Um blogue mal humorado, com aversão ao abominável modismo do "polìticamente correto" (hipòcritamente mal-resolvido). Blogue de um cético convicto, com a própria ortografia.

Posts marcados ‘O Popular’

Queria ser dono de jornal

Queria ser dono de jornal.
Um jornal diferente.
Um jornal que não colocasse na primeira página manchetes como:

  • jogador de futebol tingiu o cabelo
  • a vida çequissuau duzartista da casa mais vigiada do país
  • famosa cantora desconhecida passa férias em ilha paradisíaca do outro lado do mundo
  • torcedores fanáticos customizam automóveis
  • saiba onde comer bolinho de bacalhau
  • morre atriz pornô
  • aberto concurso para concurseiros fracassados
  • remédios florais para pets
  • casal cria fábrica de geléias
  • vocalista diz que já perdeu as contas de quantas vezes se apresentou em festival
  • Kardashian en ropa interior para Calvin Klein
  • Woman coughs so hard she breaks rib
  • 130 000 dollars pour voir l’épave du Titanic
  • Amore tra principessa indù e sultano islamico scatena ira delle donne
  • Luxurious mansions you can stay in
  • The season’s sweetest hot chocolates
  • Mit dieser App siechern Sie sich vor dem Sex rechtlich ab

Não inventei nenhum. Todas essas manchetes estão hoje nos sites de jornais de quase todo o mundo.
Apenas dei a elas uma redação mais elaborada, em alguns casos.

Será que isso tem alguma relação com a infantilização e com a imbecilização geral da sociedade?
Esses assuntos merecem de fato o destaque que lhes é dado pela enpreimça?
Duvido que as pessoas que conheço também não preferissem outro tipo de notícias com que se ocupar.

 

 

 

 

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Purtugays he huma lengua muinto deffisiu

Funcionária de livraria é baleada durante assalto

O Popular
Redação
06/02/2014 14:49

Uma funcionária de uma livraria foi baleada no abdômen, na tarde desta quinta-feira (6), na Avenida Indecência, no setor Aeroporto, em Goiânia. Segundo a Polícia Militar (PM), duas pessoas não identificadas, entraram na livraria e deram voz de assalto. A vítima se mexeu e um dos criminosos atirou.

Ainda de acordo com a polícia, a dupla fugiu levando R$ 15 mil. A vítima foi encaminhada para o Hospital de Urgência de Goiânia (HUGO). A polícia não tem pista dos autores.

-=-=-=-=-=-

Tá ssértu; isqrevê Avenida Independência dá muito trabalho…

Homenagem a finados

Hoje é uma boa ocasião para se fazer uma homenagem a alguns finados memoráveis.

Machado de Assis, Coelho Neto, Visconde de Taunay, José do Patrocínio, e outros grandes nomes do jornalismo, que ocuparam as cadeiras de fundadores da Academia Brasileira de Letras.

Hoje em dia, não duvido que teriam vergonha de seus colegas, que empesteiam a enpreimça escrevendo palavras como xixi, cocô e bumbum, pois a infantilização desta geração não lhes permite conhecer (nem muito menos usar) palavras que devem ser dificílimas, como urina, fezes e glúteos.

Minha homenagem aos mortos, pois desses vivaldinos de hoje quero distância.

A eles, apenas recomendaria que estudassem e que aprendessem a utilizar dicionários. Ser-lhes-ia deveras útil.

Vices na História do Brasil

Vou reproduzir parte de um artigo publicado no dia 18, no jornal O Popular, de Goiânia, de autoria de Vitor Gomes Pinto, sobre os vices-presidentes que o Brasil já teve.

A República, ao fim do século 19, nasceu sob o signo do vice: Floriano Peixoto minou dia-a-dia o mandato de Deodoro da Fonseca até forçá-lo a renunciar três dias antes de completar nove meses de governo. A Constituição mandava fazer nova eleição, mas Floriano não permitiu.

Quando Prudente de Morais afastou-se para sofrer uma cirurgia, Manuel Vitorino assumiu, trocou o Ministério e mudou a sede do governo do Palácio Itamaraty para o Catete, espalhando a notícia de que o chefe, doente, não reassumiria. Um belo dia, Prudente desceu de um velho táxi na porta do palácio, sem avisar a ninguém (caso contrário seria impedido de entrar) e reassumiu.

Afonso Pena faleceu e deu o lugar a Nilo Peçanha, da mesma forma que Rodrigues Alves (vitimado pela febre amarela em 1918), substituído por Delfim Moreira que, sofrendo das faculdades mentais, logo saiu.

O suicídio de Getúlio Vargas em 1954 fez de Café Filho o presidente. Jango, que já fora vice de JK, foi eleito com 4,5 milhões de votos por uma coligação (PTB, PSD, PSB) contrária à de Jânio Quadros, assumindo quando este renunciou, para ser derrubado pelo golpe de 64.

A escolha simultânea, em chapa única, de presidente e vice é remanescente da ditadura militar, que a instituiu a partir da dupla Costa e Silva e Pedro Aleixo. Antes, Jânio e Jango foram eleitos separadamente pelo povo, como Castello Branco e José Maria Alkmin, quatro anos depois pelo Congresso.No período militar, o vice civil era um zero à esquerda. Alkmin foi obrigado a dormir num motel no Paraguai quando Castello viajou ao exterior, para não assumir. Pedro Aleixo, fundador da UDN e um dos mentores da Redentora, foi declarado impedido pelo Conselho de Segurança Nacional e, na morte de Costa e Silva acabou cedendo lugar para uma Junta Militar.

Tancredo Neves faleceu antes da posse e o País ganhou de presente José Sarney. Algo similar aconteceu no impeachment de Fernando Collor, cedendo de graça a vaga para Itamar Franco. Pesquisa realizada um ano depois que Itamar assumira, perguntou ao povo “quem foi o vice de Collor?”, constatando que quase ninguém lembrava.

O autor esqueceu que os “vices” dos nossos monarcas também alteraram o curso da História, pois foi o príncipe-regente D. João, atuando no lugar de D. Maria I, quem trouxe a Corte de Lisboa para o Brasil. Depois, o príncipe-regente D. Pedro tornou-se o primeiro imperador brasileiro, e a princesa-regente Isabel foi quem decretou o fim da abolição no país.

Por isso, o lembre e conselho amigo: na hora de votar, cuide bem de observar quem é o vice na chapa de seu candidato!!!!!

Só eco-turismo não enche barriga

O jornal O Popular (Goiânia) publicou ontem um editorial denominado Indesejada hidrovia, sobre o que considera a inconveniência da construção de uma hidrovia interligando os rios Araguaia – Tocantins – Mortes, defendido no Senado.

Segundo o jornal, ao contrário da inserção de Goiás no projeto da hidrovia Paranaíba – Paraná – Tietê, o novo sistema hidroviário seria nocivo por conta do impacto ambiental e do mal que causaria a reservas indígenas. Sempre a mesma conversa dos preservacionistas do vácuo.

O jornal ainda prossegue ao dizer que os rios deixariam de ser o santuário ecológico que hoje servem de atração aos visitantes que, no meio do ano, buscam o eco-turismo.

Quer dizer que um bando de índios fajutos, que só se vestem tipicamente no meio do ano, para fingir a poucos turistas, valem mais do que todos os caminhoneiros que desperdiçam recursos com o transporte rodoviário nas estradas brasileiras?

Quer dizer que aviões fretados chegam de todos os continentes para o interior de Goiás e do Tocantins para levar turistas para conhecer as praias sazonais do Araguaia e do Tocantins, e que disso depende a riqueza do centro do Brasil? E que esses mesmos milhões de turistas voltam nos anos seguintes, pois o turismo ecológico é algo que as pessoas consideram imprescindível em suas vidas?

Por favor, deixem de cinismo, senhores eco-chatos, ongueiros medíocres.

É perfeitamente possível haver compatibilidade entre as hidrovias e o turismo. Funciona assim na Europa e em outros lugares do mundo desenvolvido.

E não me venham com isso de preservar culturas indígenas, pois índio adora dinheiro, gigantescas caminhonetes 4×4, assiste televisão, veste-se com jeans, e tudo mais. Só faz miçangas para, orientado por antropólogos e ongueiros, vender a ocasionais turistas idiotas.

Se querem que o Brasil continue eternamente sendo um país de cachaceiros e analfabetos, arrumem outras justificativas menos ecológicas.

Copenhague já mostrou que o modelito ecologicamente correto é uma farsa.

Não é de se duvidar, porém, que o motivo do editorial do jornal tenha sido motivado por razões bem mais prosaicas, como por exemplo o lobby da grande prostituição nas margens da rodovia Belém-Brasília, que atende os caminhões que por ela trafegam. Prostituição, um dos principais elos do turismo, em qualquer parte do mundo.

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