Um blogue mal humorado, com aversão ao abominável modismo do "polìticamente correto" (hipòcritamente mal-resolvido). Blogue de um cético convicto, com a própria ortografia.

Posts marcados ‘música’

Circula no Whatsapp (1) – Pabllo Vitar

O problema de Pabllo Vitar não é a sexualidade, é o talento mesmo.
Porque para ser ruim ele teria que melhor muito ainda.
Chamar de homofobia a não aceitação dele pela maioria das pessoas
é esquecer-se de artistas como Cazuza, Cássia Eller, Ney Matogrosso,
Renato Russo e Freddie Mercury, que mesmo sendo discriminados pelo fato de serem gays,
sempre foram reverenciados pela maioria, porque o talento era indiscutível.
Mas oferecer música boa para essa geração é igual a dar caviar para urubus:
eles sempre preferirão a carniça.

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a trequinologia

Encontrei esse artigo sobre trequinologia (trecos)

https://tecnologia.uol.com.br/listas/9-tecnologias-dos-anos-1990-que-sao-desconhecidas-por-criancas-de-hoje.htm

e repassei-o à minha lista de amigos.

Concordaram com os comentários que foram postados por leitores do : o artigo parece ter sido escrito por criança de hoje.

Não é por nada, não, mas toda a tecnologia dos anos 90 funcionava e atendia às necessidades das pessoas.

Não foram poucas as pessoas que afirmaram que em suas casas têm todas aquelas “peças de museu” –  em pleno funcionamento.

Por exemplo, é difícil explicar para quem ouve música (música?) em fones no metrô, que um CD tem uma qualidade de som incomparàvelmente melhor.

Algumas coisas do século XXI até podem ser práticas, mas não necessàriamente são melhores ou mais úteis.

Adele part two

Tenho de me redimir. A cantora Adele, chata com aquele arranjo único de batida de teclas de piano, e com a forma de berrar, avisou que não fará mais tournés, e teve o último show cancelado por conta de problemas nas cordas vocais.

Realmente é uma mera cantora de estúdio.
Não tem estofo para apresentações em público, nem para durar muito tempo.

 

Turistas

Na semana passada, durante o feriadão, fui a uma cidade do interior, que prefiro não mencionar.
No sábado, em um espaço público, vi um grupo de percussão reunido.
Havia uma senhora parkisoniana, dois rapazes com síndrome de Down, e outras pessoas, em quem, à primeira vista, não percebi algo diferente, quando me aproximei. O garçon de um estabelecimento nas proximidades me explicou que era um projeto de inclusão social, que se reúne a cada duas semanas naquele local, e me indicou que dois dos rapagões do grupo não ouviam. Não sei qual a deficiência dos outros. Havia 12 pessoas no total, e umas 9 necessitavam de tratamento especial.

Eu estava gostando muito de ouvir. Dava para se notar o interesse e o esforço dos participantes em acertar o ritmo e o compasso das batidas que o líder do grupo indicava.

Pois não é que uns bichos da espécie “turistensis imbecelis” falaram mal do grupo – que aqueles pessoas não sabem tocar e só fazem barulho.

Em primeiro lugar, acho que os “apreciadores de música a todo volume no carro de chassi rebaixado” não sabem que qualquer orquestra precisa de ensaios.
Em segundo lugar, a crueldade de fazer o comentário, quando era nítido que algumas daqueles pessoas têm algum tipo de deficiência.Em terceiro, que duvido que aqueles bichos saibam tocar campainha ou o telefone de outra pessoa. Devem passar o dia todo só no tcl do zap (sobretudo se estiverem dirigindo um veículo).

Turistas…  Não sei, mas desconfio que era “gente da capital” – não importa qual.

 

bieber

Perguntaram a uma amiga minha (musicista profissional) o que ela achava da “nova fase, adulta” de Justina Biba.

Ela respondeu ràpidamente:

Seria melhor ele ter morrido na primeira infância…

 

gostos mudam

Em um restaurante, ouvi ontem aquela coisa que era tão cultuada, a famosa MPB.
Aquele conjunto de “entelequetuaes” que ainda não saíram do discurso de 1968…
Bem, mas o que quero comentar é:

ODEIO ELIS REGINA!

Depois de 34 anos de sua morte, não suporto mais ouvi-la.
Tentem ouvir “como nossos pais”, ou “maria maria“.
Ela grita mais do que cantor sertanejo em programa de auditório!
Berra!
Dói os tímpanos de quem tem de aturar aquele treco.

Como vêem, a gente muda de opinião ao longo do tempo.
Vai se informando mais, e começa a jogar na lixeira o que não merecia atenção.
Só o chico buraco de cuba é que não quer mudar.
Os neurônios já foram destruídos pela cachaça há muito tempo.

Aqueles quatro cabeludos de Liverpool eu achava mais ou menos.
Hoje em dia, são verdadeiros purgantes cheios de açúcar.

Escrevi sobre isso para alguns amigos, e imediatamente recebi as respostas:

Cê tá parecendo minha mãe, que dizia não entender porque Elis tinha que fazer tanta careta ! E fazia mesmo, né? Kkk

Também tenho mudado. Todos meus sentidos estão se adaptando a novos gostos.
Em matéria de música, estou apreciando a norte-americana das décadas 1930-1940.
Dolores Duran e Maysa, nunca mais. Pra que tanta dor de cotovelo?

Difícil é eu explicar ao meu vizinho do apartamento de cima que careta no velório e vilberto vil são demodés…

 

 

A Escola de Música de Brasília

A Escola de Música de Brasília, que existe desde 1963, está sendo sorrateiramente desativada.

O atual diretor, em conluio com o desgovernador socialista rodrigo enrollemberg, está mudando todos os alunos de turmas, misturando professores e coisas do tipo.
O objetivo é desestimular a continuidade dos cursos. Afinal de contas, Música não é o tipo de disciplina em que o aluno fica mudando de professor.

Aliás, neste verão a Escola JÁ NÃO DEU o curso de verão, que existiu desde sempre, e trazia músicos de vários Estados e países.

Depois de esvaziar a escola, o terreno será devidamente vendido para alguma construtora.
Mais um edifício de clínicas médicas ou de consultórios de devogádus surgirá no local, no início da L-2 Sul.

Informações dadas por professores (e um pouquinho também pela enpreimça).

Isso é çossializmu. Igualar todos por baixo. Afinal de contas, funk é algo que se aprende sem precisar de professores.

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