Um blogue mal humorado, com aversão ao abominável modismo do "polìticamente correto" (hipòcritamente mal-resolvido). Blogue de um cético convicto, com a própria ortografia.

Posts marcados ‘música’

a trequinologia

Encontrei esse artigo sobre trequinologia (trecos)

https://tecnologia.uol.com.br/listas/9-tecnologias-dos-anos-1990-que-sao-desconhecidas-por-criancas-de-hoje.htm

e repassei-o à minha lista de amigos.

Concordaram com os comentários que foram postados por leitores do : o artigo parece ter sido escrito por criança de hoje.

Não é por nada, não, mas toda a tecnologia dos anos 90 funcionava e atendia às necessidades das pessoas.

Não foram poucas as pessoas que afirmaram que em suas casas têm todas aquelas “peças de museu” –  em pleno funcionamento.

Por exemplo, é difícil explicar para quem ouve música (música?) em fones no metrô, que um CD tem uma qualidade de som incomparàvelmente melhor.

Algumas coisas do século XXI até podem ser práticas, mas não necessàriamente são melhores ou mais úteis.

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Adele part two

Tenho de me redimir. A cantora Adele, chata com aquele arranjo único de batida de teclas de piano, e com a forma de berrar, avisou que não fará mais tournés, e teve o último show cancelado por conta de problemas nas cordas vocais.

Realmente é uma mera cantora de estúdio.
Não tem estofo para apresentações em público, nem para durar muito tempo.

 

Turistas

Na semana passada, durante o feriadão, fui a uma cidade do interior, que prefiro não mencionar.
No sábado, em um espaço público, vi um grupo de percussão reunido.
Havia uma senhora parkisoniana, dois rapazes com síndrome de Down, e outras pessoas, em quem, à primeira vista, não percebi algo diferente, quando me aproximei. O garçon de um estabelecimento nas proximidades me explicou que era um projeto de inclusão social, que se reúne a cada duas semanas naquele local, e me indicou que dois dos rapagões do grupo não ouviam. Não sei qual a deficiência dos outros. Havia 12 pessoas no total, e umas 9 necessitavam de tratamento especial.

Eu estava gostando muito de ouvir. Dava para se notar o interesse e o esforço dos participantes em acertar o ritmo e o compasso das batidas que o líder do grupo indicava.

Pois não é que uns bichos da espécie “turistensis imbecelis” falaram mal do grupo – que aqueles pessoas não sabem tocar e só fazem barulho.

Em primeiro lugar, acho que os “apreciadores de música a todo volume no carro de chassi rebaixado” não sabem que qualquer orquestra precisa de ensaios.
Em segundo lugar, a crueldade de fazer o comentário, quando era nítido que algumas daqueles pessoas têm algum tipo de deficiência.Em terceiro, que duvido que aqueles bichos saibam tocar campainha ou o telefone de outra pessoa. Devem passar o dia todo só no tcl do zap (sobretudo se estiverem dirigindo um veículo).

Turistas…  Não sei, mas desconfio que era “gente da capital” – não importa qual.

 

bieber

Perguntaram a uma amiga minha (musicista profissional) o que ela achava da “nova fase, adulta” de Justina Biba.

Ela respondeu ràpidamente:

Seria melhor ele ter morrido na primeira infância…

 

gostos mudam

Em um restaurante, ouvi ontem aquela coisa que era tão cultuada, a famosa MPB.
Aquele conjunto de “entelequetuaes” que ainda não saíram do discurso de 1968…
Bem, mas o que quero comentar é:

ODEIO ELIS REGINA!

Depois de 34 anos de sua morte, não suporto mais ouvi-la.
Tentem ouvir “como nossos pais”, ou “maria maria“.
Ela grita mais do que cantor sertanejo em programa de auditório!
Berra!
Dói os tímpanos de quem tem de aturar aquele treco.

Como vêem, a gente muda de opinião ao longo do tempo.
Vai se informando mais, e começa a jogar na lixeira o que não merecia atenção.
Só o chico buraco de cuba é que não quer mudar.
Os neurônios já foram destruídos pela cachaça há muito tempo.

Aqueles quatro cabeludos de Liverpool eu achava mais ou menos.
Hoje em dia, são verdadeiros purgantes cheios de açúcar.

Escrevi sobre isso para alguns amigos, e imediatamente recebi as respostas:

Cê tá parecendo minha mãe, que dizia não entender porque Elis tinha que fazer tanta careta ! E fazia mesmo, né? Kkk

Também tenho mudado. Todos meus sentidos estão se adaptando a novos gostos.
Em matéria de música, estou apreciando a norte-americana das décadas 1930-1940.
Dolores Duran e Maysa, nunca mais. Pra que tanta dor de cotovelo?

Difícil é eu explicar ao meu vizinho do apartamento de cima que careta no velório e vilberto vil são demodés…

 

 

A Escola de Música de Brasília

A Escola de Música de Brasília, que existe desde 1963, está sendo sorrateiramente desativada.

O atual diretor, em conluio com o desgovernador socialista rodrigo enrollemberg, está mudando todos os alunos de turmas, misturando professores e coisas do tipo.
O objetivo é desestimular a continuidade dos cursos. Afinal de contas, Música não é o tipo de disciplina em que o aluno fica mudando de professor.

Aliás, neste verão a Escola JÁ NÃO DEU o curso de verão, que existiu desde sempre, e trazia músicos de vários Estados e países.

Depois de esvaziar a escola, o terreno será devidamente vendido para alguma construtora.
Mais um edifício de clínicas médicas ou de consultórios de devogádus surgirá no local, no início da L-2 Sul.

Informações dadas por professores (e um pouquinho também pela enpreimça).

Isso é çossializmu. Igualar todos por baixo. Afinal de contas, funk é algo que se aprende sem precisar de professores.

Onde você gostaria de ter estado?

No fim de semana, estava à mesa de uma adega conversando com outros freqüentadores conhecidos, e surgiu a conversa “História”.

Onde você gostaria de ter estado, quando ocorreu determinado fato histórico?

 

Não é quem você gostaria de ter sido.

É que cena gostaria de ter presenciado.

Pode ter aconselhado o personagem principal, ou apenas assistido.

Respostas que surgiram à mesa (em ordem cronológica):

  1. com Cleópatra, em seu último dia;
  2. quando Constantino decretou o cristianismo a religião oficial do Império Romano;
  3. com Gêngis Khan;
  4. com a Princesa Isabel, nos dias que antecederam a assinatura da Lei Áurea;
  5. na execução dos Romanofs, em abril de 1918;
  6. com Hitler, naquela reunião com os líderes nazistas, quando se viu que não dava para mais nada – alles war kaput – a cena do filme “A Queda” que foi repetida em um montão de paródias.

 

Repassei a pergunta às pessoas de minha lista de contatos por internet, e também a outras, pessoalmente.

Já pensou que grande fato histórico gostaria de ter assistido, ao vivo ,em cores e com som original?

Como no livro Ao Vivo do Calvário, de Gore Vidal, o personagem principal é um repórter que se transporte no tempo e no espaço, e transmite pela televisão a crucificação de Jesus, essa resposta não seria aceita.

Reproduzo abaixo as muitas respostas obtidas – ordenadas por ordem alfabética.

Com Alexandre Magno (três respostas!) – na Macedônia, saindo para mais uma aventura de conquistador – quando atravessou da  Grécia para a Ásia – quando foi ungido faraó e filho de Amon.

Na arca de Noé.

Na primeira apresentação da Nona Sinfonia de Beethoven.

Nas ruas e cabarés de Paris da Belle Époque (1871-1914). (duas respostas)

Na morte de Bin Laden.

Na decisão sobre o lançamento da bomba atômica sobre Hiroxima e Nagasaki.

Um rital de bruxas antes da Idade Média.

Quando Sidarta Gautama se tornou Buda, o Iluminado.

Na chegada de Colombo às “Índias”, para dizer a ele o erro que tinha cometido.

Nos vestiários e bastidores da final da Copa de 1998.

Na escolha do Brasil para sediar a Copa de 2012.

Na decisão de escolher o Itaquerão como estádio paulista para a Copa de 2012.

No impeachment da Dilma e na prisão de Lula (eu acrescentaria o funeral de Sarney e o de Maluf, já que são desejos).

Andando pelas ruas de Paris, entre 1920 e 1930, ouvindo Django Reinhardt tocando na Gare du Nord.

Na omissão de socorro a Elis Regina.

Quando Francisco de Assis se apresentou ao papa Inocêncio III para apresentar a candidatura para a nova ordem – segundo consta, Francisco de Assis fez isso para não ser acusado de herege – mas queria ver a cara do Papa ao receber aqueles mulambentos!

No suicídio de Getúlio Vargas.

Na Grécia Antiga, convivendo com filósofos e matemáticos.

No Rio de Janeiro, quando da invasão dos franceses, e lutando a favor do domínio francês.

No embarque da família real de Portugal, deixando o povo apavorado ao ver D. João VI fugir e deixar tudo para os invasores, e depois sair correndo para ver a confusão da chegada da corte no Rio de Janeiro.

No assassinato de John Kennedy.

Ao lado de Júlio César, quando ele atravessou o Rubicão e mudou tudo.

Na chegada do homem à Lua. (duas respostas)

No julgamento de Joana d’Arc.

Na queda do Muro de Berlim.

Em Nova York na década de 40.

Nas reuniões do PTrolão.

Na queda de Constantinopla.

Ver Santos Dumont no vôo do 14 Bis.

No envenenamento de Tancredo Neves.

Na execução de Tiradentes.

Na viagem do Titanic.

Na erupção do Vesúvio (ou do Cracatoa).

Em Waterloo.

Como se observa, muita gente se interessa pelos fatos mal esclarecidos.
Ou grandes fatos do mundo das idéias – filosofia, religião, ciências e artes.

Algumas pessoas se inspiraram em respostas já dadas anteirormente e manifestaram outros aspectos de um mesmo tema.

Muitos outros, porém, tiveram preguiça de pensar, e preferiram continuar assistindo BBB,
ou ficaram no eterno papel de Hardy, dos desenhos animados – oh vida, oh azar.

Demora um pouco, mas sempre encontramos uma ou duas respostas sobre o tema.

Quer contribuir?

Preencha aí embaixo o quadro deixe um comentário, em azulzinho, no canto direito do post.

 

 

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