veio me classificar de “ateu”. Segundo ele, todo budista é “ateu”, pois não cita nem um deus.
Na verdade, mal sabe ele que o budismo é, por excelência, uma religião agnóstica no sentido pleno da palavra. Se deus existe, eu não sei. Só sei o que tenho de fazer por agora. Se ele existir, um dia talvez o encontre.

Não citar um deus não significa ateísmo, não é negação, mas o convencimento de que o parco conhecimento sobre os universos não permite levantar teorias, nem muito menos dogmas, sobre como o mundo se formou, com se desenvolve, como será a “grande finale”.

Não sou esse tipo de “agnóstico de conversa de bar”, nem gnóstico, nem posso me qualificar de ateu, já que não entendo o que seria deus.
[não venha você me falar do TEU deus; ele é TEU, não meu – tá?]

Percebo um universo a meu redor, e simplesmente aceito a beleza das histórias de tantas mitologias e de tantas religiões que já surgiram no mundo.
Entendo que faço parte de uma nave que percorre este universo (múltiplo, interdependente, multifacetado, inter-relacionado – um multiverso), e isto me basta.

Mitos que fazem parte das religiões, para que elas se tornem “agradáveis”, “sonoras”. Na verdade, mitos que são fonte quase inesgotável de perfis psicológicos e físicos, valiosos para os humanos aceitaram-se e entenderem-se.

Com esses mitos de diferentes culturas, épocas e sociedades, mitos e com religiões variadas, esses deuses todos mesclam-se, tornam-se os meus “amigos” que não me permitem dizer que eu seja ateu ou agnóstico. Posso dizer apenas que sou uma pessoa sem religião definida.

Em outro post, comentarei mais sobre o amontoado de mitos, mitologias e religiões, assunto que caminha ao lado do agnosticismo da moda, apartados por uma parede de vidro.

O solstício

Na tal noite de Natal (na tal de Natal, que exagero) uma estranha coincidência ocorre em muitas partes do mundo: um foguetório interminável – bombinhas e rojões estourando.
É a parte importante de uma tradição: 25 de dezembro foi, até ser incorporado pelo cristianismo, o dia da celebração do solstício e, até a sua oficialização como religião do Império Romano, era o dia do super-popular deus persa Mitra, o Sol-invencível, com muitas fogueiras. De onde se vê que o espírito original de Mitra continua existindo em lugares díspares como Bolívia, Austrália, Guatemala, a costa amalfitana e a periferia de grandes cidades brasileiras. Foguetório que se repete em todo o mundo uma semana depois, para comemorar o início de novo ciclo de cobrança de impostos, com a virada do calendário.

Por falar em tradições que o cristianismo incorporou para “melhorar” a aceitação do Natal como a data do nascimento de Jesus, li, há cerca de 20 anos, um artigo sobre os símbolos estranhos ao Natal. Eu já conhecia o dia de Mitra, mas vejam só:

  •             Papai Noel é a representação do deus germânico Odin, que saía de sua casa no Norte, vestido de vermelho, em uma carruagem, e percorria o país, entrando nas casas pelas chaminés; – depois de ter trabalhado para a Coca-Cola tornou-se símbolo obrigatório do fim de ano;
  •             as  árvores enfeitadas, com estrela na ponta, eram uma tradição desde o ano 5000 a.C., estabelecida pela mãe de Nimrod, na Babilônia, como símbolo de pureza, paz e bondade;
  •             durante os últimos dias de dezembro e os primeiros dias de janeiro, no Império Romano celebravam-se as festas de Saturno, as saturnálias, quando ocorriam comilanças e trocas de presentes entre vizinhos e entre patrões e empregados;
  •             por fim os adornos colocados nas portas das casas vêm da tradição dos druidas celtas de utilizar símbolos de imortalidade, masculinos e femininos, como defesa contra o demonismo;
  •              em dezembro, os judeus celebram a Festa das Luzes (Hhanuká), comemorando o regresso dos macabeus com velas acesas durante oito dias, embora este ano a festa tenha ocorrido logo no início do mês.

Por sua vez, cabe mencionar que “Khrishna, um dos avatares (manifestação viva, ou encarnação) de Vishnu, nasceu em um estábulo, milagrosamente filho de uma virgem, foi perseguido por um rei malvado que, para fazê-lo desaparecer, massacra grande quantidade de crianças. Salvo por feliz acaso, Khrishna foi a princípio um guardião de rebanho; um dia, porém, levado ao templo, espantou os brâmanes com sua profunda sabedoria.” (Pequena História das Grandes Religiões, Félicien Challaye, Paris, 1940).

Para concluir, lembro que o conceito de trindade divina foi registrado pelos hindus no século I a.e.C., composto por Brahma (deus criador), Vishnu (deus preservador e a providência) e Shiva (deus destruidor e da vida futura). Mas antes, por volta de 1900 a.e.C., os egípcios reconheciam uma trindade em Amon, Osíris (que morreu e ressuscitou) e Seth. (Dicionário das Religiões, John R. Hinnells, Londres, 1984).

Quantas coincidências, n’est-ce pas?

Por isso tudo, e muito mais, boa festa de Mitra para vocês todos.

E lembre-se, não beba nem dirija. Algum idiota pode estar fazendo as duas coisas nestes próximos dias. Esforço de Plutão / Hades para atingir suas metas previstas no “plano anual” do Olimpo, mas que, devido ao contingenciamento do verbas do orçamento, reduziu a atividade durante a maior parte do ano, e deixou para colher as almas nos últimos dias (porque se não as verbas voltam para o thesouro).

Egocêntricos

Um amigo me enviou essa tirinha, que se encaixa com o que penso.

um-recado-da-mae-natureza-para-todos-nos

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