Um blogue mal humorado, com aversão ao abominável modismo do "polìticamente correto" (hipòcritamente mal-resolvido). Blogue de um cético convicto, com a própria ortografia.

Posts marcados ‘Norte da África’

Vendem-se escravos

Já falei tantas vezes da escravidão na África, em pleno século XXI, mas fiquei realmente enjoado com essa notícia.

Vendem-se escravos. 400 dólares cada.

https://www.dn.pt/mundo/interior/migrantes-africanos-vendidos-como-escravos-por-400-dolares-8917560.html

Não encontrei essa notícia nos jornais tupinambás. Afinal de contas, aqui prevalece a doutrina de que os caucasianos europeus são maus e que os negros sempre são suas vítimas. Sobretudo nas páginas da falha-de-são-paulo e de o-bobo.
Não fica bem comentar que os muçulmanos continuam a praticar a escravidão, justamente em cima de quem tenta buscar refúgio.
Até a CNN, fonte dessa matéria, conseguiu se livrar, ocasionalmente, do grilhão do hipòcritamente mal-resolvido.
Não, porém, a enpreimça tupinambá, que omitiu este fato.
No próximo dia 20, porém, elogiará Zumbi dos Palmares, o régulo alagoano que mantinha escravos em seus domínios…
E dirá que os portugueses que inventaram a escravidão e saíam pelo interior do continente africano para caçar pessoas.

Ah, onde está aquela tal de ONU, que também se cala?
Ela não está cheia de funcionários nababos , pagos para “se preocupar” com os refugiados?
Não tem justamente um príncipe jordaniano para cuidar dos “direitos humanos”?

 

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Um vídeo muito esclarecedor – Europe destroying itself

Recebi, e repasso por achar importante, vídeo sobre os refugiados que invadiram a Europa este ano.

Reparem que, aos 19 minutos, aquela senhora gorda retira do palco a bandeira de seu próprio país.

http://www.liveleak.com/view?i=8ce_1447076932

e dá-lhe multiculturalismo!

Qualquer “semelhança” com movimentos “sociais” aqui no Brasil não é mera coincidência.

Jovens europeus que parecem os mesmos alunos que invadem e depredam as próprias escolas no Brasil, dando vivas ao invasor.

Esquerda festiva que não sabe o tamanho do buraco que cavou.

 

Os refugiados que chegam na Europa

De repente, por conta da foto de uma criança morta, parece que houve comoção mundial com relação ao assunto “refugiados” que fogem diariamente da África e do Oriente Médio, em busca do refúgio que lhes garantirá as benesses do welfare state em países europeus.
Milhares de outros refugiados também fazem aventuras no Sul e Sudeste da Ásia, em direção à Austrália, mas não ganharam ainda a atenção de todo o mundo.

MAS, PORÉM, TODAVIA, CONTUDO, ENTRETANTO, faço duas perguntas:

  1. alguém lembra que foi dona hilária, aquela senhora que postula a candidatura à presidência dos Estados Unidos, que sob a égide de Barraca de Obaoba, fez a bagunça política que destruiu a Líbia e a Síria (e a Tunísia, o Egito, …), e solidificou a barbárie que já imperava em outros países, como Afeganistão, Iraque, territórios palestinos, Sudão?  Exército Islâmico (ISIS) e Boko Haram surgiram depois que as delicadas patas de dona hilária intrometeram-se em diversos países.
  2. alguém questiona a posição dos países ricos em petróleo (Arábia Saudita, Barém, Kuaite, Catar (Al Jazira), Emirados Árabes Unidos (Dubai e AbuDhabi) ? Um jornal inglês indagou por que esses países não receberam nem unzinho refugiado sírio, iraquiano, palestino, etceterino (africanos muçulmanos), quando autoridades desses países dos reis e emires declararam que aceitar esses refugiados poderia enfraquecer a segurança nacional, dada a alta probabilidade de haver terroristas disfarçados no meio dos refugiados.

Como é sabido que esses países financiam esses grupos de radicais terroristas – não oficialmente, é claro, mas por meio de “doações” dos milionários locais…
Desse modo,

Por isso, surge a hipótese: os países árabes que não recebem seus “irmãos” que buscam refúgio devem saber a razão da atitude pouco generosa no diz respeito a ajuda humanitária.
Ao menos poderiam ter o cinismo de contribuir financeiramente aos países europeus, para alojar os refugiados de quem eles querem manter distância.

la France, esse país da segunda divisão, preso ao passado…

Um amigo me enviou o link com a entrevista que o ex-embaixador brasileiro em Paris deu ao jornal Meia-Noite.

Acho a melhor coisa que já li, vi e ouvi, nestes últimos dias, a respeito do que tem ocorrido por aquele país que, dentre outras coisas, colonizou o Haiti, o Congo, a Guiné, Burkina, etc..

Voici le texte:
por Luiz Antônio Araujo

Marcos Azambuja: “A França precisa analisar a relação com os imigrantes”

Embaixador do Brasil em Paris De 1997 a 2003, fala sobre a comoção causada pelos ataques iniciados na quarta-feira com o massacre na revista Charlie Hebdo e adjacências

A experiência ensinou ao embaixador aposentado Marcos Azambuja que os problemas surgem aos finais de semana. E foi às vésperas de mais um, às 21h35min de sexta-feira, que ele se dispôs a atender o telefone de sua residência, no Rio de Janeiro, para discorrer a pedido de ZH sobre uma crise que lhe é familiar: a comoção causada pelos ataques iniciados na quarta-feira com o massacre na redação da revista francesa Charlie Hebdo e adjacências.

De 1997 a 2003, Azambuja foi embaixador do Brasil em Paris e cumpriu expediente na sede da representação, no Huitième Arrondissement (8º Distrito), na margem direita do Rio Sena, não longe de onde o turbilhão se iniciou.

– A França está em choque. A recuperação levará tempo – afirmou.

A seguir, uma síntese da entrevista.

Como o senhor explica os acontecimentos da França de 7 a 9 de janeiro?
A França foi um país que, durante séculos, recebeu muitas correntes migratórias. Mas quase todas tinham a aspiração de se tornar francesas – pela língua, pela cultura, pela adesão às ideias republicanas e laicas que fazem o espírito da sociedade francesa. O problema com a grande imigração islâmica é que não vem acompanhada desse desejo de adesão inteira a esses valores franceses, e sim de se oferecer como uma civilização e uma cultura alternativas.

Qual o impacto desse fenômeno entre os franceses?
A França não tem o temperamento de aceitar com naturalidade essa diversidade de aproximações. A França tende a ser convicta de que o seu modelo é aquele ao qual os outros devem aderir e que estar no país deve implicar a aceitação de seus valores. A Grã-Bretanha é muito mais flexível, assim como os Estados Unidos e também o Brasil, de certa maneira. São lugares em que os outros podem existir sem ter de aderir a um ideário nacional. O grande problema que temos hoje na França é que grande parte desses imigrantes muçulmanos – veja, o problema não é ser árabe, e sim a ideia do Islã como religião, como cultura, como matriz de pensamento – vivem um choque entre a visão republicana e laica e a sua própria visão religiosa.

A polêmica sobre o uso do véu, que ocorreu há alguns anos, é um exemplo disso?
Houve essa polêmica grande sobre o uso do véu nas ruas e de indumentária islâmica nas escolas porque, de um ponto de vista republicano e laico, ninguém deveria esconder seu rosto. Há um choque intrínseco entre a maneira de ser francesa e a visão islâmica. E isso é uma coisa complicadíssima. E eles são mais numerosos como imigrantes e formam bolsões de pobreza. A França não é brilhante na absorção desse tipo de imigrante. Ela não encontra um espaço natural para eles. Outra coisa é que quase todos vêm do Oriente Médio, que é o lugar mais complicado do mundo. Há dias, eu revi a agenda da primeira reunião a que compareci nas Nações Unidas – eu era rapazola, foi em 1960. Todos os assuntos foram resolvidos: a Guerra Fria, o apartheid, o colonialismo acabaram. A única coisa que não se resolveu é o conjunto dos problemas do Oriente Médio, que não apenas não se resolvem como ficam mais complicados. Esses problemas afloram na França agora, com a reivindicação do Islã por um papel maior, o conflito árabe-israelense e outros.

Existiram na França, porém, gerações de imigrantes árabes que não apenas se integraram como levaram esses ideais para as colônias e protagonizaram mudanças. Foi o caso dos líderes da Revolução Argelina, por exemplo, que eram laicos e socialistas.
Os argelinos, marroquinos e tunisianos são menos árabes e mais berberes. São o Ocidente do mundo árabe. Sobretudo naquele momento, a questão de Israel não era decisiva. O que era decisivo era a independência, a autonomia, a emancipação política. Esses imigrantes do Magreb foram absorvidos com um relativo sucesso. O problema é que, depois, a questão do Islã como afirmação nacional e o antagonismo Israel-árabes – os terroristas atacaram na sexta-feira uma loja de produtos kosher em Paris – constituiu um novo ingrediente na mistura. Existe uma rejeição à ideia de que a França representa uma ponta de lança no Oriente Médio. Os muçulmanos mais modernos do Irã e da Turquia voltaram atrás e estão se tornando mais conservadores, mais islâmicos. Houve um recrudescimento – não de uma sociedade que vai ficando cada vez mais laica, mas que retornou a uma certa matriz mais severa e mais religiosa. Outro problema foi o fracasso da Primavera Árabe, que gerou expectativas não cumpridas. E, finalmente, a imigração árabe na França não foi capaz de produzir uma absorção nos níveis mais altos da sociedade. Deputados, senadores, acadêmicos que têm origem no mundo islâmico são irrisórios. A França continua privilegiando as elites que vêm de suas grandes escolas. E a maioria dos árabes não se qualifica para jogar no primeiro time. A França não tem flexibilidade de absorver o diferente. A França hierarquiza em torno, se você quiser, dela mesma.

A crise começou com um ataque à revista satírica Charlie Hebdo, caracterizada por um humor que muitas vezes toma como tema questões religiosas, não apenas do Islã, mas também do cristianismo e do judaísmo. Muitos questionam, mesmo na França, o tipo de humor de Charlie Hebdo. Como o senhor analisa o papel particular dessa linha editorial da revista nos acontecimentos?
Na atitude da Charlie Hebdo e de outras publicações francesas, como o Canard Enchainé, há um humor em torno da religião que me parece duvidoso. Não acho muita graça nele. Esse humor recorre inclusive a uma certa estereotipação. Se você observar a maneira como os árabes são mostrados nessas publicações, eles têm as mesmas características das caricaturas raciais feitas antes sobre os judeus: são sujeitos com barbas longas, nariz adunco, turbantes. Continua a haver uma estereotipação com a qual eu não simpatizo. Que os árabes não gostem disso, compreendo inteiramente. O problema foi a perpetração de um ato criminoso que resultou na morte de 12 pessoas.

Como o senhor interpreta esse ato?
Isso tira a questão do campo do debate intelectual para colocá-la no terreno da criminalidade. Se os franceses árabes estivessem indignados com a ironia em relação a Maomé e fizessem uma manifestação, eu entenderia perfeitamente. O problema é que fomos confrontados com um ato de violência inaceitável. Não estou querendo incorrer num hábito muito francês de discutir tudo isso em termos intelectuais. Este é o momento de haver apenas repúdio a um ato de violência. Se não, começamos a ficar desde já muito inteligentes sobre isso. O meu medo, na França, é que a inteligência ande tão depressa que substitua a indignação.

O senhor refere-se aos hábitos intelectuais franceses, e a esse respeito não se pode deixar de notar que pensadores como Éric Zemmour pregam a islamofobia de maneira aberta – o primeiro chega a sugerir deportação em massa.
A ideia de deportação é um espasmo. A França precisa dos imigrantes. O jogo de imigração presta-se a uma duplicidade. É dito que os árabes vão ocupar a terra e se beneficiar, mas eles estão cumprindo funções de trabalho que, na França, ninguém mais quer fazer. E a França tem hoje taxas de natalidade tão baixas que, sem a imigração, começará a murchar demograficamente. Não há viabilidade, nem o mundo de hoje permitiria que você pusesse pessoas num navio e mandasse de volta sabe-se lá para onde, sobretudo nessa conturbação que é o Oriente Médio.

O que representa esse discurso?
Isso é mais uma expressão de mau humor, de frustração e de irritação do que um caminho viável. O que é preciso fazer é encontrar uma forma de acomodar a diversidade dentro da laicidade e do republicanismo. Quando se vai à Grã-Bretanha, você pode falar inglês com 200 sotaques: canadense, australiano, neozelandês, sul-africano, nigeriano – tudo é inglês. Mas se você fala francês com algum sotaque, eles acham que você é um primitivo. A França se coloca no topo de uma pirâmide do saber e hierarquiza para baixo. E as pessoas não gostam de ser colocadas nisso.

Existe também exploração política a respeito dos acontecimentos. Na manifestação deste domingo, por exemplo, muitos não desejam a presença da Frente Nacional (FN), partido francamente xenófobo e racista. Como o senhor vê essa dimensão?
Não há como excluir a FN. Como partido, a FN é cada vez mais importante – Marine Le Pen (presidente da FN) é uma das figuras com condições a aspirar o cargo de primeiro-ministro. Você não pode excluir. Será preciso dizer: estamos reunidos nesta manifestação não por estarmos de acordo em tudo.

O que uniria os grupos?
O fato de estarem reunidos para repudiar a violência. Ou seja, você encapsula a solidariedade a um aspecto, sem aderir aos demais. Mas é muito difícil. A França está vivendo um momento muito complicado. Ao erigir seus valores em um corolário universal, ficou presa em uma camisa de força intelectual, ideológica e comportamental. Se você não estiver enquadrado naquele rigor metodológico e linguístico e na própria técnica de apresentação das ideias, você é visto como bárbaro. O francês já foi uma língua de comunicação mundial. Hoje, é uma língua de cultura, estudada por grupos de pessoas. Há uma perda de espaço intelectual e de prestígio com a qual têm dificuldade de se conciliar. Estamos no momento de repudiar a violência dos ataques. Haverá tempo para discutir todas as complexidades. Pessoas foram mortas de uma maneira que você não pode coonestar.

É possível aos outros grupos políticos aceitar a participação da Frente Nacional na manifestação então?
Churchill (Winston Churchill, primeiro-ministro britânico de 1940 a 1945 e 1951 a 1955) tinha horror à União Soviética, e Roosevelt (Franklin Roosevelt, presidente americano de 1933 a 1945) não menos. E todos fizeram causa comum contra o nazismo. Não se estará aderindo ao ideário da Frente Nacional, mas simplesmente repudiando com toda a convicção os assassinatos. Matar aquelas 12 pessoas e depois outras tantas não é aceitável. Se alguém se junta a você nesse repúdio, será, como dizem os ingleses, fellow traveler (companheiro de viagem). As alianças são feitas conjunturalmente e para fins específicos.

Se a França se unir no domingo em torno de uma atitude negativa – o repúdio à violência –, qual será a atitude positiva capaz de manter essa união na segunda-feira?
Na segunda-feira, a França estará ainda traumatizada. As ondas de choque do que ocorreu desde quarta-feira vão durar mais tempo. A França terá um período de reavaliação de sua política interna, de seus valores, de sua relação com os imigrantes. Não é só o imigrante islâmico. Há os africanos, com os quais há uma relação menos tensa. Deverá haver um processo muito grande de autocrítica e de revisão de valores. É preciso perguntar: se num mundo tão diverso e cosmopolita, a França pode se manter tão exclusivamente francesa?

A França tem uma visão equivocada sobre seu papel no mundo hoje?
O país tem ainda uma ideia de seu papel no mundo que não corresponde mais à realidade: a ideia de o brilho, o éclan de sua civilização ainda têm efeito. Trata-se hoje de uma potência europeia sem papel maior sobre o mundo e com dificuldade de se acomodar a isso. Na União Europeia, a Alemanha tem hoje um papel militar e político muito maior. A Grã-Bretanha continua sendo um grande ator, por meio de sua relação imperial e atlântica com os Estados Unidos. A França é hoje uma potência média e tem dificuldade de se ajustar a isso em razão de sua ideia datada de grandeza passada.

O país está amarrado ao seu passado?
Na França, o passado ocupa um espaço excessivo. Napoleão, Luís XIV,  Foch, De Gaulle – todos têm espaço demais. Há uma presença do passado maior do que seria adequado. No momento, o meu medo é que a reação seja mais simples, que seja de retaliação, de caça às bruxas, de procura de culpados, de insegurança social. Os imigrantes foram varridos para as banlieues, os subúrbios. E não é uma presença estatisticamente insignificante. É uma presença imensa e crescente. Não sei como vão começar o reexame. Tenho a impressão de que François Hollande (atual presidente) não é o homem para isso. Ele pode administrar um país que sai de uma crise. Mas esse reexame exige grandeza, algo encontrável em um tipo de estadista que não creio que Hollande seja. A França está, no momento, despreparada para enfrentar esse tipo de desafio. Eles precisarão de um pouco mais de tempo. Até porque tenho a impressão de que não se esgotou o processo de violência.

Para o senhor, haverá mais atentados?
Sim. Haverá mortes aqui e acolá. Não vejo isso se esgotando completamente, e sim se prolongando um pouco no tempo. Há um outro problema que merece reflexão. A mobilidade das pessoas no mundo global exige um exame multilateral. As organizações internacionais como a ONU, a União Europeia e outras devem se reunir para discutir como administrar esse problema. Não são 2%, 3% da população – são proporções muito grandes que se deslocam. Creio que temos pano para manga. E não acho que esse episódio esteja esgotado. O primeiro round foi vivido, mas creio que teremos ainda repercussões nas próximas semanas.

Desenvolvimento

A notícia de que uma mulher foi apedrejada por parentes, no Paquistão (*), por ter se casado com um homem que não era o escolhido pela família, veio ao encontro do que, na semana passada, durante o almoço, um amigo e eu havíamos conversado sobre o “desenvolvimento” da humanidade.
Entre aspas, sim, pois a todo tempo temos provas e comprovações de que as sociedades não evoluem. Passam temporadas em ascensão e muitas outras em estagnação ou declínio.
Durante a Idade Média, que é (muito mal) rotulada por muitos como um período de trevas, havia mais liberdade, por exemplo, do que durante a maior parte da Idade “Moderna”.
Hoje em dia (século XXI) vive-se com mais denuncismo e hipocrisia do que durante a era vitoriana (século XIX).
Como? Que absurdo!
Será mesmo absurdo…?

Bem, nem tudo é generalista.
Contudo, até 1100, judeus e muçulmanos conviviam harmoniosamente na Andaluzia e em outras regiões, como Bagdá. Filósofos e matemáticos de ambos os grupos trocavam idéias e informações, estudavam os que lhes haviam antecedido na Grécia Clássica, 1400 anos antes. Surgiram então grupos radicais, ao estilo dos atuais talibãs, que dominaram o Norte da África e o Sul da Espanha, com perseguições, conversões forçadas de judeus e de cristãos, com execuções, proibição de estudo às mulheres. Movimentos similares surgiram no Oriente Médio. Isso não era a política islâmica até então.
1150 = 1980

Hoje em dia, com o “avanço da extrema-direita” na Europa, o que se observa é que ele é apenas uma reação – normal, até certo ponto – de uma ocupação social por imigrantes com outros costumes, outra religião, e outras vestimentas.
A tal política “multiculturalista”, promovida sobretudo na Alemanha que sempre sofrerá do problema da culpa do Holocausto, foi um rotundo e reconhecido fracasso, que hoje em dia não se sabe por onde começar a desmontar. Alemanha, com sua culpa do Holocausto, e França, com a culpa dos “colaboracionistas”.
[Aliás, é exatamente de reação que vem a palavra reacionário – a toda ação corresponde uma reação – lei da física que não pode ser revogada por políticos ou pensadores.]

Do mesmo modo, no Brasil, ouso dizer que o aumento dos “crimes de homofobia” são uma reação de “maiorias” contra o excesso de paradas gays, ou de carnaval fora de época, se preferirem, e das agitações promovidas por um movimento que fala tanto em inclusão social, das “minorias” que às vezes esquecem de respeitar quem está ao lado.
Bom não esquecer que os dados registram que “nunca antes na história deste país” foram cometidos tantos assassinatos – quaisquer que fossem suas formas, seus motivos, e locais.

Interessante que recentemente, surgiram vários artigos sobre a sistemática perseguição (e eliminação) que castro-guevaristas faziam contra homossexuais em Cuba. E, por que também não dizer, no Brasil?, onde na década de 1970 era a “esquerda” que obrigava homossexuais a trancar-se no armário. Nem vou buscar links para ilustrar essas afirmações, abundantes na internet. Durante o período militar, homossexuais “de direta” não se escondiam, enquanto que os “da esquerda” tinham de “manter as aparências” para os companheiros ideológicos.

Aliás, um parênteses: a turma que obteve a regularização do casamento gay é a mesma que, na década de 1960/1970, anunciava que o casamento era uma instituição falida. Como instituição até pode ser, mas quando os benefícios econômico-financeiros falaram mais alto, foi nela que os casais homossexuais buscaram refúgio.

Só podemos observar que muito retrocesso ainda teremos pela frente, ainda mais que quem finge estudar històrinhas nas faculdades está longe de ver História com olhos que não sejam os dos rótulos, preocupados apenas com teorias econômicas.
Como diria George Santayana, uma humanidade que não aprende com seus fracassos, e quer a todo instante reinventar a roda, será obrigada a muitos mais atos de selvageria.
Um dia essa espécie de sarna incrustrada na epiderme do planeta sofrerá as conseqüências, e serão mais surpreendentes do que as piores teorias da conspiração feitas por eco-terroristas.

RESUMO DA ÓPERA: o desenvolvimento não é algo que caminhe linearmente – vai aos trancos e barrancos, e muitas voltas retorna ao estágio anterior. Além disso, desenvolvimento tecnológico e material não é sinônimo de desenvolvimento moral, humano, social, e muito menos psicológico.

(*) Paquistão, um daqueles paisinhos esquecidos, que têm armas nucleares.

Protestos…

Escrevi há poucos dias sobre a interminável “tendência” a escravizarem-se pessoas na África.

Hoje me deparo com a notícia de que a “coitadinha” da esposa do Obaoba segurou um cartaz em favor do resgate das mais de 200 meninas cristãs que foram seqüestradas na escola, por terroristas muçulmanos.

Pois é, a senhora que é tão culta, tão estudada, tão preparada, não sabe que a escravidão é praticada há milênios na mamma África? Ainda pensa que os brancos malvados entravam para “caçar” escravos? Não minha senhora, foram antepassados dos vizinhos dos seus antepassados que os aprisionaram e os venderam para ingleses, e assim terminaram vindo trabalhar na América. Da mesma forma como milhões de outros foram enviados para trabalho nos sultanatos e califados muçulmanos.

É, minha senhora, muçulmano como o padrasto indonésio de seu ilustre marido, o mestiço filho de uma hipponga loira com um estudante (não escravo, mas elite) queniano, e que apesar de ter sido criado pela família materna preferiu o oportunismo de declarar-se negro, e não abrir mão do preconceito.

Adoro esses “intelectuais” que sempre se posicionam no comodismo das modas.

Aliás, na matéria que está no site do Globo, há uma grande quantidade de pessoas que perguntam:
– Onde estão as “ativistas” do Femen, que gostam de tirar a roupa em igrejas e catedrais católicas ou ortodoxas?
Por que elas não vão à Nigéria para uma manifestaçãozinha rápida? Será que estão com medinho?

E aquela ativista do Green piss do Rio Grande do Sul, que posou para a Playboy, ela não se comove com o extermínio de pessoas?
Ah, é só gente. Se fossem ursos ou zebras certamente mereceriam bloquear um porto, ou uma avenida do Rio e de São Paulo.

 

dia de Zumbi

Dia 20 de novembro, feriado em vários municípios para celebrar Zumbi dos Palmares.

Figura histórica um tanto polêmica. Muito mais para traidor do que para herói. Algo normal na história do Brasil, que hoje em dia cultua Luís Carlos Prestes e Lampião, só para citar dois casos de bandoleiros famosos. Os Billy the Kid brazucas.

Reproduzo alguns parágrafos encontráveis na Wikipedia, embora muitas outras fontes digam o mesmo:

Alguns autores levantam a possibilidade de que Zumbi não tenha sido o verdadeiro herói do Quilombo dos Palmares e sim Ganga-Zumba: “Os escravos que se recusavam a fugir das fazendas e ir para os quilombos eram capturados e convertidos em cativos dos quilombos. A luta de Palmares não era contra a iniquidade desumanizadora da escravidão. Era apenas recusa da escravidão própria, mas não da escravidão alheia.[…]”

De acordo com José Murilo de Carvalho, em “Cidadania no Brasil” (pag 48), “os quilombos mantinham relações com a sociedade que os cercavam, e esta sociedade era escravista. No próprio quilombo dos Palmares havia escravos. Não existiam linhas geográficas separando a escravidão da liberdade”.

Segundo alguns estudiosos Ganga Zumba teria sido assassinado, e os negros de Palmares elevaram Zumbi a categoria de chefe:

“Depois de feitas as pazes em 1678, os negros mataram o rei Ganga-Zumba, envenenando-o, e Zumbi assumiu o governo e o comando-em-chefe do Quilombo”4

Seu governo também teria sido caracterizado pelo despotismo:

“Se algum escravo fugia dos Palmares, eram enviados negros no seu encalço e, se capturado, era executado pela ‘severa justiça’ do quilombo.

Zumbi é considerado um dos grandes líderes de nossa história. Símbolo da resistência e luta contra a escravidão, lutou pela liberdade de culto, religião e prática da cultura africana no Brasil Colonial. O dia de sua morte, 20 de novembro, é lembrado e comemorado em todo o território nacional como o Dia da Consciência Negra.”

Escravidão no Quilombo dos Palmares

Apesar de representar uma resistência à escravidão, muitos quilombos contavam com a escravidão internamente. Esta prática levou vários teóricos a interpretarem a prática dos quilombos como um conservadorismo africano, mantendo as diversas classes sociais existentes na África, incluindo reis, generais e escravos.

Para alguns estudiosos, no entanto, a escravidão nos quilombos não se assemelhava à escravidão dos brancos sobre os negros, sendo os escravos considerados como membros das casas dos senhores, aos quais deviam obediência e respeito.Semelhante à escravidão entre brancos, comum na Europa na Alta Idade Média.

A prática da escravidão nos quilombos, como a praticada por Zumbi, tinha dupla finalidade:

– a primeira, de aculturar os escravos recém-libertos às práticas do quilombos, que consistiam em trabalho árduo para a subsistência da comunidade. Já que muitos dos escravos libertos achavam que não teriam mais que trabalhar; e

– a segunda, que visava diferenciar a população do quilombo, em:

a) aqueles que chegaram pelos próprios meios. Escravos fugidos, que se arriscavam até encontrar um quilombo. Sendo, neste trajeto, perseguidos por animais selvagens e pelos antigos senhores. Ainda, correndo o risco de serem capturados por outros escravistas, e em

b) aqueles trazidos por incursões de resgates. Escravos libertados por grupos quilombolas que iam às fazendas e vilas. Estes ficavam sob um regime de servidão temporário à algumas casas mais antigas, até se adaptarem à rotina do quilombo e poderem ter suas próprias casas.

Matéria assinada no Estadão trata da lei que obriga o ensino sobre África nas escolas. Link disponível no início da linha.

Pergunto se esse conteúdo “didático” contém as mentiras históricas de que os “brancos” entravam no interior do continente para “caçar negros”, ou se conta a verdade de que os escravos eram comercializados por reis africanos, em entrepostos no litoral, onde a “mercadoria” era vendida tanto para árabes (Oceano Índico) como para europeus (Oceano Atlântico). Os europeus só começaram a se estabelecer no interior da África no século XIX. Isso é mais do que comprovado. Primeiro os franceses na Argélia, em seguida os bôeres penetrando no sul da África, a partir do litoral que ocupavam, estabelecendo suas pequenas repúblicas no interior, enquanto os ingleses passavam a ocupar as regiões costeiras. A famosa partilha da África entre as potências européias só se deu no final do século XIX, quando o Império Otomano já estava em declínio e em retrocesso no Norte do continente.

O maior inimigo dos negros foram os negros de outras etnias. Isso ainda continua a ser verdade, basta ver as guerras em todos as partes do continente. Nigéria (desde Biafra até os recentes massacres de cristãos por muçulmanos), Burundi, Ruanda, Etiópia, Moçambique, Angola, Guiné-Bissau, etc., etc., etc., etc., etc., etc., etc., etc., etc..  Aliás, se for para fazer um retrospecto, os escravos etíopes que havia no antigo Egito já eram relatados há milênios.

Será que isso tudo é ensinado nas aulas sobre África nas escolas brasileiras?

Será que Zumbi é o herói que os brasileiros de cor de pele negra merecem? Bem, se for como Macunaíma para os brasileiros de pele branca, então pode ser que seja válido. Acho, porém, que os brasileiros merecem heróis com caráter, independentemente da cor da epiderme.

Essa história feita de estòrinhas revanchistas e “revisionistas” poderia ser um pouco mais séria e ter um pouco mais de pesquisas.
Aliás, é sempre bom lembrar que as práticas escravocratas surgiram há aproximadamente 11 mil anos, quando teve início a ocupação de pessoas com agricultura regular. Só começaram a ser questionadas no século XVIII, com o Iluminismo. Não fossem os filósofos europeus, a escravidão seria ainda vista como algo natural em todo o mundo.

Por falar nisso, é bom rever a entrevista de Morgan Freeman sobre “mês da história negra”, e outras mais:

http://youtu.be/qAQneXfkZFk

http://www.youtube.com/watch?v=qAQneXfkZFk&feature=youtu.be

Quando se comemora o dia da consciência nipo-brasileira? E o  do árabe-descendente? Ou do greco-brasileiro? Sem deixar de mencionar, é claro, o dia do ítalo-brasileiro.
Eles não contam? Só os “negros” que, na maioria, são originários da miscigenação com os antigos lusitanos?

Fosse feita uma pesquisa entre os “negros”, teríamos um porcentual de descendentes de europeus maior do que a “mestiçagem” propalada dos”brancos”, afirmada por ociólogos e antropo-ilógicos, sem análise que ultrapasse a amostragem da população brasileira da primeira metade do século XIX.
Esses “intelectuais” aí querem tanto falar de “mestiçagem”, mas são favoráveis ao levantamento de um “muro” separando etnias no Brasil. Bem típico de certos grupos políticos.
Muitos deles afirma(ra)m que “todo brasileiro tem um pé na senzala”. Esquecem, porém, que “todo brasileiro tem um pé na sala”, se a “mestiçagem” é tão categórica.
Se há tantos mestiços, é claro que descendem de um grupo E de outro, às vezes mesmo de três, levando-se em conta avós.
Eu mesmo tenho avós e bisavós de quatro diferentes nacionalidades, origens e costumes, além de continentes diferentes. Todos abrasileiraram-se e eu sou exatamente isso: brasileiro, e gosto desse adjetivo. Um de meus avôs era tão pobre que em sua certidão de batismo constava que “deixavam de ser cobrados os emolumentos paroquiais, dada a condição financeira da família“.
Um dos bisavôs (de outro ramo) era de família que tinha vindo fazer aquilo que hoje em dia se chama “trabalho degradante semelhante a escravidão”. Dívidas em cima de dívidas contraídas por patrão trambiqueiro, embrulhão e tudo mais. Se a família dele era pobre no início, ficou mais pobre depois de trabalhar com esse patrão.

Ah, só para deixar claro: o assunto aqui é Zumbi, o herói sem nenhum caráter, irmão de Macunaíma.
Não estou a falar de cotas, nem de bolsas, nem de políticas de inclusão. Isso é uma outra conversa MUITO diferente.

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