Um blogue mal humorado, com aversão ao abominável modismo do "polìticamente correto" (hipòcritamente mal-resolvido). Blogue de um cético convicto, com a própria ortografia.

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A praga do coitadismo de “minorias”

Marina disse que é hostilizada por ser filha de pobre, preta e evangélica.

Vamos lá: filha de pobre; já ouvimos essa conversa anteriormente;

preta: ? – preta é a Benedita da Silva, são Pelé, Milton Nascimento;
Marina é cafuza; está “cafundindo” as cores; mestiços já tivemos na presidência, anteriormente, Nilo Peçanha e Fernando Henrique;

evangélica: Café Filho e Geisel eram evangélicos, ou seja, protestantes, cada um de uma seita;

mulher: já tivemos Isabel de Orleans e Bragança e Dilma.

Se é para ser “minoria”, quero um presidente que seja filho de ricos doutores, nissei, gay e umbandista.
Esse sim será um autêntico exemplar de “minoria“.
Com certeza não será tão mentiroso ao assumir essas características pessoais.

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trajes nacionais

O povo “politicamente correto” apóia o uso de véus, burcas e xadores pelas mulheres muçulmanas nos países ocidentais, afinal de contas elas têm o direito de continuar a exprimir suas culturas.

Pouco importa que as ocidentais não possam continuar a exprimir as “nossas” culturas quando necessitam ir a um desses países islâmicos onde as mulheres são obrigadas a esconder braços, pernas, rosto, cabelos e sei lá mais o quê, onde não podem sair desacompanhadas, onde não podem dirigir automóveis, etc. e tal. Afinal de contas, os hipocritamente mal-resolvidos estão sempre prontos para concessões, desde que os errados sejamos nós, os monstros da humanidade, e nunca os outros, sempre os certinhos, as vítimas, os pobrezinhos, os que necessitam crescer sob o olhar de ongueiros bem intencionados.

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O que eu não entendo é porque esse apoio às mulheres muçulmanas nunca se manifestou às mulheres do Extremo Oriente.

Eu conheço alguns milhares de nisseis, sanseis, isseis, e tudo quanto é gradação de nikkey que chegou no Brasil há exatos cem anos. Pois apesar de terem uma religião muito mais velha do que o cristianismo, apesar de provierem de civilização muito antiga, os japoneses adaptaram-se e passaram a designar-se brasileiros (ou o que seja).

Queria saber de minhas amigas nisseis se elas não querem exigir indenizações da USP porque foram impedidas de usar quimonos quando estudaram. O argumento hipocritamente mal-resolvido é perfeito, vocês foram vítimas dos anos de chumbo. Eram obrigadas a ir à escola de jeans e a usar tênis. Onde estavam os defensores dos direitos humanos que não zelavam pelo respeito às tradições milenares dos povos do Extremo Oriente?

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