Um blogue mal humorado, com aversão ao abominável modismo do "polìticamente correto" (hipòcritamente mal-resolvido). Blogue de um cético convicto, com a própria ortografia.

Posts marcados ‘Monteiro Lobato’

Caçadas de Pedrinho

O ministro Luiz Fux teve o bom senso de negar liminar para a retirada das escolas de Caçadas de Pedrinho, de Monteiro Lobato, publicado em 1933.

Afinal de contas, o mundo não começou depois que os hipòcritamente mal-resolvidos concluíram a escola, como pensam esses imbecis que sofreram lavagem cerebral patrocinada por professores esquerdopatas.
Será que são incapazes de perceber que os valores de 20, 40, 200, ou 2000 anos atrás não eram exatamente os mesmos de agora? São incapazes de “tolerar” as diferenças?
A História não existe apenas para satisfazer os eguinhos de meia-dúzia de marxistas.

Por mim, nesse caso tinha de proibir a Bíblia, porque diz que os judeus mataram o tal Jesus. É ou não “anti-judeísmo”  explícito?
E os escravos? Aquilo não é uma “ofensa à dignidade humana”? Pois existe ao longo de todo o livro…

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Tatiana Belinky

O falecimento de Tatiana Belinky, fez-me avivar as recordações que guardo, por ela e o marido Júlio Gouveia terem proporcionado às crianças da década de 1950 e 1960 a primeira versão de “O Sítio do Picapau Amarelo” (que não aconteceu, como insistem em afirmar muitos alienados, na Globo).

Pelo menos, desta tivemos um jornalista capaz de superar a falta de memória de nossa imprensa.

folclore, lendas e personagens

Qualquer criança urbanóide de hoje sabe quem foi Pocahontas. Perguntem-lhe se ela tem alguma idéia de quem tenha sido as brasileiras Bartira e Paraguaçu…

As crianças brasileiras no “halloween”, que saiu das revistinhas de Luluzinha para as escolinhas em que as mães ocupadas deixam os filhos para serem criados, sabem o significado da abóbora furada, e de uma porção de outras coisas. A imensa maioria delas não têm conhecimento do que seja a mula-sem-cabeça, ou a caapora. Monteiro Lobato é mal visto pelos hipòcritamente mal resolvidos, mas Walt Disney pode estar presente em qualquer de-formação dos novos brasileiros.

O tempora, o mores.

Dirce Migliaccio

Hoje, 22 de setembro, a atriz Dirce Migliaccio morreu. Alguns jornais e sites, contudo, repetiram outra vez o erro de comentar que ela foi a primeira Emília da televisão, sem fazerem referência ao trabalho pioneiro da TV Tupi, de Tatiana Belinky, de Júlio Gouveia e de Lúcia Lambertini.

Alguns jornalistas continuam sem memória e com preguiça de pesquisar. Insistem em afirmar que o mundo começou com o surgimento da TV Globo, durante a ditadura militar.

nossa imprensa sem memória

Várias vezes encontramos nos jornais e revistas brasileiros referências falhas a fatos, pela pura preguiça que nossos grandes homens da imprensa têm de pesquisar.

Esta semana, a atriz Dirce Migliaccio entrou em coma, em razão de um AVC, e não foram poucas as menções a citá-la como uma das Irmãs Cajàzeiras (correto), mas também como a primeira Emília, de O Sítio do Pica-pau Amarelo na televisão.

Bem, esses jornalistas que nasceram ontem, pensam que a televisão brasileira nasceu com o regime militar, que deu de presente ao empresário Roberto Marinho a TV Globo, em 1965.

Mas não só o primeiro Sítio foi apresentado ainda na década de 1950, na pioneira TV Tupi, de Assis Chateaubriand, como durou muitos anos.

A adaptação da eterna obra de Monteiro Lobato era de Tatiana Belinky, e a apresentação de Júlio Gouveia.

Emília era interpretada por Lúcia Lambertini (que morreu no final dos anos 1970), e Narizinho por Edi Cerri.

Pouco me importa quantos outros atores globais os jornais possam dizer que foram os primeiros. Não vão mudar os fatos: a televisão pioneira no Brasil foi a falecida TV Tupi.

O pior é que com a informatização, tem sido feita uma verdadeira, péssima e perigosa “limpeza” de fatos da História, pois não raramente verifica-se que, para atender os interesses da empresa jornalística (ou outros interesses maiores, que a empre$a atende),  nas edições arquivadas digitalmente fez-se uma “depuração” de trechos de notícias e comentários, que tornam, em pouco tempo diferente, o original em papel diferente do arquivado em meio eletrônico. Isso quando simplesmente não eliminam dos arquivos uma notícia surgida havia apenas uma semana.

Ainda reclamam de eventual censura, mas os jornalistas são certamente muito mais stalinistas do que qualquer outro setor da sociedade, na ânsia de alterar os fatos, ou de fazer revisionismo histórico.

Emília o comprova.

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