Um blogue mal humorado, com aversão ao abominável modismo do "polìticamente correto" (hipòcritamente mal-resolvido). Blogue de um cético convicto, com a própria ortografia.

Posts marcados ‘Muro de Berlim’

manchetes de 9 de novembro

Gorbatchev diz que mundo está à beira de nova Guerra Fria
ainda bem
bons tempos
havia um pouco de ordem neste mundo bêsta

 

Queda pacífica do Muro de Berlim foi um milagre, diz Merkel
é mesmo?
você, uma alemos oriental, que expandiu o Lebensraum (espaço vital) nazista para o Leste da Europa, deve estar muito feliz com suas realizações

 

Em novo sinal de fragilidade na China, crescimento comercial desacelera em outubro
claro, crescimento medido em percentuais um dia começa a diminuir o fluxo
passar de 1 para 2 é fácil, difícil é passar de 20 para 21

 

Comissão da Libéria pede compensação por tiroteio contra área em quarentena pelo ébola
comissão na Libéria tem apenas um significado: cobrança de dinheiro sujo

 

Anistia Internacional pede liberdade de ativistas pró-Hong Kong antes de encontro da APEC
ué, quem disse que devolver Hong Kong para a China ia dar certo?

 

Müller faz três gola e Bayern abre sete pontos na liderança do Campeonato Alemão
7, lembra bem? 7
só não foram mais porque a dona Fifa pediu para os meninos não se exaltarem

 

Aos 46 anos, fulaninha está grávida do segundo filho
hoje em dia, as mulheres começam a vida sexual aos 12, mas só começam a ter filhos depois dos 40 depois reclamam que a natureza precisa de “reparos”

 

Receita com exportação de café em outubro aumenta 38,7%
que bom
quem sabe tenhamos outros produtos, além da soja e do minério de ferro, para exportar
talvez o café e a cana-de-açúcar virem riquezas deste país

 

 

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JFK – 50 anos da morte de JFK

Cinqüenta anos do assassinato de John Kennedy. O presidente mais “popular” da Guerra Fria. O primeiro candidato a “ganhar” um debate na televisão.

Na época, eu era criança e também fui das pessoas que choraram pela morte do “herói”.

Como os arquivos sobre sua morte continuam muito bem lacrados, com um monte de explicações “oficiais”  mal ajambradas e um monte de teorias de conspiração malucas, acho que continuaremos sem saber o que ocorreu.

Quem morreu? Quem matou? Por que matou? Pois continuaremos sem saber a última resposta por muitas outras décadas.

De qualquer forma, JFK nestes 50 anos perdeu a aura de santidade que lhe havia sido conferida nos primeiros tempos de sua carreira e morte.

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O que considero uma incrível bobagem são as “análises de especialistas imaginando o mundo caso JFK tivesse sobrevivido a ataque“.
Algo realmente de uma “seriedade” incrível.
Se a Córsega não tivesse passado ao domínio da França em 1768, Napoleão III teria dado o golpe em 1852?
Se a Alemanha e a Áustria não tivessem perdido a Primeiro Guerra Mundial, qual seria o destino de Hitler?
Se não tivesse havido o holocausto judeu, como seria o Oriente Médio?
Se o chefe do clã dos Kennedy, Joseph Patrick, não tivesse ficado milionário com os negócios com bebidas alcoólicas, durante a Lei Seca, qual seria o futuro de seus filhos?

Futurologias

Em dezembro eu escrevi em previsões para 2020, sobre essas teses de futurólogos e economistas que afirmam que, em 2020, o mundo estará dominado pelas novas potências. Naquela ocasião eu comentei o quanto a pérola da coroa da rainha Vitória já encolheu, e o quanto ainda pode encolher, por conta da diversidade étnica do subcontinente indiano. Portanto, quem garante que em 2020 haverá uma Índia para ser uma potência?

O mesmo já ocorreu com o Império de Todas as Rússias, que já foi também a poderosíssima URSS, depois uma reles Comunidade de Estados Independentes, e hoje é uma Rússia que tenta superar-se e voltar a ocupar um papel de destaque no mundo, embora grande parte de suas riquezas tenha sido distribuída por novos países vizinhos, sobretudo a Ucrânia (armas nucleares) e o Casaquistão (base de lançamento de foguetes). E, lògicamente, a grande Rússia ainda tem muito território para ser fragmentado, caso algum grupo queira fazê-lo.

Agora é a China, não por conta dos tradicionais chatos tibetanos e seus mantras, mas por causa dos muçulmanos do extremo-oeste, os uigures do Sinkiang (ou como se escreve hoje em dia, Xinjiang), o Turquestão chinês, ou seja, a parte chinesa do que também reúne também as outras repúblicas ex-soviéticas da Ásia Central (Casaquistão, Tajiquistão, Turcomenistão, Usbequistão e Quirguísia – a famosa área do Ondiequistão). Àreazinha bem “pacífica”, junto do Afeganistão e do Paquistão (ex-Índia), e do Irã. No primeiro dia houve só algumas centenas de mortos uigures nos protestos.

Mas a China não é só isso. Há certamente outras partes, outras etnias, outros grupos lingüísticos. Fora, naturalmente, o caso de Taiwan/Formosa.

Enfim, como é que alguém pode conjecturar que, daqui a 15 anos, o mundo estará com os mapas atuais válidos, para que se afirme agora que em 2020, ou 2030, os BRIC terão papel preponderante na economia mundial? Esses países ainda existirão. Possivelmente o Brasil sim, a menos que a Amazônguia já tenha sido ocupada por alienígenas. Mas e quanto aos outros?

Algum dos futurólogos do passado previu a Queda do Muro de Berlim? O esfacelamento da Iugoslávia? A dissolução da União Soviética?

E ainda há gente que investe em bolsas de valores por acreditar nas palavras desses seres.

rostinhos

É incrível, mas muita gente dá mais valor à aparência do que ao conteúdo.

Muitas pessoas comparam Obama a Kennedy, não porque ambos sejam presidentes do mesmo Partido Democrata, mas, sobretudo por conta do estilo de vida “jovem” e de suas mulheres “arrojadas”. (Muito embora Jacqueline Bouvier, com seu falso sorriso, tivesse sido uma das pessoas mais intragáveis que já passou pela Casa Branca.)

Se Kennedy, proveniente de uma das mais aristocratas famílias de um dos mais tradicionais estados do país, não tivesse sido misteriosamente assassinado, naquele esquema de um bandido que matou outro bandido, cuja solução ninguém sabe, duvido que, nos dias de hoje, a névoa de charme e de mistério teria sido mantida.

Se os escândalos sobre Bushinho vieram à tona tão rapidamente não foi apenas por conta da massa encefálica menos desenvolvida do último presidente do Partido Republicano, mas, sobretudo, porque os meios de informação no mundo se alteraram de tal forma nestes 50 anos, que não é mais possível guardar segredos como se fazia anteriormente.

As ligações do clã católico irlandês com a máfia italiana daqueles democratas eram apenas insinuadas, mas hoje em dia seriam mais do que comprovadas e motivos de manchetes, editoriais e movimentos de críticas pelo mundo afora.

Os desastres políticos de JFK não foram poucos, nem esquecidos. Só para citar os dois mais famosos, falo agora do início da Guerra do Vietnã (primeira grande derrota militar dos EUA), e do fracasso da invasão da Baía dos Porcos. Mais alguns: o distanciamento da França, a construção do Muro de Berlim, as guerrilhas na América Latina, a guerra civil em Katanga.

Ou seja, a política externa dos EUA foi uma sucessão de fracassos durante o governo JFK. Mas ele ainda assim é tido como charmoso. E insistem em compará-lo com Obama. Para que? Só se for porque já há planos para assassinar o atual presidente.

Rostinho simpático e bem produzido, o cínico greco-húngaro marido da cantora italiana Carla Bruni também o tem, e no entanto é um dos mais reacionários presidente que a França já conheceu em toda a sua história.

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